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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Mídia abafa alta do desemprego nas capitais

Na quinta-feira (21), o IBGE divulgou um dado alarmante sobre o índice de desemprego nas capitais brasileiras. Segundo o instituto, o número de desocupados registrou em 2018 a maior alta dos últimos sete anos em 14 das 27 capitais do país.


Por Altamiro Borges*

Ilustração: Jota Camelo
  
Na cidade de São Paulo, que concentra o maior número de trabalhadores do Brasil, o percentual subiu de 13,5% para 14,2%. Além da capital paulista, as outras que registraram aumento do desemprego foram Porto Alegre, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Teresina, Macapá, Belém, Boa Vista e Porto Velho. 

Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o estudo indica que “o problema do desemprego é mais forte nos grandes centros urbanos, acompanhando as maiores concentrações da população”. Apesar do resultado assustador, a mídia monopolista abafou a pesquisa. Ela não foi manchete dos jornalões, capa das revistonas ou destaque nas emissoras de rádio e tevê. Pelo contrário. Na maior caradura, a Folha de S.Paulo até tentou relativizar o impacto da pesquisa, realçando que 2018 foi “o primeiro ano de recuo do desemprego no país após três altas seguidas”. 

Ao final da matéria, o próprio jornal reconhece que “apesar de o desemprego ter recuado no ano passado, isso não quer dizer que houve grande geração de empregos com carteira assinada. O crescimento de novos postos ocorreu com mais força no mercado informal. O percentual de empregados sem carteira assinada no setor privado, por exemplo, cresceu de 24,3% em 2017 para 25,4%. A mesma situação ocorreu com trabalhadores por conta própria, que em 2017 eram 25% e, no ano seguinte, subiu para 25,4%. ‘Isso revela a qualidade do emprego gerado nos últimos anos. Com a redução da carteira de trabalho e o aumento da informalidade, a contribuição para a Previdência também cai, o que cria problemas mais à frente’, disse Cimar Azeredo”. De forma matreira, porém, a Folha abafou a gravidade do problema que aflige milhões de brasileiros. 

Globo aposta no fim das aposentadorias

A mídia burguesa – mesmo a que fustiga o presidente-capetão Jair Bolsonaro na questão política e nos costumes e que é tratada pelo regime fascistoide como “inimiga” – tem evitado qualquer crítica na área econômica. Na verdade, ela torce pelo sucesso do programa ultraliberal do ministro Paulo Guedes. Não é para menos que ela está totalmente empenhada na aprovação da contrarreforma da Previdência, que significará o fim da aposentadoria no país. Como registrou Joaquim de Carvalho, em matéria postada no blog Diário do Centro do Mundo, esta agenda une Bolsonaro e Globo. 

“Quem esperava pela continuidade dos ataques da Globo a Bolsonaro ficou frustrado ao ver o Jornal Nacional de quarta-feira (20). O noticiário da Globo dedicou a maior parte do tempo à cobertura da Reforma da Previdência, com um viés positivo. E aí é que Bolsonaro e Globo dão as mãos: ambos estão comprometidos com a mudança radical nos sistemas de aposentadoria. Por isso, quem viu a Globo ficou sem saber que a conta dessa reforma será paga pelos mais pobres... Nem tudo, portanto, é guerra nesta relação conflituosa. De fato, não se gostam. Mas vão se tolerar, e a Globo se manterá neste morde e assopra pelo menos até que os trabalhadores sejam tratados como, historicamente, ela sempre quis: sem direitos... Depois da reforma, Bolsonaro corre riscos. Mas só depois dela. Bolsonaro não será alvo de campanha para cair até que a tal Nova Previdência esteja vigorando e o trabalhador comece a pagar a conta”. 

* Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Fonte: Blog do Miro


    Centenário de João Goulart: a guerra do salário mínimo

    Esse terceiro artigo sobre o centenário do ex-presidente da República João Belchior Marques Goulart comenta como ele foi forçado a se afastar do Ministério do Trabalho.


    Por Osvaldo Bertolino

      
    O decreto do presidente Getúlio Vargas que elevou o valor do salario mínimo em cem por cento, anunciado em 1º de maio de 1954, se deu no auge dos ataques da direita a João Goulart. Ao falar do assunto, já como ex-ministro do Trabalho, ele disse que os representantes das classes conservadoras, sim, causavam agitações. Eles agrediam o presidente da República e os operários, que desejavam apenas um mínimo indispensável para viver. 

    Goulart explicou que os novos níveis do salario mínimo foram fixados por comissões instituídas nos estados, seguindo preceitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “O aumento do salário para o trabalhador, para servir ao militar, civil ou qualquer outra categoria, deveria ser estudado sempre na base do lucro verificado no nosso país, especialmente por grandes empresas em que o imposto de renda está demonstrando que se multiplicam à medida que os dias passam”, detalhou. 

    Pedido de demissão

    Getúlio Vargas, ao comentar o papel de Goulart nesse processo, disse que ele representava o seu pensamento no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e os que o apoiavam deveriam fazê-lo como se fosse o  próprio presidente. Quando se afastou do Ministério do Trabalho, depois uma violenta campanha da direita, Goulart disse que deixaria o cargo para prosseguir a luta ao lado dos trabalhadores, “mudando apenas de trincheira”. “Fiquem certos os trabalhadores que não trairei os princípios por mim defendidos à frente do Ministério do Trabalho”, afirmou. Ele havia reassumido a presidência do PTB.


    Ele entregou a Vargas, junto com o pedido de afastamento, o texto da nova lei do salário mínimo e uma carta com o histórico da sua passagem pelo governo e os motivos do seu pedido de demissão. Goulart explicou que colocou o cargo à disposição do presidente para não lhe criar embaraços, decisão que tomou imediatamente após ter surgido o “memorial dos coronéis”, um documento de forte viés golpista, assinado por 42 coronéis e 39 tenentes-coronéis e encaminhado ao ministro da Guerra, general Espírito Santo Cardoso – também exonerado por Vargas –, e ao Alto Comando das Forças Armadas. 

    O texto, redigido em tom belicoso, pediu diferenciação entre os salários de militares e civis, alegando péssimas condições de trabalho na caserna, e repetiu o discurso dos conspiradores ao falar de malversações de dinheiro público, corrupção e “perigo comunista”. Era esse o modelo do discurso que se levantou com força assim que Goulart se aproximou do governo, primeiro como presidente do PTB e depois como ministro do Trabalho. Agora, com essa medida de grande repercussão entre o povo, ele estava sendo emparedado por um seguimento militar que pregava o golpismo sem meia palavras.

    Onda golpsita

    Goulart, por sua vez, nunca se intimidou e não vacilava quando falava do papel dos trabalhadores numa sociedade moderna. Em sua mensagem de Natal de 1953 ele disse que apresentava sua felicitação “àqueles que são, sem sombra de dúvida, diretamente responsáveis e construtores da grandeza e do progresso do Brasil – os trabalhadores”. “Nessa feliz oportunidade quero, publicamente, testemunhar o meu profundo respeito e confiança no movimento operário e nas suas organizações, certo que deles depende, em grande parte, a conquista da harmonia e da verdadeira paz social. Ninguém ignora hoje que a estabilidade social está definitivamente ligada à classe trabalhadora. Da sua força, união e coesão dependem, diretamente, as nossas próprias instituições – numa palavra, depende o próprio regime democrático”, falou. 


    Quando a onda golpista começou a ganhar volume, Goulart disse que aquela campanha decorria da harmonia social que ele conseguiu estabelecer entre trabalhadores e patrões. “Acusam-me porque durante a minha gestão ocorreram duas greves no país. Mas silenciam a respeito de setenta acordos celebrados sob a minha inspiração entre patrões e operários. Que representam esses acordos senão um grande esforço no sentido de conciliação entre as classes sociais?”, diagnosticou. 

    Goulart enfrentava o “sindicato da mentira” – os jornalões de oposição, expressão cunhada pelo jornal getulista Última Hora – com contundência. A companha movida contra ele era de “conhecidas correntes da oposição, cujos interesses se alimentam, via de regra, no infortúnio e no sacrifício popular”. “Sou daqueles que acreditam sinceramente que o trabalhador brasileiro, para solucionar os seus problemas, não necessita recorrer à violência ou à ilegalidade, bastando apenas exercitar as prerrogativas que lhe conferem o próprio regime democrático vigente no país”, afirmou. 

    Quarteladas e masorcas

    Goulart também rebateu com firmeza os que o chamavam de “peronista ou comunista”. “Sinto a consciência tranquila na ação honesta que venho desenvolvendo à frente da pasta que me foi confiada pelo iminente presidente Getúlio Vargas”, enfatizou. Circulavam nos jornais rumores de que ele seria intermediário num movimento político de âmbito nacional, artuiculado com os trabalhadoraés e com a colaboração de altos círculos militares, para dar um golpe de Estado. 


    Diziam que a sua presença no governo constituia uma ameaça ao regime democrático. “À falta de qualquer fato concreto, levantam-se contra mim sucessivas ondas de palavrório vazio, vislumbrandio intenções subversivas nos atos mais rotineiros da minha administração. É verdade que eu poderia não atender aos trabalhadores, deixando-os entregues à própria sorte. Poderia, ao invés de permanecer até tarde no meu gabinete, perambular pelas reuniões elegantes, trocando homenagens com os felizes detentores do poder econômico”, rebateu.

    Goulart também disse que aqueles que o acusavam eram justamente os especialistas “em quarteladas e masorcas, justamente aqueles que inspiram e mesmo tomaram parte ativa em muitas das já verificadas no país”. “Quanto a mim, jamais estive envolvido, direta ou indiretamente, em aventuras dessa natureza. Ademais, não faço às nossas Forças Armadas a injustiça de considerá-las a serviço de outra causa que não seja a defesa da perenidade das instituições democráticas”, afirmou

    Ministra do STJ e mulher de Toffoli foram investigadas pela Receita

    A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a mulher do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, também foram investigadas pela estrutura policial da Receita Federal. Os nomes estão na lista de 134 pessoas que são investigadas secretamente pela Receita Federal pelo menos desde 2018, conforme revelou reportagem da ConJur.

    Reprodução da Internet
     Ministra Isabel Gallotti Ministra Isabel Gallotti
    Isabel Gallotti e mulher de Toffoli também foram investigadas por "equipe especial" da Receita, afirma jornal 

    A presença dos nomes da ministra Isabel e da mulher do ministro Toffoli, a advogada Roberta Rangel, foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. 

    Elas constam da lista de alvos da "equipe especial de fraudes" da Receita. Além delas, estão o ministro Gilmar Mendes e a mulher, o desembargador Luiz Zveiter, do Rio de Janeiro e sua mulher, além do irmão dele e da mulher. A ministra Isabel é casada com o ministro Walton Alencar Rodrigues, do Tribunal de Contas da União.

    Conforme reportagem da ConJur, pelo menos um dos relatórios produzidos por essa equipe especial foi enviado à força-tarefa da "lava jato". O trâmite mostra que as investigações secretas não se destinam à fiscalização tributária, mas a investigações que não têm relação com as atribuições da Receita Federal.


    Fonte: Conj

    Mercadante: "Vélez comete crimes de improbidade administrativa"

    O MEC está totalmente ideologizado, sem rumo ou iniciativas que possam fazer avançar a educação brasileira. Depois de chamar os brasileiros de canibais e de ladrões quando viajam, o ministro da Educação, Vélez Rodríguez, comete crimes grosseiros de improbidade administrativa.


    Por Aloizio Mercadante*

    Ex-ministro da Educação, Aloizio MercadanteEx-ministro da Educação, Aloizio Mercadante
    É completamente ilegal tentar forçar a utilização do slogan do candidato Bolsonaro nas escolas. Igualmente ilegal é tentar se apropriar de  imagens de crianças para fins políticos. Tal atitude, além de eticamente inaceitável, fere abertamente o Estatuto das Crianças e dos Adolescentes (ECA), que exige a autorização formal dos pais para a utilização de imagens de crianças para qualquer finalidade. 

    Além disso, atenta contra o artigo 37 da Constituição Federal que em seu § 1º do artigo XXII estabelece: “a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

    Por isso, esse ato do ministro Vélez Rodríguez, que tenta a apropriação indevida da escola  para fins partidários, deve ser rigorosamente apurado e punido pelas autoridades competentes. Do ponto de vista ético e do futuro da educação, é insustentável a manutenção do ministro que usa a máquina pública para promover o governo, viola o Estatuto das Crianças e Adolescentes e que achincalha o povo brasileiro com suas declarações preconceituosas, infundadas, grosseiras e arrogantes.





    *Ex-Ministro da Educação. Também foi ministro da Casa Civil, da Ciência, Tecnologia e Inovação e Senador pelo estado de São Paulo.

    Hollywood, a máquina de refletir preconceitos e manipular mentes

    A 91ª edição do Oscar, domingo (24), em Los Angeles (EUA), premiou como nunca as “minorias” de Hollywood, como negros, latinos e mulheres. Mas as críticas ao racismo e ao sexismo da indústria cinematográfica – que crescerem nos últimos anos – não tendem a diminuir, nem tampouco são problemas recentes. O preconceito está profundamente enraizado e pode ser percebido nos atores diante das câmeras, nas pessoas que comandam o setor e também na representação de grupos sociais em filmes.

    Christopher Lloyd, o amalucado Dr. Brown na trilogia <i>De Volta para o Futuro</i>: estereótipo do cientista alemão no cinemaChristopher Lloyd, o amalucado Dr. Brown na trilogia De Volta para o Futuro: estereótipo do cientista alemão no cinema
    Para mostrar como os estereótipos evoluíram em Hollywood, a agência alemã Deutsche Welle examinou clichês recorrentes em mais de 6 mil filmes que concorreram ao Oscar desde 1928. Há muitos exemplos de caricaturas racistas ao longo da história de Hollywood. Negros e asiáticos são os alvos mais comuns. Um exemplo é Breakfast at Tiffany’s, com Audrey Hepburn, no qual o vizinho Mr. Yunioshi, com seus dentes tortos e sotaque típico, parodia um japonês.

    “Racismo, na forma de exclusão do mercado de trabalho e de papéis estereotipados, marca a indústria cinematográfica de Hollywood já desde os seus primórdios, no início dos anos 1900”, escreve a socióloga Nancy Wang Yuen no livro Reel Inequality: Hollywood Actors and Racism. 

    De fato, nos primeiros anos, personagens asiáticos – quando existiam – apareciam sempre como clichês ofensivos: ou eram vilões misteriosos e ameaçadores ou caricaturas, como Mr. Yunioshi. Para completar, Mr. Yunioshi ainda é interpretado pelo americano Mickey Rooney, ou seja, é um exemplo de yellowface, um não asiático que é maquiado de forma caricata para se parecer com um asiático.

    A prática era comum em Hollywood. Produtores relutavam em contratar atores de minorias. Em vez disso, eles colocavam brancos para interpretarem os papéis. O processo acabou se retroalimentando: preconceitos perdem força à medida que pessoas de diferentes grupos étnicos passam a ter mais contato entre si.

    “Só que os asiáticos eram historicamente segregados nos Estados Unidos. Ainda hoje, a maioria dos papéis de asiáticos e americanos de origem asiática não é interpretada por eles mesmos – mas por pessoas que não sabem muito sobre eles”, comenta o pesquisador Kent Ono (Universidade de Utah), que estuda a representação de etnias na mídia. “Entre as pessoas que não conhecem nenhum asiático, essa situação cria uma ideia curiosa sobre como os asiáticos são. E os asiáticos nos EUA frequentemente não consegue se identificar com as representações bizarras deles mesmos”, completa.

    Clichês do tipo estão reunidos no site Wiki TVTropes.org. Nele, usuários podem documentar todos os clichês que observam na mídia. Quais séries de TV sustentam que Elvis ainda está vivo? Quais games têm uma criança assustadora? E quais filmes têm personagens asiáticos interpretados por brancos?

    Clichês sobre asiáticos

    Yellowface ainda é muito comum. Em 2012, o filme A Viagem foi criticado porque muitos dos atores não asiáticos foram fantasiados de asiáticos numa parte da narrativa. A representação não pretendia ser uma caricatura, mas os críticos argumentaram que atores asiáticos poderiam ter desempenhado os papéis. O argumento era de que, como já há poucos papéis para atores asiáticos, e menos ainda para representações não estereotipadas, atores brancos não deveriam interpretar asiáticos.

    O debate surgiu também quando Scarlett Johansson ganhou o papel principal no filme de ação da série japonesa Ghost in the Shell. Ou quando Tilda Swinton interpretou um personagem que originalmente era asiático em Doctor Strange.

    Muitos dos piores clichês sobre asiáticos dos anos 1960 e 1970 sumiram dos cinemas. Um que se mantém irredutível, porém, é a dupla “branco forte, asiática suave”: um personagem branco e forte com uma parceira asiática submissa. Essa combinação alcançou seu auge mais tarde, já que, antes dos anos 1950, regras de censura rígidas impediam pares românticos de etnias diferentes nos EUA. Quando essa censura perdeu força, o estereótipo avançou.

    Muitos dos antigos estereótipos deram lugar a outras representações na segunda metade do século 20. Nos anos 1970 e 1980, o sucesso dos filmes de Bruce Lee e de artes marciais fez surgir o estereótipo “todos os asiáticos sabem lutas marciais”. Só que, hoje em dia, a representação mais comum de um asiático é o chamado Model minority.

    “São cientistas, médicos ou alguma profissão técnica. São os bons alunos que nasceram numa família rica e não costumam ter dificuldades econômicas”, explica Ono. Essa tendência não está registrada como clichê no Wiki TVTropes, mas encontra sua melhor representação no estereótipo do nerd asiático, que ganhou espaço nos últimos anos.

    Negros

    Segundo o Hollywood Diversity Report, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Hollywood ainda tem um longo caminho pela frente. Apesar de os asiáticos serem 6% da população americana, eles ocuparam apenas 3% dos papéis em 2017 e 2018. Os negros ocupam 12,5% dos papéis, o que é quase o mesmo percentual de sua representação na população dos Estados Unidos. Porém, em muitos casos os personagens negros não aparecem bem na tela. 

    Nos primórdios de Hollywood, personagens negros frequentemente não eram interpretados por atores negros. Na verdade, eles quase não apareciam, salvo como representações caricaturescas, interpretados por brancos, o chamado blackface. Essa prática vem da tradição teatral americana, que é cheia de estereótipos racistas de negros.

    Hoje, o blackface é inaceitável, mais ainda do que yellowface. Ele praticamente não é mais usado em filmes, salvo para criticar essa prática. Em Dear White People, por exemplo, membros de uma fraternidade organizam uma festa blackface na universidade. O filme, assim como a série da Netflix a que ele deu origem, usou essa cena como base para um debate sobre racismo nas universidades dos Estados Unidos.

    Mas, à medida que o número de caracteres e personagens negros em Hollywood aumentava, outros estereótipos inevitavelmente foram surgindo. Até hoje, homens negros costumam ser apresentados como amedrontadores ou bravos, e mulheres negras, como barulhentas e atrevidas. Quando um filme tem um personagem negro, muitas vezes ele é o melhor amigo negro. E quando pessoas morrem num filme, muitas vezes o personagem negro é o primeiro. Nada disso mudou nos últimos anos, apesar de uma maior consciência sobre estereótipos.

    Latinos

    Os latino-americanos são, com cerca de 18% da população, a maior minoria étnica nos Estado Unidos. Assim, não surpreende que eles também representem uma boa porção dos estereótipos que aparecem nos filmes de Hollywood. Uma olhada em 2.682 filmes desde o ano de 2000 mostra que o suposto sex appeal é a característica mais associada aos latinos.

    A mulher latino-americana frequentemente aparece como a spicy latina: temperamental, sedutora, atraente, que sabe se defender sem perder a imagem de sensualidade. Já os homens muitas vezes desempenham o papel do amante latino, com um visual pré-definido (pele morena, cabelo escuro) que serve como generalização de todos os homens latino-americanos.

    Estereótipos que se apoiam em acontecimentos históricos podem ser especialmente dolorosos. Para os alemães, que reconhecem sua culpa pelos crimes cometidos no regime nazista, ver frequentemente personagens alemães nazistas não é nada agradável. E, considerando os filmes de 2000 para cá, este ainda é o estereótipo mais comum: o de que todos os alemães são nazistas.

    Logo em seguida vem outro clichê difícil de ser enterrado: o do cientista alemão. Esse, pelo menos, é um estereótipo positivo e que encontra sua origem em cientistas verdadeiros, que fugiram do regime nazista para os Estados Unidos. O mais famoso deles é Albert Einstein.

    Russos: beberrões e grosseiros

    Até hoje, as representações de russos em filmes de Hollywood são marcadas pelas imagens criadas na Guerra Fria. O estereótipo mais comum é o personagem beberrão, machão e grosseiro. Nos filmes, esses caracteres precisam suportar de tudo, são os que mais se machucam e costumam viver vidas duras e de grandes privações.

    É também muito comum que russos sejam interpretados por atores que não são russos. Em Rocky 4, por exemplo, o sueco Dolph Lundgren interpreta o boxeador Ivan Drago. O mesmo ocorre com Arnold Schwarzenegger em Fogo contra Fogo e com Viggo Mortensen em Senhores do Crime. Durante a Guerra Fria, havia uma compreensível carência de atores russos em Hollywood. Mas, mesmo hoje em dia é essa uma das características mais comuns dos personagens russos.

    O elenco dos filmes de Hollywood ainda está longe de representar a diversidade da população mundial – e até mesmo da população dos Estados Unidos. Tanto diante da câmera quanto atrás dela, os brancos têm presença dominante. Isso também influencia na maneira como representações cinematográficas reproduzem estereótipos.

    Apesar disso, há motivos de esperança: em 2017, Viola Davis foi a primeira mulher negra a vencer tanto o prêmio Tony quanto o Emmy e o Oscar por sua atuação em Um Limite entre Nós. Em 2018, a comédia romântica Podres de Ricos, com elenco quase exclusivamente asiático, foi um sucesso de bilheterias. Também no ano passado, a atriz de origem vietnamita Lara Condor estrelou o filme de romance adolescente A Todos os Rapazes que Amei, exibido pelo Netflix, no papel principal.

    Como mostram os números do Diversity Report, a indústria cinematográfica está se movendo lentamente em direção a um modelo de representação mais igualitária. “Ainda existem grandes barreiras”, diz Ono, “e sempre haverá pessoas que são representadas conforme estereótipos. Mas hoje tenho mais esperança do que há dois anos. Há grandes diretores independentes que trabalham para obter mais representação. E, de vez em quando, até mesmo Hollywood escuta”.

    Com informações da Deutsche Welle

      Ministro de Bolsonaro recua após polêmica sobre hino e slogan

      Depois da repercussão negativa sobre a determinação para as escolas que alunos cantem o Hino Nacional e digam o slogan bolsonarista “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, preparou outro comunicado retificando o anterior: agora o ato de cantar será voluntário e o uso do slogan foi retirado do texto.

      O ministro da Educação, Ricardo Vélez RodriguesO ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues
      A determinação do ministro, que ainda orientava filmagens para ser enviadas ao MEC, foram rechaçadas por diversos setores. 

      O presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, afirmou que o MEC deveria sugerir a gravação dos reais problemas das escolas brasileiras, especialmente das públicas. 

      Segundo ele, os problemas só serão resolvidos com a valorização dos professores, o cumprimento do Plano Nacional de Educação, investimento em infraestrutura e na renovação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

      O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) chamou o ministro de “trapalhão” como é todo o governo. “A cada dia tem uma atrapalhada, crime, algo surreal e fora do contexto da civilização (...) Ainda bem que esse governo é assim: toma decisão num momento e volta atrás no momento seguinte”, disse.

      Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (SP), além de ser um absurdo propor a filmagem dos alunos, sem que haja consentimento das famílias, estampar o slogan de campanha do atual presidente em documento oficial é crime. “Não podemos permitir que o governo partidarize o Estado brasileiro”, afirmou.

      Alice Portugal (PCdoB-BA) ressaltou que a mensagem viola, por exemplo, o princípio da impessoalidade da administração pública, previsto na Constituição Federal.

      Em seu artigo 37, §1º, a Carta Magna veda a publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos que constem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Caso seja comprovada a violação, a carta do ministro da Educação pode constituir ato de improbidade administrativa.

      A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), classificou de doutrinação o pedido contido na mensagem de Rodríguez e ainda criticou a capacidade de formulação de políticas públicas para a educação brasileira.

      “Governo não tem capacidade para enfrentar os problemas estruturantes da educação pública e lança medidas absurdas. Ministro não sabe o que fazer, não mostra a que veio. Um governo que vive de um marketing ultrapassado, manjado, clichê”, explicou.

      O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), anunciou que a bancada iria entrar com uma ação popular no Supremo Tribunal Federal e representação na Procuradoria-Geral da República contra o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, por ter enviado e-mail com o teor anterior às escolas.


      Da redação em Brasília

        Pesquisa CNT/MDA: Bolsonaro tem o pior índice desde 1º mandato de Lula

        Pesquisa CNN/MDA divulgada nesta terça (26) revela que o presidente Bolsonaro tem o pior índice de aprovação desde a primeira posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Bolsonaro é visto como bom ou ótimo por 38,9% da população. Na primeira pesquisa sobre Lula o índice da aprovação chegou a 56,6%.

          
        Segundo levantamento da Carta Capital, no segundo governo de Lula a popularidade dele alcançou 49,5%. 

        “Os primeiros meses de Dilma Rousseff foram considerados bons ou ótimos por 49,2% dos brasileiros. Consideraram regular por 37,1% e ruim ou péssimo por 9,3%”, revelou a revista.

        No segundo mandato – em meio a polarização política, recessão e o início da Lava Jato – o desempenho da petista despencou: em março de 2015, a popularidade caiu a 10,8% e os que consideravam o governo ruim ou péssimo chegaram a 64,8%.

        Os que avaliaram o governo Bolsonaro como regular foram 29%, e 19% consideram a estreia do pesselista ruim ou péssima. Outros 13,15% não souberam opinar. Foram ouvidas 2.002 pessoas, entre os dias 21 e 23 de fevereiro. Na avaliação pessoal, Bolsonaro é aprovado por 57,5% dos brasileiros. 28,2% desaprovam e 14,3% não souberam opinar.

        CartaCapital não considerou a primeira pesquisa do governo Temer, já que o emedebista já fazia parte do governo e não assumiu a presidência via processo eleitoral. Caso fosse considerado, seria o mais impopular: marcou apenas 10,8% na aprovação de estreia.

        Também não foi incluído FHC, já que a série histórica da CNT/MDA não engloba os oito anos de mandato do tucano – a primeira pesquisa é de 1998, e o presidente tomou posse em 1995. Naquele fim de primeiro mandato, tinha 32% de aprovação.


        Fonte: Carta Capital

          UBM Ceará convoca plenária ampliada para articulação do 08 de Março

          A UBM é uma das organizações de mulheres articuladoras do ato unificado em Fortaleza. A plenária discutirá a participação da entidade na manifestação, tendo como foco o ataque à Previdência Social por meio da reforma em discussão na Câmara dos Deputados.

            
          A União Brasileira de Mulheres (UBM) realizará na próxima quinta-feira, 28 de fevereiro, a segunda plenária ampliada para articulação do 08 de Março unificado no Ceará. A primeira foi realizada na última quarta, 20 de fevereiro, contando com a participação de dirigentes e filiadas, como a deputada estadual Augusta Brito, recém reeleita Procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa.

          Segundo Francileuda Soares, presidenta estadual da UBM Ceará, o momento é de denúncia: “Vamos pras ruas denunciar o machismo, a misoginia e os feminicídios, mas também denunciar que a Reforma da Previdência atingirá principalmente a nós, mulheres! Nós seremos as que mais sofrerão o impacto, porque trabalharemos muito mais e continuaremos com dupla ou tripla jornada de trabalho. Na maioria dos lares, ainda somos nós mulheres as responsáveis pelos serviços domésticos, independente se provemos também o sustento das nossas famílias.”

          A fala de Francileuda delimita bem o tema escolhido pelos movimentos de mulheres do Ceará para o ato unificado deste ano: “Pela vida das mulheres, somos todas Marielle, Stefhani, Ingrid e Dandara!” O título homenageia mulheres cujos assassinatos promoveram intensos debates na sociedade: Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, denunciava o machismo na política de maneira firme e contundente. Stefhani Brito foi vítima de feminicídio com apenas 22 anos. Ingrid Mayara foi assassinada pela polícia em 2013, no Bairro Ellery, em Fortaleza. Dandara, travesti, foi brutalmente espancada, assassinada e teve sua tortura exposta por meio de um vídeo que viralizou o mundo inteiro. Todas essas mulheres serão lembradas, para que suas histórias não sejam repetidas com outras. A manifestação ocorrerá no próprio dia 08 de março e tem início a partir das 15 h, na Praça General Murilo Borges, popularmente conhecida como Praça da Justiça, no Centro de Fortaleza. Entre os principais pontos do itinerário estão o prédio da Previdência Social e o Instituto Federal do Ceará - Campus Fortaleza, antes de finalizar na Praça da Gentilândia, no Benfica. Além dos discursos de protesto, o evento contará também com apresentações de mulheres que se destacam na cena musical cearense, como Jord Guedes e Ercília Lima.

          A plenária da UBM Ceará será aberta às mulheres que desejarem conhecer a entidade, ou ainda, que quiserem somar forças para o ato unificado do 08 de Março no Ceará. O encontro terá início a partir das 18 h, na Av. da Universidade, 3199, Benfica, próximo ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Fortaleza. 

          Serviço
          Plenária Ampliada da UBM Ceará
          Quando: Quinta-feira, 28 de fevereiro.
          Horário: A partir das 18 horas.
          Local: Av. da Universidade, 3199. Benfica.


          De Fortaleza,
          Silvinha Cavalleire

          Colaborou,
          Andrea Oliveira


            Conferência reafirma compromisso do PCdoB e do PPL com a democracia

            O evento celebrou a incorporação do Partido Pátria Livre ao PCdoB, reafirmando o compromisso das duas legendas com a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo trabalhador.


              
            No último domingo (24), no auditório do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Ceará – Sindsaúde, o Partido Comunista do Brasil realizou sua Conferência Estadual Extraordinária no Ceará, ocasião em que foram eleitos delegados e delegadas para o II Congresso Nacional Extraordinário do Partido que acontecerá em São Paulo no próximo dia 17 de março. Durante o processo preparatório do evento estadual 50 conferências municipais foram realizadas e 63 assembleias de base ocorreram. Cerca de 1200 filiados foram reunidos no estado.

            A plenária final da conferência estadual contou com a presença de 60 dos 84 delegados eleitos em 50 municípios e dezenas de convidados da capital e do interior. Participou também como convidada uma delegação de companheiros representando o PPL do Ceará. A mesa diretora dos trabalhos, composta por vários dirigentes do Partido no Ceará e por José Reinaldo Carvalho, representando o Comitê Central, foi coordenada pelo presidente estadual Luís Carlos Paes de Castro e pela secretária de organização Teresinha Braga Monte.

            Após a apresentação dos hinos nacional e do Partido, José Reinaldo, em nome da direção nacional prestou homenagem ao camarada José Augusto Meneses, militante histórico do PCdoB no Ceará, falecido em 10 de dezembro de 2018. Em seguida, discorreu sobre a crise do neoliberalismo, padrão do capitalismo de nossos dias, destacando a ofensiva do imperialismo norte-americano contra a Venezuela, ofensiva que vem sendo contida pelo governo venezuelano seu povo e suas forças armadas, mas que precisa da solidariedade ativa de todos os amantes da paz e da liberdade.

            Sobre o Brasil, caracterizou o governo Bolsonaro como um governo de extrema direita, comprometido com uma agenda antinacional, antipopular e antidemocrática e que, portanto, precisa ser combatido com muita energia e amplitude política. É necessário construir uma ampla frente política e social que tenha como núcleo uma esquerda lúcida, forte e unida. Chamou a atenção para a defesa da democracia e a necessidade da organização e mobilização popular, realçando o papel da Frente Brasil Popular.

            Lembrando João Amazonas, reafirmou ainda a necessidade de fortalecimento do Partido Comunista do Brasil, do ponto de vista orgânico, político e ideológico, desenvolvendo uma tática ampla, flexível e combativa, distante de qualquer posição sectária, conciliatória ou de acomodação diante da gravidade do momento que vivemos.

            A união com o Partido Pátria Livre

            O Secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Inácio Arruda, fez a saudação às militâncias do PCdoB e do PPL. Lembrou que o PCdoB contribuiu para o registro do Partido Pátria Livre, pois reconhecia a sua participação na redemocratização do país e nas grandes lutas populares. "Os comunistas do Ceará os recebem de braços abertos e fortes. Porque essa união é importante para o Brasil", frisou Inácio. Com empolgação, a militância entoou: "Um, dois, três, quatro, cinco, mil! E viva o Partido Comunista do Brasil! Pátria Livre! Venceremos! Pátria Livre! Venceremos!"

            O presidente do PPL Ceará, André Ramos, também saudou ambas as militâncias, que em breve serão uma só. "A nossa incorporação se dá pela convergência de ideias e de lutas. É impossível contar nas mãos quantas vezes estivemos juntos nas ruas em cada luta do povo. Li no programa do PCdoB que 'O Socialismo é o rumo e o fortalecimento da nação é o caminho', o que todos nós concordamos." André criticou duramente a Reforma da Previdência, citando Flávio Dino: "É um genocídio contra o nosso povo." Após a fala de Ramos, a militância do PPL puxou uma palavra de ordem para a união das legendas: "A unidade é pra valer! O Pátria Livre e o PCdoB!"

            Fortalecer a resistência

            O presidente do PCdoB Ceará, Luís Carlos Paes, acentuou a importância do funcionamento regular das direções municipais e da necessidade de reunir os filiados em bases com o objetivo de discutir os problemas do povo e elaborar uma agenda permanente de trabalho político na sua área de atuação e estudo, visando a formação dos militantes. Exemplificou que neste momento, todos deveriam se reunir para programar ações em defesa da previdência pública e combater a PEC 06/2019 de Bolsonaro que ataca brutalmente o direito do trabalhador se aposentar, em especial aqueles de baixa renda, as mulheres e os trabalhadores rurais.

            A Secretária de Organização, Teresinha Braga, discorreu sobre o processo de realização das conferências municipais e apresentou e justificou a proposta de delegados para o Congresso Nacional aprovada pelo Comitê Estadual, no dia anterior, que foi votada de forma secreta e aprovada por ampla maioria dos delegados presentes. 

            Convocação para o 8 de Março

            Durante as inscrições, constatou-se que a maioria das inscritas foram mulheres, exatamente 60% (sessenta por cento). A maioria delas reforçou a convocação para o 8 de Março unificado no Ceará. Este ano, os movimentos de mulheres definiram como tema "Pela vida das mulheres, somos todas Marielle, Stefhani, Ingrid e Dandara". A concentração iniciará a partir das 15 h, na Praça Murilo Borges, conhecida como Praça da Justiça, e se dirigirá para a Praça da Gentilândia, no Benfica. Este será o primeiro grande ato de mulheres, desde o Ele Não, em setembro do ano passado.

            Nágyla Drumond, Secretária de Mulheres do PCdoB Ceará, enfatizou: "Nós, mulheres, vamos compartilhar as comemorações do 08 de Março, data das nossas lutas históricas, com a luta do povo brasileiro em defesa da previdência social." A deputada Augusta Brito, recém reeleita para a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, reforçou o 8 de março, com esse caráter de luta, e convidou os presentes para o Papo com Mulheres, iniciativa do mandato, cuja próxima edição abordará a Reforma da Previdência, no dia 13/03, quarta-feira, a partir das 16 h, no pátio da UNIPACE, anexo da Assembleia Legislativa

            Moção de Apoio à Venezuela


            A Conferência também aprovou por unanimidade a seguinte moção de apoio ao povo venezuelano:


            A Conferência Extraordinária do Partido Comunista do Brasil – PCdoB – Ceará, realizada no dia 24 de fevereiro de 2019, considerando o direito legítimo dos povos à autodeterminação e a garantia da soberania das nações; considerando ainda a defesa e a necessidade de manutenção da paz; aprova moção de apoio ao povo venezuelano e ao seu Presidente Nicolás Maduro, rechaçando e condenando as tentativas de intervenção no país irmão, que tem sua soberania atacada pelo imperialismo estadunidense, contando nesta empreitada infame com o apoio do governo brasileiro, que rasga a Constituição Federal, a qual determina que o Brasil se rege nas suas relações internacionais pelos princípios de autodeterminação, não-intervenção, defesa da paz e solução pacífica dos conflitos.

            Apoiamos o povo venezuelano e consideramos que a melhor forma de ajudar o país vizinho é lutar pela paz e em defesa da sua soberania nacional.


            Fortaleza, 24 de fevereiro de 2019.




            De Fortaleza,
            Andrea Oliveira

            Colaborou
            Silvinha Cavalleire