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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Justiça autoriza envio de provas de processo contra cabo Sabino, acusado de liderar motim, para CGD

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O ex-deputado é acusado de crimes militares devido ao envolvimento no motim ocorrido no Ceará, no ano de 2020


Legenda: Sabino é acusado de liderar o motim ocorrido em 2020, no Ceará
Foto: José Leomar

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que tramita na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) contra o ex-deputado Flávio Alves Sabino, o 'Cabo 'Sabino', agora deve contar com informações da investigações que subsidiaram as ações penais que tramitam na Vara da Auditoria Militar. Nessa segunda-feira (24), a Justiça decidiu que as provas contra Sabino podem ser enviadas à CGD.

O cabo é acusado de liderar motim protagonizado por centenas de policiais militares no Ceará, em 2020. Conforme decisão do juiz titular da Auditoria Militar do Estado do Ceará, Roberto Soares Bulcão Coutinho, está autorizada a extração das cópias das ações nas quais Sabino figura como réu, "bem como a utilização das provas lá constantes para fins de instrução em seu Processo Administrativo Disciplinar".

A decisão acata posicionamento do Ministério Público do Ceará (MPCE). No último mês de abril, o promotor Sebastião Brasilino de Freitas Filho emitiu parecer favorável ao pedido do presidente da 2ª Comissão de Processos Regulares Militar (CPRM), onde o cabo é investigado disciplinarmente.

O requerimento foi justificado alegando que  "o sindicado responde por crimes em decorrência da participação na greve da PMCE, em fevereiro de 2020, bem como autorização para as provas contidas nos mesmos serem utilizadas como provas emprestadas no supracitado PAD".

ACUSAÇÃO

Flávio Alves Sabino foi denunciado pelo MPCE em março de 2020. Segundo o órgão, o militar da reserva remunerada atuou como “cabeça” durante a paralisação das tropas. A acusação é que o ex-parlamentar cometeu crimes previstos no Código Penal Militar, por agir contra ordem de superiores e ocupar quartel (art. 149); conspiração (art.151); aliciamento de militares (art.154), por incitar à desobediência (art.155); criticar publicamente ato de seu superior (art.166) e prática de ato prejudicial à administração militar que consta no artigo 324.

Para o órgão acusatório, a liderança do cabo gerou um "efeito cadeia", porque recomendou aos militares do interior que após a interrupção dos serviços na Capital, também parassem as atividades. Se condenado, ele pode pegar pena de até 42 anos.

Em 2020, o motim durou 13 dias. Durante o período aconteceu uma escalada da violência no Ceará. O crescimento das mortes violentas foi de quase 150%. A reportagem tentou localizar o cabo Sabino, mas não teve as ligações atendidas.

HISTÓRICO

Em 21 de maio de 2013, a CGD determinou a expulsão de Flávio Alves Sabino dos quadros da PMCE. Meses antes, ele tinha começado a responder a um outro PAD por participar de uma reunião com objetivo de deflagrar movimento grevista no Estado, em 2011.

Sabino entrou com ação na Justiça para ser reintegrado à Corporação alegando que não cometeu transgressões disciplinares. Em setembro de 2015, o juiz Roberto Soares Bulcão Coutinho, titular da Auditoria Militar do Estado do Ceará, declarou nulo o Procedimento Administrativo Disciplinar que culminou com a exclusão do Cabo Sabino determinou que o Estado do Ceará promovesse a reintegração dele à Polícia Militar do Ceará, na mesma situação em que foi excluído.

Fonte: Diário do Nordeste




Flávio Dino: obsessão por cloroquina “tem cara e cheiro de corrupção”

Para Dino, recomendação do medicamento ineficaz contra a Covid pode ter beneficiado alguém.

por Redação

(Foto: Reprodução)

O governador do Maranhão, Flávio Dino, disse nesta quarta-feira (26) que “nunca na história do Brasil” um chefe do Executivo se dedicou a fazer propaganda de remédios, como faz Jair Bolsonaro com a cloroquina, comprovadamente ineficaz contra a Covid-19.

Para Dino, pode haver algo mais além de negacionismo do vírus na obsessão do presidente pelo medicamento. “Isso tem cara e cheiro de corrupção. Alguém estava querendo ganhar ou ganhou dinheiro com essa maluquice”, sugeriu.

A adoção da cloroquina como política de Estado pelo governo Bolsonaro, empurrando para a população um remédio ineficaz, é um dos temas investigados pela CPI da Covid no Senado.

Ontem, os senadores ouviram a médica Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde e conhecida como “Capitã Cloroquina”. Ela insistiu na defesa do remédio e admitiu que o aplicativo TrateCov, que receitava cloroquina até para bebês, não foi hackeado como havia dito o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em seu depoimento.

AUTOR

PCdoB representa contra Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada

 Representação denuncia Bolsonaro por propaganda eleitoral negativa contra potenciais adversários nas eleições do próximo ano. Partido quer retirada de outdoors ilegais com aplicação de multas e quer saber se a origem do recurso que os financiou é legal.

Durante solenidade oficial, Bolsonaro faz ataques a Lula e FHC, além de referências às eleições de 2022.

A direção nacional do PCdoB entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Jair Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada positiva e negativa. A peça faz referência a propaganda negativa contra os ex-presidente Lula e Fernando Henrique, proferido pelo presidente da República, durante solenidade da Presidência da República. Além disso, foram espalhados pelo estado do Maranhão diversos outdoors, por ocasião da visita oficial, caracterizados como propaganda eleitoral positiva.

Assinada pela presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, a ação é patrocinada pelo advogado Egberto Magno. Ele destaca as falas de Bolsonaro que fazem referência direta à eleição de 2022, feitas durante a Cerimônia de entrega de Títulos de Propriedade Rural no Município de Açailândia, estado do Maranhão. Também anexa fotos dos outdoors especificando os elementos que justificam a denúncia.

O objetivo da representação é garantir a eventual disputa equitativa entre os candidatos, sem abuso de poder ou utilização da máquina pública para beneficiar o candidato da situação. O PCdoB solicita a retirada imediata dos outdoors, a penalidade de multas previstas nos dois casos de irregularidade e a identificação da origem dos recursos para a propaganda. O Partido ainda sugere a notificação dos ex-presidentes e do Ministério Público Eleitoral para atuarem como litisconsorte (co-autores).

Segundo o advogado, os outdoor de Bolsonaro “fazem proselitismo, auto-promoção e propaganda a seu favor”, assim como, inversamente, seu discurso apresenta “conteúdos difamatórios e injurisos contra potenciais adversários”.

“Nada impede, no ano que vem, ser intentada um ação por abuso do poder econômico, caso a origem dos recursos que custearam os outdoor seja ilícita. Se ele não tem partido, nem foi o erário federal que custeou, quem pagou esse material?” antecipa Egberto, em entrevista, a depender das repercussões da representação.

Propaganda negativa

Logo no início da fala, Bolsonaro faz referência aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, com nítido propósito eleitoral: “Falando em política, para o ano que vem já tem uma chapa formada. Um ladrão, candidato a presidente, e um vagabundo como vice”. Conforme amplamente noticiado na véspera e na madrugada do dia 21 de maio, os ex-mandatários da República tiveram uma reunião-almoço oferecida a ambos pelo ex-ministro do STF, Nelson Jobim, em sua casa, em São Paulo, no dia 12.

Como o ex-presidenteLula readquiriu suas condições de elegibilidade e cogita disputa com Bolsonaro, com pesquisas de opinião apontando-o como favorito para derrotar o atual presidente, Bolsonaro teria sido instigado a reagir de forma inadequada ao antecipar propaganda negativa. A propaganda eleitoral extemporânea e negativa teve ampla repercussão na mídia nacional, assim como nas redes sociais de Bolsonaro. No caso das redes, o discurso de ódio também caracteriza propaganda eleitoral extemporânea negativa, “quanto mais quando tais discursos são proferidos de ‘viva voz’ em evento oficial do Governo Federal custeado por recursos públicos”.

Bolsonaro usou três terços do tempo de seu discurso fazendo referências eleitorais, e apenas um terço para a finalidade da solenidade, que era a entrega dos títulos de propriedade rural. Fez ataques ideológicos às eleições de países como Venezuela e Argentina para incitar o medo contra o candidato do PT.

Propaganda positiva

Outdoor afixado na Ceasa de São Luís-MA, Av. Jerônimo de Albuquerque, artéria de grande fluxo de automóveis e pedestres na capital maranhense

Na véspera da chegada de Bolsonaro ao Maranhão, diversas placas de outdoor triplos foram afixadas em municípios com o logotipo do Governo Federal figurando ao lado da marca do “Aliança pelo Brasil”, e foto de Bolsonaro. “Aliança pelo Brasil” é o movimento encabeçado por Bolsonaro para criação de partido político com o mesmo nome, mas que até agora não logrou êxito. Com isso, a representação questiona quem teria custeado os painéis, se o Governo Federal, o “Aliança pelo Brasil” ou Bolsonaro.

“O fato é que se trata de flagrante e escancarada propaganda eleitoral antecipada realizada pelo Representado no ano anterior às eleições presidenciais”, diz o texto.

Segundo a lei eleitoral (n° 9.504/97), a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição, sob penalidade de multa.

Pandemia: Brasil deve viver 3ª onda no inverno, diz Nicolelis

 

Para neurocientista, “Brasil e Índia são grandes palcos para novas variantes”

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, projeta uma nova onda de Covid-19 no Brasil e na Índia. Segundo Nicolelis, o baixo percentual de imunização nas populações faz desses países, cescem as chances de surgimento de mais variantes do novo coronavírus – o que impede previsões sobre o fim da pandemia.

“A verdade é que, a esta altura do campeonato, ainda não temos muitas certezas”, diz o cientista em entrevista ao Valor Econômico, publicada nesta quarta-feira (26). A Índia, a seu ver, vive um momento “assustador”, com vacinação ainda mais lenta do que no Brasil, além de um colapso hospitalar e funerário sem precedentes; Há quase 300 mil casos novos de Covid-19 por dia entre indiados.

Para Nicolelis, a alta transmissibilidade é o mais preocupante em relação à variante indiana, que já foi registrada em 50 países. “No Nepal e no Reino Unido, o vírus se multiplicou muito rápido nas duas últimas semanas, indicando que parece ser mais transmissível”, diz ele. “Brasil e Índia são grandes palcos para novas variantes.”

No Brasil, os primeiros casos de contágio com a variante indiana foram confirmados no Maranhão na semana passada, mas ainda não há evidências de que esteja havendo uma transmissão comunitária no país. Os demais casos em investigação – no Distrito Federal, Ceará, Rio de Janeiro e Pará – são todos de pessoas que vieram de fora do Brasil, com passagem pela Índia, por via aérea ou marítima.

Mesmo antes da confirmação da cepa indiana no país, estados como Paraíba e Mato Grosso prenunciavam o início de uma terceira onda de contágio, aponta o cientista. “Encavalamos uma onda na outra. Tivemos um platô longo na primeira e, antes que houvesse uma completa redução, veio a explosão de novos casos em fevereiro e março, algo que já era previsto.”

Agora, o Brasil poderá emendar uma terceira onda partindo de um patamar mais alto de casos e óbitos durante o período de inverno, quando tradicionalmente já aumentam os casos de síndrome respiratória aguda. Nicolelis criticou a falta de uma coordenação nacional com poder para passar uma mensagem consenso sobre a adoção de medidas de isolamento por estados e municípios. “Cada gestor está atirando para um lado.”

Nicolelis destaca a gravidade da pandemia em Pernambuco e Santa Catarina, estados com nível de ocupação de leitos acima de 95%. Nesta segunda-feira (24), o governo pernambucano aumentou a rigidez das restrições ao funcionamento do comércio nos fins de semana na região metropolitana do Recife e fechou as praias na capital.

Para Nicolelis, o governo Jair Bolsonaro também agravou a crise com sua “completa incompetência” na compra de vacinas. Ele afirma que o País deveria estar vacinando em torno de 2 milhões de pessoas ao dia, o triplo do que faz hoje. O total de brasileiros vacinados com duas doses chegou nesta terça-feira (25) a 21.214.582, segundo o consórcio de imprensa. O número representa pouco mais de 10% da população do País.

Os Estados Unidos conseguiram atingir 3 milhões de doses diárias já em março, apenas dois meses após a posse de Joe Biden na Casa Branca. Com 40% da sua população imunizada, os norte-americanos viram despencar de 300 mil para 30 mil o registro de novos casos diários.

Conforme Nicolelis, o novo coronavírus ainda vai circular por “muito tempo”. No meio científico, discute-se a possibilidade de todo ano a população precisar ser vacinada, assim como ocorre com o vírus da gripe. No curto prazo, diz ele, as ondas de contágio devem vir acompanhadas por uma pressão extra no sistema de saúde dos países.

Com informações do Valor Econômico

UFMG identifica 68 bebês que nasceram com anticorpos contra Covid-19

 Pesquisa utiliza o teste do pezinho para identificar exposição ao Sars-CoV-2 durante a gestação



Pesquisa utiliza o teste do pezinho para identificar exposição ao Sars-Cov-2 durante a gestação Foto: Divulgação/ Nupad/Faculdade de Medicina da UFMG

RIO — A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou 68 bebês, que nasceram com anticorpos para a Covid-19. Resultados preliminares mostram que a maioria das mães que se infectaram pelo Sars-Cov-2, durante a gestação, passou os anticorpos para os bebês por meio da transferência placentária.

Leia mais:  Após início da imunização, Pfizer começa a testar vacina contra Covid-19 em grávidas no Brasil

Vacinação: confira o calendário de vacinação

A análise é feita através da mesma gota de sangue no papel filtro coletada para o teste do pezinho. Dessa forma, os bebês não passam por nenhum procedimento diferente do habitual. Até o momento foram testadas 506 mães e bebês de Uberlândia, Contagem, Itabirito, Ipatinga e Nova Lima, e a meta é testar 4 mil mães.

Os pesquisadores pretendem investigar a duração em que o bebê permanece imunizado. Os casos positivos serão acompanhados por dois anos, período em que se observará se a infecção durante a gestação trouxe consequências para o desenvolvimento das crianças. Um grupo de controle, com mães e bebês com resultados negativos, também será acompanhado.

Os critérios para a escolha dos municípios foram a taxa de prevalência de Covid-19, o número de nascimentos por mês e a existência de rede de apoio para eventual necessidade de reabilitação das crianças com alterações nos testes de neurodesenvolvimento.

Um dado que chamou atenção dos pesquisadores é a proporção de casos assintomáticos, ou seja, mães que não tiveram sintomas da doença e ainda assim passaram anticorpos para os fetos. Na pesquisa em Minas Gerais o número chegou a 40%.

“Outros estudos já mostraram a presença de anticorpos no bebê, mas a maioria deles investigou a transferência de anticorpos após as manifestações da Covid na mãe. Nesta pesquisa, estamos testando todas as mães e bebês, independentemente de elas terem apresentado qualquer sintoma da doença durante a gravidez, porque sabemos que cerca de 80% das infecções são assintomáticas”, explica a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Cláudia Lindgren, que cita o zika, rubéola e HIV como vírus que permanecem “ocultos” no organismo por bastante tempo. “Temos a hipótese que, à semelhança de outras infecções virais durante a gravidez, o Sars-Cov-2 pode trazer repercussão futura”, pontua.

Nenhuma das mães participantes do estudo havia sido vacinada contra a Covid-19.

O estudo conta com parceria do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) e da Universidade Federal de Uberlândia.

Fonte: Jornal OGlobo.com





Negacionismo de Bolsonaro custou vidas e empregos, revela estudo do Ipea

 

Estudo revela a relação entre a sabotagem do governo federal e o alto número de mortos por Covid-19. Demora para conter avanço da doença também levou a maior número de desempregados

(Foto: Reprodução)

A cruzada irresponsável de Jair Bolsonaro e seus ministros contra as medidas de isolamento social para contenção do avanço da pandemia do coronavírus, em nome da economia, não apenas resultou em um dos mais altos índices de mortalidade por Covid-19 do mundo como não colaborou para conter a deterioração do mercado de trabalho.

Assessor especializado da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipea), Marcos Hecksher sustenta a conclusão em um levantamento elaborado a partir de dados compilados em 2020 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ainda que deixe claro que os resultados não apontam uma relação causal, o estudo ressalta a correlação negativa entre os fatores. “Países que não frearam a disseminação do coronavírus com o argumento de não perder trabalho não tiveram benefícios em seu mercado. Deixar morrer não teve nenhum ganho econômico”, atesta Marcos Hecksher.

Segundo ele, os países que registraram mais mortes pela doença no ano passado, de maneira proporcional à população e à pirâmide etária, também foram os que tiveram os mercados de trabalho mais prejudicados.

O Brasil registrou proporcionalmente mais mortes por Covid-19 em 2020 do que 89,3% dos demais 178 países analisados pela OMS. Quando a comparação desses registros é ajustada à distribuição populacional por faixa etária e sexo em cada país, o resultado brasileiro se torna ainda pior que os de 94,9% dos mesmos 178 países. O risco de morrer de Covid-19 no Brasil foi 3,6 vezes maior que a média mundial.

O país também sofreu queda na ocupação mais intensa do que em 53 (ou 84,1%) de 64 países analisados pela OIT entre os três últimos trimestres de 2019 e de 2020. O nível brasileiro de ocupação no período foi o 16º pior do mundo, com 48,8% da população em idade de trabalhar ocupada.

Se piorou com a pandemia, a situação já era ruim antes. Em 2019, entre os 64 países analisados, o Brasil tinha o 25º pior nível de ocupação, com 55,8% de sua população em idade de trabalhar ocupada.

A nota técnica aponta que os impactos conhecidos da pandemia no Brasil foram fortes não apenas em comparação às séries históricas do próprio país, mas também no contexto internacional. “Nos períodos analisados, o Brasil e outros países latino-americanos estão entre os mais atingidos do mundo em perdas de vidas e de empregos. Países da Oceania, da Ásia e da Escandinávia figuram entre os menos atingidos nas duas dimensões em 2020”, apontou o pesquisador.

Na lista analisada pelo pesquisador do Ipea, o mercado de trabalho brasileiro teve pior desempenho que países como Palestina, México e Paraguai durante a pandemia em 2020. Os países com as maiores quedas na taxa de ocupação foram Bolívia e Peru.

“A América Latina sofre mais com a informalidade, o que tende a dificultar a cobertura social, o isolamento e o combate à pandemia, aumentando as perdas de vidas e postos de trabalho. Mesmo em nosso continente, o Brasil se saiu pior que a maioria dos países ao redor”, afirma o pesquisador.

Guerra contra os fatos

Em entrevista à FGV, Hecksher afirmou que o resultado não chega a ser surpreendente. “No início da pandemia, economistas analisaram em paper a evolução econômica em diferentes cidades norte-americanas durante a Gripe Espanhola e já identificavam que as que foram mais estritas em seu fechamento tiveram uma evolução econômica melhor e mais sustentável depois da pandemia”, diz.

Ele lembrou o caso da Suécia na atual crise. “No início da pandemia, o país foi mencionado como exemplo a se seguir, de resposta inteligente, mais flexível, poupadora de emprego”, cita.

No balanço de 2020, entretanto, o país havia registrado quase cinco vezes mais mortos que os demais países nórdicos e uma taxa de desemprego ligeiramente mais alta. “No final, é o medo de contágio que determina a resposta econômica”, disse o pesquisador. Na lista dos 64 países da OIT, a Suécia aparece como 37º país com a maior queda na ocupação do mercado de trabalho em 2020.

Ainda que o avanço da vacinação entre idosos, ou a hipótese de aumento da letalidade entre mais jovens promovido por novas variantes do vírus se confirme, Hecksher ressalta que o importante estimular a manutenção das medidas de proteção individual, além do aumento da vacinação.

“Se houver confiança de recuperação sanitária mais rápida e sustentável, a confiança na economia também tende a evoluir de forma mais intensa e mais sustentável. Caso contrário, manteremos a dominância sanitária na economia, contaminando a expectativa dos agentes econômicos e, consequentemente, a geração de emprego”, diz o pesquisador.

Fonte: PT Nacional

Superlua e eclipse lunar total ocorrem nesta quarta-feira (26)

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Os fenômenos serão vistos de forma simultânea a olho nu ou de forma virtual, respectivamente


Legenda: Eclipse parcial já pode ser observado na Austrália
Foto: Saeed KHAN/AFP

Nesta quarta-feira (26), além da maior Superlua de 2021, também chamada de "lua de sangue", o céu ainda será iluminado por um eclipse lunar total.  

Os cearenses poderão apreciar a segunda e maior Superlua deste ano, sobtetudo até às 17h49. O intervalo é apontado  pelo professor de Astronomia, Romário Fernandes, como o melhor horário para visualizar o fenômeno.

A primeira Superlua foi observada no último dia 26 de abril em todo o mundo. O evento consiste no aparecimento da Lua Cheia atrelado durante o perigeu - momento em que a Lua está mais próxima da órbita da Terra.

ECLIPSE

Conforme o Observatório Nacional, o eclipse parcial começa às 6h44, no horário de Brasília. A fase da umbra, em que sombra do Sol começa a ser observada na Lua tem início às 7h44. O satélite estará na fase total máxima de 8h11 até as 8h25. A fase parcial segue até às 9h52 e encerra às 10h49.

Por outro lado, ele não poderá ser visto no céu do Ceará e nem no extremo Nordeste. Ele será visível de forma parcial apenas na região Sul e em parte das regiões Norte e Centro-Oeste do país a partir das 6h45 (horário de Brasília).

Fora do Brasil, a fase total do eclipse terá cerca de 15 minutos, tendo como melhores lugares de visualização a Austrália, parte oeste dos Estados Unidos e da América do Sul e oeste da Ásia. 

O fenômeno é registrado quando a sombra da Terra cobre total ou parcialmente a Lua. Astro-Rei e satélite natural ficam em lados opostos, possibilitando a visibilidade a olho nu.

COMO VER O ECLIPSE DA "LUA DE SANGUE"?

O eclipse da "Lua de Sangue" será transmitido ao vivo no YouTube do Time and Date a partir das 6h30 (horário de Brasília) de quarta. A transmissão terá imagens em tempo real de diversas câmeras ao redor do mundo.

CONFIRA O CALENDÁRIO ASTRONÔMICO DE 2021

Somente dois dos quatro eclipses previstos para este ano poderão ser vistos da América Latina, como desta quarta-feira, e do próximo dia 19 de novembro, o eclipse lunar parcial.

  • 26/05 - Eclipse lunar total
  • 10/06 - Eclipse anular do Sol
  • 19/11 - Eclipse lunar parcial
  • 04/12 - Eclipse solar total

Próximas Superluas

  • 26 de maio: lua cheia das "flores".
  • 24 de junho: lua super de "morango". O fenômeno ganhou este nome por marcar o início da estação da colheita de morangos no nordeste da América do Norte.
Fonte: Diário do Nordeste

sábado, 22 de maio de 2021

Deputados do PCdoB repercutem encontro entre Lula e FHC

 

22 de maio, 2021

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (21) que almoçou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

“Os ex-presidentes tiveram uma longa conversa sobre o Brasil, sobre nossa democracia, e o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia”, anunciou a equipe de Lula no Twitter.

A postagem também informou que o convite do almoço entre os ex-presidentes partiu do ex-ministro Nelson Jobim.

O almoço repercutiu nas redes sociais. O vice-líder do PCdoB, deputado federal Orlando Silva (SP), afirmou que o encontro é “sinal de racionalidade e volta da inteligência política e compromisso com o Brasil”. “Frente Ampla para derrotar Bolsonaro e retomar o caminho para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e da democracia”, destacou.

A vice-líder da Oposição, deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), apontou que o encontro entre os dois ex-presidentes é esperança para o Brasil. “Sim, esperancemos! Lula e FHC juntos, a democracia merece! Bolsonaro é o que existe de mais ameaçador para o Brasil”, disse.

Já a vice-líder da Minoria, deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), lembrou que apesar das diferenças entre os dois ex-presidentes, o encontro foi um gesto de “grandeza”. “FHC e Lula. Juntos num encontro cordial apesar de tantas diferenças. Os dois de máscara seguindo protocolos contra a Covid. O Brasil precisa disso: democracia, educação, ciência e esperança de dias melhores. Parabéns aos Ex-presidentes pelo gesto de grandeza!”.

 

Da redação

(PL)

Luciana sobre ataque a Dino: Bolsonaro é pequeno e mesquinho

Foto: Diego Galba

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos reagiu com indignação, nesta sexta-feira (21) ao mais novo ataque de Bolsonaro ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Pelas redes sociais, Luciana declarou: “Que vergonha! Um presidente da República que cada vez que abre a boca demonstra quão pequeno e mesquinho é”. A dirigente completou enfatizando seu apoio a Flávio Dino: “Avante, governador, seu trabalho orgulha o país inteiro, deve ser por isso que tem incomodado tanto”.

Durante evento hoje no Maranhão, o presidente chamou Flávio Dino de “gordinho ditador” e disse que o Estado seria “libertado da praga” do comunismo. Em resposta, Flávio Dino disse: “Bolsonaro anda preocupado com o meu peso, algo bem estranho e dispensável. Tenho ótima saúde física e mental. E estou ocupado com vacinas, pessoas doentes, medidas sociais, coisas sérias. Trabalho muito. Não tenho tempo para molecagens, cercadinhos e passeios com dinheiro público”.

Leia também:

Dino para Bolsonaro: Não tenho tempo para molecagens e cercadinhos

Lideranças do PCdoB refutam Bolsonaro e destacam gestão de Dino no MA

 

Por Priscila Lobregatte