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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Em cerimônia, Flávio Dino é reconduzido ao governo do Maranhão

Após tomar posse do segundo mandato de governador na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (1º), o governador Flávio Dino foi reconduzido ao cargo em cerimônia em frente ao Palácio do Leões, no Centro Histórico de São Luís, diante de um grande público.

  
Sete representantes de segmentos da sociedade maranhense fizeram a transmissão de faixa para o governador, que foi reeleito.

Cada uma dessas pessoas recebeu a faixa e transmitiu para a outra pessoa, até que chegasse a Flávio.

“Nada poderia me alegrar e me emocionar mais do que receber a faixa de governador do Maranhão de quem legitimamente ela vem: do povo simples, anônimo e humilde de nosso Estado”, afirmou Flávio.

Segundo ele, a cerimônia foi uma “celebração de amor, acima de tudo. Amor ao que fazemos, à política, à democracia, ao serviço público”.

De todos

“Há quatro anos, quando assumi, me dirigi aos Leões [do Palácio dos Leões] e disse a eles ‘queridos Leões, bem-vindos à democracia e à República’. O mais belo é que, corridos os quatro anos, posso novamente me dirigir aos Leões e dizer ‘queridos Leões, vejam como a democracia e República fizeram bem a esse Palácio’”.

O governador lembrou que “esse Palácio é de todos” e nunca foi tão visitado em sua história. “Este Palácio é de todos porque o poder é de todos”

De acordo com o governador, um de seus compromissos é continuar qualificando o serviço público. “Só é possível haver desenvolvimento com serviço público e gratuito para todos, respeitando e valorizando o setor privado”.

Lado a lado

Flávio Dino ressaltou o papel do povo em sua gestão: “Quero agradecer a todos e todas a dizer que eu jamais me sinto sozinho dirigindo o Maranhão porque sei que vocês estão comigo, sempre lutam comigo e governam comigo todos os dias”.

“Acredito na democracia e por isso quero dizer que este Estado nunca se calou, este Estado do Maranhão nunca se omitiu”, acrescentou.

“Sou defensor da democracia, não acredito em guerra, em ódio ou em armas.”

Combate às desigualdades 
Flávio lembrou que tem o “compromisso de combater a maior das corrupções, que é a desigualdade social”.

“Espero que todas e todos vocês vejam as minhas palavras e as sintam como palavras de verdade. É a minha festa com todos vocês. Mãos estendidas, coração pulsando, brilho no olhar e muita disposição de luta. Viva o Maranhão! Viva o Brasil!”

Transmissão da faixa

A primeira das pessoas a conduzir a faixa antes de chegar a Flávio Dino foi a cacique Libiana Pompeu Tavares, da Aldeia Mainumy, de Barra do Corda, representando a população indígena do Estado.

Em seguida, os docentes foram representados pelo professor Jermany Gomes Soeiro, da Escola Militar Tiradentes I, que teve o melhor desempenho estadual no mais recente Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Pricila Nogueira Araújo Selares, coordenadora do Fórum Maranhense das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologias, foi a terceira e representou as políticas públicas para a inclusão.

A agricultora de Turiaçu e produtora de abacaxi Dionízia de Maria Costa Ribeiro representou as centenas de maranhenses contemplados com investimentos na agricultura nos últimos quatro anos.

Nelci Almeida Pinto, do Bumba Meu Boi de Soledade, representou a diversidade cultural. Virna Patrícia Pereira da Cunha, aluna do Iema, representou os milhares de estudantes beneficiados com as escolas de tempo integral implantadas no atual governo.

Amanda da Conceição Fontelle, estudante de Santa Luzia, representou os alunos das Escolas Dignas do Maranhão e levou a faixa até o governador.

"Tenho orgulho em ser maranhense", diz professora na posse de Dino

Com sentimento de confiança e otimismo, milhares de pessoas encheram a Praça Dom Pedro II, no Centro Histórico de São Luís, na tarde desta terça-feira (1º), para acompanhar a cerimônia de posse do governador reeleito Flávio Dino.

  
Com 55 anos, Marina Martins é professora da rede privada de ensino e fez questão de presenciar a cerimônia. Segundo ela, o trabalho que vem sendo desenvolvido no Estado fez com que ela saísse de sua casa no Turu, na companhia da filha mais velha, para prestigiar a posse de Dino. “Me sinto muito orgulhosa em ser maranhense e ver que o nosso governador é o melhor do país. Isso engrandece ainda mais nós maranhenses”, diz.

Sobre a próxima gestão, Marina é categórica: “Eu tenho certeza que ele não vai nos decepcionar. Ele é uma pessoa de caráter, de personalidade. Vem fazendo um trabalho maravilhoso, está dando oportunidade das pessoas se sentirem bem no Estado. Há muito tempo não tinha essa oportunidade, de ver como o Estado vem crescendo”.

Famílias inteiras se mobilizaram para participar da posse do governador Flávio Dino, como a de Rafael Rodrigues, de 25 anos, que foi à praça junto com a mãe e os irmãos. Ele ressalta o trabalho desenvolvido na área da educação.

“Ele trabalhou muito. Quando a gente percebe a questão da escola, da educação, a gente tem visto uma diferença grandiosa. A expectativa é que esse trabalho só aumente na próxima gestão. Espero que ele continue desenvolvendo nosso Estado”, afirma.

Rafael destacou ainda o projeto Escola Digna: “É um programa muito bom, principalmente para o interior, nas áreas que mais sofriam. Tinha crianças que não tinham como estudar, e muitas que sequer tinham alimento. O Escola Digna veio justamente para beneficiar essas pessoas que têm uma carência no estudo, oferecendo uma estrutura de fato digna para essas crianças”, concluiu.

Entusiasmada e com bandeirinhas do Maranhão na mão, Joana Maria levou os três filhos. “Hoje estou começando meu ano aqui juntos dos meus filhos comemorando o lindo trabalho que ele fez no Maranhão, na certeza de que esse trabalho vai continuar”, diz.

Nágyla Drumond: Juntos por um Ceará do Conhecimento

“Não existe progresso sem Ciência. Por isso, trabalhamos para defendê-la e torná-la acessível ao povo cearense. Estamos convencidos de que este é o melhor caminho para o alcance de um desenvolvimento inclusivo e socialmente responsável para todos (as)”.


Por Nágyla Drumond*

  
Nesses quatro anos à frente da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, sob a liderança do governador Camilo Santana e, primeiramente, com o então Secretário Inácio Arruda, que reassume o cargo, adotamos o Ceará do Conhecimento como pauta fundamental na agenda de políticas de Estado, de forma a compor o repertório da gestão pública com o planejamento de ações, projetos e programas de maneira integrada, numa abordagem multidisciplinar com valorização à diversidade do povo cearense, atenção especial à erradicação da pobreza, atração de grandes empresas e negócios em tecnologia e popularização e divulgação científica. 

Nesse sentido, tomamos a decisão de colocarmos à mesma mesa a gestão pública, a Universidade e o setor privado, a fim de pautar as possibilidades e desafios na construção de um Ceará Inovador para todos os cearenses, garantindo o acesso universal à ciência, com o direito de viver num estado que produza tecnologia e inovação para melhorar a vida do povo cearense em condições de trabalho, saúde, educação, mobilidade urbana, segurança hídrica, segurança pública, comunicação e cultura gerando mais riquezas e oportunidades. 

Um exemplo dessa escolha estratégica é a decisão do Governo do Ceará de destinar 1,01% da receita tributária líquida do Estado para a Funcap, neste ano de 2018. O governador Camilo Santana assumiu o compromisso de chegar a 2% dessa receita, como manda a Constituição, gradativamente, em um período de 10 anos. O repasse desses recursos representará, no final de 2027, mais de 3 bilhões de reais para a ciência e tecnologia.

O trabalho da Secitece, que neste ano completa 25 anos de existência, vem sendo realizado em conjunto com suas instituições vinculadas: Uece, UVA, Urca, Nutec, Funcap e Centec, num ambiente de diálogo franco e propositivo com respeito ao papel de cada uma das instituições que compõem o ecossistema de CT&I. 

Não existe progresso sem Ciência. Por isso, trabalhamos para defendê-la e torná-la acessível ao povo cearense. Estamos convencidos de que este é o melhor caminho para o alcance de um desenvolvimento inclusivo e socialmente responsável para todos (as). 

Das terras alencarinas, os cearenses abraçarão o mundo. No Ceará é assim. No Ceará tem disso, sim. 


*Nágyla Drumond é Presidenta do Conselho Gestor do Fundo de Inovação Tecnológica do Estado do Ceará (Cogefit) e ex-secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).




Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.

Alice Portugal projeta lutas de 2019 na Câmara

A parlamentar acredita que, com o resultado das eleições, a perspectiva para o próximo ano pode ser muito sombria.

Para a deputada Alice Portugal (BA), vice-líder do PCdoB na Câmara, a grande saída para que o Brasil não seja levado ao desastre por um governo despreparado e eleito em cima de mentiras é a mobilização popular.

 

Fonte: PCdoB na Câmara 

Para 2019, conseguir emprego é desejo de 78% dos brasileiros

Dentre as outras metas para 2019 estão ter mais qualidade de vida, iniciar um novo curso profissionalizante e começar a se exercitar.

  
Segundo dados levantados pela Catho, realizada com mais de 5 mil respondentes, 78% das pessoas estão realmente em busca de um novo emprego, enquanto 27% afirmam que 2019 será o ano em que irá focar em ter mais qualidade de vida.

Considerando que a chave para realização das promessas está atrelada à empregabilidade, outras metas também se apoiam no desejo pelo o novo emprego, dentre elas: 17% deseja começar um novo curso profissionalizante, 16% quer começar a se exercitar, 14% estudar um novo idioma e 8% investir em viagens.

Para a assessora de Carreira da Catho, Luana Marley, fica claro que com a chegada do ano novo as pessoas se sentem mais encorajadas a tomarem algumas decisões. "A maior dificuldade encontrada é manter o estímulo ao longo dos meses. Para isso, é necessário que esse profissional esteja sempre mantendo a chama acesa. Mesmo sem certezas, a busca por novas oportunidades de trabalho, por meio do envio de currículos, deve ser contínua. Diante de uma boa oportunidade, a chance dele se encorajar é muito maior", afirma a profissional.

Dentre os impedimentos para a realização dos projetos, 58% das pessoas afirmam que atribui o insucesso das metas ao fato de não possuir um emprego, enquanto 37% à falta de dinheiro. Inclusive, ganhar mais também foi observado como uma dos desejos dos brasileiros, uma vez que o dinheiro é um dos bens indispensáveis para boa parte das promessas.

Diferentemente do cenário de desemprego, para aqueles profissionais empregados, as maiores barreiras para trocar de emprego está atrelada ao medo. Segundo dados da Catho, 38% atribuem à grande concorrência do mercado, enquanto 22% não sentem que têm um currículo competitivo; 13% têm receio de perder a estabilidade e 11% realmente têm medo de arriscar.

A informação é do Monitor Mercantil

    Governo Bolsonaro: uma ditadura contra o trabalho

    Regras para fortalecer o capital retomam o processo de superexploração imposto pelo regime despótico de 1964.


    Por Osvaldo Bertolino

      
    O debate econômico que se estabeleceu no país com a restauração da receita neoliberal adota pelo governo golpista do presidente Michel Temer e reforçada pelo programa econômico de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, reflete uma questão de fundo: a regulamentação da relação da relação capital-trabalho. Mesmo interditado pelo monopólio midiático, esse debate será, possivelmente, uma das discussões que mais mobilizarão as energias do país nos próximos anos. 

    Há, desde já, uma clara contradição entre o que dizem o presidente e seu ministro da Economia e os rumos que o assunto vai tomando. O governo Bolsonaro prometeu incorporar "milhões" de trabalhadores ao mercado de trabalho com a proposta de “modernizar” a lei para adotar a informalidade e o subemprego. O que os trabalhadores podem esperar, evidentemente, é a revogação daquela lógica de proteção social para enfraquecer o trabalho e atrair o capital.

    Esse processo de sabotagem dos direitos dos trabalhadores é, a rigor, um componente básico do modelo econômico que vigora predominantemente no Brasil desde o golpe militar de 1964. Quando os golpistas tomaram posse do país, uma das primeiras medidas adotadas foi a de pôr um ponto final nas "reformas de base" e alterar radicalmente as relações entre capital e trabalho. Além da violência aberta contra os trabalhadores, a ditadura militar operou mudanças profundas na legislação trabalhista por meio de decretos leis e atos institucionais.

    Ditaduras fascistas

    O corte rompeu uma linha que vinha se condensando desde o início dos anos 1950, quando o segundo governo do presidente Getúlio Vargas definiu claramente duas estratégias para o país — o desenvolvimento independente, com distribuição de renda, e a dependência de capitais estrangeiros, que satisfaziam os monopólios brasileiros. Essa dubiedade marcou os governos seguintes e se rompeu com o golpe de 1964, depois de a balança começar a pender para o lado das forças populares no início daquela década.

    A brusca e forçada mudança na correlação de forças entre capital e trabalho obedecia, ainda, a regra do capital monopolista internacional e seu centro dominante — os Estados Unidos —, de expandir o modelo brasileiro para outros países vizinhos. As ditaduras fascistas insufladas pelos norte-americanos logo se espalharam pela América Latina. Falando ao jornal O Estado de S. Paulo na ocasião, o embaixador de Washington no Brasil, Lincoln Gordon, disse que "a revolução de 1964" estava entre os acontecimentos mais importantes para o "ocidente", ao lado "do Plano Marshall, do bloqueio de Berlin e da derrota dos comunistas na Coréia".

    A ideia dos que passaram a comandar esse modelo é a mesma, em essência, que vigora hoje. Mário Henrique Simonsen e Roberto Campos, os mais destacados formuladores daquela política econômica, publicaram, em 1974, um livro chamado A Nova economia brasileira no qual disseram que os objetivos básicos dos golpistas eram o combate à inflação, o reequilíbrio do balanço de pagamentos e a criação de bases sobre as quais deveria ocorrer o desenvolvimento de longo prazo. Qualquer semelhança com a atual política econômica não é mera coincidência.

    Tecnocracia privada

    É que o pano de fundo do problema tem a mesma coloração. E um dos pré-requisitos para esse modelo é o de garantir força de trabalho barata — incluindo nesse conceito, além do achatamento salarial, o enfraquecimento dos sindicatos e a "flexibilização" das leis trabalhistas. Os dois ícones do liberalismo brasileiro colocaram o dilema: produtivismo ou distribuitivismo? "A primeira estabelece como prioridade básica o crescimento acelerado do produto real, aceitando, como ônus de curto prazo, a permanência de apreciáveis desigualdades sociais individuais de renda. A segunda fixa como objetivo fundamental a melhoria da distribuição e dos níveis de bem-estar presente", escreveram.

    O modelo seguido, evidentemente, foi o produtivista — que tornou-se popular anos depois quando Delfim Netto afirmou que primeiro era preciso fazer o bolo crescer para depois distribuí-lo. Na economia, a linguagem cifrada em geral tem o objetivo de ofuscar as verdadeiras intenções de uma determinada política. Ao definir os aumentos salariais como uma das principais causas da inflação, coerentemente os gestores desse modelo estabelecem uma austera política salarial — como se viu ao longo desse tempo principalmente com o salário mínimo — e uma total desproteção do vínculo empregatício.

    A ordem estabelecida em 1964 também inaugurou a gestão econômica do país por uma tecnocracia privada, que representa os negócios privados dentro do governo. (Essa tendência acentuou-se na "era FHC" e hoje é a marca dos membros da equipe do ministro Paulo Guedes.) Já em 1981, no livro O Brasil pós-milagre, Celso Furtado constatou amargamente: "Poucas vezes ter-se-á imposto a um povo um modelo de desenvolvimento de caráter tão anti-social."

    Viés ideológico

    Muita coisa mudou, evidentemente. A Guerra Fria acabou, e com ela a importante influência do campo socialista em todo o mundo, e o Estado de Bem-estar social como elemento que balanceava as relações entre capital e trabalho entrou em crise. O mundo hoje, enfim, é rasgadamente distinto daquele forjado na Chamada Guerra Fria. O jogo unilateral, que faz os recursos fluírem em mão única dos países periféricos para os países centrais, voltou com força. Vivemos a época do império expansionista que emergiu com força da Segunda Guerra Mundial — os Estados Unidos — reinando absoluto.

    Mais do que nunca, as relações baseadas numa lógica metrópole-colônia, de guerras por interesses econômicos e de amplo desbalanceamento de forças, vigoram em escala quase planetária. E, consequentemente, o padrão de vida dos trabalhadores desaba em todo o mundo. E isso só pode significar uma coisa: as relações econômicas entre países ricos e pobres, entre empresas e governos, entre capital e trabalho voltaram ao processo de verticalização dominante até o início do século XX.

    No final do ano passado, o ministro Paulo Guedes disse que "governo não faz crescimento — o máximo que pode fazer é não atrapalhar". Um Estado imobilizado por essa ideologia é, sem dúvida, um entrave para as aspirações nacionais. Ela tem uma transversalidade que permeia o governo e formata uma prática política distante de conceitos surgidos das aspirações do povo. Não há menor possibilidade de um projeto de nação, com soberania e democracia, por esse viés ideológico.

    Sérgio Moro assume prometendo afronta à Constituição

    Ministro da Justiça e Segurança Pública reafirma conduta que marcou sua atuação na Operação Lava Jato. 

      
    Em seu primeiro discurso como ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro disse que o Brasil ‘não será um porto seguro para criminosos e para o produto de seus crimes’, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo“Quando países não cooperam, quem ganha é somente o criminoso. O Brasil não será um porto seguro para criminosos e jamais, novamente, negará cooperação a quem solicitar por motivos político partidários”, disse, sem citar explicitamente o caso mais notório, o do italiano Cesare Battisti.

    Em sua posse, Moro elencou as primeiras medidas que quer tomar a partir de agora e disse que uma das primeiras será enviar para o Congresso já em fevereiro um projeto de lei anticrime. “A missão prioritária dada pelo presidente Jair Bolsonaro foi clara: o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos, tudo isso com respeito ao Estado de Direito e para servir e proteger o cidadão”, disse.

    Moro afirmou também que o projeto de lei pretende deixar mais claro que a regra deve ser a da execução da condenação criminal após decisão da segunda instância, uma afronta explícita à Constituição. “Esse foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos, legado do saudoso ministro Teori Zavascki. Pretendemos honrá-lo e igualmente beneficiar toda a população com uma Justiça célere, consolidando tal avanço de uma maneira mais clara na lei. Processo sem fim é justiça nenhuma”, disse.

    Rogério Cezar Cerqueira Leite

    O ex-juiz da Operação Lava Jato assume o Ministério com promessas que fizeram dele uma figura contestada por juristas constitucionalistas e personalidades democráticas. Entre tantos, existe o caso de Rogério Cezar Cerqueira Leite — físico, professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia — em artigo no jornal Folha de S. Paulo de 11 de outubro de 2016, intitulado “Desvendando Moro”. Para ele, Moro é um justiceiro messiânico como o juiz Sergio Moro, assim como “seus sequazes da Promotoria Pública”.

    Ele comparou o ex-juiz ao dominicano Girolamo Savonarola, “representante tardio do puritanismo medieval”. “É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento. Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento”, escreveu.

    Rogério Cezar Cerqueira Leite disse que Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse “corrupção” para ser combatida. “Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná — não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano”, escreveu.

    Para ele, era preciso adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro — “o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de ‘síndrome do escolhido’”. “Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado”, avaliou. Segundo Rogério Cezar Cerqueira Leite, a corrupção era quase que apenas um pretexto. “Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista”, acrescentou.

    Da redação

      Presidente da China cumprimenta Cuba pelo aniversário da Revolução

      Xi Jinping parabeniza líderes cubanos pelo 60º aniversário da vitória da revolução

        
      O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou calorosamente nesta terça-feira, pelo 60º aniversário da vitória da Revolução Cubana, Raúl Castro, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e Miguel Díaz-Canel, presidente do Conselho de Estado e Conselho de Ministros de Cuba, em nome do Partido Comunista da China (PCC) e do governo e povo chineses.

      Na sua mensagem congratulatória a Raúl Castro, Xi, também secretário-geral do Comitê Central do PCC, disse que, sob a forte liderança do Partido Comunista de Cuba nos últimos 60 anos, o governo e o povo cubanos têm feito grandes êxitos com trabalho duro na causa da construção socialista, o que é altamente apreciado e parabenizado pelo PCC e o governo e o povo chineses.

      As relações entre os dois partidos e dois países têm passado pelo teste de vicissitudes internacionais e alcançado resultados frutíferos, fazendo os dois lados bons amigos, bons camaradas e bons irmãos, notou Xi.

      Xi disse que ele presta grande importância ao desenvolvimento da amizade China-Cuba e está disposto a trabalhar juntos com Raúl Castro para liderar as relações bilaterais a continuar marchando para frente.

      Na sua mensagem a Díaz-Canel, Xi disse que o Partido Comunista de Cuba e o povo cubano estão se esforçando para modernizar e melhorar o sistema socialista do país, o que garantirá os novos desenvolvimentos na causa socialista de Cuba.

      Xi mencionou a visita histórica de Díaz-Canel à China há um mês, durante a qual os dois líderes propuseram um projeto para as relações bilaterais na nova era, acrescentando que ele está disposto a dar as mãos a Díaz-Canel para o desenvolvimento contínuo das relações China-Cuba.

      O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, também enviou uma mensagem congratulatória a Díaz-Canel nesta terça, dizendo que Cuba tem gozado de desenvolvimentos nacionais florescentes e entrará em um futuro mais brilhante.

      Os dois países sempre se compreendem e apoiam mutuamente, impulsionado os laços bilaterais para um desenvolvimento abrangente e profundo, disse o premiê chinês.

      Li também expressou a esperança de que, com os esforços conjuntos dos dois lados, a amizade tradicional bilateral continuará produzindo frutos. 

      Fonte: agência Xinhua

      Explosão é registrada em viaduto de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza

      Uma das colunas do equipamento teve a estrutura comprometida e a armação ficou exposta.


      Uma explosão num viaduto da BR-020 no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, foi registrada durante a madrugadadesta quinta-feira (3). A ação aconteceu por volta de meia-noite e meia.
      De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no local foram encontrados explosivos. Não há informações de pessoas feridas.
      Uma das colunas do equipamento teve a estrutura comprometida e deixou ferros de parte do viaduto expostos.
      Moradores da região relataram o forte barulho da explosão que, de acordo com eles, chegou a fazer as casas do entorno do local tremerem. "Eu estava deitado e, quando menos esperava, ouvi um estrondo. As portas se tremeram, o bloco de condomínio e os vidros também. Escutamos o barulho em todo o bairro e todo mundo saiu pra rua", disse um morador que não quis se identificar.
      Equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros estiveram no local.
      Segundo a Polícia, será investigado se existe relação entre o atentado e os atos criminosos registrados em Fortaleza também na madrugada. Foram realizadas buscas nas matas no entorno do viaduto, mas ninguém foi capturado.

      Fonte: diário do nordeste

      Fortaleza e Região Metropolitana têm série de ataques durante a madrugada



      Uma bomba explodiu num viaduto, ônibus e topic foram incendiados, e houve depredação contra o patrimônio público



      Uma série de ataques criminosos foi registrada em vários pontos de Fortaleza e da Região Metropolitana durante a noite de quarta-feira (2) e o início desta quinta-feira (3).
      Na BR-020, no município de Caucaia foi registrada uma explosão num viaduto da cidade. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no local foram encontrados explosivos e uma das colunas do equipamento teve a estrutura comprometida. Não há informações de pessoas feridas.
      No Conjunto Planalto Caucaia, uma topic foi incendiada na Rua 114. Conforme a polícia, o ataque aconteceu por volta das 3 horas. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local.
      Na Capital, foram registrados pelo menos dois ataques a ônibus, na comunidade do Dendê, no bairro Edson Queiroz e na Avenida Cônego de Castro, no Parque Santa Rosa. Nas duas ações, os veículos ficaram destruídos pelas chamas.
      Já no Bairro Santa Maria, na Grande Messejana, dois homens foram presos e um adolescente de 14 anos apreendido suspeitos de atacar o equipamento das câmeras de segurança da Polícia Militar, na Avenida Dionísio Leonel Alencar.
      Conforme a PM, o trio estava jogando pedras no equipamento e um deles chegou a subir na estrutura onde a câmera fica instalada. O adolescente foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e os dois homens para o 30º Distrito Policial.

      Fonte: Diário do Nordeste