O anúncio da pré-candidatura da gaúcha e deputada estadual Manuela D’Ávila à Presidência da República pelo PCdoB continua repercutindo. Lideranças políticas e intelectuais saudaram a pré-candidatura, apontando Manuela como uma pessoa preparada e competente e destacando o papel dos comunistas para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil.
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No final de semana, o nome de
Manuela foi oficializado pela presidenta nacional do PCdoB, deputada
Luciana Santos (PE). O objetivo é apresentar uma proposta ao Brasil que
priorize a defesa e a ampliação dos direitos do povo, tão atacados pelo
governo Michel Temer; a reforma do Estado, de forma a torná-lo mais
democrático e capaz de induzir o desenvolvimento com distribuição de
renda e valorização do trabalho.
Durante sessão plenária da Câmara dos Deputados, desta segunda-feira (6), a líder da bancada do PCdoB, Alice Portugal (BA), usou a tribuna para comunicar a decisão do partido. Para a deputada, o PCdoB tem responsabilidade com o futuro do país “e assim se colocará neste processo político”.
A
escolha de Manuela é o primeiro resultado dos debates que o PCdoB
realiza em seu 14º Congresso, que vem discutindo propostas e saídas para
o Brasil na atual crise política e econômica. Conterrâneo da
pré-candidata, o deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) destaca que o
Brasil vive sim uma crise política, uma crise da democracia, “e nesse
sentido precisamos restabelecer o padrão do Estado, num Estado que seja
indutor da economia e que possa sim garantir os direitos da maioria de
nosso povo”, disse.
Durante sessão plenária da Câmara dos Deputados, desta segunda-feira (6), a líder da bancada do PCdoB, Alice Portugal (BA), usou a tribuna para comunicar a decisão do partido. Para a deputada, o PCdoB tem responsabilidade com o futuro do país “e assim se colocará neste processo político”.
“Manuela D’Ávila será a ponta de lança no debate nacional ao lado dos
demais companheiros”, disse ela. A parlamentar salienta que os
comunistas devem alinhar-se ao lado das forças progressistas e
democráticas “para circular o país”.
Em seguida, a deputada petista Maria do Rosário (RS) manifestou que
existe a vontade de que as legendas PT e PCdoB possam andar juntas.
Rosário também dedicou sua fala em Plenário para reforçar o respeito
pela escolha do Partido Comunista do Brasil.
“Nós sonhamos que a esquerda possa marchar unida. Mas o sentido de
Frente Ampla que o PCdoB levanta neste momento é para o povo brasileiro
uma proposta das mais importantes. Tenho certeza de que essa proposta
dialoga com as candidaturas de Lula, com a candidatura de Ciro Gomes”,
pontua.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) reforçou que o PCdoB tem
legitimidade e salientou que é preciso construir “uma unidade
programática de ação para derrotar esta direita entreguista”.
“Precisamos andar juntos, respeitando as individualidades e diferenças
porque no central temos uma visão política de absoluta afinidade”,
disse.
A também deputada pelo PT, Benedita da Silva (RJ), saudou a
pré-candidatura de Manuela, “que não só nesta Casa como também em seu
estado poderá representar muito bem o PCdoB nessa disputa”.
Autonomia partidária
Em respostas às críticas de alguns aliados, o deputado Orlando Silva
(PCdoB-SP) ressaltou que os comunistas não estão abandonando a luta e a
defesa da legitimidade da candidatura do ex-presidente Lula.
Orlando afirma que “não cabe tutela” na relação entre as legendas. “Não é
razoável o líder de um partido criticar decisões de outro partido em
temas próprios, deliberações que só cabem ao próprio partido”, afirmou o
deputado.
No Senado, a líder do Partido, Vanessa Grazziotin (AM), falou da
amplitude que a pré-candidatura oferece ao debate nacional. Segundo a
senadora, a luta democrática empreendida neste momento pelo PCdoB “deve
agregar jovens, mulheres e trabalhadores de todos os cantos deste imenso
Brasil. Sinalizamos que, além de propostas concretas, também temos
nomes que podem contribuir significativamente com a busca da unidade”.
Trajano e Afrânio Jardim
O jornalista José Trajano publicou em sua página nas redes sociais:
“Manuela D’Avila, pré-candidatura honesta de gente que merece respeito”.
Ele ainda cutucou os críticos: “Atenção, é pré-candidatura”.
O jurista Afrânio Silva Jardim, professor da Uerj, disse ser a favor de
uma frente ampla das forças políticas de esquerda e saudou a candidatura
de Manuela que, segundo ele, vem “engrossar a proposta política que se
oponha ao fascismo e ao desmonte do Estado brasileiro”.
Manuela é jornalista e deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, já
tendo cumprido dois mandatos como deputada federal, tendo sido líder do
PCdoB na Câmara em 2013. Foi indicada três vezes pelo Diap como uma das
100 “Cabeças” do Congresso e cinco vezes ao Prêmio Congresso em Foco,
que premia os melhores parlamentares do país.
A mais bem votada do Rio Grande do Sul, Manu, como é conhecida entre
seus camaradas, foi dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE),
ocupou o mandato de deputada federal de 2007 a 2015 e foi candidata à
Prefeitura de Porto Alegre em 2008 e 2012.
Do Portal Vermelho
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