Lideranças
do movimento social receberam com otimismo a pré-candidatura da
deputada Manuela D’Avila à presidência da República pelo Partido
Comunista do Brasil (PCdoB). De acordo com os entrevistados pelo Portal Vermelho,
Manuela agrega desenvoltura política que aliada à juventude pode
despertar a simpatia do eleitorado atraído por um nome novo para a
disputa. A origem da candidata que vem do movimento estudantil também é
considerada ponto positivo.
Por Railídia Carvalho
Nesta quarta-feira (8), Manuela dará
a primeira entrevista coletiva desde que o nome dela foi divulgado pelo
PCdoB no último domingo (5). Até o momento mais de trinta portais
repercutiram a pré-candidatura. É a primeira vez que o PCdoB lança
candidato próprio desde a redemocratização.
Na
opinião da presidenta da União Nacional dos Estudantes, Marianna Dias, o
PCdoB mostra que é possível fazer uma política diferente com a
indicação de Manuela. “A gente recebe essa notícia com muita esperança, a
Manuela é a representação de que é possível construir a política de
forma diferente. É importante ter mulheres e uma pessoa jovem, do ponto
de vista da média brasileira de políticos”.
Manuela tem 36 anos, é deputada estadual em Porto Alegre e também passou pela Câmara Federal. Foi vice-presidenta da UNE e aos 23 anos se elegeu a vereadora mais jovem de Porto Alegre. “Ela sempre se dedicou ao movimento estudantil e muito jovem já foi eleita para a Câmara de Porto Alegre e, desde então ela tem uma carreira muito exitosa e mantém o seu mandato desde o início”, completou Marianna.
De
acordo com a secretária da Mulher Trabalhadora da Central de
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo (CTB-SP), Gicélia
Bittencourt (na foto ao microfone), a deputada gaúcha é um
contraponto ao estereótipo dos quadros políticos no país. “Já temos o
perfil do homem, velho e branco na política. Manuela é o contraponto a
isso. É uma novidade positiva e temos que apostar nisso. Ela tem
habilidade política e mesmo tão jovem tem uma história na política”.
Segundo a dirigente da CTB, Manuela tem uma postura combatente e também tem quebrado o bloqueia da invisibilidade que é imposta às mulheres parlamentares. “Ela ganhou uma presença na imprensa, enfrentou polêmicas como no caso da amamentação. Manuela já mostra que vem disposta a enfrentar temas temas difíceis no campo político”, completou Gicélia.
“Como
quadro operário metalúrgico eu tenho a impressão e tenho como
sentimento que essa candidatura da Manuela vai atingir em cheio os
anseios da classe operária e do proletariado brasileiro”, afirmou
Marcelo Toledo, dirigente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e
Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal).
O sindicalista elogiou a linha programática anunciada pelo PCdoB que traz entre outros itens a retomada do crescimento e da industrialização com valorização do trabalho. “Excelente notícia e acho ainda que essa questão na pré-candidatura da Manuela, que é de construir uma política em defesa do parque industrial brasileiro, deva ser uma questão central levando em conta o processo da quarta revolução industrial ”.
Na opinião de Marcelo, Manuela “é referência para a juventude, tem histórico de militância, é mulher, tem representatividade eleitoral e capacidade política. Ela domina a política do partido e tem desenvoltura para falar com o público”.
Presidenta
da União Brasileira de Mulheres (UBM), Vanja Santos, afirmou que a
pré-candidatura de Manuela traz uma nova perspectiva de candidato à
população. Segundo ela, a repercussão nas redes sociais tem mostrado que
o nome da deputada gaúcha também leva à uma reflexão sobre o papel da
mulher na política. “Agora a população começa a entender o que fizeram
com a Dilma por ela ser mulher, a desqualificaram. Manuela mostra que é a
hora da mulher voltar a dar essa sacudida de novo. Uma mulher com
histórico de atuação no movimento social e na política”.
Ainda de acordo com Vanja, a candidatura de uma jovem mulher aguçou o interesse da imprensa assim como o fato de ser um nome novo. “Essa questão pesa positivamente: Ser jovem, ser mulher, uma nova referência política e trazer opinião diversificada sobre o momento atual”.
Leia também:
PCdoB convoca coletiva sobre pré-candidatura, após ampla repercussão
Do Portal Vermelho com colaboração de Verônica Lugarini, estagiária
Manuela tem 36 anos, é deputada estadual em Porto Alegre e também passou pela Câmara Federal. Foi vice-presidenta da UNE e aos 23 anos se elegeu a vereadora mais jovem de Porto Alegre. “Ela sempre se dedicou ao movimento estudantil e muito jovem já foi eleita para a Câmara de Porto Alegre e, desde então ela tem uma carreira muito exitosa e mantém o seu mandato desde o início”, completou Marianna.
Segundo a dirigente da CTB, Manuela tem uma postura combatente e também tem quebrado o bloqueia da invisibilidade que é imposta às mulheres parlamentares. “Ela ganhou uma presença na imprensa, enfrentou polêmicas como no caso da amamentação. Manuela já mostra que vem disposta a enfrentar temas temas difíceis no campo político”, completou Gicélia.
O sindicalista elogiou a linha programática anunciada pelo PCdoB que traz entre outros itens a retomada do crescimento e da industrialização com valorização do trabalho. “Excelente notícia e acho ainda que essa questão na pré-candidatura da Manuela, que é de construir uma política em defesa do parque industrial brasileiro, deva ser uma questão central levando em conta o processo da quarta revolução industrial ”.
Na opinião de Marcelo, Manuela “é referência para a juventude, tem histórico de militância, é mulher, tem representatividade eleitoral e capacidade política. Ela domina a política do partido e tem desenvoltura para falar com o público”.
Ainda de acordo com Vanja, a candidatura de uma jovem mulher aguçou o interesse da imprensa assim como o fato de ser um nome novo. “Essa questão pesa positivamente: Ser jovem, ser mulher, uma nova referência política e trazer opinião diversificada sobre o momento atual”.
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