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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Torcidas organizadas se unem em ato antifascista em São Paulo

Após algum tempo, a Polícia Militar entrou em confronto e reprimiu os manifestantes. Os agentes chegaram a jogar bombas de gás lacrimogênio contra as pessoas na avenida.

Manifestantes caminharam aos gritos de "Democracia!" - Foto: Reprodução/Twitter
A Gaviões da Fiel e outras torcidas organizadas de São Paulo fazem neste domingo, 31, um protesto antifascismo e pela democracia na Avenida Paulista, no centro da cidade. A manifestação foi organizada em repúdio aos atos que vêm sendo realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
O movimento foi convocado por coletivos antifascistas da torcida do Corinthians e lideranças da Gaviões da Fiel, mas também reúne torcedores de outros times, como do Palmeiras e do Santos. “Ditadura nunca mais!” e “Democracia” são alguns dos gritos dos manifestantes, de acordo com vídeos compartilhados nas redes sociais.
Após algum tempo, a Polícia Militar entrou em confronto e reprimiu os manifestantes. Os agentes chegaram a jogar bombas de gás lacrimogênio contra as pessoas na avenida.
PM reprimiu manifestantes – Foto: Sheila de Carvalho
Segundo Sheila de Carvalho, advogada que está acompanhando a manifestação, o ato começou pacífico. Segundo ela, em dado momento, a PM realizou a escolta de uma manifestante identificado com Bolsonaro. Antes disso, duas mulheres bolsonaristas entraram em meio à multidão das torcidas organizadas e proferiram algumas palavras contra o ato. Integrantes das torcidas organizadas reagiram a estes gestos, e nesse momento, a polícia tomou a iniciativa de atirar bombas de efeito moral e gás lacrimogênio.
As manifestações pró-Bolsonaro e contra as medidas de isolamento social estavam ocupando a Av. Paulista todo domingo semana após semana. A indignação com esses atos foi tamanha que palmeirenses, corintianos, são paulinos e santistas organizaram um ato unificado na tarde deste domingo também na Avenida Paulista para impedir que a manifestação bolsonarista ocorresse.
Confira vídeos do ato, da escolta à manifestante bolsonarista e da repressão da PM:
Com informações do Catraca Livre e Brasil de Fato

Manifesto “Juntos pela Democracia” é passo para virarmos o jogo

A reação começou forte e a virada se aproxima. A torcida brasileira acordou de vez

Trecho do manifesto "Juntos pela Democracia", publicado na "Folha de S.Paulo"
O gol estava na primeira página desta Folha no sábado (30 de maio) com remissão para a página 5, embora não fosse a de esportes, naturalmente meio escondida nestes tempos de pandemia. Graças à dupla Carolina Kotscho e Antonio Prata como representante de um time que resolveu mobilizar a massa.
Que golaço! Mais de 150 mil assinaturas no manifesto “Juntos pela Democracia”, capaz de reunir, como se fossem os tempos das “Diretas Já”, o tricolor Raí e o alvinegro Casagrande, sob a benção do discreto, e sempre certeiro, Doutor Tostão.
Caetano Veloso e Lobão. Don Odilo Scherer e Frei Betto. José Carlos Dias e Miguel Reale Jr. FHC e Guilherme Boulos. Marcelo Freixo e Sarney Filho. Flávio Dino e Cristovam Buarque. O chamado arco da sociedade civil, enfim, de novo reunido, com todas as suas diferenças, contra o fascismo.
Carolina Kotscho, brilhante roteirista, e Antonio Prata, reluzente cronista, ficarão bravos pelo destaque da citação, porque, de fato, representam uma criação coletiva. Acontece que ambos são a prova provada de que quem sai aos seus não degenera, filhos de casais com contribuição inestimável ao jornalismo e a cultura nacionais: Ricardo e Mara Kotscho e Marta Góes e Mário Prata.
É comum você ouvir de comentaristas de futebol que o gol saiu na hora certa, como se houvesse uma hora errada para fazer gols. O gozado é que há. Para quem sofre, claro, é sempre a hora errada, mas este gol veio na hora exata em que os 11 do Supremo Tribunal Federal andavam precisando sentir o pulso da sociedade e em que o Congresso Nacional tinha mesmo de receber uma injeção de coragem e cidadania.
Na marcha da resistência de entidades como a Associação Brasileira de Imprensa, a Comissão Arns, as centrais sindicais, o Direitos Já, o Instituto Vladimir Herzog, a Ordem dos Advogados do Brasil, um grupo de jovens, com outros atores nem tanto, brota de repente e, ao perceber a bola quicando na área, faz o gol necessário para derrotar a letargia e ressoar mesmo em dias de quarentena.
Estão lá entre os signatários o corajoso Felipe Neto, além de influenciadores como Fábio Porchat, Gregório Duvivier, Luciano Huck e Marcelo Tas. E Drauzio Varella, de sete instrumentos. O time dos escritores é de babar: Ignacio Loyola Brandão, Luis Fernando Verissimo, Milton Hatoum, Raduan Nassar e Paulo Coelho, entre outros.
E as mulheres? Poderia reunir todas numa só: Fernanda Montenegro. Mas tem também a sua filha, Fernanda Torres. E tem Patrícia Pillar. E Adriana Calcanhoto, Beth Mendes, Camila Pitanga, Eliane Brum, Helena Ranaldi, Jandira Feghali, Laura Carvalho, Letícia Sabatella, Lilia Schwarcz, Luiza Erundina, Maria Adelaide Amaral, Marieta Severo, Monja Coen, Vera Zimmermann, Zezé Motta, centenas, melhor dizendo, milhares.
Entre os filósofos você escolhe: Vladimir Safatle ou Luiz Felipe Pondé? Renato Janine Ribeiro ou Leandro Karnal? Entre economistas não é diferente: Eduardo Moreira ou Armínio Fraga? Cadê os empresários? Ora, também estão: Paulo Francini, como sempre, e representantes tanto dos Diniz como dos Klabin, além de Guilherme Leal.
“Vamos virar o jogo” foi o lema da campanha que elegeu o imortal jornalista Audálio Dantas deputado federal em 1978, quando a ditadura começava a ser derrotada. Faz dois anos que ele morreu. Seu espírito e exemplo sobrevivem.
Publicado originalmente na Folha de S.Pau


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Flávio Dino: “É preciso uma frente ampla contra impulsos despóticos”

Governador do Maranhão, Flávio Dino, foi o primeiro a decretar lockdown no Brasil. Em entrevista, ele comemora o resultado e diz que, perante atitudes antidemocráticas do governo Bolsonaro, é necessário se unir.

Com o avanço do coronavírus pelo Brasil, o Maranhão foi o primeiro estado brasileiro a decretar o confinamento obrigatório da população – o lockdown. Na região metropolitana da capital São Luís, o bloqueio total dos serviços não essenciais vigorou por 13 dias.
O governador do estado, Flávio Dino (PCdoB), afirma que o lockdown ajudou a aliviar a demanda hospitalar da região e recomenda a medida a regiões que estejam em situação de pré-colapso hospitalar.
Em entrevista à DW Brasil, Dino fala das dificuldades de combater a epidemia, diante de um governo federal que é claramente contra medidas preventivas, e defende uma frente ampla na política nacional para combater atitudes antidemocráticas. 
DW: São Luís deixou o lockdown recentemente. Quais são os principais ganhos que já podem ser apontados por conta da adoção da medida?
Flávio Dino: Tínhamos, antes do lockdown, uma situação de quase colapso da rede hospitalar na região metropolitana de São Luís, com ocupação de praticamente 100% na rede pública e na rede privada. O lockdown permitiu um alívio sobre essa demanda. Conseguimos concluir algumas obras que estavam em andamento. Isso fez com que hoje, ainda que ainda não tenhamos uma situação confortável, tenhamos ao menos uma situação mais controlada.
Os indicadores epidemiológicos mostram, no caso da região metropolitana de São Luís, uma tendência de estabilização no número de casos e óbitos. Infelizmente no interior do estado ainda temos tendência de crescimento. Em termos comparativos, não há dúvida que o lockdown foi uma medida acertada.
Quão difícil é decretar um lockdown?
Nunca há unanimidade e, no caso do Brasil, existe a dificuldade adicional de o presidente ser contrário a medidas preventivas. Ele milita o tempo inteiro, e isso constitui sempre em algum embaraço, na medida em que aqueles que são seus adeptos tendem a ter uma posição de maior resistência.
Você precisa ponderar o tempo inteiro, e essas medidas preventivas não são algo que deixamos no passado. Inclusive, se necessário, elas podem ser reeditadas caso percebamos uma tendência exponencial – o que, claro, espero que não ocorra.
Que conselhos o senhor daria para governadores que podem estar próximos de tomar essa decisão?
Se estiverem em uma situação de pré-colapso hospitalar, não hesite. Quando isso ocorre, você não deve hesitar. Agora, em uma situação mais estável, a ponderação é sempre o melhor caminho. Não há receita pronta que seja universalmente aplicada, mas em um contexto em que vemos algumas cidades com uma demanda muito acima da capacidade de oferta, não há dúvida que você precisa tornar mais rígido o regime preventivo.
O Maranhão, geograficamente, é maior que a Itália. Além disso, é um estado historicamente pobre, sobretudo em questões habitacionais. Como se aplica distanciamento social num contexto como esse?
Desigualdades sociais e regionais reforçam a crise sanitária por uma série de fatores, incluindo a questão da submoradia. Mas há outros, como assimetria na oferta de insumos e de profissionais.
Há um longo debate no Brasil sobre a falta de médicos. E mesmo aqueles que dizem que não há falta são obrigados a reconhecer que há uma concentração de profissionais exatamente nos eixos econômicos mais dinâmicos, com maior poder aquisitivo da população e mais renda aos profissionais.
O senhor aponta a necessidade de uma “frente ampla”, incluindo também nomes de centro e de direita. Há experiências semelhantes em Portugal e Uruguai. Pensar nessa união coletiva não é um tanto utópico analisando o contexto histórico nacional?
Se você imagina que qualquer frente política visa disputar eleições, diria que a dificuldade de produzir reuniões mais amplas nos primeiros turnos é grande. Mas é importante manter canais abertos de diálogo exatamente para composições de segundo turno.
É importante também ter claro que a vida não se esgota em eleições. Há uma série de temas que devem caminhar e não se pode fazer isso de forma solitária. Por exemplo, o auxílio emergencial, que foi aprovado por uma frente ampla. Deve-se formar uma frente ampla para evitar que os impulsos despóticos prevaleçam. Ou você se une para dialogar, para encontrar saídas, ou a sociedade viverá uma situação de constante desorganização.
É viável um projeto de governo, e não apenas um projeto de campanha, cuja essência é puramente a oposição a uma gestão?
Não há dúvidas de que o principal ponto de convergência é a defesa da democracia. Temos essa contradição na medida em que o presidente e alguns segmentos militares têm tido atitudes absolutamente antidemocráticas. Quem segue a Constituição Federal de 1988 deve se unir para que essas vozes não prevaleçam. Vemos sempre na saída do Planalto um culto que defende o fechamento do Supremo e das instituições democráticas. Precisamos nos unir contra isso.
O Consórcio do Nordeste foi um dos primeiros a manifestar claramente suas posições durante a gestão da pandemia. É possível apontá-lo como uma frente de oposição ao bolsonarismo já consolidada?
Essa união é maior do que o Nordeste. O Consórcio do Nordeste teve a marca do pioneirismo e antes era isolado em uma perspectiva mais crítica ao que Bolsonaro apontava para o país. Agora temos uma série de outros governadores que não são do Nordeste, tampouco são de esquerda, mas que também compartilham nossa visão. O papel do Consórcio hoje transcende o Nordeste, o que sempre foi nosso objetivo.
A grande maioria dos governadores discorda do presidente. Alguns se manifestam claramente contrários a ele, outros não confrontam o discurso do Planalto, mas não seguem a mesma linha de pensamento. Por que essa visão é tão distinta?
Não há ninguém que defenda explicitamente as coisas exóticas que o Bolsonaro defende. Há cerca de 20 governadores que claramente manifestam sua posição. Mas a taxa de discordância é mais alta. Quando você tem um conjunto de instituições dizendo que há algo de muito errado no Brasil e apenas um grupo dizendo que isso é o certo…
Veja, Bolsonaro sempre foi um ser solitário. Quando se candidatou à Presidência da Câmara dos Deputados, só teve quatro votos, mesmo com quase 30 anos de atuação parlamentar. Ter esse número de votos é realmente uma proeza. Com sua visão belicista, ele nunca procurou agregar. Essa postura não cabe a um presidente. Ele não sabe liderar, apenas impor. E essas imposições tendem a não funcionar, a menos que se use o fuzil.
Houve pressão do governo federal para impor relaxamento das medidas de isolamento?
O que nos protegeu foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), reconhecendo que o Artigo 23 da Constituição Federal, que trata das competências federativas comuns, autorizava a atuação dos estados, o que esvaziou a pressão na dimensão institucional, mantendo apenas a pressão política.
O Brasil de hoje não é mais o Brasil de 2002. Por que a esquerda “clássica” insiste em viver do passado?
Você não pode ficar preso a alianças do passado ou você não produz convergências futuras. Em relação ao terreno programático, posso me referir à educação, por exemplo: em 2002, os desafios eram muito mais quantitativos, de inclusão de crianças e jovens. Ainda temos esse desafio, mas hoje a questão qualitativa tem mais peso.
No campo do trabalho você tem temas novos que não se resolvem com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no que se refere à regulação trabalhista e econômica, afinal, novos setores surgiram em razão das plataformas tecnológicas. São desafios novos, você precisa atualizar suas propostas.
E além do ambiente diálogo essa atualização programática é outro grande desafio da esquerda. Temos outra geração entre 2002 e 2020 e muitas discussões já se colocaram em outros termos.
Na condição de professor de Direito Constitucional, qual a gravidade do que foi dito pelo ex-ministro Sergio Moro [sobre a tentativa de controle de Polícia Federal por parte do presidente Jair Bolsonaro] e, posteriormente, do que foi dito no vídeo da reunião ministerial [divulgado no dia 22 de maio]?
Moro produziu uma espécie de delação em relação à tentativa de ingerência na independência dos Poderes. A Polícia Federal não é uma polícia administrativa, não tem atribuições concernentes apenas à segurança pública. Ela é uma Polícia Judiciária, ou seja, investiga crimes que estão sob responsabilidade do Poder Judiciário e do Ministério Público. Por isso, uma interferência indevida é um modo de interferir na ação do próprio Poder Judiciário. Cometer um crime é grave. Tentar acobertá-lo, também.
Você também tem fatos posteriores que confirmam isso, como o estranho, o especial interesse do presidente em relação à Superintendência do Rio de Janeiro, estado de atuação política de sua família. É algo que deve ser apurado tanto no STF como na Câmara dos Deputados.
Por fim, é possível apontar algum legado que a pandemia nos trará?
A pandemia é terrível, é um momento que eu não gostaria de estar vivendo, sobretudo pela devastação que ela traz. Mas sempre se extraem lições. Acredito que a primeira é o fortalecimento do nosso federalismo. Ele é vital para o bom funcionamento das instituições, para a proteção da democracia. A forma federativa funciona como um mecanismo de freios e contra pesos. A segunda é a revalorização do Sistema Único de Saúde (SUS). Ano passado, muitos defendiam sua extinção, outros sua substituição por mecanismos de vouchers ou planos de saúde. A crise sanitária mostrou que se não fosse o SUS, com todos os seus problemas, teríamos a essa altura centenas de milhares de mortos. Não haveria acesso ao serviço de saúde. A necessidade de preservar e aprimorar o SUS é uma importante lição a ser extraída.
Fonte: DW Brasil

Mais de 50 municípios cearenses têm precipitações no 1º dia da pós-quadra chuvosa

scrito por , 

A maior chuva caiu em Jaguaretama, que registrou 33,4 milímetros. Apesar do fim da quadra chuvosa — de fevereiro a maio — precipitações acontecerão neste mês de junho, alerta Funceme.


Legenda: Nas últimas horas choveu em todas as regiões do Estado
Foto: Marciel Bezerra

Mesmo com o fim da estação chuvosa no Ceará, o dia 1º de junho registrou chuvas em 52 municípios entre as 7h de ontem e às 7h desta segunda-feira, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A maior delas caiu no município de Jaguaretama, na região Jaguaribana, com 33,4 milímetros. As preceituações tendem a acontecer, ainda que com menor intensidade, neste mês que se inicia.
Neste intervalo, choveu nas oito macrorregiões monitoradas pela Funceme. Além de Jaguaretama, houve precipitações de destaque em Quixadá (31,2 mm), Banabuíu (21,3 mm), Itatira (21 mm) e Iracema (17 mm).
De acordo com Meiry Sakamoto, gerente de meteorologia da Funceme, apesar de junho marcar o início da pós-estação chuvosa e se observar uma redução no volume pluviométrico, isso não significa o fim das precipitações no Ceará. Neste mês, o normal climatológico é de 37,5 milímetros no Estado.
“Nessa época do ano, se tornam mais frequentes a formação das ondas leste na costa da África. Esses sistemas se deslocam até a região Nordeste e muitas vezes alcançando nosso Estado, favorecendo a ocorrência de chuvas, principalmente em parte do litoral, região Jaguaribana e, até mesmo, no Cariri”, explica.
 
Mesmo com a redução das chuvas nesta época do ano, Sakamoto explica que as áreas próximas à faixa litorânea acabam recebendo mais precipitações que o sul do Estado. “Justamente por causa da proximidade da região oceânica, que favorece a formação de áreas de instabilidade”, justifica a meteorologista. 
Para junho, as precipitações tendem a cair mais no Litoral de Fortaleza e no Maciço do Baturité, que tem uma normal climatológica de 89,4 milímetros e 81,9 milímetros, respectivamente. Já as regiões menos favorecidas, neste mês, são o Cariri e o Sertão Central e Inhamuns, que observam para o período 19,4 milímetros e 29,2 milímetros, nesta ordem.  
Previsão       
Ainda segundo Sakamoto, as análises de satélite mostram a formação de áreas de instabilidade no Oceano Atlântico, próxima a costa cearense. “Em conjunto com a brisa marítima, pode continuar a favorecer a ocorrência de chuvas nos próximos dias, principalmente amanhã”, pontua a pesquisadora. 
A Funceme prevê para esta segunda-feira (1º), nebulosidade variável em todo o Ceará, com possibilidade de chuva na faixa litorânea, no Maciço do Baturité, na região Jaguaribana e na Ibiapaba. Já amanhã (02), o tempo segue nublado de forma oscilante em todas as regiões, com chuva isoladas nos litorais do Pecém e de Fortaleza.
Nas demais áreas, há possibilidade de precipitações. Enquanto na quarta-feira (03), também predomina a nebulosidade variável em todo o território do Estado, com chances de chuva na faixa litorânea, no Maciço de Baturité e na região Jaguaribana. 
Bons índices
Com mais de 730 mm precipitados na quadra chuvosa, segundo balanço parcial da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), este foi o primeiro quadrimestre desde 2009 a ficar acima da média histórica - de 695.8 mm. Desde 1973, quando a Funceme passou a disponibilizar os dados pluviométricos, isto só aconteceu em 12 ocasiões.
Fonte: Diário do Nordeste

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/regiao/hospital-em-aracati-fica-com-corredores-alagados-apos-fortes-chuvas-do-fim-de-semana-veja-video-1.2950228

De acordo com a direção do hospital, houve um problema em um dos ralos de escoamento das águas das chuvas, mas a situação foi resolvida em 15 minutos

Uma das alas do Hospital Municipal Dr. Eduardo Dias, em Aracati, ficou alagada após as fortes chuvas do último sábado (30). A área atingida foi um dos corredores da clínica médica da unidade. O hospital atende pacientes com o novo coronavírus. 
Um vídeo gravado nas instalações da unidade registrou a situação. Profissionais aparecem circulando pelos corredores alagados. Alguns chegam a usar rodos para retirar manualmente a água. 
Segundo a Carlianne Silveiro, diretora geral do hospital, um dos ralos de escoamento das águas das chuvas, instalado na parte externa da unidade, estava entupido. De acordo com a Prefeitura Municipal de Aracati,  a situação foi solucionada em cerca de 15 minutos. 
"Esse pequeno problema foi identificado pela equipe e de imediato foi solucionado, sem causar nenhum dano aos pacientes e aos  profissionais que aqui trabalham",  afirmou a diretora. 
Em nota, a Prefeitura afirmou ainda que todo o hospital está em reforma e que o corredor em que houve o acúmulo da água passará por reformas a partir da segunda-feira (8). 
Covid-19 no Ceará 
Na última atualização do IntegraSUS,  às 10h16 desta segunda (1°),  Aracati havia registrado 297 casos confirmados do coronavírus e 11 óbitos pela doença. Ao todo, o Ceará contabilizou 49.556 mil casos confirmados da Covid-19 e 3.023 mortos. 
Fonte: diário do nordeste 

Primeiro dia da fase de transição para a retomada da economia tem grande movimentação na Capital

A partir desta segunda-feira (1º), 17 setores estão autorizados a retornar o funcionamento em todo o Ceará

Legenda: Passageiros aguardam ônibus no terminal sem cumprir a distância mínima necessária
Foto: Helene Santos

O primeiro dia da fase de transição para a reabertura da economia no Ceará registrou uma grande movimentação de pessoas em Fortaleza na manhã desta segunda-feira (1º).Por toda a cidade, foram registrados um grande fluxo de pessoas se deslocando, gerando, inclusive, engarrafamentos. Transportes públicos também ficaram lotados. 
O governo do Estado permitiu o retorno de atividade de 17 setores da economia, ainda que com capacidade reduzida. O transporte público é uma delas. Até o dia 7 de junho, estão autorizados a funcionar o Metrofor, o transporte rodoviário na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e a manutenção de bicicletas, mas com somente em 30% da capacidade, o que resulta em uma média de 1.100 funcionários desse setor no Ceará. 
Nesta manhã, houve aglomerações nas estações do Metrofor na Parangaba e do Centro, mas ainda com menos passageiros do que havia antes da pandemia. Para que o serviço voltasse a operar, foram adotadas rigorosas regras sanitárias e horários reduzidos. 
Legenda: Movimentação na estação do Metrofor em Fortaleza
Foto: José Leomar
No site da Compahia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), há uma página especial com as principais informações sobre o momento de retomada, como a grade de horários e orientações de seguranças. 
Já no ponto de embarque e desembarque do transporte metropolitano, na Av. Mister Hull, também foi verificado um movimento tranquilo, diferente do costume em dias normais. 
De acordo com o  presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, as empresas de ônibus seguem com os protocolos de segurança e realizando higienização rigorosa três vezes ao dia. 
Durante a manhã, também foi possível ver um movimento no Terminal da Parangaba. Passageiros aguardavam em fila, mas sem respeitar a orientação de distância mínima de dois metros. Situação se repetiu no Terminal do Siqueira. 
Nas imediações da Av. Duque de Caxias, próximo à Praça Coração de Jesus, foi registrado um trânsito intenso. Na via, agentes da operação Via Livre realizaram orientações sobre o respeito às medidas de segurança. Um grande fluxo de veículos também pôde ser visto na Av. Antônio Sales com Via Expressa. 
Legenda: Movimentação intensa de pedestres no Centro de Fortaleza
Foto: José Leomar
30% de alguns setores do comércio também retomam o funcionamento hoje. No Centro de Fortaleza, diversos transeuntes já passavam pelo local. 
Fonte: Diário do Nordeste