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quarta-feira, 25 de março de 2020

PCdoB comemora 98 anos em condições de emergência nacional

25 de Março, 2020

Crédito da foto: Divulgação
Neste 25 de Março celebra-se o 98º aniversário da fundação do Partido Comunista do Brasil.
Longevo, quase centenário, o Partido atravessou muitas etapas. Sua história funde-se com as agruras e os feitos históricos do povo brasileiro.

Por José Reinaldo Carvalho*
O Partido Comunista do Brasil desenvolveu-se e atingiu a sua maioridade atuando incansavelmente no curso dos grandes acontecimentos nacionais, nas intensas lutas pela democracia, a soberania do país, o progresso social, os direitos dos trabalhadores. Nestes episódios, exerceu influência, deixou sua marca e deles extraiu rico aprendizado.
No percurso histórico dos comunistas brasileiros uma constante é a bandeira do socialismo que, com as peculiaridades próprias da época atual, segue sendo a alternativa sistêmica e estrutural capaz de assegurar um avanço civilizacional para o Brasil.
Emergência nacional
O coletivo comunista celebra a passagem de mais um aniversário do Partido ao lado do povo brasileiro, das demais correntes políticas e personalidades democráticas, progressistas e de esquerda, todos os que com ele marcham nos atuais embates num dos momentos mais trágicos da vida nacional.
Partido comprometido com as grandes causas nacionais e populares, o PCdoB está imerso no combate sem tréguas ao governo de extrema-direita, exercido por uma caterva reacionária, antinacional, opressora e cruel, que vilipendia os direitos do povo e aliena a soberania do país, liderada por um chefe do Executivo ultramontano em seu reacionarismo e portador de um projeto político autoritário e de submissão do país ao imperialismo estadunidense.
O engajamento dos comunistas com a luta do povo brasileiro renova-se com ainda maior razão nestes dias dramáticos, em que o mundo e o país se encontram assolados por uma crise sanitária de enormes proporções, com a propagação da doença covid 19. Massas de milhões de pessoas em todo o mundo se encontram com a própria sobrevivência ameaçada, pela deterioração das condições de vida resultante do  sistema capitalista em crise e das políticas neoliberais dos governos de turno na maioria esmagadora dos países.
Neste contexto, não passa despercebido aos comunistas brasileiros que são precisamente países socialistas e revolucionários, nomeadamente China e Cuba, os que fazem o combate mais empenhado à pandemia e praticam amplamente a solidariedade e cooperação internacionais em benefício dos povos.
No Brasil, estamos confrontados com um governo que não só liquidou as políticas públicas, como agride os direitos do povo trabalhador. E que age com insensibilidade e indiferença ante a crise sanitária.
Buscar saída política 
Uma crise desta envergadura só pode ser enfrentada por um Estado nacional forte, com caráter progressista, que exerça papel preponderante na gestão econômica e na gestão da vida nacional.
É preciso revogar as políticas de arrocho fiscal e teto de gastos, aumentar o investimento público e o gasto com a saúde, fortalecer o Sistema Único de Saúde, restabelecer o programa Mais Médicos e atender às necessidades mais prementes da população, como garantir o emprego e a renda mínima. São medidas urgentes que o governo Bolsonaro não enfrenta nem vai enfrentar.
O Partido Comunista do Brasil celebra seu 98º aniversário colocando no centro de sua tática a oposição enérgica e inconciliável ao governo de Jair Bolsonaro, um governo cuja continuidade acarretará uma crise social ainda mais devastadora tornando ainda mais penosas as condições de vida da esmagadora maioria da população.
Para além da deterioração das condições econômicas e sociais, o país está confrontado com profunda crise política e institucional que não encontrará encaminhamento enquanto Bolsonaro estiver à frente do governo. Somente o seu afastamento poderá abrir caminho para uma solução democrática e institucional aceitável capaz de fazer face aos problemas emergenciais do país.
É indispensável a união de forças democráticas para criar as condições propícias à investidura de um governo de emergência nacional progressista e patriótico.
Horizonte histórico
Os comunistas comemoram o 98º aniversário do Partido reafirmando o sentido histórico da luta: a conquista do socialismo, a ruptura com o regime das classes dominantes e o sistema de dominação do imperialismo.
Esta será a resultante de um combate histórico, em várias etapas, de uma revolução política e social das massas populares, unidas em torno de uma frente das forças democráticas, patrióticas, progressistas, de esquerda, formada por partidos políticos, personalidades independentes e os movimentos populares.
Nesse mister, é tarefa de magnitude a consolidação  do Partido Comunista do Brasil, seu enraizamento nas massas trabalhadoras e populares, o fortalecimento da têmpera política e ideológica de sua militância e a estruturação orgânica.
Identidade comunista
Avesso a todo tipo de dogmatismo e cópia de modelos, o Partido enriquece a teoria do marxismo-leninismo e do socialismo científico, e nela se baseia, ao tempo em que se empenha no conhecimento e interpretação do mundo atual e da sociedade brasileira. Sem a referência teórica e ideológica do marxismo-leninismo, seríamos ecléticos, faríamos política às cegas e nos perderíamos na torrente da luta política de classes.
Somos um partido comunista, revolucionário, portador do ideal comunista, da missão histórica de construir o socialismo, um partido de classe, defensor dos interesses fundamentais das massas trabalhadoras. Um partido anti-imperialista, patriótico e internacionalista. São estes traços do nosso Partido que informam a elaboração da sua linha política, sua estratégia revolucionária, sua tática ampla, combativa e flexível.
A este conteúdo e a nossas raízes históricas correspondem a bandeira, a cor vermelha, o símbolo da foice e do martelo e a sigla PCdoB. São elementos de identidade, irrenunciáveis e inseparáveis da nossa essência e dos nossos objetivos históricos.
Na celebração do aniversário do Partido, homenageamos os nossos heróis e mártires, uns tombados em combates de rua e na luta armada, outros assassinados sob tortura durante as ditaduras que vigoraram em distintos momentos da vida republicana.
Reverenciamos os fundadores do Partido, seus líderes históricos, nomeadamente os camaradas João Amazonas, Maurício Grabois, Pedro Pomar, Carlos Danielli, entre outros destacados dirigentes que estiveram à frente da reorganização revolucionária do Partido quando do ataque liquidacionista do oportunismo de direita, entre os fins dos anos 1950 e inícios da década de 1960.
Destacamos igualmente o  papel do militante anônimo, desprendido e abnegado, que combate no dia-a-dia pelos direitos do povo e se esforça para construir o Partido, aquele que não pergunta o que ou quanto vai ganhar pela atividade, que não reivindica cargos nem prebendas, que se filiou motivado pelos ideais da luta emancipadora e não em busca de carreira eleitoral.
Militar em um partido comunista é ter descortino de futuro, compromisso com a causa da libertação nacional e social, convicção, visão estratégica e consciência da missão histórica, o que se traduz por elevado nível político e ideológico, qualidades que se adquirem com o tempo, a experiência, a vivência orgânica, a militância diuturna. É atuar com o Programa do Partido numa mão e os Estatutos na outra, fazendo valer os princípios do centralismo democrático, a autoridade das instâncias, por cima das pretensões carreiristas, personalismos e pretensões de exercer influência a partir de condicionamentos externos por força do exercício de cargos institucionais.
O desafio eleitoral
O Partido Comunista do Brasil foi legalizado em 1985, depois de ter passado quase seis décadas, intercaladas por brevíssimos hiatos, na clandestinidade forçada por governos ditatoriais.
Nas condições complexas da luta política, o desafio eleitoral é incontornável, uma condição indispensável no processo de acumulação de forças. Multiplicar o número de vereadores, deputados e titulares de cargos executivos em todos os níveis é um dos principais vetores da ação política, de massas e orgânica dos comunistas. Uma robusta representação eleitoral capacita o Partido a exercer maior influência política e a desempenhar um papel de maior relevância na luta política e social.
No quadro de disputa eleitoral desigual, sob o império do poder econômico e de uma legislação eleitoral restritiva, o Partido deve buscar os melhores meios e modos de se fortalecer na luta pelo voto popular, reforçando simultaneamente a unidade com partidos, correntes e personalidades independentes, e preservando a identidade política, ideológica e orgânica. Um novo caminho e uma nova metodologia começam a ser testados na pré-campanha eleitoral deste ano. É alvissareiro que toda a militância esteja mobilizada para o êxito desta empreitada. O Movimento 65 pode injetar novas energias na performance eleitoral do Partido Comunista do Brasil.
Em dois anos o Partido completará um centenário de uma existência durante a qual nunca faltou ao povo brasileiro. Não faltará. Fortalecer a legenda comunista é uma necessidade histórica. Manter e fortalecer o Partido é um compromisso a que a atual e as futuras gerações de comunistas não renunciarão.
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Este artigo não reflete necessariamente a opinião do Portal PCdoB

terça-feira, 3 de março de 2020

Flávio Dino: “Que a Quaresma seja um tempo de reflexão e transformação”

Governador do Maranhão publica artigo sobre o período que sucede o carnaval

Flávio Dino
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Os militantes e intelectuais da Revolução Francesa no século 18 conseguiram resumir em um trinômio os ideais que nortearam as lutas sociais por melhoria da qualidade de vida nos três séculos seguintes. Das três palavras, muitas vezes a Fraternidade acaba sendo esquecida.
Todo ano, após o Carnaval, nós cristãos iniciamos um período de reflexão sobre nossas ações chamado Quaresma. É no primeiro dia desse período, na Quarta-feira de Cinzas, que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança sua Campanha da Fraternidade, com o objetivo de levar os milhões de católicos brasileiros a refletir sobre a aplicação dos princípios cristãos ao seu dia a dia.
Este ano, o mote da Campanha é justamente a Fraternidade. Com o tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, a CNBB traz para reflexão o texto de Lucas 10:33-34, sintetizado no lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. É o trecho da conhecida parábola do Bom Samaritano, em que Jesus conta sobre um homem que, atacado por assaltantes, não foi ajudado por um sacerdote e um levita, mas foi acudido por um samaritano. E Jesus pergunta: qual dos três era o verdadeiro “próximo” daquele homem?
A CNBB nos alerta que é tempo de cuidarmos uns dos outros, de resgatarmos a compaixão e o olhar pelo próximo, para o bem estar geral da sociedade. É um claro chamamento para reconhecermos o valor da vida como um dom divino e como um compromisso de todos para com todos, assim como fez o samaritano sem que tivesse nenhum vínculo com aquele homem a quem ajudou.
Fico feliz de perceber o alinhamento das ações do Governo do Maranhão ao que propõe a Campanha da Fraternidade deste ano. Com foco naqueles que mais precisam, temos executado programas que garantem atenção e valorização da vida. São muitos exemplos: ampliação da rede de Restaurantes Populares; Casa Ninar; Cheque Minha Casa; mais leitos hospitalares e cirurgias; Programa Maranhão Solidário etc. Esse é o nosso caminho desde 2015 e não nos afastamos por nenhuma pressão advinda dos que pensam a política como local de realização de negócios e negociatas.
Outra inspiração que a CNBB nos traz é ter escolhido a Santa Dulce como o símbolo da campanha deste ano. Canonizada recentemente pelo Papa Francisco, ela é uma das melhores representações no Brasil da dedicação ao cuidado do outro. Mobilizando fiéis, ela constituiu o que é até hoje um dos maiores centros de ação social e de apoio à saúde na Bahia.
Que esta Quaresma seja para nós um tempo de reflexão e transformação. E diante de extremismos e muita confusão em nosso país, possamos vislumbrar dias melhores por meio do exercício de fé, amor e compaixão pelo próximo.
*Reeleito pelo PCdoB, Flávio Dino é governador do Maranhão.

Rubens dialoga com comunidades e lideranças de São Luís

Pré-candidato a prefeito de São Luís, Rubens Pereira Jr se reuniu com diversas lideranças políticas de São Luís

Em um final de semana movimentado, o deputado federal licenciado, secretário das Cidades e pré-candidato a prefeito de São Luís, Rubens Pereira Jr (PCdoB), reuniu com várias lideranças políticas em diversos cantos de São Luís, levando o diálogo e conhecendo cada vez mais as necessidades da população ludovicense.
Na tarde de sábado (29), Rubens, que é do mesmo partido do governador Flávio Dino, esteve ao lado da pré-candidata a vereadora Rejanny Braga em sua residência no bairro do Olho d’Água, aonde reuniu com lideranças comunitárias de toda São Luís. O evento contou também com a presença do vereador Astro de Ogum. “Agradeço a acolhida. Tem sido assim em todos os lugares que passamos e isso nos dá a certeza que estamos no caminho certo. Nossa cidade merece avançar e estamos aqui para isso”, destacou Rubens.
“Acreditando que juntos, e com a mesma vontade de fazer muito mais por São Luís, é que eu e Rubens contamos com a ajuda de todos para encontrarmos, juntos, soluções para a nossa capital”, declarou Rejanny.
Ainda no sábado, Rubens encontrou com o amigo Romeo Amimu, no bairro Santa Efigênia. Lá se reuniu com empresários da região. Na pauta da conversa estavam temas como: melhorias de infraestrutura no bairro, impulsionamento da economia para viabilizar melhor o comércio local e segurança. O evento contou com a presença dos empresários da região e do ex-deputado Julião Amim.
Para finalizar o dia, Rubens participou do carnaval de “lava-pratos” da Vila Lobão, promovido pela comunidade, com o apoio da vereadora Fátima Araújo. Junto com o povo animado do bairro, o pré-candidato e sua esposa se divertiram ao lado da vereadora e ao som do animado e tradicional grupo Bicho Terra.
O domingo (01) começou movimentado. Logo pela manhã, no bairro do Anil, Rubens esteve com o vereador Marcelo Poeta, grande liderança do bairro, para conhecer seu trabalho e seus projetos. “Acredito que juntos podemos traçar um plano para uma São Luís melhor”, declarou o vereador Marcelo Poeta.
Ainda na manhã do domingo, já no bairro do São Raimundo, junto com o pré-candidato a vereador Paulo César, caminhou pelas ruas do residencial Canaã, conversou com a comunidade, falou de suas pretensões e convidou a conhecer melhor a sua história. Observou de perto a situação degradante das ruas daquele lugar.
No mesmo dia, ainda acompanhado pelo pré-candidato Paulo César, Rubens esteve na comunidade Andiroba, na zona rural de São Luís, e ouviu da população e dos líderes comunitários os problemas que enfrentam, sobretudo as questões de regularização fundiária e infraestrutura das vias do bairro, o diálogo foi extremamente positivo. Rubens teve a oportunidade de se apresentar esclarecer seus reais motivos para uma São Luís melhor.
Durante os encontros, o pré-candidato reafirmou que sua campanha “não será do Rubens Júnior, a campanha não será do PCdoB, a campanha será de todos nós. Aproveito para repetir o que tenho dito de forma reiterada. A nossa pré-candidatura não é de brincadeira. O tempo está mostrando que tem gente que é `especialista’ em fazer prognósticos, mas que erram todas as vezes.
Ele complementa: “O povo vai lá e as urnas mostram outra realidade. E dessa vez vai ser mais uma vez, onde aqueles que se julgam grandes analistas políticos, vão ser atropelados perante a realidade do nosso modo de fazer política, com pé no chão, olho no olho, bairro por bairro, com compromisso, com seriedade, e esperança de ter uma cidade cada vez melhor”.

Movimentos, entidades e partidos darão respostas nas ruas a Bolsonaro

A ação de Bolsonaro compartilhando vídeo convocando para uma manifestação golpista ampliou a pauta de exigências do movimento

(Divulgação)
As centrais sindicais, movimento social e partidos políticos intensificam nesta semana a mobilização para uma série de atos políticos em defesa da democracia, do emprego, dos serviços públicos e da educação.
A atitude de Bolsonaro em compartilhar vídeo convocando manifestação contra o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal) acabou ampliando a pauta de reivindicação dos movimentos.
A paralisação nacional da educação em defesa dos serviços públicos, marcada para próximo dia 18, por exemplo, terá como tema também a defesa da democracia.
Antes, mais dois atos nos dias 8 (Dia Internacional da Mulher) e 14 de março (Memória da morte da vereadora Marielle Franco) devem ganhar peso por conta do clima político.
Segundo o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, os sindicalistas acompanham “com indignação e preocupação o movimento que o presidente Bolsonaro vem fazendo, em confrontar o processo democrático e os poderes da República”. Por isso, a decisão de ampliar o ato do dia 18. “O caráter da manifestação se mantém”, diz ele ao Brasil de Fato.
“Não podemos deixar que os recorrentes ataques à nossa democracia e à estabilidade social conquistadas após o fim da ditadura militar e, sobretudo, desde a Constituição Cidadã de 1988, tornem-se a nova normalidade”, diz o trecho de uma nota unificada das centrais.
Reunião
Nesta terça-feira (3), na sala do colegiado de líderes da Câmara dos Deputados, representantes de diversos partidos (oposição e centro), centrais sindicais e entidades como Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estarão reunidos para debater o assunto.
A ideia é fazer um amplo movimento em defesa das instituições e da democracia. A reunião pode contar com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que reagiu duramente a Bolsonaro.
“Criar tensão institucional não ajuda o País a evoluir. Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir”, disse ele na ocasião.
E prosseguiu: “Só a democracia é capaz de absorver sem violência as diferenças da sociedade e unir a Nação pelo diálogo. Acima de tudo e de todos está o respeito às instituições democráticas”.

“É obsceno gás de cozinha a R$ 100”, diz Flávio Dino

No Maranhão, o governador Flávio Dino reduziu a alíquota do gás do cozinha de 18% para 14%, para amenizar os efeitos da alta nacional

Foto: Gilson Teixeira
Em recente entrevista ao programa Poder em Foco, o governador Flávio Dino defendeu uma economia que de fato sirva às pessoas. “É obsceno que haja um gás de cozinha a R$ 100,00, por exemplo. Isso é errado e tem que ser corrigido”, disse Dino durante a entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, veiculada no SBT no domingo (1).
No Maranhão, o governador Flávio Dino reduziu a alíquota do gás do cozinha de 18% para 14%, para amenizar os efeitos da alta nacional. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa e entrou em vigor em janeiro último.
Flávio Dino explicou como a explosão do câmbio traz problemas reais para o Brasil ao relacionar o problema dos combustíveis com a temática do câmbio. “A alta nos preços do gás de cozinha, da gasolina e do diesel em larga medida derivam do cambio, já que a Petrobrás decidiu indexar seus preços ao mercado internacional”, afirmou o governador
Patriotismo farisaico
Durante a entrevista Flávio Dino afirmou que o que se tem chamado de privatização no Brasil é, na verdade, uma desnacionalização. “Você está tirando do controle da Petrobrás e entregando para estatal chinesa, para estatal norueguesa. Nós temos que pensar o Brasil como ele é. Eu acredito na nossa pátria, defendo a nossa soberania”, disse Flávio Dino ao afirmar que o patriotismo farisaico é fingir chorar ao ouvir o hino nacional e em seguida vender as riquezas nacionais para o controle de outros países.
Tributos
Ao ser questionado sobre o sistema tributário brasileiro, o governador do Maranhão citou dois principais objetivos para esse tema: simplificar o sistema tributário, por isso aumentar a competitividade das empresas brasileiras e ao mesmo tempo a progressividade – grandes fortunas, grandes dividendos, têm que pagar mais imposto.
“O bom exemplo que falta para o Brasil é: aqueles que tem iate, helicóptero, que tem patrimônios milionários, os bancos que têm lucros gigantescos se submeterem ao regime tributário praticado na OCDE, já que a OCDE é o modelo para o atual governo, basta praticar a média dos tributos sobre os ricos que o Brasil anda melhor”, disse o governador.

Manuela d’Ávila: "Sonho é ver Porto Alegre administrada para pessoas"



Manuela d'Ávila debatendo o futuro com jovens de Porto Alegre
Foto: Caco Konzen
A pré-candidata a prefeita de Porto Alegre, Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), participou no último sábado (29) da Conferência Livre de Juventude com o tema “E se a cidade fosse nossa?”. Manuela destacou que “o sonho é ver Porto Alegre administrada para as pessoas”.
Vários movimentos de juventude participaram do encontro organizado pelo “Congresso do Povo”, na praça do Avião. Os depoimentos deixaram claro que a juventude está impactada pela ausência de políticas públicas em diversos setores. Entre problemas apontados estão a dificuldade de circular na cidade com segurança, a falta de acesso à educação, à saúde de qualidade, a ocupar os espaços públicos. O acesso à cultura foi outra demanda recorrente.

Neste cenário, a pré-candidata enfatizou que é preciso governar mudando a vida das pessoas “para melhor”: “O sonho é voltar a viver em paz nessa cidade. Com pessoas vivendo em paz, não tendo medo do filho negro ser morto. Ou sendo LGBT e andar nas ruas sem medo, por exemplo. Precisamos viver na cidade sem medo”, disse.

Nas redes sociais, Manuela compartilhou um vídeo que mostra a diversidade do encontro e questionou: “E se Porto Alegre tivesse a cara da sua juventude?”

Manuela é ex-deputada federal e foi candidata a vice-presidência da República na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) em 2018. Ela vem construindo junto aos demais partidos de oposição à atual administração municipal, e com os cidadãos e cidadãs de Porto Alegre, uma frente ampla que decida o melhor nome para a prefeitura. Desde o ano passado, Manuela é apontada como a preferida nas pesquisas de intenção de voto. E no último dia 18 de fevereiro recebeu apoio do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Porto Alegre como pré-candidata.

Luciano Siqueira: "Eleição é dialética, não aritmética"



Foto: reprodução
O vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB-PE), explicou ao Jornal do Commercio, de Pernambuco, o papel do PCdoB na disputa pela prefeitura da capital, sem desconsiderar, inclusive, uma candidatura própria da legenda. Em Olinda, Siqueira disse que ainda não há definição em torno do nome do ex-prefeito e deputado estadual João Paulo (PCdoB-PE), mas que ele tem sido “citado com animação” em outros municípios da Região Metropolitana do Recife.
O vice-prefeito tratou também do Movimento 65, lançado pelo PCdoB. “É uma atitude muito generosa do PCdoB no sentido de abrigar e oferecer legenda. Na percepção da crise atual do País, esse movimento é para pessoas que reconheçam no PCdoB um partido sério, unido e que respeita às diferenças. Então nosso objetivo é exatamente deixar confortável as pessoas que, embora não estejam plenamente identificadas com o estatuto do partido, confiam no PCdoB, e estão debaixo desse guarda-chuva que sinaliza para um aglomerado de democratas e lutadores, não necessariamente comunistas”, explicou ressaltando que tem “notado interesse crescente pelo Movimento 65” por parte de pessoas que pensam candidatar-se.
No fim de 2020, Siqueira completa o seu quarto mandato (2001 a 2008 e 2012 a 2020) no cargo e, neste ano, não será candidato. “No dia primeiro de janeiro de 2021, nas redes sociais, logo cedo, direi: bom dia, volto a ser cidadão comum, mas continuarei sendo um entusiasta militante”, garantiu.
Leia a entrevista completa:
Jornal do Commercio – Como o senhor avalia esses quase oito anos à frente da Prefeitura do Recife ao lado do prefeito Geraldo Julio (PSB)?
Luciano Siqueira – No final do ano passado, nós fizemos um balanço sobre os sete anos de governo, que considero ser muito positivo. Sobretudo, porque há de se considerar que dentro desse período, são mais de quatro anos de crise financeira nacional e com repercussões drásticas sobre as finanças dos municípios. Recife não foi exceção. Além desta crise financeira, nós tivemos que enfrentar dois anos da gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) e agora temos o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que repercute também em corte de gastos e transferências federais para os municípios em diversas áreas. Os recursos que chegam, vem a conta gota. A despeito disso tudo, os resultados destes sete anos do nosso governo foram excepcionais. Neste último ano, não há menor possibilidade de desaceleração. Nós fizemos um levantamento e temos 1.500 inaugurações para fazer neste primeiro semestre. Não é fácil, em uma época de crise, alcançar esse feito tão expressivo, e eu quero crer que a população faz esse reconhecimento.
Sobre o cenário eleitoral do Recife, qual será o papel do PCdoB?
O PCdoB segue uma orientação tática nacional, que aponta a absoluta necessidade de diluir forças e isso vale para todo o País, para todas os municípios. O nosso ponto de partida é sempre examinar as possibilidades, sejam em torno de uma candidatura própria do PCdoB ou da candidatura de outro partido aliado. Isso vale para o Recife. Neste caso, é natural que o partido que detenha a hegemonia no Recife, que é o PSB, indique aos demais partidos, um nome. Um nome que se comprometa a liderar a resistência em defesa da democracia ameaçada pelo governo Bolsonaro. O que não se discutiu ainda, oficialmente com o PSB é que nome será este. Nós procuraremos unir forças. Agora, como na política não se trabalha como uma única alternativa, nós sempre nos preparamos para outra hipótese, que seria a hipótese do próprio PCdoB ter candidatura própria a prefeito. Você sabe que nestas eleições não há mais coligação para a proporcional para vereadores e vereadoras. É natural que os partidos que, por ventura, não apresentem um candidato ou candidata a prefeito, na composição da aliança, tenha suas próprias pretensões a eleição de uma bancada própria de vereadores e vereadoras. E o PCdoB não tem como primeira hipótese apresentar candidatura a prefeito, mas apoiar a Frente Popular, então se espera que suas pretensões em relação a Câmara Municipal do Recife sejam levadas em conta. A eleição não é uma questão de aritmética, mas de dialética, tem que levar em conta as pretensões de todos os aliados.
No campo da esquerda, estão sendo cogitadas as pré-candidaturas de João Campos pelo PSB, Marília Arraes pelo PT e Túlio Gadelha pelo PDT, o senhor é a favor de múltiplas candidaturas para enfrentar o bloco de oposição?
No caso do Recife, o ideal é que no nosso campo da Frente Popular tenha apenas uma candidatura, pois penso que a unidade seria o mais adequado. E essa unidade teria que ser a mais ampla possível. O cenário político eleitoral ainda está em formação, só agora passando o Carnaval é que as coisas começam a acelerar. Provavelmente nas grandes capitais, o campo de força que faz oposição ao governo Bolsonaro tende a unidade. Quando essa unidade não for possível no primeiro turno, ela pode ser construída no segundo turno. No caso particular do Recife, seria melhor que essa unidade fosse formada desde o primeiro turno.
Como tem sido feito entre o PT e o PCdoB? O senhor foi vice-prefeito de João Paulo por dois mandatos à frente da Prefeitura do Recife, e hoje os petistas encontram-se divididos entre lançar a deputada federal Marília Arraes e permanecer na Frente Popular.
Nós sempre nos relacionamentos muito bem com o PT, estejamos no mesmo palanque ou não. Até agora não tivemos sinalização por parte dos companheiros do PT de que venha a predominar a tese de uma candidatura própria no Recife, mesmo considerando que a deputada federal Marília Arraes já tenha anunciado essa pretensão. Vamos aguardar até julho quando se dará às convenções e todas as discussões serão bem tratadas. Embora predominem as sinalizações de que o PT opte pela unidade já no primeiro turno, não é algo que possa afirmar.
O nome do ex-prefeito do Recife e deputado estadual, João Paulo, tem sido levantado quando se trata da corrida eleitoral em Olinda. O senhor defende o nome dele ou de outro quadro do partido para o pleito na cidade?
O PCdoB tem dados em Recife, Olinda, Jaboatão principalmente, como também no Cabo de Santo Agostinho e em Paulista, quando João Paulo é citado, não só a militância do PCdoB se anima, mas os aliados de diversos partidos levantam a hipótese da sua candidatura. Embora tenha sido deputado federal e agora deputado estadual pela quarta vez, tendo sido candidato ao Senado duas vezes, as pessoas sempre veem ele como prefeito. Agora, nós cuidamos desse assunto com muito carinho. Se aliados de diversos partidos manifestam desejo de tê-lo candidato, nós temos que ouvir bem, com cautela, levar em consideração a hipótese e não nos precipitarmos O nome de João Paulo ou qualquer outro em qualquer município, sempre estará com hipótese de unidade mais ampla, não decidimos sozinhos. Luciana (Santos) tem conversado muito com os demais partidos, lideranças e segmentos da sociedade. João Paulo pode ser candidato a prefeito? Pode, mas tem nada definitivo.
Como o PCdoB pretende se estruturar em outros municípios nestas eleições?
Queria sublinhar, que nós defendemos a unidade. Seja em torno do candidato do próprio PCdoB ou de outro partido. Pensando a nível nacional, nós temos ousado ao apresentar pré-candidaturas tanto nas capitais quanto nas grandes cidades. Essas candidaturas não se disputam sozinhas, mas com aliados do campo democrático progressista. Nós temos o deputado Orlando Silva, pré-candidato a prefeito em São Paulo. Brizola Neto pré-candidato no Rio de Janeiro e Manuela D’Ávila como pré-candidata em Porto Alegre. Só não apresentamos candidatura quando ela, já de início, pode vir a ser um fator de divisão e dispersão de forças que podem vir a ruir. Mas, a orientação geral é essa, de formar chapas competitivas e o maior número de vereadores e vereadoras.
Quais serão os reflexos trazidos das eleições de 2018 para o pleito local em 2020?
As eleições no Recife, tradicionalmente, são as mais politizadas do País. Politizada no sentido de que não apenas se debate os problemas locais, mas também – em maior ou menor grau – se debate questões nacionais. Acho que ainda não está claro, mas provavelmente, o fator Bolsonaro terá importância na eleição do Recife, tanto no sentido de que a extrema direita, principal base de apoio, pretenda ter candidatura que expresse essas opiniões extremadas de combate do estado de direito democrático, em defesa de um regime autoritário. Quanto da parte de oposição ao governo Bolsonaro, seja possível que a defesa da democracia ameaçada pelo atual presidente, venha a contribuir para a unidade. Agora, penso que é quase inevitável o entrelaçamento das questões locais e questões nacionais.
O PCdoB lançou recentemente o Movimento 65. O nome dessa plataforma seria uma forma de distanciar um pouco do nome do Partido Comunista do Brasil?
De jeito nenhum. O Movimento 65 é uma atitude muito generosa do PCdoB no sentido de abrigar e oferecer legenda. A lei eleitoral obriga que cada candidato ou candidata se inscreva em um partido para poder disputar as eleições. Na percepção da crise atual do País, esse movimento é para pessoas que reconheçam no PCdoB um partido sério, unido e que respeita às diferenças. Então nosso objetivo é exatamente deixar confortável as pessoas que, embora não estejam plenamente identificadas com o estatuto do partido, confiam no PCdoB, e estão debaixo desse guarda-chuva que sinaliza para um aglomerado de democratas e lutadores, não necessariamente comunistas. Todos sabem que o Movimento 65 foi lançado pelo PCdoB e todos aqueles que se dispuseram, se candidatando pela legenda. Recebo muitas pessoas no Recife, que me procuram com a pretensão de disputar as eleições. Tenho notado interesse crescente pelo Movimento 65. Queremos lançar uma chapa com 54 candidatos, sendo 30% desse total composta por mulheres. Parte expressiva dessa chapa será formada por pessoas que se sentiram motivadas pelo Movimento 65.

Luciana Santos: A bandeira da esperança nos 98 anos do PCdoB




Ato de aniversário dos 98 anos do PCdoB, comemorado em Recife.
Fotos: Diego Galba
Para comemorar os 98 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) , a presidenta nacional da legenda, Luciana Santos, divulga nota em que ressalta a relevância histórica e a combatividade do partido mais antigo em atividade no país e que segue rumo ao seu centenário.
Fundado em 25 de março de 1922, o PCdoB faz parte da história do país que vive, recentemente, mais uma grave ameaça de suas bases institucionais do regime democrático, pois sofrem, segundo a nota, contínuo ataque por parte do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Para a dirigente do PCdoB,” o combate a tendência reacionária e regressiva assume a condição de prioridade máxima”.

Diante desse cenário, os comunistas reiteram como alternativa o projeto de desenvolvimento soberano do país. “O caminho que aponta é o fortalecimento da nação por meio da luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento; o rumo é a transição do capitalismo ao socialismo'”, aponta a nota, acrescentando a importância das eleições municipais deste ano na tentativa de enfrentar as ameaças bolsonaristas.
Ato de aniversário
A noite desta segunda-feira (2) recebe o primeiro ato público de comemoração do aniversário de fundação do PCdoB de 2020. O evento acontece na Assembleia Legislativa de Pernambuco, em Recife, com a presença de lideranças políticas locais e representantes da sociedade civil organizada. O ato conta com a presença da presidenta do PCdoB que também é vice-governadora de Pernambuco.

Confira a íntegra da Nota:
A bandeira da esperança nos 98 anos do PCdoB
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) chega a seus 98 anos de atividades ininterruptas, que serão completados em 25 de março, em meio a mais uma conjuntura de ameaças à democracia, à soberania nacional e aos direitos do povo. Fortalecida com a incorporação do Partido Pátria Livre (PPL), a legenda comunista empreende resoluta oposição ao governo Bolsonaro para defender os interesses da nação e os direitos dos trabalhadores.
O Brasil vive uma situação em que as bases institucionais do regime democrático sofrem contínuo ataque e, se depender do projeto de poder do governo do presidente Jair Bolsonaro, podem ser destruídas.
Com a experiência de quem, ao longo de quase um século, enfrentou ditaduras e governos autoritários que infestaram a história de nossa República, o PCdoB comemora seu nonagésimo oitavo aniversário com o povo, seus eleitores, eleitoras, aliados e amigos, envidando esforços para unir um amplo leque de forças políticas, sociais, econômicas e culturais.
Estamos convictos de que essa frente ampla é condição indispensável para impedir o avanço da marcha insensata que pretende, mais uma vez, sufocar a democracia e eliminar as liberdades. Em situações assim, os próprios fundamentos da nação, a soberania da pátria, são minados.
O PCdoB compreende que a democracia é o alicerce no qual se ergue e se dinamiza o processo de luta pelo desenvolvimento soberano do país. É respirando o ar puro das liberdades que o povo e a classe trabalhadora melhor realizam as jornadas por seus direitos. E o bolsonarismo não deixa margens para dúvidas de que representa o histórico oligárquico que nunca aceitou a via da democracia como caminho para o desenvolvimento nacional, com independência e garantia de direitos sociais.    
O PCdoB é longevo, jovem e, sobretudo, contemporâneo. Seu Programa, assentado na formação e história de nosso país, associa reformas e revolução, socialismo e democracia, soberania e desenvolvimento, produção de riqueza e garantia de direitos e vida digna para o povo.
O caminho que aponta é o fortalecimento da nação por meio da luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento; o rumo é a transição do capitalismo ao socialismo. Esse Programa é a essência do itinerário que percorre desde 1922 e esteve presente em praticamente todos os embates da história da República. Nessa conjuntura do seu 98º aniversário, ele se revela, mais uma vez, essencial ao povo e ao país.
Logomarca do aniversário do PCdoB
O PCdoB traz consigo o legado de gerações de revolucionários que, com ideias, lutas e realizações, ajudaram a construir o Brasil. À frente delas estiveram lideranças da envergadura de Astrojildo Pereira, Luiz Carlos Prestes e João Amazonas. Na galeria de honra de nossa nação, fulgura a memória de centenas de heróis e heroínas de nosso Partido que tombaram, ao defenderem as grandes causas de nosso povo, vítimas de violências e torturas.
Hoje, temos o privilégio de usufruir do talento e da experiência de Renato Rabelo, ex-presidente de nossa legenda e hoje presidente da Fundação Maurício Grabois. O Partido se projeta na atualidade com lideranças que, em meio a tanto desalento, despertam esperança e confiança, alimentam o ânimo do povo. Entre elas, o governador Flávio Dino, Manuela d’Ávila e João Vicente Goulart, a deputada federal Jandira Feghali, Líder da Minoria, do campo da oposição, e demais integrantes de nossa aguerrida e respeitada bancada de deputados e deputadas federais. E, ainda, lideranças das entidades da classe trabalhadora, dos estudantes, da juventude, das mulheres e do conjunto de movimentos sociais.
Na atualidade, o desafio é a luta contra os efeitos do agravamento da crise do capitalismo. Ao mesmo tempo, o Partido busca interpretar os saltos que se operam com o avanço vertiginoso da tecnologia que, nesse sistema, exclui boa parte da humanidade de seus benefícios.
A voracidade predatória do lucro do rentismo, do capital especulativo, concentra riquezas, aumenta a exploração dos trabalhadores e destrói o meio ambiente. O povo e a classe trabalhadora em especial arcam com o ônus da crise, amargando desemprego em massa, baixos salários, trabalho em condições precárias e a violência que ceifa a vida, sobretudo de jovens, nas comunidades e periferias.
O combate a essas mazelas sociais tem sido um grande desafio que se agiganta com a opção de parte considerável das classes dominantes de empoderar a extrema-direita e impor governos autoritários.
Essa onda de neofascismo impõe uma verdadeira regressão civilizacional: insufla o racismo, o preconceito religioso, a homofobia, as discriminações contra as mulheres, o ódio e a intolerância no âmbito da sociedade.
Para o PCdoB, o combate a essa tendência reacionária e regressiva assume a condição de prioridade máxima. Como alternativa, reiteramos: em perspectiva, a saída é a luta pelo desenvolvimento soberano do país, projeto que assume a dimensão de caminho brasileiro para o socialismo.
Nestas circunstâncias, as eleições municipais de 2020 são um ponto importante para enfrentar as ameaças bolsonaristas. Com esse objetivo, o Partido apoia a plataforma Comuns e lançou o Movimento 65. Essas iniciativas visam a acolher lideranças de todas as esferas da vida social para ser candidatos e candidatas, por cidades democráticas, sustentáveis e seguras. Reforçamos nosso convite, nosso chamado: venha se candidatar, venha se eleger pelo Movimento 65.
Apesar das iniquidades que nos cercam, o PCdoB chega aos 98 anos de existência com plena convicção de que, a exemplo de outros graves momentos da história, as forças democráticas, populares e patrióticas derrotarão esse governo inimigo da democracia, carrasco do povo e traidor de nosso país.
A esperança, regada pela capacidade de luta e resistência de nossa gente, vai brotando e se espalhando pelos corações e mentes de um povo que “antes de tudo é um forte”, que não se rende e teima em ter uma vida digna e feliz.
Recife, 2 de março de 2020.
Luciana Santos
Presidenta Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)