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terça-feira, 25 de julho de 2023

Confira como foram as etapas estaduais da Conferência de Combate ao Racismo

 Eliz Brandão

Uma série de conferências estaduais, municipais e plenárias de base marcaram o fim de semana da militância e dirigentes partidários do PCdoB. Essas etapas são preparatórias para a 1ª Conferência Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, que acontece nos dias 4, 5 e 12 de agosto, em Salvador, na Bahia.

As conferências estaduais do PCdoB do Rio de Janeiro e da Bahia ocorreram no sábado (15), a plenária do Distrito Federal também, enquanto que a etapa do Rio Grande do Sul aconteceu na noite desta segunda-feira (17). Nessas plenárias foi apresentado e debatido o documento base da Conferência Nacional que está recebendo emendas que serão ou não aprovadas na plenária final da etapa nacional.

Confira abaixo como foram as etapas realizadas até o momento:

Rio de Janeiro

A Conferência Estadual do PCdoB do Rio reuniu, presencialmente, comunistas de todo o estado. O evento ocorreu no sábado (15) e contou com a participação da deputada federal do PCdoB-RJ e líder da bancada na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali, a secretária nacional de Combate ao Racismo, deputada estadual, Olívia Santana (BA) e o presidente do PCdoB-RJ, João Batista Lemos.

A líder do PCdoB valorizou a iniciativa inovadora do PCdoB que propõe a construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento, com caráter antirracista e democrático. “Congratulações a todas as delegadas e delegados de 28 municípios do Rio que lotaram o auditório do Sindicato dos Comerciários neste sábado para participar deste debate fundamental para o nosso país. Felicitações, em especial, à deputada estadual Olívia Santana, da Bahia, secretária nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, formuladora desta nova construção política, também presente à plenária. A luta antirracista é a luta contra a desigualdade e a injustiça e independe de credo ou cor da pele: ela é de todos nós!”, reforçou a deputada.

Líder do PCdoB na Câmara é deputada federal pelo Rio de Janeiro, Jandira Feghali.

Todo o processo de mobilização se deu com a realização de 12 plenárias, sendo sete municipais e cinco regionais, reunindo quase 300 militantes, o que levou 150 delegados (as) para a plenária estadual, que tiveram voz e voto.

Na plenária final foram eleitos 55 delegados e delegadas para a Conferência Nacional.

Confira mais imagens da conferência do Rio, publicadas nas redes sociais AQUI

Bahia

A plenária do PCdoB baiano também foi realizada no sábado, por plataforma virtual. Segundo os organizadores, foi um sucesso! “Reunimos quase 150 militantes para debater nossas ações para uma sociedade sem racismo”, publicaram em suas redes sociais.

O evento também contou com a participação da secretária nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Olívia Santana, o secretário nacional de Cultura do partido, Javier Alfaia, o presidente estadual do PCdoB-BA, Davidson Magalhães e Ângela Guimarães, secretária de Igualdade Racial do governo da Bahia. O presidente em exercício da Unegro e dirigente nacional, Edson França também participou dos debates. A deputada Olívia agradeceu a bancada federal e estadual baiana que colaboraram na mobilização da militância.

Confira a galeria de imagens publicadas nas redes sociais do PCdoB Bahia AQUI

Distrito Federal

Ainda também no sábado (15) aconteceu a conferência de Combate ao Racismo do Distrito Federal, na sede da Contee, no Setor Bancário Sul, em Brasília. A mesa foi dirigida pelo presidente do PCdoB, João Vicente e pela Ivanete Alves, conhecida por Santa, secretária de Igualdade e Raça do DF.

Santa (com o microfone) dirigiu a plenária. Foto: Eder Brant

O evento contou com a participação de cerca de 30 pessoas e foram eleitos oito delegados e delegadas para a Conferência Nacional. Sérgio Pedro foi quem fez a apresentação do documento base.

Ricardo Alemão Abreu (imagem abaixo), diretor da Fundação Maurício Grabois e integrante da Comissão Política Nacional e Jorge Gregory, secretário de Organização do DF também estiveram presentes e fizeram uma fala no ato.

Alemão deu sua contribuição com uma fala na etapa estadual. Foto: Eder Brant

O tema mais debatido foi a importância de explorar, já desde a primeira infância, a questão racial. A importância de conscientizar nossas crianças sobre o racismo no Brasil e para elas, se tornarem adultos antirracistas.

Rio Grande do Sul

Na Câmara Municipal de Porto Alegre aconteceu a conferência estadual de Combate ao Racismo do RS noite desta segunda-feira (17), de forma mista, presencial e por plataforma virtual. Participaram do evento mais de 100 delegados, delegadas e convidados, com a representação de grande parte das direções municipais do PCdoB.

Foram mobilizadas 23 cidades, realizado 16 Conferências Municipais e/ou Regionais e duas Conferências Livres:  Mulheres Negras e Povos de Matriz Africana.

As resoluções das Conferências foram acolhidas pela etapa estadual quase na sua totalidade. Edson França, da direção nacional, também participou do evento, assim como a deputada federal do PCdoB-RS, Daiana Santos e a deputada estadual Bruna Rodrigues que lembrou que o “PCdoB é um partido que sempre teve como centro a construção de uma sociedade livre de qualquer opressão – dentre elas o combate e a superação do racismo como uma ferramenta fundamental para termos uma nova sociedade”.

A deputada Daiana Santos afirmou que “não existe democracia onde há racismo!” e disse que o debate é importante para reflexão do que já foi feito e pontuarmos onde ainda precisamos avançar. “Evento histórico de um partido do RS que elegeu duas mulheres negras, uma a nível estadual e a outra a federal. Seguimos na luta na construção de um país efetivamente antirracista!”, completou.

Da etapa estadual foram eleitos 35 delegados e delegadas que representarão o Rio Grande do Sul, na Conferência Nacional.

 “Foi uma exitosa Conferência rumo a Conferência Nacional”, afirmou Luciane Congo, vice-presidenta do PCdoB-RS.

Próximas conferências

Na quarta-feira (19), o comitê do Pará, da Paraíba e Tocantins realizarão as suas conferências locais para debater a tese da conferência e eleger os seus representantes na etapa nacional. No último dia 5/7, o Paraná realizou a sua conferência.

Já os dias 21, 22 e 23, sexta, sábado e domingo, irão ocorrer a maioria das conferências locais.

Confira a agenda AQUI

Fonte: pcdob.org.br


Leia o discurso da ministra Luciana Santos na Reunião da SBPC

 André Cintra

A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) participou na noite deste domingo (23), em Curitiba (PR), da sessão solene de abertura da75ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Aplaudida de pé desde que foi anunciada, Luciana fez um contundente discurso em defesa da retomada da ciência no Brasil sob o governo Lula. A reunião tem como tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”.

Segundo a ministra, o País está criando políticas públicas que pode qualificá-lo como “uma potência tecnológica nos próximos 30 anos”, com o apoio do Estado. “Ao fim desse ciclo, a ciência brasileira terá alcançado um novo patamar, e os benefícios serão compartilhados com toda a população.”

A ministra também anunciou que o Pró-Infra (Programa de Recuperação e Expansão da Infraestrutura de Pesquisa Científica e Tecnológica em Universidades e Instituições de Ciência e Tecnológica) terá investimentos de R$ 3,6 bilhões. O foco será na infraestrutura de pesquisa nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Nosso objetivo é ampliar o número de equipamentos científicos nestas regiões, descentralizando a base tecnológica do País”, afirmou Luciana.

Confira abaixo a íntegra do discurso.

É uma honra participar da solenidade de abertura da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – um evento que temos profundo respeito e identificação desde os tempos de estudante de Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco. Como liderança do movimento estudantil e depois na política, sempre acompanhamos de perto as atividades desta combativa instituição, que é uma aliada permanente da sociedade e árdua defensora da ciência como elemento indissociável do desenvolvimento econômico e social e da soberania nacional.

Historicamente, a ciência brasileira sempre enfrentou períodos de grandes desafios. Nestes momentos, a SBPC esteve à frente da resistência, lutando para que os tempos sombrios nunca prosperassem. Foi assim na ditadura militar e, mais recentemente, na pandemia, quando agiu com firmeza no combate às fake news sobre a Covid-19 e aos tratamentos sem comprovação científica promovidos pelo governo negacionista. A SBPC também teve atuação vigorosa contra as diversas iniciativas de corte orçamentário, mobilizando diferentes atores contra o desmonte do sistema de fomento à ciência do País.

O Brasil conta e sempre contará com o apoio inequívoco da SBPC contra eventuais tentativas de aviltamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de prejuízo do seu papel estratégico de formulador, articulador e indutor do progresso científico e tecnológico do País.

Nesse sentido, a SBPC chega aos 75 anos como marca indelével do Brasil que acredita na ciência e produz ciência da mais alta qualidade. É um patrimônio nacional, orgulho de todos os brasileiros e de todas as brasileiras.

O tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido” faz jus ao novo momento que vivemos em nosso País. Ao reunir a inteligência nacional e homens e mulheres comprometidos com um Brasil mais justo, democrático e inclusivo, a 75ª Reunião Anual da SBPC constitui espaço privilegiado de discussões sobre assuntos tão urgentes e relevantes, como desenvolvimento sustentável, diversidade, direitos humanos e fortalecimento da democracia.

Assim como a ciência, os valores democráticos foram criminosamente confrontados na história recente do País. Vimos a implementação de políticas públicas que agravaram vulnerabilidades econômicas e sociais, levando o Brasil de volta ao “Mapa da Fome”. Mas sob a liderança do presidente Lula, estamos resgatando valores civilizatórios, fortalecendo a nossa democracia e enfrentando as desigualdades que ainda persistem em nosso País.

Neste novo Brasil, retomamos o diálogo com a comunidade científica e vários outros segmentos que compõem o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Nos primeiros dias de governo, estivemos na sede da SBPC e na Academia Brasileira de Ciências, e recebemos, em Brasília, dirigentes das universidades e institutos federais de educação. Abrimos as portas do Ministério para o diálogo franco e produtivo com todos os atores do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia sem distinção.

As conquistas se dão a cada passo, mas já podemos elencar um robusto conjunto de entregas nos primeiros seis meses de governo. De maneira consistente, demos respostas a muitas demandas urgentes e para as quais tínhamos o compromisso de oferecer uma solução já nos primeiros 100 dias de Governo.

Nesse sentido, avançamos na correção das bolsas de estudo e pesquisa, concedendo reajuste que beneficiou 258 mil bolsistas da Capes e do CNPq. Lançamos dois editais de pesquisa no valor de R$ 590 milhões. No caso da Chamada Universal do CNPq, trata-se do maior valor já liberado. Também reajustamos os valores das Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, contemplando oito modalidades e beneficiando 6.500 bolsistas em atuação.

Anunciamos o primeiro concurso público do MCTI em mais de dez anos, que terá um número maior de vagas para unidades de pesquisa e entidades vinculadas que o previsto inicialmente. Do total de 814 vagas, 196 estão reservadas para a recomposição dos quadros técnicos das instituições que integram a estrutura do MCTI, um acréscimo de 38 vagas em relação à previsão inicial.

Também anunciamos a liberação de R$ 50 milhões para a recuperação da infraestrutura e recomposição orçamentária das entidades vinculadas ao MCTI. E reconhecendo o papel fundamental que desempenham no desenvolvimento científico e na formação de recursos humanos, garantimos a manutenção do Programa de Capacitação Institucional, o PCI, em 2024.

Duas outras conquistas são estratégicas para recuperar o sistema de fomento à pesquisa e à inovação em nosso País: a redução dos juros nos financiamentos para inovação nas empresas e a recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Com essa recomposição, o FNDCT passou a dispor de R$ 10 bilhões para investimentos em 2023.

Tudo isso significa mais recursos, mais gente na ciência, menos juros para inovação, mais qualificação e melhores unidades de pesquisas.

A redução dos juros e a recomposição do FNDCT oferecem a oportunidade histórica de avançar na construção de um país inclusivo e sustentável através da ciência, da tecnologia e inovação. Assim, definimos em portaria publicada no dia 10 de maio as Diretrizes e Eixos Estruturantes que deverão nortear a elaboração da Nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A partir das novas diretrizes, construímos 10 Programas Estruturantes e Mobilizadores, com relevância e impacto sobre o desenvolvimento do País e foco na reindustrialização em novas bases tecnológicas. Através desses programas, vamos potencializar os impactos dos investimentos do FNDCT para alcançar os objetivos que estão alinhados às diretrizes do governo, aos desafios da sociedade e à inserção soberana do Brasil no cenário internacional.                         

Nesse sentido, tenho a satisfação de anunciar no dia de hoje recursos da ordem de R$ 3,6 bilhões no âmbito do Programa de Recuperação e Expansão da Infraestrutura de Pesquisa Científica e Tecnológica em Universidades e Instituições de Ciência e Tecnológica – o Pró-Infra. Os recursos serão distribuídos nos próximos dois anos por meio de editais da Finep. Desse total, R$ 300 milhões serão destinados exclusivamente para a consolidação e expansão da infraestrutura de pesquisa nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste em parceria com as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Nosso objetivo é ampliar o número de equipamentos científicos nestas regiões, descentralizando a base tecnológica do País. Também estamos destinando R$ 500 milhões para infraestrutura focada em temas prioritários para o desenvolvimento nacional: saúde, defesa, transição energética, transição ecológica e transformação digital.

O Pró-Infra tem a perspectiva de resgatar a capacidade das nossas instituições de produzir ciência de qualidade e tecnologia de ponta que possam ajudar o País a crescer, a reduzir as assimetrias regionais e a gerar emprego e renda.

Senhoras e Senhores,

 Vivemos uma nova conjuntura internacional, marcada por uma pandemia e conflitos geopolíticos de grandes proporções, que evidenciaram a fragilidade das cadeias globais de produção e fornecimento, e acirraram a disputa pelo domínio tecnológico e a competição baseada em interesses nacionais. Também enfrentamos problemas globais, como eventos climáticos extremos, escassez hídrica, elevação do nível dos oceanos, emergências em saúde e insegurança alimentar. Esses desafios não reconhecem fronteiras e só serão solucionados com a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação.

Ao resgatar o protagonismo do Brasil no mundo, o presidente Lula confere à cooperação científica status especial dentro da política externa do seu governo. Tive o privilégio de acompanhar o presidente em três missões ao exterior: à Argentina e ao Uruguai; à China; e a Portugal e Espanha. Nessas visitas, firmamos instrumentos de cooperação em áreas estratégicas, como inteligência artificial, tecnologias quânticas, semicondutores, mudanças climáticas, energias renováveis, saúde, bioeconomia, espaço e novos materiais. Anunciamos o desenvolvimento conjunto de projetos estruturantes para o País, como o Reator Multipropósito em parceria com a Argentina, que tornará o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos para o tratamento do câncer, e o satélite CBERS-6, com a China, que revolucionará o monitoramento da Amazônia e outros biomas brasileiros por meio de uma nova tecnologia de radares.   

Os próximos anos serão de particular relevância para que nosso País possa projetar sua liderança e coordenação em temas científicos e tecnológicos. O Brasil sediará a Cúpula da Amazônia, assumirá a presidência do G20, em 2024, e será sede da COP-30, em 2025.

Nosso objetivo é utilizar a cooperação internacional e a diplomacia científica para enfrentar os grandes desafios. Para ser uma potência tecnológica nos próximos 30 anos, temos que investir no enfrentamento das mudanças climáticas e da perda da biodiversidade, na transição energética, na transformação digital, na autossuficiência em saúde e biotecnologia e na superação da fome e das desigualdades.

Faremos isso usando as nossas melhores capacidades e por meio de chamadas bilaterais e multilaterais a projetos de pesquisa, encomendas e a internacionalização das nossas Instituições de Ciência e Tecnologia. Somados aos nossos esforços de cooperação científica, trabalharemos para garantir a transferência de tecnologia dos centros mais avançados para o Brasil. Para isso, usaremos instrumentos de estímulo à inovação, como o uso do poder de compra do Estado e as compensações tecnológicas.

Ao fim desse ciclo, a ciência brasileira terá alcançado um novo patamar, e os benefícios serão compartilhados com toda a população.

Antes de encerrar, gostaria de dizer que temos muitas razões para estarmos otimistas. A recomposição integral do FNDCT e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, juntamente com a reinstalação do Conselho Nacional e a convocação da 5ª Conferência Nacional, representam uma virada de página na história do nosso setor – um verdadeiro divisor de águas entre este capítulo que estamos escrevendo e os episódios recentes de negação da ciência e dos seus benefícios para a humanidade.

Neste sentido, o último dia 12 de julho foi uma data histórica para todos nós. Depois de cinco anos, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia foi retomado pelo presidente Lula, em solenidade no Palácio do Planalto. Durante a cerimônia, tive a honra de assinar a nomeação do meu amigo e professor, o ministro Sergio Rezende, para ser o Secretário-Geral da 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia que será realizada em 2024. E é com muita alegria que vejo a 5ª Conferência ganhando força e capilaridade aqui na SBPC.

Quero aproveitar a oportunidade para convidar a SBPC e todos vocês a fazer uma ampla mobilização em todo Brasil por ocasião das etapas regionais e setoriais no sentido de garantir uma grande participação das entidades científicas e acadêmicas e de toda a sociedade, de forma que as políticas de ciência e tecnologia possam refletir a consolidação da democracia e a construção de um país justo, inclusivo, sustentável, democrático e soberano para todos os brasileiros e todas as brasileiras.

Muito obrigada.

Fonte: pcdob.org.br

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Filha das políticas de inclusão, Manuella Mirella é eleita presidenta da UNE

 Liderança passa pela 1ª vez de uma mulher negra para outra; nortista Bruna Brelaz termina o mandato que segue nas mãos da nordestina, ex-diretora de Comunicação da entidade 

A pernambucana Manuella Mirella, 26 anos, estudante de Engenharia Ambiental da FMU e filha das políticas de acesso e democratização do ensino superior é a nova presidenta da UNE. 

Ela foi eleita neste domingo no 59º Congresso da UNE, realizado em Brasília (DF) na presença de quase 15 mil estudantes na chapa ‘Coragem e unidade: nas ruas para reconstruir o Brasil’ que obteve 74,27% dos votos.

Pela primeira vez na história dos 85 anos da entidade, a liderança passa de uma mulher negra, a nortista Bruna Brelaz que encerrou sua gestão, para outra, a ex-diretora de Comunicação da entidade. 

Natural de Olinda, criada no bairro de Maranguape I, uma das áreas mais pobres do município de Paulista, região metropolitana de Recife (PE), Manuella sempre estudou em escola pública. 

“De onde eu vim a gente vira estatística, então estar na universidade já foi um grande passo. Estar na UNE foi uma linha fora da curva, por isso para mim é muito mais emocionante estar nesse espaço de presidência da UNE, para garantir que meninas como eu tenham essa oportunidade”, afirma. 

E o plano dela para essa gestão é garantir que o caminho de outros estudantes como ela seja menos tortuoso. Manu quer ser lembrada como a presidenta que lutou para que o Plano Nacional de Assistência Estudantil vire lei. “Ninguém estuda com fome. Ninguém vai para a universidade a pé. Quando entrei na graduação eu pegava três ônibus para ir e três para voltar. Dentro da assistência a gente quer passe livre, a gente quer RU, a gente quer que o estudante tenha condições de permanecer, concluir e dar um retorno a sociedade. Quero que seja esse o nosso legado”. 

Para Manu o orgulho de toda mãe de ter o filho formado foi subvertido há mais ou menos dois anos e as famílias têm sido obrigadas a pedir aos filhos que parem de estudar para arrumar um emprego, nem que seja entregar Ifood para ajudar a comprar comida. E o papel da UNE é construir uma universidade possível para essas pessoas.  

“Porque não é só uma graduação, estamos falando dos quadros técnicos que vão formular a reconstrução da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. E não queremos um país pensado pela elite, por quem ganha um carro quando passa no vestibular, queremos um país reconstruído pelo povo brasileiro, e para isso ele precisa estar na escola e na universidade”. 

Presidenta eleita
Fotos: @kboughoff

Do Bolsa família às cotas

Na infância de escassez em Maranguape I, a escola pública garantia além do ensino também as refeições diárias. “Antes de receber a bolsa família a gente ia para escola para comer mesmo”, relembra. 

Ela recorda a primeira vez que ouviu falar em Luiz Inácio Lula da Silva. “Minha mãe serviu o almoço e disse: só temos essa comida hoje por causa desse presidente”. 

De uma família com três irmãos, o pai feirante e a mãe empregada doméstica sempre destacaram para os filhos, a educação, como a oportunidade de ser alguém na vida. 

“Minha mãe falava que só a educação dignifica o homem. Ela saía de casa para trabalhar, deixava uma imagem e dizia que queria uma redação sobre aquela imagem quando voltasse. Era assim todo dia”.

Estudante da escola pública, boa aluna, passou na seleção do curso técnico em química do Senai e essa foi sua primeira formação. “Fazer um curso técnico assim como cursar a universidade é sempre a oportunidade de se formar melhor, de conseguir um trabalho melhor, e no fim ajudar em casa que era sempre o que minha mãe me falava”. 

Fotos: @kboughoff

Filha das políticas de inclusão 

Da formatura do Senai, Manu entrou em licenciatura em Química na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) por meio da política de cotas. Filha da assistência estudantil, “cotista em todos os tipos de cotas”, como ela mesma destaca. 

“Na minha vida eu nunca passei de primeira, eu fui sempre persistente, fui atrás”. 

No segundo período da faculdade a mãe faleceu, arrimo de família assim como em muitos lares brasileiros, as dificuldades financeiras pioraram. “Passamos fome quando minha mãe morreu. Meu pai nunca mais foi o mesmo depois disso e eu ia largar a universidade”, relembra.

Foi quando conseguiu uma bolsa de assistência estudantil e moradia na Casa do Estudante. Assim como muitas da sua geração, Manu foi a primeira da família a entrar na universidade e a conquistar um diploma. 

“Quando eu falo como as cotas e a assistência estudantil mudam vidas, é porque elas mudaram a minha. Foi a Casa do Estudante, a bolsa de 400 reais, o RU que me deram oportunidades e eu agarrei. Milhares de jovens hoje só precisam dessa oportunidade”. 

Fotos: @kboughoff

 

Engajamento na Cultura e na UNE 

Bolsista de assistência do PIBITI (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), extensionista e monitora: a trajetória mostra uma estudante engajada com a universidade, que descobriu na aula de Química Orgânica 3, pela primeira vez, o movimento estudantil. 

O ano era 2016 e o professor da disciplina não deixou o colega passar em sala de aula um recado sobre a construção de um festival de cultura na UFRPE, que o Circuito de Arte e Cultura da UNE (Cuca), iria promover. Ela foi atrás para saber mais e quis ajudar. 

“O que me brilhou os olhos quando eu ouvi ele falar no festival, é porque eu vi que a gente poderia ter oportunidade de debater a universidade, dar a opinião de como deveriam ser as coisas dentro da instituição”. 

Foi a participação no Cuca a porta de entrada para chegar na diretoria da UNE. “Todo mundo estranha uma estudante de química militar pela cultura. Eu acho que tem tudo a ver. É preciso muita imaginação para visualizar uma molécula”. 

Diretora de Comunicação da última gestão, conversadeira, expansiva, Manu ama o carnaval, forró e nunca se nega a dar uma opinião. “Adoro me divertir, adoro música, calourada, mas a coisa que eu mais gosto é do carnaval, que para mim é a expressão cultural mais importante do Brasil”. 

Fotos: @kboughoff

Da Química para Engenharia Ambiental

Da formação em técnica em Química surgiu a paixão pelos biocombustíveis e ela quis se aprofundar. 

“Eu vi o que estava acontecendo com o mundo e com o meio ambiente e vi a oportunidade de fazer algo na prática. Eu poderia fazer experimentos para produzir energia renovável limpa e foi aí que me apaixonei por essa área, e hoje estou na minha segunda graduação de Engenharia Ambiental porque quero seguir nela no futuro”. 

Atual estudante da FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas) em São Paulo, ela denuncia um abandono no ensino privado. Na UNE uma das maiores pautas tem sido o fim dos 40% EAD nos cursos presenciais, o fim das taxas abusivas e a regulamentação do ensino superior privado. 

“Nossa meta é ampliar as vagas para que se o estudante quiser entrar na universidade pública ele consiga, mas, enquanto isso não acontece, buscamos que todos tenham acesso ao ensino superior. Se for numa instituição privada, que tenha qualidade e sem tratar a educação como mercadoria. Não queremos que o mercado financeiro invista em cursos de Medicina visando apenas o lucro, sem buscar aprimorar a saúde pública, fortalecer o SUS”. 

Por Cristiane Tada

Fonte: Une.org.br

terça-feira, 4 de julho de 2023

Empossados os novos reitor e vice-reitora da Universidade Regional do Cariri

 

4 DE JULHO DE 2023 - 10:47

Secretária Sandra Monteiro participou da solenidade, que contou com a presença do governador Elmano de Freitas

A Universidade Regional do Cariri (Urca) realizou na noite desta segunda-feira (3/7), a cerimônia de posse do reitor Carlos Kleber de Oliveira e da vice-reitora, Socorro Vieira Lopes, que na ocasião não esteve presente por motivo de tratamento de saúde.

O evento contou com as presenças do governador Elmano de Freitas, da secretária da Secitece, Sandra Monteiro, e da senadora Augusta Brito, além do presidente do Conselho Superior da Urca, professor Francisco do O’de Lima Júnior, que na ocasião deixou do cargo, após quatro anos à frente da Instituição. Participaram também a secretária de Educação do Estado, Eliana Estrela, e o prefeito do Crato, Zé Ailton Brasil.
Durante a cerimônia, foram anunciados os novos pró-reitores da Urca e diretores de Centro, que estarão compondo a administração superior durante os próximos quatro anos. Familiares, convidados e a comunidade acadêmica participaram da solenidade de posse, ocorrida no Ginásio Poliesportivo da Urca, no campus Pimenta, em Crato.

Conheça os empossados:

Reitor – Carlos Kleber Nascimento de Oliveira

O professor Carlos Kleber é graduado em Engenharia de Materiais, Mestre em Engenharia e Doutor em Ciências da Engenharia de Materiais. Ingressou na Urca em 1996, como professor bolsista de Extensão Tecnológica. Em 1998 prestou concurso e foi aprovado e nomeado professor efetivo, perfazendo 27 anos de atuação profissional na instituição. Foi Coordenador do Curso de Engenharia de Produção Mecânica, Chefe de Departamento de Engenharia de Produção, Diretor do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), Pró-Reitor de Ensino de Graduação (PROGRAD), quando liderou, de forma coletiva, o processo de recredenciamento da URCA e de renovação do reconhecimento dos cursos de graduação ao lado da equipe da PROGRAD, Direções de Centro de Coordenações de Cursos. Esta ação concedeu mais autonomia aos cursos da Urca em Campos Sales, Iguatu e Missão Velha. No ano de 2019, foi eleito vice-reitor da Urca. Foi ainda Coordenador local do Dinter em Engenharia Mecânica, em parceria com a UNESP e Coordenador local do Programa de Intercâmbio Brasil/França, BRAFITEC/CAPES. É avaliador de cursos de Graduação do Ministério da Educação – MEC, e de cursos de engenharia no Mercosul e Países associados. Atualmente é conselheiro do Conselho de Educação do Ceará, membro da Câmara de Educação Superior e Profissional (CESP/CEE).

Vice-reitora – Maria do Socorro Vieira Lopes

A Professora Socorro Vieira é enfermeira, mestre e doutora em Enfermagem, com vivências comunitárias na luta pela reforma sanitária brasileira e implantação do Sistema único de Saúde (SUS), à época suas atividades eram como Agente de Saúde (1987). Participou da implantação das primeiras equipes de Saúde da Família em Jucás – CE (1994). Ingressou na Urca em 2002, como professora efetiva do Departamento de Enfermagem. Foi coordenadora do curso, diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), pró-reitora de Assuntos Estudantis (PROAE), quando liderou a equipe de elaboração do Núcleo Interdisciplinar de Apoio Psicopedagógico (NIAP).

Com informações da Assessoria de Comunicação da Urca

Fonte: Secitece

Em Pedra Branca, Secitece participa de mais uma plenária do PPA

 

4 DE JULHO DE 2023 - 11:59

O evento segue até as 15 horas, na EEEP Antônio Rodrigues de Oliveira

O Governo do Ceará realiza o sexto encontro regional do Plano Plurianual (PPA) Participativo 2024-2027, desta vez abrangendo o Sertão Central. O evento acontece nesta terça-feira (4/7), na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Antônio Rodrigues de Oliveira, no bairro Santa Maria, em Pedra Branca, até as 15 horas.

Participam do evento o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a secretária de Planejamento e Gestão, Sandra Machado, e o prefeito do município, Matheus Góis. A Secitece está presente na atividade por meio do coordenador administrativo-financeiro, Jarbas Rocha, e do coordenador do CriarCE, Thiago Barros.
O foco dos gestores da secretaria está nas demandas relativas à Ciência, Tecnologia, Educação Superior e profissional. Com o Plano Plurianual (PPA) Participativo, o Governo poderá atender melhor às necessidades da população, reduzindo as desigualdades regionais.

Fonte: Secitece