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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Manuela participa de debate: saídas para crise, um olhar das mulheres

 
 


Em viagem pelo Brasil como pré-candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila desembarca no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (1º/3) e depois cumpre agenda de entrevistas, debates e encontros em São Paulo na sexta-feira (2).

No Rio, o debate" saídas para crise, um olhar das mulheres" é promovido pela Fundação Maurício Grabois. A participação no evento pode ser confirmada através do evento no Facebook:.

Além da pré-candidata, a atividade contará com a presença de importantes debatedoras como a deputada federal pelo PCdoB, Jandira Feghali (RJ) e a deputada estadual, Enfermeira Rejane, além da escritora, artista plástica e professora, Márcia Tibúri e a arquiteta e urbanista, Tainá de Paula.

Outros nomes importantes também estarão presentes, como Lena Lavinas, que irá abordar a questão da “mulher e trabalho”, Fabiana Severi, que irá discutir o tema das “mulheres e sistema de justiça”, a doutora em direito Vanessa Berner que fará o debate acerca do “Estado democrático de direito”, a presidente federação municipal das associações de favelas do Rio, Deusimar da Costa que abordará “o cotidiano das comunidades”, a professora de Direitos Humanos da USP, Fabiana Severi, Sônia Correa, que falará sobre “os direitos sexuais e reprodutivos” e Schuma Schumaher, que debaterá a questão da “violência de gênero”.

Para fechar o evento, a escritora Marcia Tibúri lançará seu livro “feminismo em comum”, que aborda “o feminismo além de modismos e discursos prontos” e terá atividades culturais com Roda de Samba Moça Prosa.

Mais cedo, consta na agenda da pré-candidata entrevistas à imprensa e encontro com o pré-candidato do PCdoB ao governo do Rio de Janeiro, Leonardo Giordano.

Agenda em São Paulo

Em São Paulo, na sexta-feira (2), a pré-candidata participa do Debate na Semana Acadêmica do CA de Direito “Rumos para o Brasil”, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

No dia 5, Manuela estará de volta a São Paulo para participar de eventos e entrevistas. Às 9 horas concede entrevista para a Revista Vip, das 12h às 14 horas, participa do Programa Pânico (TV Band). Às 16h30h, é entrevistada pela Folha da Vila Prudente. Depois participa da reunião com a Frente Favela Brasil (Vila Prudente). À noite, às 19 horas, Manuela participa do coquetel de abertura da exposição Saramago. Os pontos e a vista. No Farol Santander, em São Paulo.



Com informações do Portal PCdoB

CTB denuncia reforma trabalhista em encontro da FSM no Irã

reprodução
Divanilton Pereira (último à direita)
Divanilton Pereira (último à direita)


Durante o encontro, que ocorre desde a última segunda (26), os sindicalistas fizeram um balanço do ano passado e aprovaram um plano de ação para a FSM, em 2018. Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) o vice-presidente, Divanilton Pereira, denunciou a restauração das políticas neoliberais no Brasil após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, em 2016. 

“O governo golpista continua com sua agenda antinacional e anti-trabalho”, alertou o cetebista, em sua intervenção (leia aqui a íntegra) no plenário, ao se referir à reforma trabalhista aprovada recentemente. Pereira, que também é secretário-geral adjunto da FSM, fez uma análise do cenário mundial.   

Segundo ele, o movimento sindical internacional enfrenta condições adversas, pois além dos aspectos geopolíticos e econômicos, as inovações tecnológicas, com destaque para a indústria 4.0, prejudicam as organizações sindicais. 

“São desafios que requerem um sindicalismo classista, com uma concepção que não apenas adapte-se à ordem excludente vigente, pelo contrário, mesmo reconhecendo o quadro real, esse sindicalismo deve acumular forças e recompor, política e organicamente, as mulheres e homens que vivem do trabalho”, sublinhou. 

Por sua vez, o secretário-geral da FSM, George Mavrikos, se solidarizou com os trabalhadores e trabalhadoras do Irã, Cuba e Venezuela que “resistem às políticas invasivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”, frisou.     

Na avaliação de Divanilton, a reunião foi positiva, pois reforçou a necessidade da unidade da classe trabalhadora internacional para defender direitos e resistir à ofensiva conservadora mundial. Ele destacou ainda o papel da Federação Sindical Mundial que “contribui para elevar a consciência dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo, criando assim, as condições para a sua verdadeira emancipação”, concluiu.






Portal CTB

Cumplicidade árabe dá fôlego aos EUA

EPA
 
 


Em um comunicado emitido na segunda-feira (26), o Hezbollah condenou a decisão dos EUA de abrirem a sua embaixada em Jerusalém no próximo dia 14 de maio, para coincidir com o 70.º aniversário da independência de Israel.

No dia seguinte, 15 de maio, assinalam-se os 70 anos da Nakba – a catástrofe que se abateu sobre o povo palestino desde a criação do Estado de Israel, com a expulsão de centenas de milhares de palestinos das suas terras em 1948 e a limpeza étnica que, iniciada nesse ano, se prolongou até aos dias de hoje.

A medida anunciada pelo Departamento de Estado no dia 23 deste mês enquadra-se na agressão da administração norte-americana iniciada em 6 de dezembro de 2017, quando Donald Trump afirmou reconhecer Jerusalém como capital de Israel, visando aprofundar a judaização da futura capital da Palestina e liquidar a justa causa do seu povo, refere a nota divulgada na Prensa Latina e na PressTV.

Para o movimento de resistência libanês, o anúncio representa "mais uma tentativa de humilhar árabes e muçulmanos", e constitui uma "demonstração do desprezo da administração norte-americana pelos países muçulmanos e pela comunidade internacional".

A decisão, a que não é alheia a "cumplicidade de vários países árabes" com Washington, merece a condenação do Hezbollah, que exorta os povos "a entenderem a necessidade da resistência e da Intifada (rebelião)" na Palestina, bem como "a denunciarem a agressão e a apoiarem o povo palestino", para que recupere a terra ocupada por Israel e concretize o sonho de Jerusalém [Al Quds, em árabe] como capital do seu Estado.

Repúdio internacional

Desde que a intenção da administração norte-americana foi revelada, o repúdio internacional foi grande e, no dia 21 de dezembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, por esmagadora maioria, uma resolução que repudia a decisão dos EUA e insta todos os estados-membros a não estabelecerem missões diplomáticas em Jerusalém, de acordo com a resolução 478 do Conselho de Segurança, de 1980.

Na visita que efectuou em janeiro a Israel, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, tinha afirmado que a mudança de embaixada de Tel Aviv para Jerusalém deveria ocorrer no final de 2019. O anúncio da antecipação foi encarado pelos palestinos como mais uma "provocação".

Dez membros da família Tamimi presos na segunda-feira

Forças israelitas prenderam pelo menos 19 palestinos em operações feitas na madrugada de segunda-feira (26) na Margem Ocidental ocupada, revelou a agência Ma'an.

De acordo com a Sociedade de Prisioneiros Palestinos (SPP), dez dos presos pertencem à família Tamimi, tendo as detenções ocorrido nas aldeias de Deir Nitham e Nabi Saleh.

Muhammad al-Tamimi, de 15 anos, que foi atingido com um tiro na cabeça por soldados israelenses durante protestos contra a administração norte-americana em dezembro, também foi preso na operação de ontem, mas viria a ser libertado quatro horas após a detenção. A sua família revelou que tem agendada para dia 5 de março uma cirurgia de reconstrução do crânio.

A família Tamimi, conhecida pelo seu ativismo em prol da causa palestina, ganhou uma projeção midiática bastante intensa na sequência dos protestos de dezembro em Nabi Saleh. Depois de Muhammad al-Tamimi ser atingido, a sua prima Ahed Tamimi, de 17 anos, foi filmada dando chutes e a esbofetear soldados israelenses na localidade.

Ahed encontra-se presa há dois meses e aguarda por um julgamento à portas fechadas em um tribunal militar israelense. Existe atualmente uma intensa campanha internacional em prol da sua libertação.

De acordo com a Ma'an, foram ainda detidos, na madrugada de segunda-feira (26), dois palestinos na cidade de Ramallah, cinco na região de Nablus e dois na região de Hebron. 


Fonte: Abril Abril 

Evo Morales comemora candidatura de Nicolás Maduro na Venezuela

Divulgação
Para Evo, é certo que Maduro vai vencer as eleições, apesar das investidas dos Estados Unidos contra a Venezuela
Para Evo, é certo que Maduro vai vencer as eleições, apesar das investidas dos Estados Unidos contra a Venezuela


Maduro se iscreveu no processo eleitoral para concorrer pela segunda vez à presidência de seu país. As eleições, convocadas pela Assembleia Constituinte, acontecem no dia 22 de abril deste ano. 

Através de seu perfil oficial no Twitter, Evo saudou Maduro: por “sua candidatura à reeleição democrática e constitucional”. 

Disse ainda que “o irmão Maduro tem sua vitória assegurada sobre o golpismo de Trump e seus agentes [Luís] Almagro e Tuto Quiroga”. 

Além de registrar sua candidatura junto a Conselho Nacional Eleitoral, Maduro também oficializou o Plano para a Pátria que tem 30 propostas desenvolvidas em conjunto com a população para retomar o desenvolvimento econômico. 

Jessé Souza: A Lava Jato e o desespero da violência institucionalizada

A tentativa de intimidação do advogado Rafael Valim visa silenciar quem critica o estado de exceção em vigor no Brasil.


 
 

George Orwell se torna cada vez mais atual na guerra ideológica movida e financiada pelo capitalismo financeiro internacional. A “novilíngua” a qual estamos submetidos hoje em dia existe para criar palavras que possibilitem amesquinhar a reflexão e impedir o pensamento.

Assim, o termo “austeridade” serve para redefinir e conferir grandeza moral ao assalto do orçamento para o pagamento dos juros de dívidas públicas, ao menos em grande medida, tudo indica, fraudulentas.

De resto, um sem número de palavras passam a ganhar espaço midiático, posto que permitam a colonização e a manipulação da dimensão moral a serviço da rapina da população.

Dentre estes conceitos produzidos para impedir a reflexão desponta a noção, amplamente utilizada entre nós, da “teoria da conspiração”. Tudo tem que levar o cidadão incauto a crer que as coisas acontecem no mundo por coincidência e por mero acaso e que não existem interesses organizados.

Tudo deve funcionar como se o capital financeiro, para destravar a acumulação de capital dos limites da política e da moralidade e solidariedade social, não tivesse construído nos últimos 30 anos um exército e um aparato simbólico e material para tornar possível seus fins.

A Operação Lava Jato é um perfeito exemplo de como essa conspiração articulada e macabra funciona e opera. Braço do capital financeiro internacional com sede nos EUA, a Lava Jato, depois de destruir a economia nacional e suas empresas com competitividade internacional, como a Petrobras e a Odebrecht, procura, em desespero pela perda crescente de legitimidade, inocular o medo e o pânico na sociedade como um todo.

O Brasil se prestou, como nenhuma outra sociedade, a este ataque porque a elite local havia conseguido manipular a população por meio da “corrupção dos tolos”, ou seja, aquela existente apenas na politica e no Estado.

A estigmatização da política serve há 100 anos, entre nós, para tornar invisível o roubo real da população por meio de mecanismos de mercado: juros extorsivos embutidos em todos os preços, dívida pública fraudulenta e nunca auditada para propiciar a captura do orçamento público, sonegação de impostos em escala trilionária e isenções fiscais imorais e ilegais para os donos do mercado.

De início, a Lava Jato nadou de braçada na mentira da “higiene moral” da nação. A “esquerda”, vitima das mesmas ideias inclusive, reagiu com impotência ao ataque judicial/midiático. Hoje em dia, só os mais tolos entre os “manifestoches” acreditam na operação sem reservas e seu numero diminui a cada dia. Daí a dificuldade de se achar um candidato viável do pacto golpista.

Essa dificuldade põe tanto a Lava Jato quanto a parte mais troglodita da conspiração golpista em uma trajetória camicase marcada pelo desespero e pela violência crescente. Daí a intervenção fadada ao fracasso no Rio de Janeiro.

Daí também que a universidade pública seja atacada em sua autonomia e função social de lugar de reflexão e pensamento e cientistas de renome sejam estigmatizados e perseguidos como aconteceu com o renomado psicofarmacologista Elisaldo Carlini.

O pensamento livre deve ser criminalizado, o que atinge a capacidade de reflexão e de aprendizado de toda a sociedade. Não existe ataque mais virulento do que este para uma sociedade.

O ataque, agora, passa a atingir também o próprio exercício da advocacia, como comprova a invasão do escritório do jovem e talentoso professor da PUC de São Paulo e advogado Rafael Valim pelo simples fato de ser advogado da Federação do Comércio do Rio Janeiro, alvo da Lava Jato.

Existem dezenas de outros advogados da mesma instituição, mas só Valim sofreu a violência de uma invasão de privacidade às seis horas da manhã em sua casa.

Na verdade, Valim, figura meiga e querida por todos que o conhecem, tem como crime real o fato de militar pela preservação dos direitos fundamentais no País, como advogado, e de defender a discussão livre de ideias, como intelectual e editor. Este é o objeto real da fúria da operação.

Como não existe sociedade livre sem debate de ideias e sem garantia de direitos fundamentais, o que está em jogo não se limita a opções partidárias. Representa, antes, a preservação daquilo que separa a civilização da barbárie.

O uso covarde da violência policial para perseguir indivíduos pelas suas ideias precisa de um basta, independentemente da coloração partidária de cada um. A história está repleta desses episódios nos quais as violências dirigidas primeiro a indivíduos são generalizadas depois para a sociedade.

É necessário não só que as instituições atingidas por este ataque insidioso, mas a sociedade como um todo, se protejam ao defender ideais e valores universais.

A conspiração urdida contra o livre pensamento implica regressão e prejuízo a todos e é mero subproduto da conspiração internacional urdida contra o desenvolvimento econômico autônomo do Brasil.

A cruzada da “corrupção dos tolos”, mera gorjeta que os donos do mercado dão a seus lacaios da politica, produziu miséria e pobreza em todo o País e caos estrutural no estado do Rio de Janeiro, o mais dependente da Petrobras.

Seu único resultado explícito foram números ridículos de recursos recuperados pelo Estado, muitas vezes menor, inclusive, que o total repassado aos norte-americanos. Maior prova de a quem essa conspiração antinacional realmente obedece é impossível.

O resultado palpável é a subordinação internacional e a miséria interna sem qualquer contrapartida visível. Esse é o problema real da Lava Jato - e da parte mais troglodita do pacto golpista - e a causa de sua atual sanha.

* Jessé Souza é sociólogo e escritor, professor titular licenciado da UFABC e ex-presidente do IPEA. 


 Fonte: Carta Capital

Grupo ligado a Huck fecha acordo com Rede de Marina Silva

Foto: Reprodução/Na Producoes e Assessoria
 
 


A indecisão de Huck parece que também teve como objetivo dar peso político ao seu recém criado grupo de supostos "salvadores da Pátria e honestos". A negociação garante que integrantes do movimento sejam candidatos pela legenda nas eleições de outubro, sendo cinco nomes já apontados para disputar o pleito, como o ex-juiz Márlon Reis, idealizador do Ficha Limpa, pré-candidato ao governo do Tocantins.

O acordo foi batizado de "coligação cidadã" e reúne um seleto grupo de celebridades em busca de votos. Num encontro com a presença de Marina e do coordenador nacional do Agora!, Leandro Machado, o acordo foi selado.

Os integrantes garantem, no entanto, que o acordo não significa apoio à candidatura de Marina à Presidência, pois após Huck anunciar que não irá disputar o Palácio do Planalto, o grupo ainda irá discutir quem apoiar.

O anúncio da aliança vem acompanhado de baixas. No mesmo dia que selaram o acordo, dois dos quatro deputados federais da Rede, Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), oficializaram a saída do partido e se filiaram ao PSB.

além do impacto político, a saída dos parlamentares poderá ter impacto no horário eleitoral da legenda durante a eleição. Isso porque as novas regras determinam que as emissoras devem chamar para participar dos eventos candidatos de partidos que tiverem pelo menos cinco parlamentares. Se não filiar novos nomes durante a janela partidária, que começa dia 7 de março, a Rede ficará com apenas três: um senador, Randolfe Rodrigues, e dois deputados, Miro Teixeira (RJ) e João Derly (RS). 


Do Portal Vermelho, com informações de agências

Decisão do STF nesta quarta (28) pode ameaçar agricultura familiar

Foto: MDA/FIDA/Ubirajara Machado
 
 


O artigo 67 da lei prevê que os imóveis rurais com até quatro módulos fiscais – o menor valor é de cinco hectares – precisam manter como reserva legal apenas a vegetação nativa existente no imóvel em 22 de julho de 2008.

Porém, cinco ministros do STF - Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski - votaram pela inconstitucionalidade do artigo. Caso o Ministro Celso de Mello acompanhe o voto deles, todos os imóveis da agricultura familiar serão obrigados a manter a reserva legal de 20%, 35%, 50% ou 80%, dependendo da situação histórica e da localização geográfica de cada.

"Se forem considerados inconstitucionais esses artigos, o que vai acontecer é que a agricultura familiar não vai mais conseguir produzir alimentos para o Brasil", denuncia Rosane Bertotti, secretária de Formação da CUT e membro da direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf-Brasil/CUT).

"A agricultura familiar é muito mais do que um espaço de produção, é um lugar onde os agricultores familiares vivem com suas famílias. É um espaço, portanto, onde se produz alimentos para o País e onde a vida e a natureza convivem em harmonia, pois é assim que deve ser. Por isso defendemos que o Código fique como está, pois é uma questão de proteção a essa parcela da população que alimenta o País", completou. 

O presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos, reforça a denúncia de que agricultura familiar poderá se tornar inviável, caso os artigos se tornem inconstitucionais. "Essa decisão pode colocar em risco a soberania e a segurança alimentar do País”, alerta.

“Dos quase 4,5 milhões de imóveis da agricultura familiar, cerca de 1,6 milhão têm até cinco hectares e já exploram a quase totalidade de suas terras para poderem manter suas famílias. Se o STF considerar inconstitucional, muitos agricultores passarão a ter suas terras consideradas ilegais, pois a maioria não conseguirá cumprir com a obrigação de recuperar a mata nativa”, criticou Aristides.

E tem mais um agravante. Segundo ele, 1/4 desses estabelecimentos estão em áreas montanhosas e topos de morros, consideradas áreas de preservação permanente (APP) que deverão ser obrigatoriamente mantidas pelo agricultor familiar, o que limitaria a sua exploração.

Ele explica que à época da discussão do novo Código Florestal, a Contag lutou para tentar separar os agricultores familiares dos grandes proprietários, que possuem grandes extensões de terras e são os principais responsáveis pelo desmatamento ilegal.

“Infelizmente, não teve acordo e o Congresso Nacional aprovou a lei colocando todos no mesmo barco, apesar das enormes disparidades econômicas, históricas e geográficas”, destacou Aristides.

Muitos agricultores familiares, segundo ele, cumpriram todas as exigências previstas, por exemplo, no artigo 59, que criou o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e, com muito sacrifício, 89% dos estabelecimentos de até quatro módulos se regularizaram no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Mesmo nas áreas que haviam sido desmatadas nos séculos passados, resultado de um processo histórico, os agricultores foram notificados por infrações ambientais e se adequaram à nova lei. 

Apesar de todas as dificuldades, muitos adotaram novas tecnologias, como a agricultura orgânica, e continuaram a garantir a alimentação que chega à mesa da maioria dos brasileiros, como frutas, verduras, leite, ovos, entre outros produtos.

“Da aprovação da lei até agora, eles estavam dentro da legalidade. Mas, por uma decisão do STF, do dia para a noite, muitos podem se tornar ilegais”, diz Aristides, ressaltando que a decisão pode resultar em mais um processo de judicialização prejudicial para a economia brasileira.

A avaliação do presidente da Contag dialoga com a interpretação do ministro Dias Toffoli, que votou pela validade da lei em vigor e acredita que revogar trechos da legislação causará enorme insegurança jurídica.

“O Estado diz para o cidadão: aja de tal sorte que terá um benefício. O cidadão age como a lei orientou e, depois, o Estado vai lá e diz: não, você é um criminoso”, resumiu Toffoli.

O julgamento

A decisão final sobre a validade de cinco dispositivos do novo Código Florestal está nas mãos do Ministro Celso de Mello. O decano deverá fechar o julgamento das quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) e uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ACD) nesta quarta-feira (28), após a suspensão do julgamento da sessão da quinta-feira (22). O placar está 5 a 5. 



CUT

Universidades dão grito de independência ao debater democracia no país

Lula Marques
 
 


“Lamento que uma instituição respeitada e importante como a Universidade de Brasília faça uso do espaço público para promoção de militância político-partidária ao criar a disciplina 'O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil'”, escreveu, em seu Twitter, Mendonça Filho, ministro da Educação.

O empurrrãozinho do ministro ajudou. Antes mesmo do início das aulas - quando a procura deve aumentar - a disciplina criada pelo professor Luis Felipe Miguel, da UnB, já conta com uma grande lista de espera. A reação do meio acadêmico foi imediata também.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criou disciplina com o mesmo objetivo, sendo seguida pelas universidades federais do Amazonas, da Bahia, do Ceará e a Universidade Estadual da Paraíba.

“Com um posicionamento firme, o meio acadêmico reage à essa tentativa de censurar o pensamento”, afirma Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Fátima dos Reis, coordenadora-geral do Sint-Ifesgo, dirigente da Fasubra Sindical e dirigente nacional da CTB, conta que a universidade é uma das poucas instituições que goza de autonomia constitucional. Por isso, “o MEC fere a Constituição quando tenta cercear essa autonomia”.

Ela se refere ao artigo 207 da Constituição Federal que determina que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

Isso acontece porque “não pode haver inteligência e pesquisa sem independência da universidade”, explica Carlos Zacarias de Sena Junior, professor da Universidade Federal da Bahia. Para ele, as declarações de Mendonça Filho repercutiram muito mal provocando “uma onda de indignação no meio acadêmico”.

Já César Augusto Bubolz Queirós, professor da Universidade Federal do Amazonas, diz que “vivemos sob tempos sombrios com tentativas de cerceamento das atividades artísticas e acadêmicas virando rotina”. 

Betros acentua a importância de a universidade estar conectada com a sociedade e com “os temas importantes para ampliarmos o entendimento sobre a nossa civilização”. Além do mais, sintetiza Reis, “a disciplina em questão é sobre um fato que faz parte da história do Brasil, portanto, deve fazer parte da grade curricular das universidades”.

Para o professor Zacarias, a atitude do ministro da Educação “confirma a necessidade de discutirmos o futuro da democracia no Brasil”. 



Fonte: Portal CTB

Jovens dos “Corredores Digitais” participam do ITIC Startup Up Day

O programa Corredores Digitais vai estar presente no "ITIC Startup Up Day", que irá apresentar para empreendedores e líderes empresariais os novos produtos e serviços inovadores produzidos por startups cearenses. O evento será realizado na próxima sexta-feira, 2 de março, a partir das 18h30, na sede da entidade (Av. Oliveira Paiva, 941 - Cidade dos Funcionários).


No evento, seis startups atendidas pelo programa apresentarão suas inovações a empresários.
No evento, seis startups atendidas pelo programa apresentarão suas inovações a empresários.

Ao todo, jovens de seis startups beneficiadas pelo programa Corredores Digitais vão mostrar o seu negócio por meio de pitches - apresentações rápidas feitas por empreendedores para “vender” seus projetos. Após os pitches, haverá um momento de interação entre os jovens e os empresários. 

Entre as startups selecionadas para o evento está a School King. O negócio tem como objetivo combater um problema antigo das escolas: o desinteresse. "Gamificamos o sistema escolar com uma rede social, colocamos o aluno como protagonista do próprio aprendizado gerando resultados incríveis para escolas", explica Matheus Bringel, um dos membros do projeto, junto com Luana Resende e Sérgio Fernandes Filho.

Outra startup selecionada é a GrowTech, que oferece soluções para quem se interessa em plantar hortaliças em espaço internos, com luzes especiais e um sistema de nutrição e irrigação automatizado. Já na área da saúde, os jovens integrantes da startup Smart Health vão mostrar um dispositivo criado para acompanhar e monitorar idosos através da análise de sinais biomédicos e sensoriamento remoto, administrado via aplicativo.

O evento "ITIC Startup Up Day" é uma promoção conjunta do ITIC - Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação, entidade vinculada à Secitece, e Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará - Redenit-CE.

Serviço

Evento "ITIC Startup Up Day"

Data: 02/03/2018 - sexta-feira
Horário: 18h30
Local: ITIC - Av. Oliveira Paiva, 941 - Cidade dos Funcionários - Fortaleza/CE



Fonte: Assessoria da Secitece

Eliana Gomes: A luta pelo direito de votar e ser votada

Atualmente, as mulheres já representam a maior parte do eleitorado em todos os estados brasileiros: o número de eleitoras ultrapassa em 6,4 milhões a quantidade de eleitores homens.
Atualmente, as mulheres já representam a maior parte do eleitorado em todos os estados brasileiros: o número de eleitoras ultrapassa em 6,4 milhões a quantidade de eleitores homens.


Em 1932, a mulher brasileira obteve o direito de votar nas eleições nacionais. Entretanto, a conquista não foi completa. O Código Eleitoral da época permitia apenas que mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras e com renda própria pudessem votar.

Em 1934 as restrições ao pleno exercício do voto feminino foram eliminadas no Código Eleitoral e em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.

A luta é mais antiga. Alguns registros apontam para reivindicações acerca dos direitos eleitorais da mulheres ainda no século 19. Em 1891, por exemplo, o projeto da primeira Constituição do sistema republicano continha uma emenda que garantia o voto feminino . Porém, ela foi rejeitada.

Durante os quase 40 anos que separaram a primeira movimentação para o direito ao voto e novembro de 1930, a História do Brasil foi marcada por uma intensa mobilização das brasileiras. Em 1910, o primeiro partido de mulheres – Partido Republicano Feminino – foi criado e presidido por Leolinda Daltro. Bertha Lutz, por sua vez, fundou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino em 1922.

Atualmente, segundo dados do Tribunal de Justiça Eleitoral (TSE), as mulheres já representam a maior parte do eleitorado em todos os estados brasileiros: o número de eleitoras ultrapassa em 6,4 milhões a quantidade de eleitores homens. Mas a política não pode ser resumida ao exercício do voto. Sendo assim, como é a atuação das mulheres como candidatas e eleitas?

O direito ao voto veio acompanhado do direito a ser votada. Desde 1932, as mulheres podem se candidatar a cargos políticos, porém, sua participação ainda é tímida quando comparada à representação masculina. Nas eleições de 2016, por exemplo, as mulheres representaram quase 32% dos candidatos e apenas 13% do total de eleitos eram mulheres.

A questão é um problema estrutural que pode ser explicado por uma combinação de fatores. O senso machista de que as mulheres não pertencem à classe política, por exemplo, inibe uma presença mais significativa em termos numéricos. Outro aspecto é a estrutura das relações de gênero que sobrecarrega as mulheres: além da carreira profissional, elas ainda são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico e cuidado dos filhos e dependentes, o que diminui suas possibilidades de conseguir se dedicar à campanha e ao cargo.

Quando as mulheres superam estes obstáculos e pensam em seguir uma carreira política, ainda há a falta de incentivo da família. Dentro desse fator, está incluído o machismo por parte do companheiro, que não permite que a esposa saia como candidata por causa da exposição pública do cargo. Problema ainda complementado pelo baixo interesse partidário em investir em candidaturas femininas.

Mas há esperança. Nos últimos anos, a agenda feminista tem destacado a questão da participação política da mulher. Cada vez mais, os espaços de debate abordam o tema, e deputadas e vereadoras colocam o assunto em pauta. Contudo, por mais que o avanço das discussões feministas traga efeitos positivos, sua influência ainda não pode ser sentida com muita intensidade. Isso porque as discussões sobre a equidade de direitos entre os gêneros ainda não adentraram o campo jurídico para estabelecer mudanças na legislação.

O impacto na consciência da população é um avanço, porém, a política continua estagnada quando pensamos na participação feminina.

Umas das propostas que incentivam a presença das mulheres em cargos eletivos estão idealizadas nas cotas, que nascem com o objetivo de aumentar a participação parlamentar feminina. Elas estabelecem um número mínimo de candidatura feminina e outras regras a serem seguidas pelos partidos, em termos de propagandas eleitorais e de destinação de verbas.

As cotas são um importante instrumento tendo em vista que os direitos eleitorais das mulheres foram alcançados há muito pouco tempo. Desta forma, a política foi criada e se estabeleceu como um ambiente masculino, e é preciso que a legislação incentive as mulheres neste movimento participativo.

Por outro lado, se as cotas geraram efeitos positivos em termos de candidaturas – em 2016, por exemplo, o número de candidatas ultrapassou a marca de 30% no Brasil –, os resultados das eleições não acompanham essa melhora: menos da metade das candidatas foram eleitas. Por isso, dizemos que as cotas não podem valer somente para o momento do registro das listas de candidatura.

Assim, a obrigatoriedade de 30% de mulheres em cada partido ou coligação muitas vezes não é cumprida. Afinal, até o momento das eleições, boa parte das candidatas já abandonou o pleito. Como os órgãos julgadores entendem que este fenômeno não é de responsabilidade dos partidos, estes não são punidos e a lei não é cumprida.

Enquanto isso continua a se repetir, o processo cai em um círculo vicioso, no qual a baixa representatividade feminina impacta na forma como as mulheres enxergam suas possibilidades na política.

Ainda assim, hoje em dia uma menina pode pensar em ser presidente porque nós já tivemos uma presidente mulher, embora ela tenha sofrido um golpes.

As porcentagens e as estatísticas não são os únicos problemas a serem superados. Ainda hoje, as mulheres não conseguem ter tanta notoriedade qualitativa na política brasileira. A quantidade de senadoras, por exemplo, que se destacam na atividade parlamentar é menor do que o número de homens que conseguem evidência em seus trabalhos.

Resultado de um senso sexista, elas precisam se esforçar mais para ganhar destaque na atividade parlamentar. Por isso, acredito que a formação política feminina é essencial para que as mulheres não só cheguem em maior número aos cargos políticos, mas que também possam ter garantia de que suas vozes serão escutadas.

Além de todas as questões legais, é preciso lembrar que o déficit de mulheres na política surge de um problema estrutural: o machismo. Dessa forma, o feminismo se insere com o objetivo de combater a ideia de que a política é feita por homens e transformar a forma como a mulher atua na sociedade. Uma mulher que precisa se dedicar à carreira, ao trabalho doméstico e aos filhos não consegue tempo hábil para se inserir no processo político.

Por reconhecer a existência do machismo apresentei anos atrás um projeto de resolução que obrigava a Câmara Municipal a ter pelo menos uma mulher na mesa diretora. Parece pouco, mas isso mudou a composição desde então da mesa diretora deste parlamento.

Portando, assim como a conquista do voto feminino, a consolidação do papel da mulher na política é um processo lento, que precisa de uma série de incentivos para avançar na sociedade brasileira. Incentivos que mudem a forma como os partidos enxergam as mulheres e a transformação da mentalidade do País, por exemplo, são essenciais para que, nos próximos 86 anos, o desenvolvimento da questão atinja níveis cada vez mais próximos de equidade entre os gêneros.

Por mais mulheres na política. Por sociedade sem machismo!

Viva as mulheres. Nós temos coragem pra lutar!



*Eliana Gomes é vereadora de Fortaleza pelo PCdoB.



Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.




Fonte: Assessoria da vereadora Eliana Gomes (PCdoB)