Seguidores

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Fest Verão Canoa aquece o turismo no pré-Réveillon e nas férias de Aracati

A praia de Canoa Quebrada será palco do festival que vai misturar forró e pagode em três fins de semana, começando no dia 30 de dezembro, com Thiaguinho e Gabriel Diniz

Uma das praias mais famosas do Estado, Canoa Quebrada, em Aracati, será palco do Fest Verão Canoa ( Kid Junior )
15:26 · 22.12.2017 / atualizado às 16:03
Para receber o público com conforto e segurança, uma grande estrutura será montada na barraca Chega Mais Beach ( Kid Junior )
Esta será a primeira edição do Fest Verão Canoa que vai reunir grandes atrações nacionais na barraca Chega Mais Beach. No dia 30 de dezembro, a partir das 21h, e ainda em clima de pré-Réveillon, os cantores Thiaguinho, Gabriel Diniz e Nathan Lokêta animam o público tendo a praia como cenário.
A festa continua no dia 13 de janeiro com o pop rock da banda Biquini Cavadão, o reggae do Ponto de Equilíbrio e de Carlinhos Nação. Encerrando a programação, dia 20 de janeiro, tem a swingueira de Leo Santana e o forró do astro Felipão. E mais: as sextas-feiras que antecipam o evento terão um esquenta com muito samba. Quem adquirir o ingresso do festival, terá desconto de 50% na entrada da sexta.
Elaborado de forma a se tornar um evento de destaque e entrar para calendário turístico e cultural do Estado, o Fest Verão Canoa está programado para acontecer todos os anos no período de dezembro e janeiro. A expectativa dos organizadores é de que cerca de 30 mil pessoas visitem Canoa Quebrada nos três dias do festival. Afinal, além da diversão, o destino oferece atrativos que são conhecidos dentro e fora do País. A meta é incrementar o turismo e movimentar a economia local.
Para receber o público com conforto e segurança, uma grande estrutura será montada na barraca Chega Mais Beach. Além disso, a festa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Aracati nas áreas de organização do trânsito, vias de acesso, divulgação, limpeza, entre outras ações. O festival também fechou parcerias com agências de viagem e fã-clubes. Com a movimentação extra no município, localizado a 145 Km da capital, espera-se que sejam gerados 1.200 empregos diretos e três mil indiretos. 
Atrações naturais
Além do som e da presença de artistas consagrados nacionalmente, o público presente ao Fest Verão Canoa terá oportunidade de aproveitar as atrações naturais da praia que se mantém entre as mais visitadas do litoral nordestino. A combinação de verão, sol, mar, a beleza das falésias, aventura dos esportes radicais, boa gastronomia e compras nas lojas de artesanato completam o pacote de atrativos que Canoa Quebrada oferece. 

Programação do Fest Verão Canoa

Sábado, dia 30 de dezembro
  • Thiaguinho
  • Gabriel Diniz
  • Nathan Lokêta
Sábado, dia 13 de janeiro
  • Biquini Cavadão
  • Ponto de Equilíbrio
  • Carlinhos Nação
Sábado, dia 20 de janeiro 
  • Leo Santana
  • Felipão 
Mais informações: (88) 3421. 7101 | (85) 9.8773.7330

Fonte: diário do nordeste

Joan Edesson: Sabença de burro velho, coragem de tigre moço




Crédito da foto: Curujito
Em “Capoeira do Arnaldo”, mestre Vanzolini parece ironizar com a sabedoria do burro, como a dizer que quanto mais velho, mais burro. Eu, sertanejo, arrisco modestamente a discordar do mestre, se a sua intenção foi a ironia. Acostumado com esses viventes que por aqui, apesar da modernidade, ainda abundam, sei que burro, paradoxal que pareça, é bicho sabido.
Por Joan Edesson de Oliveira *
Burro velho, então, nem se fala. Conhece de caminhos como poucos. Burro velho sabe fazer estrada e sabe achar rumo certo de casa. Além, claro, da resistência. Quem é do ramo sabe que pra distância encompridada cavalo, por melhor que seja, não presta. Bom mesmo é uma burra baixeira, capaz de comer léguas e léguas de chão sem cansar e, mais importante, sem cansar o sujeito que nela vá escanchado. Além do que, o dito burro é bicho de valentias e de sobrevivências. Nunca me contaram de burro comido por onça, mas já ouvi de onça levar coice de burro e sair pelos matos miando, arrependida do atrevimento.
Pois bem, acho que a pré-candidatura de Manuela, lançada pelo PCdoB, é assim feito os versos do mestre, tem sabença de burro velho e coragem de tigre moço. Sabença de burro velho, pois se lança em momento propício, em quadra nova da vida política nacional, que parece padecer de ânsias de ruptura. Sabença velha, pois o PCdoB tem quase um século de existência e presença marcante e reconhecida na luta democrática e popular no Brasil. E sabença também porque Manuela, apesar da pouca idade, é uma parlamentar experiente e experimentada, com mandato de vereadora, de deputada federal e de deputada estadual, sempre com votações consagradoras e com destacada atuação parlamentar.
Além disso, a candidatura de Manu tem coragem de tigre moço, mais uma vez por ela própria e pelo PCdoB, que nunca se dobrou, nunca temeu e enfrentou mais de uma ditadura no país. E Manu tem demonstrado, até agora, coragem e disposição como poucas vezes se viu. Coragem de tigre moço, ou de onça nova, pra fazer jus à mulher brasileira que ela é.
Manuela já começou a correr o Brasil, e acho que é isso mesmo que ela deve fazer. Precisa se fazer conhecida pelo povo e conhecer o país e sua gente. Manu, corretamente, tem ido ao Brasil que se vê na televisão, mas tem buscado também o Brasil de dentro, como no acampamento Hugo Chávez no Pará, visitado recentemente por ela.
É isso mesmo que ela precisa fazer. Precisa correr o trecho nesse Brasilzão sem fim, conhecer experiências exitosas de gestão pública em municípios escondidos do sertão; saber como vivem e como se organizam trabalhadores nos mais diversos recantos; conhecer formas de luta e resistência de homens e mulheres; conversar com a juventude; dialogar com forças políticas. Manu precisa da estrada, repito, para se fazer conhecida e para conhecer.
Na mesma canção que falei aqui, o mestre Vanzolini reconhece o valor da estrada. “Com dois meses de viagem, vivi uma vida inteira (…) Estrada foi boa mestra, me deu lição verdadeira”, ensina ele.
Manu e o PCdoB devem, a meu ver, seguir esse conselho e ir para a estrada. Vai ganhar o Brasil e vão ganhar Manu e o Partido. Há mais coisas nesse Brasil de dentro do que a gente imagina. Quem se propõe à tarefa gigantesca de se apresentar como pré-candidata à Presidência da República precisa descobrir isso. Vamos ganhar todos com isso. Essa estrada que se abre aí vale, certamente, por uma vida inteira.
Quem sabe, nessas estradas, a gente não descubra que “coragem num tá grito, nem riqueza na algibeira, e os pecados de domingo quem paga é segunda feira”.
*Educador, Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará.

Fonte: pcdob.org.br 

"Em 2018 queremos eleger um novo governo que restabeleça a democracia"




Crédito das fotos: Richard Silva/Câmara dos Deputados
O deputado federal, Orlando Silva (PCdoB-SP), falou sobre os retrocessos impostos pelo governo Temer em 2017, como a reforma Trabalhista que põe fim aos direitos dos trabalhadores. Mas, segundo ele, também foi um ano de luta e resistência que impediu que o governo golpista acabasse com a Previdência Social. Orlando enfatizou que em 2018 a luta continua.
“2018 será ano de eleições, nós queremos eleger um parlamento comprometido com o Brasil e os trabalhadores, e um novo governo que restabeleça a democracia e permita que o Brasil possa ter um projeto nacional de desenvolvimento, valorizando empregos e gerando oportunidades para o nosso povo. Feliz Natal e Feliz Ano Novo!”, concluiu Orlando Silva.
Assista na íntegra:
Da redação

Vanessa Grazziotin: Com luta e mobilização vamos impedir retrocessos




Crédito da foto: Reprodução
A líder do PCdoB no senado, Vanessa Grazziotin (AM), afirmou que com luta e mobilização da população brasileira que vamos impedir retrocessos, reconquistar direitos e escrever uma nova história. “Em 2018 precisamos reencontrar a democracia para construir um novo tempo melhor e mais justo, mais fraterno e que valorize os trabalhadores que constroem o nosso país. Feliz natal e um ano novo repleto de realizações”, desejou a senadora comunista.
Assista na íntegra:
Da redação

"Sinto falta daquele jogador que me faz ir ao estádio só pra vê-lo jogar", afirma Zico

O ex-camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira ainda deu um conselho a Neymar

07:27 · 26.12.2017 / atualizado às 07:29 por Estadão Conteúdo
Zico
Zico, ex-craque da Seleção Brasileira e do Flamengo ( Foto: Divulgação )
Assim como reconhece que hoje a seleção brasileira não possui mais à disposição camisas 10 clássicos que desempenhavam uma função de meia que municiavam os atacantes como verdadeiros maestros, Zico revelou, em entrevista ao Estado, que hoje não consegue se lembrar de um jogador em atividade no Brasil que o faria sair de casa para vê-lo atuar de bem perto, não apenas como acompanha tantos outros pela televisão.
"A gente sente falta daquele jogador que faz a gente ir ao estádio só pra vê-lo jogar, não para ver o time jogar. É difícil eu dizer que hoje vou sair da minha casa e ir ao Maracanã no domingo para ver fulano jogar. Hoje está difícil. E não estou falando de camisa 10, mas de um jogador que realmente chame a atenção e faça coisas que você não espera que ele faça", ressaltou Zico, que foi este tipo de craque por muitos anos enquanto vestiu a camisa do Flamengo, pelo qual se tornou o maior ídolo da história do clube.
Já ao ser questionado sobre os motivos que fizeram com que o Brasil parasse de produzir autênticos camisas 10 como os que tinha no passado, o ex-jogador apontou que o próprio jeito de jogar das equipes colaborou para que isso ocorresse.
"Eu acho que, realmente, nas categorias de base esse tipo de jogador começa a acabar porque estão prevalecendo mais as partes táticas do que a individualidade, então esquecem que o que decide os jogos e o que ganha campeonatos é a qualidade técnica. Você pode ver que todos os grandes nomes foram muito fortes e importantes para as conquistas de suas equipes ou seleções", enfatizou o ex-camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira.
Zico também deu um conselho a Neymar ao comentar como vê a atual condição do atacante, que veste o número 10 da equipe nacional desde 2013 e a estreou em uma Copa em 2014. Ele agora se prepara para envergar a camisa no Mundial de 2018, na Rússia, onde espera poder ser decisivo para levar a seleção brasileira ao sonhado hexacampeonato.
"O Neymar precisa ter autocontrole quando o time está perdendo. Quando está ganhando ele até tem, mas, quando está perdendo, ele perde a bola, leva uma falta e se descontrola um pouco. Tem que se controlar quando o time está em desvantagem. O Brasil não é um time que está acostumado a estar em desvantagem. A cada dez jogos, em um costuma ter este problema. E este um é que pode ser perigoso", alertou.

Fonte: Diário do Nordeste

Rede de hotéis Hard Rock constrói resort na Praia da Lagoinha

Famosa pelos restaurantes, a empresa tem hotéis em cidades como Punta Cana (República Dominicana) e Cancún (México) e deve inaugurar unidade do Ceará e outra no Paraná

07:58 · 26.12.2017 / atualizado às 08:12 por Estadão Conteúdo
Hard Rock Punta Cana
Resort Hard Rock está presente em cidades como Punta Cana (República Dominicana) e Cancún (México) ( Foto: Divulgação )
Conhecida principalmente pelos restaurantes decorados com instrumentos musicais e objetos que já pertenceram a grandes nomes da música, a rede Hard Rock também tem uma operação de hotéis e resorts que deverá inaugurar duas unidades no Brasil até 2020. Presente em cidades como Punta Cana (República Dominicana) e Cancún (México), a empresa fechou contrato com o fundo brasileiro VCI, que captou R$ 300 milhõescom emissão de debêntures (títulos de dívida) para dar o pontapé inicial do negócio no País. 
As duas primeiras unidades já estão com as obras em andamento, diz Samuel Sicchierolli, presidente do VCI. Serão erguidas na Praia de Lagoinha (a 80 km de Fortaleza) e na Ilha do Sol (localizada em uma represa na região de Londrina, no Paraná). Nesses dois casos, conta o executivo, o fundo adquiriu empreendimentos que passavam por dificuldades para terminar as obras. Um terceiro empreendimento, em Caldas Novas (GO), será construído do zero.
Embora o investimento nos resorts seja do fundo brasileiro, a Hard Rock fará a gestão dos hotéis. A ideia é garantir um padrão global. Segundo Sicchierolli, uma das dificuldades para colocar em pé a parceria com a rede americana foi justamente a padronização dos quartos e áreas comuns, o que exigiu adaptações nas unidades que já estavam em construção.
O contrato com a Hard Rock vai representar um "salto" para o fundo VCI no mercado hoteleiro. Até agora, o único projeto que o investidor havia montado é o Tryp by Wyndham, que opera dentro do Aeroporto Internacional de Guarulhos e não faz mais parte do portfólio do fundo. O objetivo, segundo Sicchierolli, é iniciar as vendas dos projetos dos resorts da Hard Rock entre maio e junho de 2018.
Planos de expansão
A chegada ao Brasil faz parte de um plano de rápida expansão da operação de hotéis e resorts da Hard Rock - nos países onde a lei permite, o grupo também abre cassinos anexos aos projetos de hospedagem. 
Segundo o vice-presidente de desenvolvimento da Hard Rock Resorts, Todd Hricko, a empresa tem hoje 26 projetos em operação e fechou 35 novos contratos para novas unidades ao longo dos últimos três anos.
O objetivo da Hard Rock, explica Hricko, é chegar a cem hotéis e resorts sob contrato até 2020. Por isso, ele diz que existe espaço para a Hard Rock abrir mais resorts no Brasil tanto com o próprio VCI - que já tem um quarto projeto em gestação, em Natal - quanto com outros investidores.
Segundo fontes do setor, o início da operação por Lagoinhas, Caldas Novas e Ilha do Sol mostra que, pelo menos nesses três projetos, a Hard Rock Resorts está apostando que o poder de atração da marca ajude a alavancar destinos que hoje ainda são relativamente desconhecidos, como Lagoinhas, ou têm importância regional, como Caldas Novas e Ilha do Sol. Uma fonte do setor classifica os destinos como secundários, sem o poder de atração do Rio de Janeiro ou de capitais do Nordeste.
Expansão
Por outro lado, a Hotel Invest, empresa que faz pesquisa e desenvolvimento na área de hospedagem, pondera que o mercado de resorts vive uma espécie de "boom" no País, beneficiada pelo câmbio ao redor de R$ 3,30, que deixa as viagens internacionais mais caras para os turistas. 
Segundo Diogo Canteras, sócio da Hotel Invest, a taxa média de ocupação dos resorts brasileiros hoje está em 64%. Como esses empreendimentos têm flutuação sazonal, isso quer dizer que a ocupação na alta temporada hoje é próxima de 100%. "O time share que é a venda antecipada de hospedagem, dá fôlego adicional a esse setor. E é algo que a Hard Rock já faz lá fora", diz o especialista.
A recuperação do setor ajudou a Previ (fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil) a vender, em novembro, a deficitária operação do resort Costa do Sauipe, na Bahia, para a Termas do Rio Quente, por R$ 140 milhões. 

Fonte: diário do nordeste

Fiscalização flagra trabalho escravo em vila turística no Ceará


divulgação
Pedra Furada é um dos cartões-postais de Jeri, como é popularmente conhecida a cidade no litoral cearense
Pedra Furada é um dos cartões-postais de Jeri, como é popularmente conhecida a cidade no litoral cearense


Segundo o Ministério do Trabalho, foram resgatados um pedreiro e um servente em obra de uma pousada na Vila de Jericoacoara, naquele município. “Os trabalhadores foram encontrados em péssimas condições de vida e trabalho, vítimas de irregularidades trabalhistas e enfrentando grave e iminente risco de vida”, diz comunicado.

De acordo com o informe, os operários “dormiam precariamente no próprio local de trabalho, em redes armadas sobre os entulhos e restos de material da construção em um dos quartos da futura pousada; laboravam na mais completa informalidade, sem carteira de trabalho assinada; bebiam água retirada diretamente das torneiras, sem qualquer processo de filtragem ou purificação, em copos coletivos, o que os expunha a riscos de contaminação e a doenças infectocontagiosas”. Além disso, “o banheiro era bastante precário, sujo, desprovido de papel higiênico, escuro, sem energia elétrica, com vaso sanitário sem tampo”. Também não havia local adequado para preparar ou consumir refeição. Isso era feito com os trabalhadores “em pé ou sentados sobre os escombros”.

Na fiscalização feita pela Superintendência Regional de Trabalho do Ceará (SRT-CE), com a Procuradoria do Trabalho e a Polícia Federal, foram constatadas outras irregularidades “que levavam a uma situação de extremo perigo para a segurança dos trabalhadores, como instalações elétricas precárias, com gambiarras e fiações expostas, com risco permanente e iminente de choques elétricos e incêndios, quadro agravado pela inexistência de extintores”. A obra foi embargada.

Segundo o comunicado, os dois trabalhadores receberam as verbas rescisórias, pagas pelo empregador, que também liberou indenização por dano moral. Foram lavrados mais de 40 autos de infração. 



Rede Brasil Atual

Prefeito Roberto Cláudio visita obras do Residencial Luiz Gonzaga

O modelo habitacional do Residencial Luiz Gonzaga deverá ser repetido em outros locais.
O modelo habitacional do Residencial Luiz Gonzaga deverá ser repetido em outros locais.


“No próximo ano, vamos entregar 1.760 unidades. E já estamos agilizando a construção da outra metade”, reforçou o Prefeito. O Residencial Luiz Gonzaga é composto de duas etapas, somando 3.520 unidades habitacionais. Nesta primeira fase, a obra soma R$ 130 milhões.

Segundo o prefeito Roberto Cláudio, o Residencial Luiz Gonzaga representa um modelo habitacional que deverá ser repetido em outros locais. “Aqui, vamos aproveitar o que tem de estrutura da obra, canteiro e algumas áreas, para fazer um anexo de posto de saúde e escola, dentre outros equipamentos. É preciso ir além e oferecer serviço de qualidade à população”, afirmou.

Estrutura

A implantação do Residencial Luiz Gonzaga uniu o esforço de três entidades não-governamentais: Federação das Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza, Cearah Periferia e Associação Habitat para a Humanidade. A Caixa Econômica é a principal instituição financiadora do empreendimento. A construção é assinada pela Fujita Engenharia.

O conjunto habitacional abriga 110 blocos. Cada um deles é composto de 16 apartamentos de 47 metros quadrados. As unidades possuem banheiro adaptável, sala, dois quartos e varanda. Na área comum, serão construídos salão de festa, área de lazer, pista de skate e quadra esportiva.

A doméstica Francisca Rodrigues de Lima está ansiosa para a chegada de 2018. Ela e os dois filhos vão realizar o sonho da casa própria. “Moro de aluguel, no Parque Santa Rosa. Se Deus quiser, no próximo ano terei minha moradia aqui no Luiz Gonzaga. Você não imagina a minha felicidade”, conta.

O presidente da Federação das Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza, Natanael Mota, reforça a importância do empreendimento para todos que fazem o movimento popular. “O Luiz Gonzaga é fundamental porque é o maior já construído no Brasil. É a vitória do movimento popular organizado. Ele carrega uma grande simbologia ao representar o caminho para reduzir o déficit habitacional das cidades”, destacou.





Secultfor abre Consulta Pública para Edital do 69º Salão de Abril


Interessados têm até o dia 21 de Janeiro de 2018 para protocolar sugestões.
Interessados têm até o dia 21 de Janeiro de 2018 para protocolar sugestões.


As sugestões devem ser apresentadas por carta, ofício ou similar no setor de Protocolo da Secultfor (Rua Pereira Filgueiras, nº 4 – Centro) ou pelo e-mail: salaodeabril2018@gmail.com. Interessados têm até o dia 21 de Janeiro de 2018 para protocolar sugestões. O atendimento presencial será realizado em horário comercial.

O Edital do 69º Salão de Abril selecionará 30 trabalhos para integrar a programação da mostra, premiando todos os selecionados, em um valor total de R$ 190 mil, sendo R$ 15 mil para os quatro primeiros colocados e R$ 5 mil para os demais. Em 2018, o Salão de Abril terá temática livre, sendo realizado na Casa Barão de Camocim (Rua General Sampaio, 1632, Centro, Fortaleza – CE).

Exposição Scap apresenta Scap

Em consonância com o lançamento do Edital, foi aberta a exposição "Scap apresenta Scap", no Centro Cultural Belchior. Com 34 obras de artistas da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap), precursora do Salão de Abril, a mostra tem curadoria do artista plástico Carlos Macêdo. Entre os artistas contemplados na exposição, estão: Sérvulo Esmeraldo, Antônio Bandeira, Mario Barata, Raimundo Cela, Barrica, Nice Firmeza, Estrigas, Zenon Barreto, Aldemir Martins, entre outros. O acervo foi cedido pela empresa Urbi Engenharia Ambiental.

A exposição ficará aberta ao público até o dia 22 de janeiro no Centro Cultural Belchior.

Salão de Abril

Lançado em 1943, como iniciativa da Secretaria de Cultura da União Estadual dos Estudantes (UEE), o Salão de Abril foi encampado em seguida por artistas que atuavam na cidade nos anos 1940. Foi assim que, a partir da segunda edição do Salão, em 1946, a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) assumiu a sua realização, tornando-se a entidade responsável por sua continuidade até 1958. Faziam parte da SCAP artistas como Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Barrica, o suíço Jean Pierre Chabloz, o jovem Estrigas, a sua futura mulher Nice Estrigas, Sérvulo Esmeraldo e, mais tarde, Dona Heloisa Juaçaba e muitos outros artistas que vieram em suas edições até os dias atuais.

O Salão de Abril nasceu, também, na esteira de uma movimentação artística que teve início com a irreverência da Padaria Espiritual. Eram reuniões que congregavam poetas e escritores, em acalorados encontros em que introduziram a poesia moderna na capital cearense. Foi com as mostras do Salão, por exemplo, que se introduziu a Arte Moderna, que já vicejava em reuniões e mostras da região Sudeste do País.

As exposições do Salão de Abril, contudo, não tiveram uma constância. Houve um hiato nesta periodicidade logo depois de suas primeiras edições. Somente em 1964, quando a administração municipal ratificou publicamente a importância do Salão e tomou para si a responsabilidade da realização do evento, que o mesmo assumiu um papel de eixo da vida cultural da capital cearense.

Com mais de sete décadas, nomes importantes participaram de suas mostras. Em 2018, comemoramos a 69ª edição do festival, em 75 anos de existência.

Serviço

Consulta Pública para Edital do 69º Salão de Abril

Prazo para envio de sugestões: Até 21 de janeiro de 2018
Onde: Setor de Protocolo da Secretaria da Cultura de Fortaleza (Rua Pereira Filgueiras, 4 – Centro) ou no e-mail: salaodeabril2018@gmail.com
Mais informações: 3105.1339 / 3105.1392


Canal da Cultura do portal da Prefeitura de Fortaleza.

  




A 30 quilômetros de Ipanema, a vida passa com menos de 3 reais por dia


ARIEL SUBIRÁ
O lixo é a principal fonte de renda do Jardim Gramacho
O lixo é a principal fonte de renda do Jardim Gramacho


Em Jardim Gramacho não se vive, se sobrevive. A apenas 30 quilômetros da praia de Ipanema há pessoas morando em condições tão precárias como num pobre povoado da África. Jardim Gramacho, a comunidade que abrigou até 2012 o maior lixão de América Latina, famosa no mundo inteiro por um documentário do artista plástico Vik Muniz que chegou ao Oscar, poderia construir um monumento dedicado ao descaso e a promessas descumpridas. Mas não há tempo para pensar nisso. O bairro, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, é um bolsão de pobreza extrema, a face dura e invisível da desigualdade do Brasil, do abandono do poder público, um lugar onde se vive, rodeado de cachorros sarnentos, com menos de três reais por dia.

ardim Gramacho não tem água encanada, a eletricidade depende dos gatos e da aleatoriedade dos picos de energia que estouram os poucos eletrodomésticos que ainda funcionam. Aqui tampouco há rede de esgoto e, em algumas casas, nem banheiro. A higiene pessoal, para quem nem chuveiro tem, é feita numa laguna próxima e verde. As moradias construídas com portas de armários e chapas de madeira velha, servem para pouco nos dias de chuva. “Quando chove, cai mais água dentro do que fora”, ouve-se com frequência.


– Quando foi a última vez que você comeu carne?

– Ah, pouco tempo, umas duas semanas atrás.

– E peixe?

– Ihhh, nem lembro.

– E fruta?

– Fruta? Isso aqui é um luxo.

Vanessa Dias, grávida do sexto filho aos 31 anos, está sentada no degrau da entrada da sua casa de madeira. Uma cerca improvisada com tábuas delimita um quintal cheio de entulho e lixo. A precária dieta da família de Vanessa, longe de qualquer recomendação do que seria uma alimentação saudável, é só mais um exemplo da sua exclusão. A mulher, com vários dentes a menos e aparentando 20 anos a mais, trabalhou no antigo lixão desde a adolescência e nunca teve carteira assinada. O marido, um pedreiro desempregado de 42 anos, há tempos que não consegue um biscate. Suas duas únicas fontes de renda são os 150 reais que recebe do Bolsa Família pelos três filhos que moram com ela e uns 200 reais que consegue vendendo desinfetante.

Se divididos esses 350 reais pelos cinco membros da família, os Dias vivem com uma renda de 2,3 reais por dia e por pessoa. O último cálculo do Banco Mundial para determinar a linha da pobreza extrema é de 1,90 dólares por dia, ou 6,18 reais. Os brasileiros que vivem abaixo deste patamar devem passar de 2,5 milhões a 3,6 milhões entre 2016 e o final deste ano, segundo a instituição.

Enquanto Vanessa fala da sua rotina, três dos seus filhos de nove, oito, e dois anos brincam com dois gatinhos recém nascidos entre os escombros. Os bichos miam ao caírem torpemente no chão. Estão lançando eles alto demais. Um dos meninos, que só neste ano já foi internado sete vezes por pneumonia, briga com o outro. A mãe põe ordem com apenas um par de gritos. As moscas pousam com insistência no rosto da mulher, mas ela nem se move. Dentro da residência, limpa na medida do possível, é ainda pior. No interior do quarto e sala, onde todos dormem, elas voam em nuvens. Por todas partes. Ela não reclama de quase nada, “apenas gostaria de que chegasse água”.

A miséria no Jardim Gramacho percebe-se não apenas na dieta dos seus 20.000 moradores, as cáries das crianças, a alta evasão escolar, o analfabetismo, ou os ratos, insetos e escorpiões que infestam o bairro. A miséria exclui, ela isola. O morador de Jardim Gramacho não sai de Jardim Gramacho. Vanessa puxa a média para baixo, mas o resto dos seus vizinhos não tem dinheiro nem para pagar uma passagem de ônibus para ir no médico.

Segundo um levantamento da ONG Teto, que atua no local construindo casas desde 2013, a renda média per capita dos moradores de Jardim Gramacho é de 331,96 reais, 11 reais por dia, praticamente o valor de duas passagens de metrô ou de trem. A renda para os que trabalham triplica-se, mas aqui cerca de 45% dos vizinhos não tem emprego (a taxa nacional de desemprego é de 12,4%), segundo essa pesquisa realizada com mais de 700 moradores. Não é falta de vontade. Dezenas de vizinhos estão doentes, não tem formação nenhuma, ninguém com quem deixar os filhos ou precisam cuidar da casa.

A história do bairro é também a historia do seu lixão, o maior de América Latina, de onde seus mais de 1.500 catadores oficiais retiravam duas toneladas diárias de materiais recicláveis. Aquela montanha de 60 metros de lixo fez o bairro crescer e inspirou os cenários de uma das tramas da novela Avenida Brasil. Não era o melhor dos empregos, mas servia de sustento a famílias inteiras. Quando o local foi fechado, em 2012, foi como tirar os jalecos salva-vidas de gente que não sabe nadar no meio de uma tempestade. Prometeram a eles, nos diferentes níveis do poder público, cursos profissionalizantes, urbanização do bairro, novas fontes de renda... Mas ninguém cumpriu. Os antigos catadores chegaram a receber uma indenização de cerca de 14.000 reais quando o aterro fechou. Muitos abriram uma conta de banco pela primeira vez, mas esse dinheiro há tempos que acabou.

“Jardim Gramacho tem a situação mais gritante onde já trabalhei”, afirma Carolina Thibau, coordenadora da Teto. “O fechamento do aterro foi uma ação do poder público que depois não deu a assistência que havia prometido. Não garantir os direitos básicos dos moradores é uma decisão política, não é falta de recursos”, lamenta Thibau, lembrando que o município de Duque de Caxias é o terceiro maior PIB do Estado e o 21º do Brasil, segundo dados do IBGE. “Não é por mero acaso essa situação que eles estão vivendo, e muito menos por opção. É por falta de oportunidade e respeito ao seus direitos. Essas pessoas não estão sendo ouvidas!”.

Rogério de Santos, de 56 anos, trabalhou um quarto de século no lixão que ocupou por mais de três décadas a região. O homem, castigado fisicamente e com um pequeno tumor no olho esquerdo, nunca deixou de ser catador. Hoje consegue uns 20 reais por dia recolhendo lixo dos depósitos ilegais que se multiplicaram no bairro. Rogério, sujo dos pés a cabeça, é um dos moradores que não tem banheiro. O vaso sanitário é o mato do fundo da residência. “Poxa, eu vivia mil vezes melhor antes do aterro fechar. Hoje não tenho nada. Meu almoço de hoje foi mingau puro”, lamenta na porta da casa-sala que divide com mais dois catadores e que fede a comida podre. “Não repare na sujeira”, pede com vergonha.

“Já morei muito pior, tinha só um par de havaianas”
A máquina de lavar está por fim funcionando do lado de fora da casa. As roupas batem numa água enegrecida, enquanto Fátima Catarina, de 33 anos, prepara o almoço familiar e o lixo queima no quintal. Maria Joaquina e Cirilo, dois porcos recém nascidos de estimação, ziguezagueiam pelos três espaços da residência: uma cozinha anexa ao banheiro, uma salinha com dos sofás onde dormem quatro crianças e um dormitório. Calças, camisetas e toalhas da família estão em todo lugar. Aqui, como em muitas outras casas, não há armários. A louça se lava no chão da rua, com baldes e água de chuva.

“Eu tinha sete anos quando me mudei do Recife para o Rio. Viemos aqui por conta do lixão. Trabalhei aí dos 13 aos 16 anos, até que fiquei grávida pela primeira vez”, relembra Fátima. “A gente catava, mas éramos felizes. Hoje, muitos dos que trabalhavam com a gente se envolveram com o tráfico. Não tem mais emprego”.

Cada um dos seis membros da família de Fátima conta com 5,8 reais por dia. “A gente se vira, mas nunca fizemos lanche, nem vamos no shopping. Este Natal, nem sei como vai ser. Eu não lembro a última vez que saí daqui”, explica a mãe que nunca mais voltou à sua cidade natal. Fátima não vai nem ao mercado. Muita da comida dos moradores de Jardim Gramacho vem do descarte dos supermercados. É comida fora da data de validade ou no seu limite que não pode ser mais vendida ao cliente oficial, mas que aqui tem saída a preço de saldo. “Carrefour é chique para nós”, diz Fátima. Ela, que reclama dos ratos e da falta de água como se fossem seus únicos problemas –“já morei muito pior, só tinha um par de havaianas”–, sim, sonha em se mudar. “Tenho que proteger meus filhos. Os traficantes já começam olhar minhas meninas desse jeito, sabe?”.

O tráfico que manda em tudo
As normas que regem a comunidade passam longe do poder público que, segundo os moradores, “só aparece na eleição”. Aqui manda o tráfico. Em tudo. Nos lixões clandestinos que servem de único sustento para muitos, nas brigas entre vizinhos, e na ordenação do território, na beira de um manguezal da Baia de Guanabara. É o chefe do tráfico quem decide quem, onde e quando alguém pode construir seu barraco. O local, embora nessas condições, atrai famílias em desespero.

A família de Manuel Oliveira da Silva, de 35 anos, recebeu um ultimato duas semanas atrás: eles têm que deixar o apartamento onde moram porque não conseguem mais pagar os 450 reais do aluguel. Estão na rua. De novo. “Sou pedreiro, mas estou desempregado há um ano e meio”. A família cata material nas ruas junto aos seus filhos de quatro e cinco anos, que ficaram fora da escola por falta de vaga, e um bebê. Recebem um real pelo quilo de garrafas pet – umas 36 garrafas.

A família, sem ter onde ir, recebeu permissão para morar num terreno de uns 20 metros quadrados do Jardim Gramacho. Eles vão ter um máximo de 90 dias para construir uma casa, e se instalar. Manuel mostra seu novo lar que já tem quatro paredes erguidas. “Não repare na bagunça que sou pobre”, diz com sarcasmo. “Você acha que eu queria estar com minha esposa fazendo um barraco desses? Mas quando a gente é honesto é assim. Depois daqui vamos catar a madrugada toda para comprar o leite do bebê. Não temos nem para isso”.

No processo de capinar o local, coberto de entulho e lixo, uma senhora apareceu reclamando seu pedaço de terra. Levava semanas construindo um lugar para o filho morar. Mas demorou mais do acordado. Em pleno conflito por quem ficaria com essas quatro paredes, a mulher perdeu. Poderá ficar com outro terreno, mas terá que levantar tudo do zero. “As regras são as regras”, lembra para ela Henrique Portela, uma espécie de síndico do local que começou a trabalhar no lixão aos sete anos e só parou aos 30, quando fechou. A lógica, como a vida no bairro, é cruel: “Não entrou [no terreno], não quer”. 



*No El País