Seguidores

sábado, 30 de setembro de 2017

Apenas 34% praticam atividade física no Ceará

A pesquisa abordou o tema 'Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas'
01:00 · 30.09.2017
Image-0-Artigo-2304057-1
Segundo especialistas, o sedentarismo é grave e deve ser encarado como um sério problema de saúde pública ( Foto: Cid Barbosa )
Proporção de praticantes de atividade fisica
A população nordestina é a que menos pratica atividades físicas e esportivas dentre todas as regiões do Brasil, de acordo com uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud). No último dia 25, o órgão divulgou o Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano 2017. Segundo a pesquisa, feita em 2015, apenas 36,3% dos habitantes nordestinos fazem atividades físicas regularmente. Em nível nacional, apenas três em cada dez brasileiros na idade adulta praticam exercícios físicos com regularidade. No Ceará, o número é igualmente alarmante: de forma geral, apenas 34,7% da população maior de 15 anos realiza alguma atividade física ou esportiva.
Este ano, a pesquisa abordou o tema 'Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas', apresentando a prática de atividades a partir de categorias sociais, como sexo e renda mensal. De acordo com o presidente da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (Cref 5), Adriano Loureiro, esse resultado significa que mais pessoas estão adoecendo.
"O sedentarismo é grave e deve ser encarado como um sério problema de saúde pública. Ele está associado à morbidade e à obesidade, que leva ao surgimento de doenças, e consequentemente à mortalidade", afirma Adriano Loureiro.
De acordo com o levantamento, as pessoas com maior renda têm mais acesso à prática esportiva. Isso por que, segundo o presidente da Cref 5, para se fazer um exercício físico é preciso de um lugar estruturado, seguro e com orientação profissional, serviço que poucos podem pagar. No Ceará, o percentual de pessoas com renda de até 1/4 de salário mínimo que praticam exercícios é 28,3%. Já para os que possuem renda superior a 5 salários mínimos, o número chega a 71,7%.
Além disso, a pesquisa revela que os homens praticam atividades físicas 28% a mais do que as mulheres, cálculo que se confirma em todos os estados e pode ser associado à pratica do futebol, que é a atividade mais comum no Brasil de acordo com o relatório. Entretanto, não são todas que se enquadram no perfil.
Ilnah Vasconcelos, administradora, faz musculação há 20 anos e corrida há quatro. Para ela, a atividade física é um compromisso com o próprio bem-estar e, aliada à alimentação, traz grandes resultados. "Meus exames são muito bons e eu associo isso ao meu modo de viver. Eu gosto de me exercitar e se eu faltar a academia, já me sinto fisicamente cansada. Com as atividades, consigo ver os resultados no meu corpo e na minha disposição", comenta.
Escolas
Um dos destaques da pesquisa são as chamadas 'Escolas Ativas', que contam com uma estrutura que incentiva às atividades físicas. De acordo com o relatório, somente 0,58% das escolas brasileiras têm esse sistema, enquanto 38,56% estão ainda no patamar insuficiente, um grande problema, segundo Adriano Loureiro. "A prática de atividades físicas está muito associada ao que você aprende na infância, pois nesse período devem ser realizadas atividades mais prazerosas e leves. Desse modo, se a criança não recebe estímulos quando pequena, dificilmente será uma adulta ativa. Seu corpo estará em repouso sempre e sair desse conforto é muito mais difícil", salienta o profissional.
A falta de incentivo durante a infância não é o único obstáculo enfrentado. O relatório da Pnud revela, ainda, que o maior motivo para os brasileiros não praticarem esporte é a falta de tempo, principalmente entre os jovens de 25 a 39 anos, em que o percentual chega a 52,2%.
Walter Tapias, estudante, é um dos que sofre com a rotina atribulada. Durante o colegial, era ativo nos mais diversos esportes, mas ao começar a trabalhar e estudar paralelamente, não conseguiu conciliar as atividades. "A diferença é perceptível em vários aspectos do meu dia. Um dos maiores impactos é a falta de fôlego e de disposição, além do aumento de peso e alguns problemas como dores nas articulações, coisas que eu não tinha antes quando me exercitava", afirma o universitário.

Fonte: Diário do Nordeste

Geração eólica no Ceará vai saltar 44% nos próximos anos

Estado continua com boa participação na geração eólica e também na solar e deve se beneficiar com os debates que acontecerão entre os dias 4 e 6 de outubro, quando acontece a All About Energy, no Terminal de Passageiros do Mucuripe
01:00 · 30.09.2017 / atualizado às 09:10 por Bruno Cabral - Repórter
Quarto maior produtor de energia eólica do País, com 1,6 GW de potência instalada distribuídos em 61 parques, o Ceará irá aumentar seu potencial instalado em 44% nos próximos anos, com a adição de 398,5 MW, de 19 empreendimentos em construção e mais 337,4 MW de 17 empreendimentos com construção não iniciada, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No Nordeste, as eólicas já são responsáveis por cerca de 50% da produção energética, sendo a principal matriz da Região, seguida por termelétricas, hidrelétricas, e solares, respectivamente.
Consolidada como a terceira principal matriz energética do País, com cerca de 10% da produção total, a geração eólica, que era praticamente irrelevante há 10 anos, conta hoje com 11,36 GW de potência instalada, distribuídos em 465 parques em operação. E para os próximos anos, está prevista a adição de 6,4 GW na capacidade de geração do País, proveniente de 153 empreendimentos em construção (3,55 GW) e mais 131 com construção não iniciada (2,85 GW).
LEIA AINDA:
Fotovoltaica
Se a geração eólica já não pode mais ser tratada como "fonte alternativa", a solar fotovoltaica está hoje no mesmo patamar em que se encontrava a eólica há 10 anos, sendo responsável por apenas 0,15% da produção do Sistema Interligado nacional (SIN), com uma potência instalada de 298 MW referente a 59 empreendimentos em operação.
No entanto, essa modalidade é a que mais cresce no País, e nos próximos anos terá seu potencial multiplicado por mais de oito vezes, passando dos atuais 298,1 MW relativos de 59 empreendimentos, para 2,5 GW, de 33 empreendimentos em construção (941,4 MW), e de 65 empreendimentos com construção não iniciada (1,6 GW).
"A energia solar vem fazendo um caminho parecido ao que a eólica fez no início", diz o consultor em energia João Mamede Filho. "No começo dos anos 2000, a eólica ainda estava muito distante das outras matrizes energéticas mas, conforme foi melhorando a tecnologia, aumentando a eficiência e os custos foram reduzidos a eólica foi se aproximando da hidráulica".
Custos
Embora os custos com energia solar tenham caído nos últimos anos, a instalação de unidades geradoras ainda é relativamente cara, se comparada com outras fontes, mas a tendência de redução de custos deve permanecer, diz Mamede. "De alguns anos para cá, houve um barateamento e a solar voltou a ser disputada, mas ela ainda precisa de subsídio para ser competitiva".
Além dos custos, Mamede diz que a infraestrutura para fazer conexões ainda prejudica os investimentos. "Para o mercado crescer sustentavelmente é preciso resolver a questão da conexão, de linhas de transmissão e subestação. Em muitos lugares com potencial, não há infraestrutura apta a receber esses grandes empreendimentos", diz.
All About Energy
Apesar das dificuldades, a busca crescente por fontes de energia limpa, no Brasil e no mundo, deverá impulsionar os setores de geração solar e eólica. E o futuro da geração e do consumo de energia será o tema central da 10ª edição da Feira e Congresso All About Energy, maior evento de energia renovável e sustentabilidade da América Latina, que será realizado em Fortaleza entre os dias 4 e 6 de outubro.
Durante o evento, serão tratados assuntos relacionados como as novas tecnologias que deverão aumentar a demanda por energia, como os carros elétricos, além de construções ecológicas, cidades inteligentes, políticas setoriais, regulação, hábitos e tendências.
Os painéis serão divididos em quatro temas, sendo três voltados para energias renováveis: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e um sobre consumo sustentável, que tratará de veículos elétricos e eficiência energética.
Futuro
"O evento deste ano vem num novo formato, focado no futuro da energia, e o que a gente tem observado é que o apelo pelas energias limpas não é mais apenas ambiental, felizmente, o custo para produção desse tipo de energia vem caindo, ficando cada vez mais competitiva. E, para o Estado do Ceará, que sempre foi um berço das energias renováveis no País, com recursos naturais enormes, é muito importante sediar esse evento", destaca Joaquim Rolim, coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).


Fonte: Diário do Nordeste

Catalunha e a judicialização da política sob a desculpa do isolamento

   

Los cataláns estão sufocando o ruído dos carros e dos ônibus das grandes vias e despertando os vizinhos das “carrers” mais tranquilas. Nos edifícios, as bandeiras da Catalunha, com as mesmas cores da Espanha, porém com listras, mas com um triângulo ao canto com a estrela azul, dos republicanos, e a vermelha, dos socialistas, vem sempre acompanhadas de outras bandeiras dos movimentos contemporâneos, com tons de verde, roxo, rosa e adicionadas da palavra chave do referendum, o “SI”. Eles querem votar! Tem sido assim, desde o coincidentemente, 7 de setembro, quando o governador da Catalunha, que foi prefeito da segunda maior cidade da região autônoma, Girona, assinou as duas Leis aprovadas pelo parlamento catalão um dia antes, uma detalhando como será feito o referendum e a outra, que regula a transitoriedade da Região autônoma para uma República Catalã, livre e soberana, e claro, longe da Espanha.

É difícil descrever em detalhes o entusiasmo e a perseverante calma com que os cataláns expressam seu independentismo e seu desejo de votarem. Não menos fácil é entender como passados 300 anos, em qualquer jogo do Barça, aos 17 minutos e 14 segundos do segundo tempo, os cataláns se levantam no estádio e batem palmas e cantam para homenagear uma guerra onde foram derrotados e perseguidos pelos mesmos Borbons da linhagem do atual Rei, exatamente, em 1714. Nada é muito fácil para entender como um liberal, como o governador Carles Puigdemont, e seu vice, Oriol Junqueras, um quadro da extrema esquerda, atuam em perfeita sintonia, na defesa da independência da Catalunha.

A reação do Estado espanhol depois do 7 de setembro foi imediata. Passada a “saia justa” da compartida solidariedade que marcou o dia 17 de agosto, depois dos atentados das Ramblas e de Cambrils, o governo espanhol atuou junto a Suprema Corte, que decretou a inconstitucionalidade das duas Leis e sem pedir autorização do Parlamento espanhol, o governo de Mariano Rajoy, interviu no funcionamento das atribuições a cargo do governo regional da Catalunha, incluindo a invasão da “Hisenda Català”, passando a controlar os tributos. Todos os pagamentos realizados pelo governo autônomo foram proibidos e tudo está sendo feito por Madri. O governo central deslocou oficialmente em torno de 6 mil homens da Guarda, uma policia militar equivalente às nossas polícias estaduais - na Espanha ela é Federal -, para Barcelona e restringiu a atuação da polícia local, os “mossos de esquadra”, que gozam de grande prestígio junto a população, principalmente depois dos atendados do mês de agosto. Existe ainda um corpo de Policia Nacional, de caráter civil, equivalente à nossa Policia Federal, que também foi deslocada para atuar mais nas investigações. Os monarquistas arregimentaram os meios de comunicação e até os constitucionalistas realizaram seminários para afirmar que o “referendum” da Catalunha é ilegal e o que dá estabilidade ao sistema é a monarquia, dizem eles. E reiteradamente afirmam e reafirmam, o Estado democrático de direito não prevê esta manifestação e portanto, o referendum é ilegal e não vai se realizar. A Fiscalia, equivalente ao nosso Ministério Público, saiu a caça de material de campanha do referendum, fez uma devassa em gráficas que estavam imprimindo material e por fim, prendeu altos funcionários do governo regional, alegando que estavam a serviço de uma ação ilegal. Até os veículos que saem de madrugada para distribuírem pães pelas cidades estão sendo investigados para evitar que transportem cédulas eleitorais. A população foi as ruas e no dia da intervenção nas repartições da fazenda catalã, foi ela quem prendeu a guarda civil espanhola, que só saiu depois de muita negociação, através de um corredor polonês. Um antigo processo de 2012, que acusa o governador da época, Artur Mas, de ter promovido com recursos públicos uma outra consulta, voltou a andar de forma célere e Madri quer que ele devolva mais de 5 milhões de euros supostamente utilizados na preparação do outro referendum. Vale lembrar que esta outra consulta, o 9xN (apodo de 9 de novembro), onde 81% votou pelo SI, não pode ser considerada um referendum porque não havia uma lei que a amparasse e Artur Mas não teve como declarar a independência. Agora tem uma Lei e por isso o governo central e a suprema corte está atropelando o processo porque sabem que Puigdemont estará embasado para declarar a sonhada independência.

As restrições à região autônoma começaram a afetar as universidades. Vários projetos de pesquisa internacionais tocados com recursos da União Europeia ou de doações internacionais estão bloqueados e Barcelona está na eminência de perder vários anos de pesquisas de ponta em áreas importantes como biotecnologia, câncer, química fina e nanotecnologia, a ponto da prestigiosa revista Nature criticar em editorial esta semana o bloqueio. Pesquisas demonstraram que a região da Catalunha gera 1% do conhecimento, medido em termos de publicações científicas, tendo apenas 0,1% da população, ou seja, 10 vezes mais a sua potencial relação. Ao redor de 51% dos projetos de pesquisa que beneficiam a Espanha são da Catalunha. A região tem melhor desempenho do que países como Holanda, Suiça e Israel, por exemplo. A taxa de desemprego na região é a metade da taxa da Espanha, o que mostra o dinamismo da economia, que além de concentrar muitas indústrias tem uma forte contribuição para tornar a Espanha o principal destino turístico do Mundo. No momento é a França o maior destino, mas as projeções indicam que no próximo ano, a Espanha, e em particular, Barcelona, suplantarão as estatísticas.

Tudo isso tem sido ingrediente para estimular ainda mais a população a votar no próximo domingo, dia 1 de outubro, data que os cataláns costumam grafar como “1xO”. O governo de Madri está tentando de tudo para não ter locais disponíveis, como escolas, centros de saúde. Sequestrou listas de votação, lacrou urnas, ameaçou os prefeitos que cederem espaços para a realização do plebiscito e agora os diretores de escolas e até os pais, que estão permitindo seus filhos irem para as ruas se manifestarem e deixando de irem as aulas estão na mira do Ministro da Educação, que também exerce o papel de porta-voz do governo de Rajoy.

No campo da política, os principais partidos são contra o referendum. Os socialistas do PSOE, que governaram o país durante anos e dominam o sindicalismo, se aliaram ao PP, que dirige o governo atual, os Ciudadanos, que são uma espécie de MBL com voto, também são contra, resta apenas o Podemos, que afirma ser favorável a consulta, porém, não a decretação da independência. E claro, os partidos cataláns, na sua maioria estão favoráveis, com exceção do PP, Ciudadanos e PSC (socialista). O clima anda tão acirrado, que o ex-primeiro Ministro, Felipe Gonzalez, declarou que depois da queda de Franco e da Constituição espanhola, ou seja, há 40 anos, nunca viu nada igual. O seu partido, o PSOE, mesmo de esquerda, está encurralado, empresta apoio a Rajoy em nível nacional, mas o critica pela falta de diálogo, porém não oferece nenhuma alternativa. A imprensa de um modo geral está contra o referendum e acusa o atual governo de ceder a CUP – Candidatura de Unidade Popular, uma poderosa articulação de movimentos de esquerda e independentista, que se organiza por meio de assembleias populares e enfrenta nas ruas a Guarda Civil espanhola.

Mas os cataláns, de todas as origens o que perseguem. Onde encontraram forças para arregimentar tanta gente. Recentemente num programa de televisão, onde de fato, se expressam as diferenças, um cientista político, disse que há 7 anos atrás a comemoração do 11 de setembro – a fatídica comemoração em alusão a guerra perdida de 1714, reuniu mil pessoas, neste ano foi 1 milhão. O que passou? Perguntamos nós.

Com exceção dos espanholistas, que se refletem nas organizações dos seus partidos, todos são contra a independência, mas os cataláns de modo geral são favoráveis e claro, contra o governo central de Madri. Na essência, há uma negação da monarquia e a criação de uma República. Até mesmo o País Basco, que estava satisfeito com os acordos que obteve nos últimos anos do governo central resolveu se pronunciar a favor do referendum e claro, o ETA, divulgou vídeos dizendo que apoiam também a separação da Espanha.

Não há dúvidas de que o referendum vai ser realizado no domingo. Se com urnas, ou “papeletas” como eles chamam os votos, não tem importância. O que os cataláns querem é encher as ruas no domingo e demonstrar que não querem o que se apresenta a eles. Entregam a coroa quase tudo e não recebem quase nada de volta. A questão é que o recrudescimento que Madri está impondo poderá trazer alguns episódios isolados, até mesmo de conflito entre autoridades públicas, como as policiais local contra a nacional. A questão será o que será o dia seguinte, o 2 de outubro. Será um 2XO ou o placar será 1X1.

É o que veremos!



*Remi Castioni é professor da Universidade de Brasília e Manoel Lucas Filho é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e ambos estão em Barcelona realizando estágio pós-doutoral junto a Universidade de Barcelona.

Fonte: Portal Vermelho

Jurista aponta violação do ECA em ensino confessional nas escolas

Foto: Divulgação
 Hédio Silva Júnior é considerado o principal especialista sobre liberdade religiosa  Hédio Silva Júnior é considerado o principal especialista sobre liberdade religiosa

Apesar do ensino religioso ter sido declarado opcional, o advogado acredita que “na prática o aluno fica constrangido em sair da sala após o início da aula”. Por isso, ele acredita que a Justiça será procurada por quem desaprova a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Considerado o maior especialista do país na área, o jurista defende que a decisão tomada pela corte máxima da Justiça brasileira “confundiu duas coisas distintas”. Ele refere-se às normas que diferenciam escola pública de escola confessional e ao princípio de impessoalidade, que cabe aos funcionários públicos.

“Imagine se juízes passam a decidir conforme suas convicções pessoais”, elucubra. “A mesma coisa vale para os professores, que estão veiculados ao princípio da impessoalidade e devem respeitar a diversidade”, analisa Silva Júnior, que atua no Supremo em causas ligadas à religiões de matriz africana, como no julgamento sobre abate de animais para finalidade ritual.

Para o constitucionalista, que enxerga na decisão da Suprema Corte um desrespeito a tratados internacionais e ao Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), “as religiões minoritárias ou o segmento laico e agnóstico serão inevitalmente prejudicados” com a nova regra, que prioriza “religiões com intimidade com o poder”.

Fonte: A Tarde

Privatização da Eletrobras será objeto de batalha jurídica e política


Portal Brasil
   
Além disso, o setor não seria objeto de monopólio da União, como é o caso da energia nuclear, motivo pelo qual o governo não incluiu a estatal Eletronuclear no programa de privatização.

Para a oposição, o processo depende de autorização do Legislativo, por meio de uma interpretação conjugada do artigo 177 da Constituição Federal e artigo 3° da Lei 9.491/77, o Programa Nacional de Desestatização. Essa interpretação amplia o conceito de monopólio da União expresso na Constituição, incluindo a Eletrobras e seus serviços.

“Vai haver uma batalha judicial forte, até mesmo antes de ser iniciado o processo formal de privatização”, diz o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Vão explodir ações em todo o país, e quem vai se pronunciar é a Justiça Federal no Brasil inteiro.”

Haverá também as batalhas sociais. Nesta segunda-feira (2), será lançada no Rio de Janeiro a frente em defesa das empresas públicas e da soberania nacional. Na terça-feira (3), dia em que a Petrobras completa 63 anos, estão programadas manifestações em todo o país em defesa do patrimônio público brasileiro. A principal delas será também no Rio de Janeiro, com caminhada da sede da Eletrobras até a da Petrobras. Em está prevista a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) menciona a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na quinta-feira (28), do Decreto Legislativo do deputado Patrus Ananias (PT-MG) e da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), que propõe tornar sem efeito o leilão das hidrelétricas da Cemig (São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande), em Minas Gerais.

“Ao privatizar setores estratégicos, como no caso da Eletrobras, existe a questão de que produção e geração de energia das hidrelétricas são feitas por água, um patrimônio inalienável. Daí a interpretação da necessidade de que esses setores sejam alvo de autorização do Legislativo. Vamos fundo na discussão da garantia dos setores estratégicos, como no caso das usinas da Cemig que já foram privatizadas e também da Eletrobras”, diz Delgado. O decreto aprovado na CCJ depende agora de passar pelo plenário da Câmara.

A “desestatização” da Eletrobras é tão polêmica que importantes lideranças da base de Michel Temer já declararam publicamente sua oposição ao projeto. “Não sou favorável à privatização da Eletrobras. Ela é uma segurança para o abastecimento de energia do País. Ela tem uma função estratégica e, como tal, deve ser preservada sob controle do Estado”, disse, por exemplo, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), no final de agosto.

“Eles não têm apoio dentro do próprio partido deles. A alienação do patrimônio público é feita via autorização legislativa”, afirma Paulo Teixeira.

Mas a posição de parlamentares contrários tem peso político real no processo, se prevalecer a tese segundo a qual a privatização da Eletrobras não precisa de autorização do Congresso?

“Ajuda muito. É bom lembrar que a Eletrobras, assim como a Petrobras, são as duas únicas empresas que estavam na carta-testamento de Getúlio Vargas. Qualquer força que se juntar a nós nesse momento ajuda para conseguirmos reverter o processo de privatização da Eletrobras e a venda das usinas da Cemig”, diz Júlio Delgado. “Getúlio Vargas deixa registrado que as duas empresas foram construídas para preservação da garantia do patrimônio do povo brasileiro. Para se ver a importância que foi dada às empresas.”

Na carta-testamento do presidente Getúlio Vargas, de 24 de agosto de 1954, ele anotou: “Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente”.
Fonte: Brasl 247

Talentos cearenses são premiados

Criado em 1971, o Troféu Sereia de Ouro reconhece, a cada ano, quatro personalidades de destaque no Estado
O presidente executivo do Grupo Edson Queiroz, Abelardo Gadelha Rocha Neto, com o vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Raul Araújo, o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargador Gladyson Pontes, o governador do Estado, Camilo Santana, o ministro do Superior Tribunal Militar, José Coêlho Ferreira, a biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, o arquiteto José Liberal de Castro, o médico Huygens Garcia ( Foto: Cid Barbosa )
01:00 · 30.09.2017 / atualizado às 02:25
Em reconhecimento à dedicação, ao talento e aos esforços em prol do desenvolvimento cearense nas mais diversas áreas, o Troféu Sereia de Ouro homenageou, em sua 47ª edição, quatro personalidades de notável relevância no Estado. Durante cerimônia realizada na noite dessa sexta-feira (29), no Theatro José de Alencar, a premiação, outorgada pelo Sistema Verdes Mares, foi concedida à biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, ao arquiteto José Liberal de Castro, ao médico José Huygens Parente Garcia, e ao ministro do Superior Tribunal Militar (STM), José Coêlho Ferreira.
Para a entrega da comenda, que ocorreu no palco principal do Theatro, estiveram presentes o governador do Estado, Camilo Santana, que entregou o Troféu a Maria da Penha Maia Fernandes; o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Gladyson Pontes, que concedeu a homenagem a José Liberal; o vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, que entregou a premiação ao médico José Huygens Garcia; e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Raul Araújo, que prestigiou José Coêlho com a honraria da noite.
Em nome dos sereiados, Huygens Garcia proferiu discurso no qual agradeceu pelo título recebido e relembrou a memória de Dona Yolanda Queiroz e do Chanceler Airton Queiroz.
Criado em 1971 pelo industrial Edson Queiroz, o Troféu Sereia de Ouro, homenageou, desde então, 188 personalidades das áreas política, econômica, social e científica que prestaram importantes contribuições para a projeção do Estado nos cenários nacional e internacional.
Leia ainda:

Fonte: Diário do Nordeste

Desemprego: "É muito cedo para dizer que o pior já passou"


Reprodução
   
Os dados indicam uma retração no desemprego, cuja taxa saiu de 13,3% no trimestre encerrado em maio, para 12,6% no trimestre encerrado em agosto. No igual período de 2016, contudo, o percentual de desempregados era menor, de 11,8%. Em um ano, então, houve um aumento de 9,1% no índice, ou 1,1 milhão de desempregados a mais.

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, destacou que o recuo no desemprego não sinaliza necessariamente a superação da crise no mercado de trabalho. “Quase 60% das vagas geradas, das 1,4 milhão, são empregos informais. Tivemos queda na desocupação, houve aumento da ocupação, mas quase 70% dessas vagas se deu na informalidade, o que é comum em períodos pós-crise, como em 2008 e 2003. As vagas criadas são para empregados sem carteira e por conta própria. Mas ainda é muito cedo dizer que o pior já passou, porque vivemos uma crise política que pode por a perder essa retomada do mercado”, ressalta Azeredo.

Segundo Clemente Ganz, diretor-técnico do Dieese, a recuperação de curto prazo é uma boa notícia, mas não há segurança de que, no longo prazo, ela se materialize de forma permanente. “Estamos muito longe de poder afirmar que é algo consistente. Muito porque não há segurança sobre a dinâmica da economia, principalmente porque não há investimentos”, disse.

De acordo com ele, depois do tombo do ano passado, já era esperada uma melhoria. Mas, por enquanto, ela não é suficiente para compensar as perdas de postos de trabalho do ano passado.
Na sua avaliação, uma tendência de recuo consistente no desemprego se confirmaria com a ampliação dos investimentos, algo que não está posto pela atual gestão. “As privatizações anunciadas pelo governo, além de retirarem um componente de desenvolvimento para a frente, não são suficientes para dar pujança à economia”, afirmou.

Informalidade

Como já havia acontecido no trimestre anterior, os postos de trabalho foram gerados, em sua maioria, no mercado informal. De maio até agosto, foram criados 1,374 milhão de postos de trabalho, indica a Pnad. Mas, destes, mais da metade foram de empregados sem carteira assinada (286 mil) e trabalhadores por conta própria (472 mil). O emprego com carteira teve leve alta, de 0,5% (153 mil).

No levantamento de um ano, foram criadas 924 mil vagas, das quais 552 mil foram para empregados sem carteira assinada e 612 mil de trabalhos por conta própria. No emprego formal, contudo, foram fechadas 765 mil vagas.

Clemente analisou que a pesquisa veio na linha das expectativas. “A economia parou de cair no ritmo que vinha e isso teve repercussões sobre a ocupação, sobretudo as precárias, no setor informal e nos empregos por conta própria”, apontou. Parte dessas ocupações precárias são resultado do desemprego de longa duração, que leva aqueles que já estão há muito tempo sem renda a procurarem empregos precários, acrescentou.

“É coerente com uma dinâmica pós-grave crise. Só teremos empregos formalizados com uma recuperação robusta”, previu. O diretor do Dieese crê que os últimos indicadores econômicos têm pouca relação com as políticas levadas adiante pelo governo Michel Temer. Indicam mais que o país chegou ao fundo do poço, que uma ação no sentido de estruturar as bases para o crescimento sustentado. Ele ressalta que há uma instabilidade e que as taxas de crescimento verificadas até então são extremamente baixas, especialmente diante das perdas.

Setores 

Os setores em que houve aumento no contingente de ocupados, no trimestre encerrado em agosto, foram: Indústria Geral (1,9% ou mais 227 mil pessoas), Construção (2,9% ou mais 191 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7% ou mais 414 mil pessoas) e Outros serviços (3,0% ou mais 132 mil pessoas).

De acordo com a pesquisa, em um ano, contudo, a construção civil cortou 353 mil postos. O total de ocupados na atividade encolheu 4,9% no trimestre, ante o mesmo período de 2016. Nesse período, outros setores com corte de vagas foram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-627 mil empregados, recuo de 6,8% no total de ocupados), serviços domésticos (-37 mil empregados, redução de 0,6% no total de ocupados) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-102 mil vagas, queda de 0,6%). A indústria, contudo, abriu 365 mil em 12 meses (3,2%) e comércio/reparação de veículos registra acréscimo 219 mil (1,3%).

Rendimento

A massa de rendimento recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas ficou estável em relação ao trimestre móvel de março a maio e também frente ao mesmo trimestre do ano passado, em R$ 186,7 bilhões, segundo o IBGE.

Questionado sobre o que de fato vai configurar a plena recuperação do mercado de trabalho, Azeredo afirmou que é a geração de vagas formais acompanhadas de aumento nos salários.

 Do Portal Vermelho, com agências

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Luciana Santos: Construir na prática uma ampla frente de forças - Portal Vermelho

Luciana Santos: Construir na prática uma ampla frente de forças - Portal Vermelho: A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, destaca que o governo tenta negociar o patrimônio do Brasil ao capital estrangeiro. 'Precisamos reforçar nossa ligação com as organizações de massa, participar ativamente das manifestações de rua e dos debates que estão sendo organizados pelo país afora, trabalhando para não se isolar politicamente e ao contrário construir na prática uma ampla frente de forças interessadas na democracia, nos direitos dos trabalhadores e do povo e na soberania nacional'.

Corpo elétrico, manifesto contra a repressão moral

   


A trama tem por eixo central os caminhos da subjetividade de Elias, um jovem da Paraíba que rompeu com a família ao assumir-se gay e que veio a São Paulo realizar o sonho de tornar-se um estilista.

De fato, ele conseguiu uma colocação em uma confecção de roupas no bairro do Bom Retiro. No entanto, seu cotidiano no trabalho tem menos glamour do que o mundo da moda lhe poderia prometer, ao menos em suas fantasias. Ele trabalha como assistente pessoal da estilista Bia que administra, ao lado de seu irmão, um negócio familiar com rotinas monótonas e extenuantes para seus empregados.

O ambiente de trabalho é frio e marcado pela superexploração. Trabalhadoras adoecem frequentemente em meio ao ritmo intenso da costura. Apesar das distâncias entre empregadores e empregados, estes forjam, no dia-a-dia, redes de cumplicidade e solidariedade que despertam certa consciência de classe, algo aparentemente tão raro nestes dias.

Em meio à dura e melancólica rotina profissional, duas são as válvulas de escape de Elias na cidade. A primeira delas são as festas e confraternizações feitas com colegas de trabalho, que acabam constituindo uma espécie de família afetiva em contraponto à família de sangue com quem o jovem teve que romper. Já a segunda são os frequentes encontros sexuais casuais com outros homens, nos quais Elias vai se descobrindo e se revelando.

Assim, seu movimento na vida e no filme oscila e conecta, insistentemente, dois mundos aparentemente apartados entre si: o do trabalho que busca desumanizá-lo e o das camas nas quais ele resgata algo da humanidade que lhe é subtraída diariamente. Suas relações sexuais, em geral mais casuais e fluídas, transitam livremente entre o ato e a palavra, entre intimidade do desejo e a proximidade da conversa.

Uma das maiores belezas do filme é justamente retratar, com leveza, como Elias constrói sua existência a partir das brechas escavadas por seu próprio corpo neste mundo. Apesar de todas estruturas sociais adversas com as quais se depara, ele não se prende ao passado do abandono pela família e tampouco projeta-se a um futuro rendido aos seus sonhos profissionais. Sua vida vai se tecendo das relações e encontros do próprio presente.

Esse cenário presente é marcado por corpos diversos que atravessam, a todo momento, os longos planos do filme. Pode-se afirmar que, pela primeira vez, no cinema brasileiro recente, um tributo à diversidade dos corpos e desejos que constituíram a nação emerge de modo tão sensível e representativo.

Com efeito, o filme desafia os padrões estritos de beleza que governam, de forma particularmente acentuada, o mundo gay masculino paulistano. São corpos considerados abjetos, de negros, morenos, não sarados, trans, migrantes africanos ou nordestinos, caras mais velhos. São corpos com suas próprias histórias.

De certo modo, Corpo elétrico consegue retratar as mudanças recentes de uma sociedade a partir de uma perspectiva interseccional bastante peculiar. Os laços que atravessam e vinculam ordem social e ordem sexual no Brasil de hoje são o pano de fundo do filme.

A convivência entre relações de trabalho essencialmente arcaicas (a despeito da aparência de modernas) e uma diversidade sexual e de gênero pulsante é o retrato perfeito do país hoje. Mas essa acomodação forçada entre tradição e novidade, característica da modernidade periférica brasileira, acaba escondendo algumas mecanismos da reprodução das violências.

Nesse sentido, o filme poderia ter dado maior densidade psicológica e profundidade em alguns dos conflitos que acabam sempre reconciliados e acomodados. A reação conservadora aos avanços do reconhecimento LGBT, que hoje é tão visível, parece esquecida no filme.

Trata-se, portanto, de uma representação algo romantizada do momento em que vivemos, sem deixar, contudo, de ser bastante real. O filme revela tanto quanto oculta a realidade atual. Isso porque é permeado por uma representação bem antiga de um Brasil cordial, em que a intimidade prevalece sobre o distanciamento e a acomodação sobre o conflito.

De qualquer modo, Corpo elétrico é necessário nos tempos em que vivemos. O filme vai de encontro ao coro da “moral e dos bons costumes”, que já está se convertendo em censura às artes e em governo de nossos desejos. Por isso mesmo, pode-se dizer que o filme assume, na atual conjuntura, o caráter de um manifesto contra a repressão moral.

Confira o trailer de Corpo Elétrico: 
 
 
 


Fonte: Revista Cult 

Fortaleza sediará Congresso Nacional de Hotéis em 2018

A Capital também receberá a Equipotel, maior feira de produtos e serviços para hotelaria e gastronomia do Brasil
19:52 · 28.09.2017 / atualizado às 21:00 por Marlyana Lima
conotel
Régis Medeiros, Manuel Linhares, Colombo Cialdini, Edmar Bull, Denise Carrá e Eliseu Barros estiveram presentes no evento ( FOTO: Marlyana Lima )
O Ceará foi destaque mais uma vez durante a 45ª Abav Expo Internacional de Turismo, que acontece no Expocenter Norte, em São Paulo. A capital cearense foi anunciada como a próxima sede da 60ª edição do Congresso Nacional de Hotéis (Conotel) e também da Equipotel, a maior feira de produtos e serviços para hotelaria e gastronomia do Brasil. Os dois eventos serão realizados simultaneamente, nos dias 16, 17 e 18, no Centro de Eventos do Ceará e deverão reunir cerca de 5 mil pessoas.
 
"Será a primeira vez que o Ceará receberá dois eventos de hotelaria deste porte", comemora o atual vice-presidente da Associação Brasileira da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Manoel Linhares.
 
O cearense tomará posse como presidente da entidade, em janeiro de 2018. Ele lembra que a hotelaria está diretamente ligada à gastronomia e será importante que o congresso e a feira sejam realizados juntos, no Ceará. "O turismo é um das indústrias que mais gera empregos e mais movimenta a economia. Só não tem a chaminé. Se o Governo olhasse com outros olhos para o setor, nós não teríamos mergulhado numa crise com tanto desemprego".
 
Futuro do setor
 
Ele antecipa, já falando como próximo presidente da ABIH Nacional, que pretende fazer o maior Conotel da história. Para isso, ele pretende convidar membros da Comissão e Frente Parlamentar de Turismo para discutir o futuro do setor junto aos hoteleiros. Não descarta, inclusive, a participação de presidenciáveis, para que possam ouvir as reivindicações do setor.
 
Eliseu Barros, presidente da ABIH-CE, participou da solenidade, e lembrou que o Ceará vive um momento histórico onde há uma junção de momentos positivos. "Na semana em que recebemos a confirmação do hub da Air France-KLM e Gol, também disputamos e conquistamos o direito de sediar o próximo Conotel que, junto com a Equipotel, transformará o evento não apenas em espaço para debates mas também negócios", observou.
 
Evento em novo formato
 
Dilson Fonseca, atual presidente da ABIH Nacional, fez o anúncio oficial da próxima edição do Conotel, adiantando que o evento passa seguir um novo formato: será itinerante e o local de sua realização será definido, como foi agora, em votação. "Queremos que o setor cresça e entendemos que a descentralização será bom todos nós da hotelaria. Já votamos e temos, inclusive, a definição da sede de 2019. Será Goiânia", informou.
 
A secretária adjunta do Turismo do Ceará, Denise Carrá, aproveitou para dar as boas vindas aos hoteleiros e disse que o Estado está de braços abertos para receber os dois eventos. "Será uma oportunidade a mais para que todos desfrutem as belezas do Ceará", reforçou.
 
A descentralização do Conotel vai ao encontro do que defende Colombo Cialdini, presidente da Abav-CE em relação à realização da Abav Expo. Para ele, a maior feira nacional de turismo ganhará novo fôlego se for realizada em diferentes estados brasileiros. "É necessário dar oportunidade para que outras capitais também sediem o evento", diz. Na visão do executivo cearense, além do Centro de Eventos do Ceará, considerado um dos mais modernos e maior do País, o recém anunciado hub da Air France-KLM  e a ampliação da malha aérea fazem de Fortaleza uma candidata natural para receber as próximas edições da feira. 
 
Mas, a despeito da possibilidade, que foi discutida durante a reunião do Conselho da entidade, o presidente nacional da Abav,  Edmar Bull, já anunciou que a próxima edição da feira já tem data e local para 2018: acontecerá no período de 26 a 28 de setembro, no Anhembi, em São Paulo.
 
Fonte: Diário do Nordeste