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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

STJ mantém guarda de criança apenas com o pai, ao invés de compartilhada com a mãe

A Decisão foi baseada no melhor interesse da criança. Lei instituiu que a guarda compartilhada é o modelo prioritário

Legenda: Pai alegou prática de atos de alienação parental por parte da mãe da criança
Foto: Agência Brasil

 partir do início da vigência da Lei 13.058/2014, a guarda compartilhada foi adotada pelo sistema jurídico brasileiro como o modelo prioritário. Entretanto, no momento de decidir sobre o tipo de guarda, o juiz deve analisar as especificidades que envolvem a relação entre pais e filhos e, sobretudo, considerar o princípio constitucional do melhor interesse da criança – que pode levar, inclusive, ao estabelecimento da guarda unilateral.

O entendimento foi reafirmado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao manter o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que fixou a guarda unilateral de uma criança para o pai. Entre outros elementos, a corte local levou em conta a recusa da mãe em se submeter a tratamento psicoterápico; os registros de intensa disputa entre os pais em relação aos interesses da filha e, ainda, as declarações de profissionais no sentido de que a criança preferia ficar com o pai, pois sofria com o isolamento e o tratamento inadequado na companhia da mãe. 

Jurisprudência defende guarda compartilhada

A despeito de a jurisprudência do STJ entender que a guarda compartilhada deve ser instituída independentemente da vontade dos genitores ou de acordo entre as partes, o relator do recurso especial, ministro Villas Bôas Cueva, afirmou que "o instituto não deve prevalecer quando sua adoção for negativa aos interesses da criança ou lhe seja, inclusive, penoso ou arriscado".

No caso, o pai ajuizou ação com o objetivo de obter a guarda da filha sob a alegação da prática de atos de alienação parental por parte da genitora.

Guarda e vi​sitas

Em primeiro grau, embora tenha fixado a guarda compartilhada, o juiz determinou que a criança ficasse morando com o pai e estabeleceu regime de visitas maternas, condicionando a ampliação das visitas à submissão da mãe a tratamento psicoterápico.

Ambos apelaram da sentença, mas o TJSP acolheu apenas o recurso do pai, estabelecendo a guarda unilateral da criança a seu favor.

Por meio de recurso especial, a mãe alegou que, nos termos dos artigos 1.583 e 1.584 do Código Civil, a guarda compartilhada não está condicionada à possibilidade de convívio amistoso entre os pais. Segundo ela, as duas únicas exceções à guarda compartilhada seriam quando um dos pais não a deseja e quando um deles não é capaz de exercer o poder familiar.

Novo parad​igma

O ministro Villas Bôas Cueva afirmou que a Lei 13.058/2014 rompeu paradigmas seculares, propiciando novos parâmetros para a aplicação dos modelos de guarda. No caso do formato compartilhado, explicou, há a possibilidade de que a família, mesmo não tendo vínculo conjugal, exista na modalidade parental.

Entretanto, o ministro lembrou que a aplicação da lei se submete à interpretação dos princípios constitucionais, sobretudo da cláusula de supremacia do melhor interesse do menor.

Em relação aos artigos 1.583 e 1.584 do Código Civil, o relator apontou que a guarda unilateral será mantida quando houver a inaptidão de um dos pais – situação que poderá ocorrer de inúmeras formas, que não passam, necessariamente, pela perda do poder familiar.

"O magistrado, ao analisar hipóteses como a ora em apreço, de aplicação da guarda compartilhada, não pode se furtar a observar o princípio do melhor interesse do menor, que permeia toda e qualquer relação envolvendo conflitos dessa natureza", declarou.

Villas Bôas Cueva considerou que esse princípio foi elevado à condição de metaprincípio por possuir função preponderante na interpretação das leis, em decorrência da natureza específica e vulnerável do menor

Fonte: Diário do Nordeste

Eleições municipais 2020: TSE estuda estender votação em ao menos 1h e criar horário só para idosos

Reduzir aglomerações nas filas é um dos objetivos do tribunal com a possível medida


Legenda: Tempo disponível para votação é discutido pelo TSE
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quinta-feira (6) que o horário de votação no dia das eleições deve ser estendido em pelo menos uma hora e que poderá ser reservado um horário especial para a votação de idosos com mais de 60 anos, considerados pertencentes ao grupo de risco para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

"Muito possivelmente nós estenderemos em pelo menos uma hora, de 8h às 18h, e muito possivelmente nós reservaremos o primeiro horário para quem tem mais de 60 anos e são considerados grupo de risco", disse Barroso.

Segundo o presidente do TSE, as medidas deverão ser confirmadas ainda neste mês. A ideia é indicar que os eleitores com mais de 60 anos votem das 8h às 11h. Segundo Barroso, o horário preferencial não será de natureza obrigatória, mas uma sugestão para melhor organizar o fluxo de eleitores ao longo do dia. "Nós ainda não batemos o martelo.O que fizemos foi solicitarmos um estudo ao setor de estatística para calcularmos a saturação de cada uma das seções eleitorais no sentido de impedir a formação de filas e aglomerações", afirmou Barroso.

Tradicionalmente, o horário de votação vai das 8h às 17h. Mas, para reduzir a aglomeração de eleitores e evitar a formação de filas, a Justiça Eleitoral estuda prolongar a votação.

O TSE conta com a consultoria de estatísticos do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) para definir qual a melhor proposta para estender o horário de votação com o objetivo de evitar aglomerações.
Por causa da pandemia do novo coronavírus, as datas da eleição foram adiadas para 15 de novembro (primeiro turno) e 29 de novembro (segundo turno).

Outra medida já anunciada pelo TSE foi a exclusão nessas eleições da identificação dos eleitores por biometria. Por ser um processo mais demorado, foi avaliado que o recurso poderia aumentar as filas nos locais de votação.

Fonte: Diário do Nordeste

Cartórios do Ceará passam a oferecer serviços de inscrição, regularização e 2ª via do CPF

475 Cartórios de Registro Civil no Estado estão aptos a oferecer os serviços


Legenda: O CPF pode ser obtido de forma no site e nas unidades físicas da Receita Federal e, agora, em cartórios
Foto: Foto: Cid Barbosa

Os serviços de inscrição, regularização e emissão de 2ª via de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs) passam a ser oferecidos em 475 Cartórios de Registro Civil no Estado, a partir deste mês de agosto. A informação foi anunciada pela Receita Federal.

A iniciativa faz parte de um convênio firmado com base na Lei Federal nº 13.484/1720, entre a Receita Federal do Brasil e a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). A lei transformou os municípios e distritos do país em Ofícios da Cidadania, que podem fazer parcerias com órgãos públicos para a solicitação e entrega de documentos de identificação. 

São Paulo foi o primeiro Estado a oferecer os serviços, que está sendo expandido para todo país, permitindo que o cidadão saia do cartório com o documento regularizado.

Já nos casos em que o sistema interligado com a Receita Federal apontar a necessidade de complementação do atendimento, o acompanhamento da situação poderá ser feito de forma online pela internet, mediante entrega de login e senha ao solicitante. 

De acordo com a Receita, os Cartórios de Registro Civil poderão cobrar do solicitante uma tarifa de conveniência no valor de R$ 7. Permanecem gratuitos os serviços de casos de inscrição no CPF realizada no ato do registro de nascimento, cancelamento por óbito e alteração de nome por ocasião do casamento.

Fonte: Diário do Nordeste

Deputados aprovam multa que varia de R$ 100 até R$ 1.001 em caso de não uso de máscara no Ceará

Valores cobrados a empresas variam de acordo com o porte do empreendimento. Em caso de pessoas físicas reincidentes, a multa pode chegar a R$ 300

Legenda: Assembleia aprovou regras para multar pessoas e empresas que descumprirem a lei estadual que obriga o uso das máscaras para evitar a propagação da Covid-19
Foto: Natinho Rodrigues

Deputados estaduais votaram nesta quinta-feira (6) a cobrança de multa a pessoas físicas e jurídicas em caso de descumprimento da lei estadual que exige o uso das máscaras como equipamento de proteção do combate à Covid-19. 

A partir de agora, pessoas físicas poderão ser multadas no valor de R$ 100 em caso de descumprimento. O valor chega a R$ 300 no caso de reincidência. 

A fiscalização vai ser feita por órgãos de segurança pública do Estado, como Polícias Civil e Militar e Guardas Municipais.

Quanto às pessoas jurídicas, o valor da cobrança será feito ao CNPJ responsável pelo empreendimento caso os clientes e funcionários não estejam cumprindo as precauções. Não serão multadas empresas que comprovarem que tomaram as medidas necessária para o cumprimento das regras.

Em relação às pequenas empresas, os valores são fixos em R$ 179 por pessoa. Os valores ficam entre R$ 359 e R$ 1.001 para negócios de grande porte.

Nas comissões antes de chegar ao plenário, deputados divergiram sobre a cobrança. A deputada Silvana Oliveira (PL) chegou a falar em “indústria da multa”. Parlamentares como Walter Cavalcante (MDB) e Elmano Freitas (PT) defenderam as medidas de combate à proliferação da Covid-19.


sábado, 1 de agosto de 2020

Camilo: aulas presenciais devem voltar só em setembro; bares e cinemas sem previsão de retorno

Eventos que geram aglomerações continuam sem previsão de retorno, ainda de acordo com o anúncio


Legenda: Anuncio foi feito neste sábado (1º) por meio de live nas redes sociais
Foto: Divulgação

O governador do Ceará, Camilo Santana, e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciaram neste sábado (1º) os próximos passos do Ceará na retomada das atividades. Escolas e universidades em Fortaleza devem retomar as aulas presenciais em setembro, a depender dos resultados dos próximos boletins epidemiológicos. 

Eventos que geram aglomerações continuam sem previsão de retorno, ainda de acordo com o anúncio.

"Aulas de escolas e universidades presenciais não ocorrerão ainda no mês de agosto. A previsão para a retomada das aulas presenciais tanto privadas quanto públicas estão previstas apenas para o mês de setembro. Durante todo o mês de agosto faremos reuniões para definir protocolos, faseamento, monitoramento", disse Camilo Santana. Ele pontuou ainda que o retorno deve se dar de forma opcional para pais e alunos, que devem continuar com a disponibilidade de aulas remotas.

"Esse setor também estará opcional. Os pais e alunos terão a garantia da continuidade do atendimento remoto por conta das unidades escolares e universitárias. Esse é um processo de importante discussão. Vamos manter o mês de agosto aprofundando essa discussão com o comitê e os cientistas", acrescentou Camilo Santana.

No anúncio, prefeito e governador lembraram a redução das taxas. "A pandemia não acabou, infelizmente. Até que haja uma vacina ou até que a imunidade da população seja elevada para que não haja transmissão comunitária, nós vamos ter que continuar convivendo com o risco do vírus", ponderou Roberto Cláudio.

Confira as decisões tomadas:

  • Fortaleza segue na Fase 4. Cinemas e bares ainda não têm permissão de funcionamento;
  • Municípios da Macrorregião de Fortaleza avançam para a Fase 4;
  • Macrorregiões do Sertão Central e Litoral Leste/Jaguaribe continuam na Fase 2;
  • Macrorregião Norte segue para a Fase 2;
  • Macrorregião do Cariri segue para a Fase 1.
Fonte: Diário do Nordeste

Donald Trump ameaça não reconhecer o resultado da eleição de novembro

O presidente dos EUA quer, ilegalmente, adiar a eleição presidencial de novembro. Para o Partido Comunista dos EUA é a preparação de um golpe e põe a democracia em risco

(Foto: Reprodução)

O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs na manhã da quinta-feira (30), pelo Twitter, que seja adiada a eleição presidencial, marcada para 3 de novembro (tradicionalmente a eleição presidencial nos EUA ocorre na primeira terça-feira de novembro). A proposta causou alarme nos setores democráticos do país.

O diário inglês “The Guardian”, de grande penetração nos EUA, qualificou a proposta como “incendiária”. Na mensagem, Trump alegou, sem evidências, que “a votação universal por correio” levaria à “eleição mais imprecisa e fraudulenta da história”.

Trump fez sua proposta 15 minutos após a divulgação do desastroso resultado do PIB – queda de 32,9% entre abril e junho – registrou o comentarista C.J. Atkins, no “People’s World”, jornal ligado ao Partido Comunista dos EUA). Além do desastre na economia, a proposta incendiária de Trump reflete não só a crise do coronavirus, mas também a péssima administração da economia e sua irresponsável conduta para enfrentar a pandemia, quando o número de afetados ultrapassa 2,5 milhões de pessoas, e supera 200 mil mortes – e, pior, números que se mantém crescentes. Outro fator importante na conjuntura dos EUA é o uso de forças federais, em Portland (Oregon) para reprimir protestos de massa contra o racismo e a violência policial, que se repetem desde o assassinato, em maio, por um policial branco, do negro George Floyd, na cidade de Minneapolis.

Mesmo em quarentena, a campanha eleitoral continua e as pesquisas de opinião mostram uma vantagem substantiva para Joe Biden, o candidato democrata, que sinaliza uma grande vitória contra Trump, que disputa a reeleição. Biden já aparece, na intenção de voto popular, com mais de 14 pontos percentuais à frente de Trump – com mais de 50% das intensões de voto, enquanto Trump se mantém em torno de 30%. Lá, o voto para presidente não é direto – os eleitores votam no partido (os maiores são o Democrata e o Republicano), para formar o colégio eleitoral que escolhe o presidente. Daí porque um candidato pode ter mais votos populares, mas se não tiver a maioria dos delegados, pode perder a eleição no colégio eleitoral. Mas, neste ano, tudo indica que Joe Biden poderá ter vantagem no voto popular e no colégio eleitoral. Daí a reação de Trump, no sentido de tentar manipular a eleição para eventualmente manter o poder.

O alarme provocado entre os setores democráticos, registrado pelo comentarista C.J. Atkins , no “People’s World”, decorre da compreensão de que, com sua atitude, Trump estaria preparando um golpe de Estado – sua proposta faria parte de uma estratégia para desmoralizar a eleição e permitir a ele não aceitar uma eventual derrota no voto, como fraudulenta – um pretexto para não aceitar o resultado.

As reações contra a proposta de Trump foram múltiplas. O historiador Michael Beschloss, por exemplo, ouvido pelo Guardian, esclareceu que “nunca na história dos EUA – nem mesmo na Guerra Civil e na Segunda Guerra Mundial – houve uma mudança bem-sucedida” de adiar a eleição presidencial.

No Congresso, mesmo os republicanos se distanciaram da proposta de Trump. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, disse que a data da eleição é “imutável”. O senador Marco Rubio disse: “Eu gostaria que ele não tivesse dito isso, mas não vai mudar: vamos ter uma eleição em novembro”. Lindsey Graham, normalmente apoiador de Trump, disse não achar que o tweet de Trump sobre a eleição fosse “uma ideia particularmente boa”. Mesmo o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, aparentemente pôs-se à margem da proposta de Trump. Ele comparecia perante o comitê de relações exteriores do Senado no momento em que o tuíte de Trump foi publicado, e tentou evitar perguntas sobre se o presidente tinha autoridade para adiar a eleição. “Não vou entrar com um julgamento legal em tempo real”, disse Pompeo. “O departamento de Justiça e outros farão essa determinação legal.”

O alarme foi registrado na manchete de “People’s World”, da edição do dia 30, onde diz: “A proposta de Trump para adiar a eleição é o ato preparatório de um golpe”, e acusou: “Trata-se de um ataque frontal à democracia americana”. E apela: o golpe deve ser barrado “por uma votação esmagadora contra o Partido Republicano” em 3 de novembro. Segundo o jornalista C.J. Atkins, a alegação de Trump, de que o voto pelo correio pode gerar fraude (embora não existam evidências disso) “é outra parte do esquema do Partido Republicano para reduzir o número de pessoas que votam – especialmente entre comunidades de cor, imigrantes e jovens.” E continua: “Trump e sua cabala planejam vários cenários para manter o poder, quer ele ganhe ou não”. Se houver “uma pequena margem, seja a favor de Trump ou a de Biden, Trump pode se declarar vencedor”, com amplo apoio da mídia de direita.

E apela aos eleitores para votarem em massa, em 3 de novembro: “democracia dos EUA será defendida e os dias do possível ditador na Casa Branca estarão contados.”

Com informações de “People’s World” e “The Guardian”

Movimento negro pedirá impeachment de Bolsonaro; adesões vão até 6/8

Coalização é formada por 150 organizações e coletivos do movimento negro

A Coalizão Negra por Direitos vai pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro por crimes de responsabilidade que, conforme o grupo, “agravam a política de genocídio contra a população negra”. Formada por 150 organizações e coletivos do movimento negro, a articulação denuncia que os crimes se intensificaram durante a pandemia de Covid-19, que foi negligenciada pelo governo. O pedido de impeachment, em fase de elaboração, pode receber adesões de entidades ligadas ao movimento negro até 6 de agosto.

“Não podemos admitir a condução de políticas públicas que aumentam a exclusão, a violência e perpetuam o racismo, como faz o atual Presidente da República”, afirma, em documento, a Coalização. “As ações empreendidas e autorizadas por Jair Bolsonaro demonstram que ele não só realiza discursos racistas, como efetiva suas práticas racistas durante o exercício de sua gestão pública.”

Confira a íntegra do documento:

Movimento negro pelo Impeachment

A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações e coletivos do movimento negro, irá propor um pedido de impeachment contra o atual Presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de responsabilidade por ele praticados e de como estes agravam a política de genocídio contra a população negra.

A Coalizão Negra por Direitos pactuou a importância e necessidade de ser realizado um pedido de impeachment proposto pelo olhar reivindicatório da população negra brasileira. No curso de nossa história, o movimento negro brasileiro sempre se fez presente em momentos críticos de defesa aos direitos humanos e de necessidade de construção democrática. E mais um vez agora!

Nosso pedido de impedimento aponta como crimes de responsabilidade práticas do Presidente Jair Bolsonaro que atentam, objetivamente, contra a vida da população negra e suas comunidades.  Especialmente nos atos do Presidente contra a saúde pública no contexto da pandemia COVID 19, a insuficiência das medidas emergenciais que deveriam estar cautelosamente voltadas às famílias negras, empregadas domésticas, trabalhadoras/es informais negros/as, comunidades quilombolas, populações rurais negras, populações negras de nossas favelas, periferias e bairros. Lembramos, em nosso pedido de impedimento que, em 2018, 38,1 milhões de pessoas negras viviam abaixo da linha da pobreza e isso significa 33,0% do total da população negra (PNAD-2018), e que esta situação piorou drasticamente neste período de governo Bolsonaro + Pandemia de Covid-19. Lembramos que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no país e que o número de mortes decorrentes da brutalidade policial bate recordes no país. Por isso, não podemos admitir a condução de políticas públicas que aumentam a exclusão, a violência e perpetuam o racismo como faz o atual Presidente da República. As ações empreendidas e autorizadas por Jair Bolsonaro demonstram que ele não só realiza discursos racistas, como efetiva suas práticas racistas durante o exercício de sua gestão pública. Nosso pedido também apresenta a relevância de vozes do movimento negro estarem nos processos de discussão dos rumos políticos e democráticos desse país.

Essa ação está em consonância com o nosso manifesto ENQUANTO HOUVER RACISMO NÃO HAVERÁ DEMOCRACIA. Mais do que uma ação de impedimento com o objetivo da defesa da democracia e dos direitos fundamentais, estamos pautando a construção de uma sociedade brasileira verdadeiramente antirracista. Informações adicionais do manifesto e de sua campanha podem ser acessadas em: https://comracismonaohademocracia.org.br.

Movimento negro pelo Impeachment

A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações e coletivos do movimento negro, irá propor um pedido de impeachment contra o atual Presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de responsabilidade por ele praticados e de como estes agravam a política de genocídio contra a população negra.

A Coalizão Negra por Direitos pactuou a importância e necessidade de ser realizado um pedido de impeachment proposto pelo olhar reivindicatório da população negra brasileira. No curso de nossa história, o movimento negro brasileiro sempre se fez presente em momentos críticos de defesa aos direitos humanos e de necessidade de construção democrática. E mais um vez agora!

Nosso pedido de impedimento aponta como crimes de responsabilidade práticas do Presidente Jair Bolsonaro que atentam, objetivamente, contra a vida da população negra e suas comunidades.  Especialmente nos atos do Presidente contra a saúde pública no contexto da pandemia COVID 19, a insuficiência das medidas emergenciais que deveriam estar cautelosamente voltadas às famílias negras, empregadas domésticas, trabalhadoras/es informais negros/as, comunidades quilombolas, populações rurais negras, populações negras de nossas favelas, periferias e bairros. Lembramos, em nosso pedido de impedimento que, em 2018, 38,1 milhões de pessoas negras viviam abaixo da linha da pobreza e isso significa 33,0% do total da população negra (PNAD-2018), e que esta situação piorou drasticamente neste período de governo Bolsonaro + Pandemia de Covid-19. Lembramos que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no país e que o número de mortes decorrentes da brutalidade policial bate recordes no país. Por isso, não podemos admitir a condução de políticas públicas que aumentam a exclusão, a violência e perpetuam o racismo como faz o atual Presidente da República. As ações empreendidas e autorizadas por Jair Bolsonaro demonstram que ele não só realiza discursos racistas, como efetiva suas práticas racistas durante o exercício de sua gestão pública. Nosso pedido também apresenta a relevância de vozes do movimento negro estarem nos processos de discussão dos rumos políticos e democráticos desse país.

Essa ação está em consonância com o nosso manifesto ENQUANTO HOUVER RACISMO NÃO HAVERÁ DEMOCRACIA. Mais do que uma ação de impedimento com o objetivo da defesa da democracia e dos direitos fundamentais, estamos pautando a construção de uma sociedade brasileira verdadeiramente antirracista. Informações adicionais do manifesto e de sua campanha podem ser acessadas em: https://comracismonaohademocracia.org.br.

Ex-ministro da Saúde denuncia Pazuello por crime de responsabilidade

O deputado Alexandre Padilha pede que a PGR ofereça a ação ao STF por conta da recusa do ministro da Saúde prestar informações a Câmara dos Deputados sobre o protocolo adotado pela pasta sobre o uso da cloroquina

(Foto: Lula Marques)

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) entrou com uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro da Saúde do governo Bolsonaro, general Eduardo Pazuello, por crime de responsabilidade. Na ação, Padilha pede que o procurador-geral da República, Augusto Aras, ofereça a ação ao STF (Supremo Tribunal Federal)por conta da recusa do ministro em prestar informações a Câmara dos Deputados sobre o protocolo adotado pela pasta da Saúde na orientação do uso da cloroquina no tratamento de casos da Covid-19. Segundo estudos científicos nacionais e internacionais, a cloroquina não tem eficácia comprovada.

Alexandre Padilha, que é médico infectologista e ex-ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, explicou que enviou no dia 24 de junho um pedido de informações ao Ministério – por intermédio da Mesa Diretora da Câmara – questionando os critérios utilizados pela pasta para orientar o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. Porém, passados mais de 30 dias, até agora não obteve resposta.

“A falta de transparência é uma das marcas da ocupação militar no Ministério da Saúde. A Constituição é clara, ao não responder no prazo de 30 dias as informações requeridas por membros do Congresso Nacional, o ministro comete crime de responsabilidade”, afirmou o deputado. Ele enfatizou que a ocupação militar no Ministério da Saúde tem que saber que existe uma Constituição, que existe transparência e respeito ao Congresso. “A Constituição e o Congresso foram desrespeitados pelo Ministério da Saúde”, denunciou

O parlamentar lembrou que essa não é a primeira demonstração da falta de transparência do Ministério da Saúde de Bolsonaro. Ele lembrou que os comandantes da pasta já tentaram apagar os dados do portal de evolução da pandemia, mas foram obrigados a voltar atrás por decisão do STF, motivada por ação dos partidos de oposição. Ele ainda acusou a pasta de apagar dados importantes de pesquisas que estudam a evolução da pandemia. “Também já requeremos a volta desses dados juntos ao Tribunal de Contas da União (TCU)”, informou.

Notícia-crime

Na notícia-crime enviada a PGR, Padilha relatou que fez uma série de perguntas no requerimento de informações não respondido pelo general Pazuello. Entre outros pontos, o parlamentar indagou quem assinou as orientações para uso da cloroquina, se a determinação foi debatida dentro do ministério, se houve consulta a especialistas para essa ação e porque o protocolo do Ministério da Saúde não levou em conta estudos científicos que apontam reações adversas ao uso desse medicamento.

O deputado citou que a Constituição Federal (artigo 50, 2º) autoriza as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado Federal encaminharem pedidos de informação a ministros de Estado, “importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não atendimento, no prazo de 30 dias, bem como a prestação de informações falsas”. A ação ainda alerta o procurador-geral da República, Augusto Aras, que a Lei 1.079 de 1950 (em vigor), determina em seu artigo 13, item 4 que, entre os crimes de responsabilidade dos ministros de Estado está o de “não prestarem dentro em 30dias e sem motivo justo, a qualquer das câmaras do Congresso Nacional, as informações que ela lhes solicitar por escrito, ou prestarem-nas com falsidade”.

Direito Constitucional a Informação

A recusa do ministro da Saúde de Bolsonaro em prestar informações também descumpre determinação constitucional que garante o acesso a informação. Padilha lembra na ação que esse direito é garantido pelo artigo 5º, incisos XXXIII e XXXIV, da Constituição Federal. O primeiro inciso estabelece que “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança e do Estado”.

Já o inciso seguinte garante que são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;

b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.

O parlamentar afirmou ainda que a sonegação de informações pelo ministro Pazuello também ofende o princípio constitucional da publicidade (artigo 37) e o dever da transparência na administração pública.

“Logo, inexiste justificativa ponderável para que o ministro da Saúde representado obste o acesso do requerente e dos demais parlamentares e cidadãos brasileiros, aos dados e documentos pleiteados, notadamente porque as informações buscadas interessam à sociedade e dizem respeito à saúde e à vida dos brasileiros”, afirmou Padilha na ação

AUTOR

Facebook recua e retira do ar perfis de bolsonaristas fora do Brasil

Alexandre de Moraes multou o Facebook do Brasil em R$ 1,92 milhão por descumprir a decisão que ordenava o bloqueio mundial de contas de bolsonaristas

(Foto: Reprodução)

O Facebook recuou na decisão de manter perfis de bolsonaristas no ar fora do Brasil. A plataforma resolveu cumprir a determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que no âmbito do inquérito sobre fake news, mandou a empresa bloquear os perfis.

Após tirar as contas do ar, o Facebook anunciou que vai recorrer ao próprio STF para tentar derrubar a decisão de Moraes.

“Devido à ameaça de responsabilização criminal de um funcionário do Facebook Brasil, não tivemos alternativa a não ser cumprir com a ordem de bloqueio global das contas enquanto recorremos ao STF”, disse o Facebook.

Alexandre de Moraes multou o Facebook do Brasil em R$ 1,92 milhão por descumprir a decisão que ordenava o bloqueio mundial de contas de bolsonaristas e intimou o presidente do grupo no país, Conrado Lester, a prestar esclarecimentos. Em caso de novo descumprimento da decisão, a multa subiria para R$ 100 mil diários por conta.

Críticas

A plataforma foi alvo de críticas pela decisão de manter os perfis. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que o Facebook deu péssimo exemplo ao manter perfis de apoiadores de Bolsonaro fora do Brasil. “Houve uma decisão de bloqueio das contas no Brasil e essas pessoas mudaram as configurações para burlá-la. Há cumplicidade do Facebook com essas atitudes. Considero desrespeito às autoridades judiciárias”, disse o deputado à coluna Painel da Folha.

 Segundo Orlando, a decisão do Facebook era um péssimo exemplo em um ambiente em que se discute medidas para combater a desinformação e ódio nas plataformas. Na análise dele, o projeto de lei tem origem, em parte, no que vê como postura pouco colaborativa das empresas.

“O texto votado no Senado [do PL] já traz o desprezo de algumas plataformas com a legislação e as autoridades brasileiras”, disse. Ele elogiou o Twitter e afirmou que a plataforma teve postura correta ao bloquear enquanto recorre. Para o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) a decisão do Facebook de não cumprir a ordem de Moraes “fortalece o debate” sobre o projeto de lei.

Com informações da Folha

Weintraub é condenado por danos morais em ação movida pela UNE

O processo se deu após uma entrevista dada por ele ao programa 7 Minutos com a Verdade onde afirmou que as universidades públicas têm “extensivas plantações de maconha”

O ministro da Educação, Abraham Weintraub (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil em uma ação coletiva movida pela União Nacional dos Estudantes (UNE). O processo se deu após uma entrevista dada por ele ao programa 7 Minutos com a Verdade onde afirmou que as universidades públicas têm “extensivas plantações de maconha”.

De acordo com a decisão da juíza Silvia Figueiredo Marques, a fala caracteriza ofensa à coletividade dos estudantes. A magistrada também afirma que por diversas vezes, o então ministro fez afirmações sem embasá-las em provas, “que, por óbvio, visavam denegrir a imagem dos estudantes”.

A defesa do ex-ministro alegou que citou informações recebidas da pasta ministerial e que “não houve acusação, inferência ou imputação de ilícito a reitores, professores, diretores, técnicos, alunos ou representantes de universidades federais” por parte de Weintraub. A defesa contestou ainda que, ao conceder a entrevista, o ex-ministro “apenas fez referência a reportagens jornalísticas, divulgadas em vários veículos de comunicação”.

O vídeo foi divulgada pelo Jornal da Cidade Online e compartilhado nas redes sociais de Weintraub.  Na decisão, a juíza aponta que o ex-ministro “disse, textualmente, que havia plantações extensivas de maconha em algumas universidades, a ponto de ter borrifador de agrotóxico. (…) [Que o] laboratório da faculdade de química era usado para desenvolver droga sintética, de metanfetamina porque a polícia não podia entrar nos campi e disse: ‘estamos começando a descobrir um monte de detalhes, cada enxada é uma minhoca.’”

A decisão também comenta a saída de Weintraub da pasta e sua entrada nos Estados Unidos no mês de junho. “É fato notório, não necessitando, pois, de prova, o viés ideológico do ex-ministro. Aliás, tanto ele fez e falou que terminou por deixar o ministério. Sendo que ainda se apura se o uso do passaporte diplomático por ele, ao, imediatamente à saída do cargo, para adentrar os Estados Unidos, foi regular”.

Fonte: Congresso Em Foco