O ato será na Arena Fonte Nova e terá a presença do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de lideranças dos partidos que compõem a coligação Vamos Juntos pelo Brasil.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Salvador neste sábado, 2 de julho, para participar das celebrações do Dia da Independência do Brasil na Bahia.
Marco do calendário baiano, o 2 de julho simboliza o movimento da então Província da Bahia, entre 19 de fevereiro de 1822 e 2 de julho de 1823, para se libertar da dominação portuguesa.
Ao lado do governador Rui Costa, do senador Jaques Wagner, do pré-candidato ao governo do Estado Jerônimo, e de lideranças dos partidos que integram sua coligação, Lula participará do Grande Ato da Independência, a partir das 10h30, na Arena Fonte Nova. Antes, pela manhã, haverá cortejo cívico entre os bairros Lapinha e Campo Grande.
O Ato na Fonte Nova será transmitido pelas redes sociais do ex-presidente.
Diante da intransigência dos patrões, docentes decidiram cruzar os braços - Foto de Aloísio Morais
Com quatro apenas votos contra e quatro abstenções, as/os professoras/es das escolas particulares de Belo Horizonte e região abrangida pela mesma convenção coletiva, decidiram, hoje, entrar em greve a partir de segunda-feira, 6. A assembleia foi realizada no saguão da Assembleia Legislativa. Patrões se mostram intransigentes e docentes lutam para não perderem conquistas históricas, além do INPC integral.
Em assembleia realizada no dia 24/5, a categoria já havia decidido entrar em estado de greve, abrangendo professoras de cerca de 400 cidades, principalmente Belo Horizonte, Grande BH e Sul de Minas. Na próxima quarta-feira, 8, será realizada nova assembleia para avaliação de possíveis contrapropostas do sindicato patronal.
“Mais uma vez agradeço todos os professores e professoras que, com coragem e resistência, enfrentaram o assédio no interior das escolas, cruzaram os braços e lotaram a assembleia. Isso mostra a nossa força enquanto uma categoria profissional que não renuncia à luta contra a precarização de suas condições de trabalho e vida”, destacou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas. “Agora é greve! Vamos ampliar a mobilização e denunciar os assédios nas instituições de ensino, para que os donos de escolas entendam de uma vez por todas que não aceitaremos sermos tratados com desrespeito e desvalorização”, completou.
A proposta do patronal, recusada pelos docentes, prevê retirar o desconto da bolsa de quem atrasar a mensalidade, aumentar o número de situações que permitem reduzir a carga horária dos professores sem ter de indenizá-los, incluir na convenção coletiva uma cláusula de “controle alternativo de jornada”, que cria oportunidade para a escola não registrar nem pagar horas extras dos professores, entre outros pontos prejudiciais.
O sindicato patronal tenta dividir a categoria ao propor uma Convenção Coletiva de Trabalho diferente para os docentes do ensino superior. Em relação ao reajuste, os donos de escolas ofereceram apenas 5% para a educação básica e 4% para o ensino superior, percentuais bem abaixo da inflação oficial.
“Dissemos, na mesa de negociação, o que os professores estão reafirmando nas assembleias e nas escolas: não dá para aceitar um acordo desse. Ele não nos atende. Há anos eles estão tentando retirar nossos direitos e, na pandemia, compreendemos a gravidade da situação e fizemos concessões temporárias, durante o período de emergência sanitária. Mas, agora, não há mais necessidade, e as escolas continuam cheias, e a lucratividade do setor, muito grande. Nosso problema hoje não é de números, mas de dignidade profissional”, afirmou Newton de Souza, diretor do Sinpro Minas.
Os professores reivindicam recomposição salarial de acordo com a inflação acumulada e um ganho real de 5%, manutenção dos direitos previstos na convenção coletiva, regulamentação do trabalho virtual, entre outros pontos de valorização profissional.
Edson Fachin afirmou que a maturidade e estabilidade das instituições não permitirão que barulhos perturbem a vida democrática. Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral
Em reunião com diplomatas estrangeiros, nesta terça-feira (31), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, disse que a maturidade e estabilidade das instituições brasileiras vão assegurar a democracia no país. O ministro fez referência aos ataques ao sistema eleitoral brasileiro.
“Eu não tenho certeza da urna eletrônica. Eu não confio na urna eletrônica, como grande parte da população”, disse Bolsonaro numa entrevista à Rádio Massa FM nesta terça-feira. Apesar das suspeitas e acusações, ele nunca apresentou provas da vulnerabilidade das urnas.
Fachin considerou os constantes ataques à segurança das urnas como uma agressão à democracia. “O enredo é sempre o mesmo: buscar a conturbação e incutir a desconfiança entre os espíritos mais desavisados, para minar a legitimidade dos eleitos e da própria vida democrática. Atacar o sistema eleitoral dessa maneira é atacar a própria democracia. Mas a maturidade e estabilidade das instituições brasileiras não permitirão que esses barulhos perturbem a vida democrática”, frisou.
Trata-se, na opinião do ministro, de um problema grave que leva o TSE a trabalhar “diuturnamente para desmentir boatos sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação e preservar a confiança que nele deposita a grande maioria da população.”
“Cumpre constatar o infeliz espraiamento de outra forma de vírus, com efeitos deletérios sobre a saúde, não das pessoas diretamente, mas da vida democrática nacional. Estou me referindo ao vírus da desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro, que, de maneira infundada e perversa, procura incessantemente denunciar riscos inexistentes e falhas imaginárias”, afirmou.
O ministro disse ainda que os ataques ao sistema eleitoral não são problema apenas do Brasil. Sem citar países, ele destacou na América Latina “os arremessos populistas” contra o sistema eleitoral.
Relacionou situações como propostas disparatadas de reforma dos institutos eleitorais; acusações levianas de fraude, que conduzem a semanas de instabilidade política no período pós-eleitoral; e ameaças contra a integridade física e moral de autoridades.
Pandemia
O presidente do TSE tratou a pandemia de Covid-19, que matou mais de 660 mil brasileiros, como outro desafio enfrentado pela corte. “A Justiça Eleitoral, desde as primeiras semanas da pandemia, adotou protocolo sanitário integral e meticuloso, baseado nos mais modernos conhecimentos científicos disponíveis, que permitiu o sucesso das eleições municipais de 2020”, avaliou.
De acordo com ele, a taxa de comparecimento às urnas foi superior a 76%, sem qualquer impacto sobre a evolução pandêmica. “Embora prevaleça otimismo moderado com os prognósticos da Covid-19 no Brasil, em função dos triunfos alcançados pela vacinação nacional, a Justiça Eleitoral não descurou a saúde pública e trabalha com todos os cenários para as Eleições de outubro próximo”, explicou.
Observadores internacionais
Fachin também lembrou que o TSE convidou diversos organismos e centros internacionais para constituírem missões de observação eleitoral no Brasil. Entre eles estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE), a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral, além da manifestação de elevado interesse do Carter Center.
Chuva em Fortaleza em 2 de junho de 2022(foto: Fábio Lima/ O POVO)
O segundo dia após o fim oficial da quadra chuvosa no Ceará, a madrugada foi de precipitações no Ceará. Entre as 7 horas de ontem e as 7 horas desta quinta-feira, 2 de junho, choveu em pelo menos 100 municípios cearenses.
O maior registro foi em Aquiraz, no Litoral de Fortaleza, com 74 milímetros (mm) de chuva. Na Capital, o posto pluviométrico do Pico registrou o acumulado de 70 mm. Os dados são de balanço parcial da Fundação Cearense de Meteorologia e Estatística (Funceme), atualizado às 8h30min.
Em Fortaleza, os problemas rotineiros com o início de um dia chuvoso são registrados: lentidão no trânsito e semáforos com defeitos. Por volta das 8h30min, algumas calçadas no Centro começam a alagar. Na avenida Duque de Caxias, a falta de uma boa drenagem da água dificulta a locomoção dos pedestres entre as calçadas.
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Conforme ouvintes da rádio O POVO CBN, há pelo menos dois semáforos apagados na avenida Domingos Olímpio.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Ceará apresenta, nesta quinta-feira, 2, risco potencial de ventos intensos e precipitações entre 20mm e 30mm por hora. As áreas mais afetadas, segundo o órgão, são Norte Cearense, Noroeste Cearense, Metropolitana de Fortaleza, Jaguaribe, Sertões Cearenses.
Dados de radar da Funceme indicam que, por toda a madrugada, o Litoral de Fortaleza recebeu chuvas, que seguem pela manhã. O Litoral do Pecém registrou pontos diversos de chuva durante a madrugada, bem como o Sertão Central e Inhamuns. O Norte do Cariri teve precipitações próximas à meia-noite, que foram levadas ao Sul do Jaguaribe ao longo das horas.
Partes do Jaguaribe e do Maciço de Baturité nas divisas com o Litoral de Fortaleza apresentaram precipitações isoladas. Nestes locais, a chuva está relacionada com o bloco de nuvens na macrorregião da Capital.
Balanço da quadra chuvosa
Madrugada foi de chuva em Fortaleza (Foto: Fábio Lima)
A estação chuvosa deste ano no Ceará registrou acumulado médio de 620 milímetros (mm), o terceiro maior dos últimos dez anos. O índice representa o volume médio de precipitações nos 184 municípios do Estado entre 1º de fevereiro e 31 de maio. No decênio analisado, o desempenho do quadrimestre de 2022 fica atrás apenas de 2019 (670 mm) e 2020 (736 mm).
O balanço da Funceme mostra que o índice médio de precipitações da estação chuvosa deste ano superou em cerca de 16% os números do mesmo período de 2021, quando o acumulado fechou em 533 mm. Além disso, o volume registrado em 2022 também foi maior do que a normal climatológica para o período, que é de 600 mm.
No geral, o acumulado deste ano ficou “em torno da média”, patamar alcançado quando o índice varia de 514 mm a 707 mm. A partir de 708 mm, a Funceme considera as chuvas “acima da média”. Já se o índice for inferior a 514 mm, o enquadramento é “abaixo da média”.
Das últimas dez estações chuvosas, incluindo a deste ano, quatro registraram chuvas abaixo da média, cinco em torno da média e apenas uma teve precipitações acima da média (2020). No período, o ano mais seco foi 2013, quando foram observados cerca de 363 mm. (Colaborou Luciano Cesário)
*Matéria atualizada às 8h32min desta quinta-feira, 2 de junho de 2022
Os deputados da base do governo Bolsonaro queriam a aprovação de um convite, mas pela gravidade do fato, acabou sendo aprovada a convocação do ministro, o que lhe obriga a comparecer em breve na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias
Sessão da CDHM que aprovou a convocação do ministro Torres (Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara)
A Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a convocação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, para prestar esclarecimento sobre o caso Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, morto numa câmara de gás improvisada num camburão da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além dele, devem comparecer ao parlamento o diretor da PRF, Silvinei Vasques.
A morte de Genivaldo em Umbaúba, no litoral sul de Sergipe, comoveu o país e o mundo pela brutalidade dos agentes da PRF que, depois de colocarem o motoboy no veículo, jogaram bomba de gás lacrimogêneo no local. O cidadão, que tinha problemas mentais, foi morto por asfixia segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Os deputados da base do governo Bolsonaro queriam a aprovação de um convite, mas pela gravidade do fato, acabou sendo aprovada a convocação do ministro, o que lhe obriga a comparecer em breve na comissão.
Os governistas até recorreram da convocação, mas o presidente da CDHM, Orlando Silva (PCdoB-SP), descartou qualquer possiblidade de que a convocação seja anulada.
“A convocação cumpriu todos os aspectos regimentais. Na verdade, o governo queria o convite, mas a decisão da comissão é para sinalizar a gravidade do fato. O homem foi assassinado pelo Estado, morto numa câmara de gás, um fato que deixou o mundo todo perplexo. Portanto, eu diria que esse gesto é uma sinalização da nossa indignação”, disse.
De acordo com o presidente da comissão, não há dúvidas de que todas as regras regimentais foram cumpridas. “O choro é livre de quem perdeu a votação, mas nós cumprimos todos os aspectos formais e regimentais”, afirmou Orlando, para quem o importante é que o governo Bolsonaro possa explicar outras denúncias dando conta de que essa prática não é um caso isolado.
Patrimônio
Sobre a argumentação de que o requerimento aprovado era contra a PRF, o presidente do colegiado refutou essa ideia. “A PRF é patrimônio do Brasil, o que nós queremos é separar o joio do trigo, os maus policiais, que são poucos, dos bons policiais, grande maioria da corporação. Em defesa da PRF é queremos discutir com o ministro quais os protocolos para abordagem de pessoas? Quais são as medidas e processos para aperfeiçoamento desses policiais? Nós defendemos a PRF, por isso, exigimos punição exemplar”, assegurou.
Para ele, o que aconteceu em Sergipe foi um escândalo internacional, haja vista a repercussão na mídia estrangeira. “E a reação do presidente da República é mais grave ainda. Ele falou que é necessário que haja justiça sem exageros e que a mídia está sempre ao lado do bandido, ou seja, quase legitimando um ato de brutalidade, um ato incivilizado”, criticou.
Por fim, Orlando classificou a decisão como importante e espera que o ministro compareça na comissão nos próximos dias para informar as medidas adotadas. “Nos interessa uma investigação célere e uma punição exemplar garantindo o direito de defesa”, cobrou.
Durante ato em defesa da soberania realizado nesta quarta-feira (1º) em Porto Alegre, o ex-presidente Lula se contrapôs ao ódio que marca o modo Bolsonaro de governar e defendeu que o povo brasileiro deve ser amado e cuidado por meio de um Estado forte e atuante em defesa dos direitos da população. O evento lotou o Pepsi on Stage, espaço para shows com capacidade para cerca de 5 mil pessoas, e reuniu ainda o pré-candidato a vice-presidente de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), a ex-presidenta Dilma, a vice-presidenta do PCdoB, Manuela d’Ávila, entre outras lideranças políticas e dos movimentos sociais.
“Estamos vendo o governo brasileiro destruir o patrimônio que foi construído ao longo de quase todo o século passado e deste século 21. Estamos vendo que a soberania não é apenas cuidar das nossas fronteiras seca e marítima e do nosso espaço aéreo. Não é só cuidar das riquezas minerais em nosso solo e subsolo, das riquezas que estão em nossas águas, no nosso mar. É muito mais do que isso. Porque um país pode ter todas as riquezas do mundo, mas se o povo não tiver direito de tomar café de manhã, almoçar e jantar, esse país não é soberano. Pode ter toda riqueza do mundo, mas se o povo não tiver emprego e um salário que dê para sustentar sua família, onde está a soberania?”, questionou Lula sobre o tema central do ato.
Ao tratar deste tema, Lula abordou também a política de petróleo sob o governo Bolsonaro, que elevou sobremaneira os preços dos combustíveis e do gás de cozinha, aumentando ainda mais a inflação sobre itens básicos para a subsistência. “A gente se tornou autossuficiente em petróleo e não pode sequer comprar um botijão de gás. Durante todo o nosso governo (Lula e Dilma), a gente não aumentou o gás porque ele é um elemento da cesta básica; a pessoa precisa ter dinheiro para comprar a comida e o gás para cozinhar”.
Foto: reprodução
Num aceno aos caminhoneiros, destacou: “Como sobrevivem os caminhoneiros, pagando o diesel no valor que estão pagando e ainda sendo assaltados pelos pedágios? E tudo isso repercute na comida que a gente come. Porque hoje 50% da inflação são de preços controlados pelo governo – energia elétrica, gás, gasolina. E por que? Por causa da guerra na Ucrânia? É por falta de vergonha e compromisso de quem governa este país e de quem dirige a Petrobras”.
Sobre a sanha privatista do atual governo, Lula salientou: “Precisamos ficar muito alertas. Agora querem privatizar a Eletrobras e vão dizer que se tiver mais empresas concorrendo, (a energia) vai ficar mais barata”. E acrescentou: “se a gente deixar privatizar a Eletrobras, se preparem porque as empresas não vão tomar conta apenas do preço da energia, mas também da água dos nossos rios”. Nesse cenário, disse, “nunca mais haverá um programa como o Luz para Todos, no qual nosso governo colocou R$ 20 bilhões para fazer um programa que atendeu 16 milhões de pessoas de graça. Quero saber qual a empresa privada que vai levar energia de graça à casa do pobre, às favelas, ao interior, à Amazônia”. Na sequência, Lula enfatizou: “não quero um Estado fraco, pequeno. Quero um Estado forte que seja responsável pela educação, pela saúde, pela geração de emprego, por aumentar o salário mínimo, por dar cidadania aos cidadãos e cidadãs deste pais e é isso que vamos fazer”.
Recuperar a soberania não é tarefa só da esquerda
Com relação à aliança com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, Lula pontuou: “recuperar este país e sua soberania não é tarefa só do PT ou dos partidos de esquerda; é tarefa de todos aqueles que têm compromisso com a dignidade e com o povo trabalhador e pobre”. Ironizando o atual ministro da Economia, Lula colocou: “O Seu Guedes está tentando vender até os tapetes do Palácio da Alvorada porque eles não sabem falar as palavras desenvolvimento, crescimento, educação, cultura, nada daquilo que necessitamos”. E falando indiretamente de Bolsonaro, salientou: “é um homem que distribui armas quando este pais está precisando de livros”.
Lula declarou ainda que não tem “tempo para criar brigas, para ficar com ódio e rancor; só tenho tempo para amar a minha Janja e o povo brasileiro que precisa ser cuidado. Não queremos governar, queremos cuidar”. O ex-presidente também citou algumas de suas ações e do governo Dilma no Rio Grande do Sul e, após citar os avanços obtidos em todo o país com a política de cotas e o ProUni, Lula pontuou: “Não quero que me vejam como inimigo. A única coisa que quero é garantir que todo e qualquer cidadão trabalhador tenha o direito de comprar aquilo que ele produz, a ter uma casa para morar; que tenha o direito de ir ao teatro e ao cinema, de ir ao restaurante, fazer o seu churrasco e formar os filhos. Não estamos exigindo nada demais. Estamos querendo o que está na Constituição, na Declaração Universal dos Direitos Humanos; e a Bíblia diz isso também. Por isso, se preparem: não vamos usar uma arma, não vamos dar um tiro. Vamos dedicar nosso amor e a nossa indignação na luta contra a injustiça”.
Foto: Priscila Lobregatte
Por fim, Lula salientou: “Este país é de todos e não de meia dúzia”. Ele defendeu um Brasil “civilizado, humanista, solidário, um país que quer distribuir livro de graça e quer proibir venda de armas, e quer evitar o genocídio e a violência policial” e fez alusão ao assassinato de Genivaldo Santos semana passada em Sergipe e às chacinas no Rio de Janeiro.
Além de Lula e Alckmin, o evento contou com discursos e a presença de diversas lideranças políticas, como a ex-presidenta Dilma Rousseff; a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann; a vice-presidenta do PCdoB, Manuela d’Ávila; dirigentes e parlamentares do PT, PCdoB, PV, Solidariedade e Psol; os ex-governadores gaúchos Olívio Dutra e Tarso Genro; o ex-governador do Paraná, Roberto Requião e o pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretes
Logo mais ás 19h, no CAMPUS MULT-INSTITUICIONAL HUMBERTO TEIXEIRA - IGUATU-CE, o Programa Corredores Digitais/Secitece estará realizando mais uma grande Workshop de Ideação sobre os Corredores Digitais 2022: BORA CRIAR e BORA CRESCER e Corredores e Programa Clusters de Inovação + Corredores Digitais – Bora Transformar.
O Edital estará com inscrições abertas até o dia 12/06/2022 e você poderá fazer sua inscrição pelos links abaixo: http://siap.corredoresdigitais.info/cadastro