Segundo a polícia, cerca de 330 policiais cumprem 137 mandados judiciais
10:15
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07.11.2017
/ atualizado às 15:02
por FolhaPress
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Marcapasso, que investiga esquema de corrupção
que fraudava licitações no Tocantins. O objetivo do esquema era
adquirir equipamentos médicos de alto valor para o sistema de saúde,
como próteses, órteses e materiais especiais.
Segundo a polícia, cerca de 330 policiais cumprem 137 mandados judiciais
- 12 mandados de prisão temporária, 41 de condução coercitiva contra
empresários e 84 de busca em apreensão no Tocantins, Distrito Federal,
São Paulo, Goiás, Paraná, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso
do Sul.
De acordo com a Superintendência da Polícia Federal em Tocantins,
apenas um mandado de busca e apreensão foi cumprido no Ceará, em uma
empresa localizada na Capital, que estaria sendo beneficiada pelos
desvios nas licitações de Tocantins. O nome e o endereço da empresa não
foram divulgados.
A investigação começou quando os sócios da empresa Cardiomed foram presos em flagrante
por terem fornecido produtos terapêuticos e medicinais com prazos de
validade de esterilização vencidos à Secretaria de Saúde do Tocantins.
O esquema de direcionamento de licitações que
favorecia empresas, médicos, funcionários públicos da saúde e
empresários, de acordo com a PF, veio à tona após a prisão dos
proprietários da Cardiomed.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, associação criminosa, e outros.
Ainda não há confirmação sobre o número dos mandados cumpridos.
FONTE: Diário do Nordeste
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