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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Estados Unidos e o despertar para um Congresso dividido

A crescente divisão da sociedade americana se refletiu em eleições de meio termo, com resultado misto, significando que as duas casas do Congresso serão controladas por diferentes partidos.


Por Martha Andrés Román

  
A polarização que caracterizou o país desde a chegada ao poder de seu presidente, o republicano Donald Trump, não se expressava na correlação de forças políticas, já que o partido de Trump controla não só a Casa Branca, mas também o Senado e a Câmara.

Isso mudará em janeiro: pela primeira vez desde o início de sua administração em 2017 o presidente terá que lidar com uma legislatura na qual a câmara baixa estará sob o comando do Partido Democrata, uma formação que Trump chama continuamente de obstrucionista, por manifestar oposição a muitos pontos da sua agenda.

Os membros da força azul (cor do partido democrata) conseguiram assumir o controle daquela instância do Capitólio, da qual podem promover mais fortemente suas políticas ou enfrentar as do chefe de Estado.

Ao mesmo tempo, eles terão em suas mãos a possibilidade de orientar investigações sobre questões espinhosas, como a suposta cumplicidade entre a campanha presidencial de Trump e a Rússia em 2016, ou as declarações de impostos do presidente, estando em posição de promover um julgamento político contra ele.

Mas apesar desse resultado, não se pode dizer que as eleições de terça-feira foram um sucesso democrata ou uma derrota dos republicanos, já que o chefe da Casa Branca conseguiu importantes vitórias que o favorecerão agora, bem como à sua campanha para a reeleição em 2020.

Às 05 da manhã, hora local, nesta quarta-feira em Washington DC, os membros da força azul haviam atingido 222 assentos na câmara baixa de 435 membros, graças a 28 assentos que conseguiram arrebatar da formação vermelha (Partido Republicano), e tinham possibilidades de estender essa vantagem em distritos que ainda não foram definidos.

No entanto, esse bom desempenho foi revertido no Senado, onde a força política de Trump conseguiu expandir a vantagem de 51-49 que ele tem atualmente, ocupando três assentos na câmara alta que agora estarão com os republicanos.

Como os democratas defenderam a maioria dos 35 assentos do Senado votados nessas eleições, esperava-se que os republicanos mantivessem sua superioridade naquele caso, mas o resultado final pode ser visto abaixo do que aspirava à formação azul.

Candidatos do partido de Trump conseguiram vencer senadores democratas em Indiana, Missouri e Dakota do Norte, precisamente onde o presidente fez uma grande campanha para impulsionar os candidatos de sua força política.

O Partido Republicano também pode contabilizar êxitos na Flórida, Montana e Arizona, cada um deles com disputas muito acirradas que ainda não foram definidas, mas que se inclinam para essa formação, bem como no Mississípi, onde uma segunda rodada terá que ser feita em 27 de novembro.

Com tal balanço no senado, para o presidente será muito mais fácil aprovar suas indicações a cargos federais, incluindo juízes conservadores que são muito atraentes para sua base eleitoral.
É por isso que falamos sobre resultados mistos em eleições que foram vistas, também, como um referendo sobre a gestão do chefe da Casa Branca, que teve um envolvimento muito ativo no processo eleitoral.

A boa notícia para o presidente é que muitos dos candidatos mais apoiados por ele obtiveram vitórias importantes, pois membros da força vermelha que tentaram se distanciar de sua pauta foram derrotados pelos democratas.

Enquanto isso, como um aspecto negativo para suas aspirações de reeleição, pode-se mencionar que se confirmou a perda de apoio nos distritos suburbanos que contribuíram para levá-lo à Casa Branca nas eleições presidenciais de 2016.

De qualquer maneira, essas eleições sepultaram a expectativa por uma suposta “onda azul” na qual os democratas ganhariam terreno com base no alto nível de desaprovação de Trump, porque seus triunfos não foram de forma alguma tão fortes que mereçam tal qualificação.

“Se alguém da esquerda ainda acreditava que a vitória de Trump em 2016 foi uma casualidade, ou que ele seria facilmente derrotado em 2020, os eleitores dispararam um tiro de alerta na terça-feira”, disse o portal digital The Hill.

Além de todas essas interpretações, a verdade é que os Estados Unidos acordam hoje com a certeza de um futuro legislativo que não estará mais sob o controle de um único partido.

A rede de televisão CBS News estimou que ante esta nova situação no Congresso, o presidente será forçado a trabalhar mais de perto com os democratas ou a recorrer com mais frequência às ordens executivas, porque, caso contrário, a agenda dele simplesmente ficará estagnada.


Fonte: Prensa Latina, tradução da Redação do i21

Revolução Russa: a luta continua 101 anos depois

A Revolução de Outubro, cujo aniversário hoje se assinala, marcou o século XX e a luta dos trabalhadores e dos povos, concretizando a aspiração secular do homem - a sua libertação social e humana.

  
Após as experiências como a Comuna de Paris, onde durante 72 dias a bandeira vermelha da classe operária flutuou hasteada no município de Paris num primeiro exercício do poder pelo proletariado, a que se seguiu a revolução russa de 1905, a primeira grande revolução popular com a intervenção organizada da classe operária e dos trabalhadores, surgiu a Revolução de Fevereiro de 1917, que marcou o fim do poder czarista na Rússia.

Mas o século XX viria a ficar marcado pela Revolução de Outubro, cujo 101.º aniversário se assinala nesta terça-feira (7) pelo poder político dos trabalhadores e pela construção duradoura de uma sociedade sem exploradores nem explorados, concretizando a aspiração secular do homem – a sua libertação social e humana. É o tempo em que o sonho e a utopia dão lugar a um projeto político e de transformação social, no sentido da eliminação de todas as formas de exploração e opressão.

De uma Rússia semi-feudal, dominada pelo poder repressivo dos czares e da mais alta nobreza, e fustigada pela exploração, a repressão, a pobreza, a fome e o analfabetismo, nascia a 7 de Novembro de 1917 a Revolução de Outubro, com o proletariado russo, liderado pelo Partido Bolchevique, a liderar o seu destino.

Era o princípio da construção de uma nova sociedade onde, a par de grandes dificuldades e obstáculos, se deram avanços históricos, nomeadamente ao nível dos direitos dos trabalhadores e dos povos em geral. Passaram a ser assegurados os direitos à habitação e ao ensino, com instrução geral e politécnica gratuita e obrigatória até aos 16 anos. Conquistaram-se direitos à jornada de trabalho de oito horas de trabalho e a férias pagas, mas também à assistência médica e a um sistema de segurança social universal e gratuitos.

O direito, de fato, das mulheres à igualdade, com importantes conquistas: o direito e proteção na maternidade, incluindo a licença de oito semanas antes e oito semanas depois do parto paga com salário normal; a instalação, em todas as fábricas e outras empresas que empregassem mulheres, de creches para lactantes e locais para a sua alimentação, devendo toda a operária que amamentasse o filho dispor de pelo menos meia hora em intervalos não ultrapassando três horas e o direito a não trabalhar mais de seis horas por dia.

Estes e outros direitos e conquistas demoraram largos anos a chegar a outros países, como aconteceu em Portugal, onde surgiram cerca de meio século depois.

Os grandes progressos verificados a nível mundial – políticas sociais, derrota do nazi-fascismo e libertação de países do jugo colonial – são inseparáveis da Revolução de Outubro, dos seus ideais e valores, da solidariedade política, diplomática, econômica e militar da União Soviética para com a luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo.

Com o desaparecimento da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e do socialismo como sistema mundial, o capitalismo tornou mais evidente a sua natureza com os brutais retrocessos na vida de milhões de seres humanos e o mundo mais exposto às tentativas de imposição de uma nova ordem ao serviço das potências imperialistas, não olhando a meios para atingir os seus objetivos.

No entanto, por mais que a ideologia dominante procure impor o pensamento único e proclame o contrário, este não é o tempo do anunciado fim da história, mas sim o tempo de continuar a luta pela liberdade, a democracia e o socialismo! 

 Fonte: AbrilAbril

    Brasil é de onde China mais importa serviços na América Latina

    O Brasil é, na América Latina, a maior fonte de importação de serviços para a China, com um valor de US$ 5,49 bilhões em 2017, informou nesta terça-feira pelo Ministério do Comércio chinês.

      
    Inédito, o Relatório sobre Importação de Serviços da China 2018 foi publicado durante a primeira Exposição Internacional de Importação da China.

    Em 2017, a China importou US$ 5,49 bilhões em serviços do Brasil, o que representa 59,6% de crescimento anual e 32,4% do total importado pelo país asiático entre os membros do BRICS.

    Os serviços de transporte atingiram uma importação de US$ 5,08 bilhões, alta anual de 65%. Os de manutenção e reparo, construção, serviços financeiros, assim como os pessoais, culturais e recreativos, saltaram 224,1%, 84,5%, 82,2% e 39,3%, respectivamente.

    Em agosto de 2017, durante a 7ª reunião dos ministros do Comércio do BRICS, a China e o Brasil assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação em comércio de serviços, para impulsionar a cooperação bilateral em setores como construção, tecnologia da informação, comércio eletrônico, turismo e medicina tradicional chinesa.

    Isso serviu como exemplo da cooperação entre China e outros países do BRICS. Os laços China-Brasil se tornaram uma das relações bilaterais mais vigorosas com as conotações mais ricas do mundo.

    A primeira Exposição Internacional de Importação da China foi aberta na segunda-feira (5) e vai até sábado (10), com a participação de 87 empresas brasileiras de diversos setores, como alimentos e bebidas, comércio e serviços, acessórios e bens de consumo e equipamentos médicos. 

     Fonte: Diário do Povo

      domingo, 4 de novembro de 2018

      Torcida tricolor faz a festa pela cidade, em especial no Castelão

      Apaixonados tricolores vibraram muito com a conquista do acesso à Série A do Brasileiro


      Eles foram leais do início ao fim. Amargaram dias de decepção com o time na Série C, mas não houve abandono. Ontem, a glória de quem agora merece dias melhores. A torcida do Fortaleza soltou o grito de acesso à elite do futebol nacional após 12 anos. E o fez de forma inesquecível.

       

      Uma grande festa foi planejada na parte externa da Arena Castelão. Uma 'fan fest' que parecia prever o que vinha pela frente. Como na Copa do Mundo, os apaixonados tricolores acompanharam todos os momentos da partida em um grande telão montado e viram os melhores momentos do time contra o Atlético/GO, vibrando com cada gol tricolor marcado.
      Curiosamente, com o desenrolar favorável ao time cearense na partida (Gustavo e Bruno Melo adiantaram o Leão na frente do placar), as atenções começaram a se voltar paulatinamente para outro jogo da rodada e que também tinha igual valor em termos de importância. O Londrina não poderia vencer o Avaí em Santa Catarina, outra condição para que o acesso do Fortaleza acontecesse ontem.
      E foi assim, com o radinho no ouvido e olho na telona, que muitos tricolores esperaram o apito final da partida em Florianópolis para já começar as comemorações do acesso. Ainda faltava tempo para o fim do jogo contra o Atlético/GO terminar, mas já era natural que o grito se desprendesse da garganta e os fogos começassem a estourar nas ruas da cidade.
      Quando finalmente o árbitro encerrou a partida em Goiânia, o êxtase se estabeleceu em maior grau, iniciando uma grande e generalizada festa pela Arena Castelão e por todos os bairros, entrando noite afora. Não era à toa. O Fortaleza, desde ontem, se tornou o assunto do momento e assim permanecerá por vários dias. Agora, a torcida espera ansiosa pela conquista do Campeonato Brasileiro da Série B, algo inédito na história do clube e do futebol cearense. Para isso, o time já se concentra para o jogão de terça-feira, quando a equipe enfrenta o CSA e pode já garantir o troféu.

      Pesquisa constata desinformação de médicos sobre homossexualidade

      Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos.

      AP
        
      Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos.

      O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos.

      Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica.

      Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.

      Riscos

      O estudo constatou problemas como falta de treinamento de profissionais de saúde, que têm dificuldade de abordar questões relacionadas à sexualidade, presença de barreiras e práticas institucionalizadas consideradas preconceituosas. Segundo os autores, a desinformação dos profissionais de saúde aumenta o risco de adoecimento mental, suicídio, câncer e de contração de doenças sexualmente transmissíveis.

      Em alguns casos, apontou a pesquisa, a rejeição dos profissionais de saúde leva à evitação ou ao atraso no atendimento, ao ocultamento da orientação sexual, ao aumento da automedicação ou à busca de informações fora da rede médica, por meio de farmácias, de revistas, de amigos e da internet. Alguns pacientes só procuram o médico em situações de emergência ou em casos extremos, por receio de enfrentarem discursos homofóbicos, humilhações, ridicularizações e quebra de confidencialidade.

      Erros

      A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder.

      Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo", escreveu o grupo de cientistas.

      Violência contra LGBTI no Brasil

      Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por LGBTIfobia. O número, apurado pelo Grupo Gay da Bahia, é o maior desde o início da série do monitoramento, que começou a ser elaborado pela entidade há 38 anos. O índice representa um aumento de 30% em relação a 2016.

      Pelo mundo, a comunidade LGBTI tem conseguido galgar avanços na proteção a seus membros contra perseguições e ataques. Em setembro, a Índia descriminalizou a homossexualidade. A despenalização, que tinha como fundamento uma lei britânica de 150 anos, foi garantida por decisão da Suprema Corte do país. 

       Fonte: Agência Brasil

      Tereza Cruvinel: Retórica eleitoral migra para o governo

      A jornalista Tereza Cruvinel afirma o que ficou claro durante a campanha: a retórica eleitoral iria perdurar tão logo o candidato extremista chegasse ao poder. Ela diz: "surpresos, só os que acreditavam que a retórica de campanha não se tornaria forma de governo".

        
      No primeiro dia como presidente eleito, Jair Bolsonaro reiterou ameaças aos adversários e ameaçou retaliar veículos que não se portarem bem".

      Em sua coluna no Jornal do Brasil, a jornalista destaca que Bolsonaro "pelo Twitter, confirmou ministros e desmentiu notícias. Está claro que apostará na comunicação pessoal e direta com o povo, através das redes sociais, dispensando a mediação da imprensa, e que no Congresso buscará votos ao largo dos partidos. Focinho de populismo autoritário, que saído das urnas, pode ser mais forte que o gerado por tanques".

      E vaticina: "sendo autoindulgentes, podemos debitar ao torpor do resultado eleitoral a falta de reação à altura de duas coisas graves que ele disse, na segunda-feira, na entrevista ao Jornal Nacional."

      Ela ainda afirma que "sobre a ameaça de “varrer estes bandidos vermelhos”, mandando-os para a prisão ou o exílio, confirmou ter se referido às cúpulas do PT e do PSOL. Na mesma fala, havia dito que faria o ex-presidente Lula apodrecer na cadeia e para lá mandaria o senador Lindbergh e o concorrente Haddad. É aterrador, mas foi assimilado." 

      Fonte:Brasil 247

        Com modelo de reforma de Fraga, Bolsonaro amplia ataque a direitos

        Com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições deste ano, a proposta de reforma da Previdência pode adotar um modelo ainda mais radical no que tange aos ataques aos direitos dos trabalhadores. A imprensa comercial noticiou na quinta-feira (1) que a equipe de Bolsonaro recebeu um estudo do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e do especialista em Previdência Paulo Tafner, que propõe ampliar os cortes pretendidos pela proposta de Michel Temer.

        Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
          
        A economia que com o projeto de Temer seria de R$ 802,3 bilhões passaria a R$ 1,27 trilhão em dez anos, um dinheiro que certamente deixaria de ir para os benefícios previdenciários dos trabalhadores.

        “Nós não sabemos ao certo quais as propostas que estão sendo estudadas pela equipe de governo do Jair Bolsonaro. No programa de governo dele não havia esse detalhamento, era muito genérico. Mas o que foi noticiado é que um grupo de trabalho de pesquisadores e economistas, do qual participa o Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, apresentou para essa equipe do Bolsonaro uma proposta que tem semelhanças com a proposta do Temer, mas ela é ainda mais ampla e profunda, tem um impacto ainda maior sobre a seguridade social e sobre a Previdência social pública”, afirmou o Supervisor do escritório do Dieese em São Paulo, Victor Pagani, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, nesta sexta-feira (2).

        Tão grave quanto o ataque ao bolso do trabalhador é o caminho proposto pelo estudo apresentado, que para viabilizar a reforma pretende a retirada dos direitos previdenciários e da assistência social da Constituição. “Isso vai permitir que eventualmente, no futuro, sejam feitas outras alterações com mais facilidade, sem precisar aprovar uma nova PEC (Proposta de Emenda Constitucional)”, afirma Pagani.

        “Isso é ruim para os trabalhadores, porque a retirada de direitos vai ficar mais fácil caso essa proposta seja aprovada”, defende o especialista.

        Segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT), que divulgou nas redes sociais vídeo sobre o tema, a proposta de Fraga historicamente e frente a reformas de governos anteriores, será a mais drástica mudança se não houver mobilização e resistência por parte da sociedade. Vigilante destaca que o plano apresentado por Fraga foi elaborado para uma possível candidatura do apresentador de televisão Luciano Huck, candidatura que não chegou a se consolidar.

        “Dentre outros absurdos, esse plano determina que a aposentadoria só se dará aos 65 anos para os homens, e 62 para as mulheres. Mas tem um detalhe muito grave: mesmo você completando a idade para se aposentar com a aposentadoria completa, sem cortes, você tem que ter contribuído durante 40 anos. Sem essa contribuição, você não terá a aposentadoria integral”, diz. “A expectativa é que a maioria das pessoas vai se aposentar com metade do salário que ganhava”, afirma ainda. Para Vigilante, também é bastante grave a ideia de querer tirar a Previdência da Constituição.

        Uma outra mudança é que o estudo apresentado prevê a implantação do regime de capitalização de forma progressiva, gradual, até 2040. “O atual regime é de solidariedade, portanto, quem está trabalhando hoje paga a aposentadoria, e o regime pretendido é inspirado no modelo chileno, que foi aprovado durante o governo Pinochet, que é esse regime de capitalização”, afirma o representante do Dieese. “A experiência chilena mostra os perigos disso – no futuro, de acordo com os riscos de mercado, e do valor das taxas cobradas pelo sistema financeiro para administrar esses fundos, você pode ter, como ocorreu no Chile, os valores das aposentadorias muito baixos, inferiores inclusive ao salário mínimo. Essa é uma diferença marcante entre as propostas, porque agora estão querendo que o salário mínimo deixe de ser o piso previdenciário. Querem que as pessoas ao se aposentar recebam benefícios inferiores ao salário mínimo”, diz Pagani.

        Os defensores da reforma falam em pagar 70% do salário mínimo e em desvincular esses benefícios. “Se o salário mínimo for reajustado e tiver um ganho real, isso não seria repassado para o piso previdenciário”, afirma o especialista à TVT.

        "Não há também informações de que vai haver cobrança dos grandes devedores no que tange às empresas. E a soma dessas dívidas é superior a R$ 400 bilhões. Também não fica claro o que vai ser feito em relação às desonerações. A proposta está centrada no corte de despesas e não tem um detalhamento do que vai ser feito para haver um aumento das receitas da Previdência", afirma Pagani.

        A proposta também prevê a criação de um fundo próprio para as Forças Armadas. "E um possível aumento da alíquota de contribuição, mas isso também o Mourão disse que não é bem assim. Está tudo muito nebuloso, vamos ter de esperar essas propostas se concretizarem", diz Pagani.

        As centrais sindicais já estão se preparando para fazer oposição a essas propostas que retiram direitos dos trabalhadores. 

        Fonte: Rede Brasil Atual

        Trump é acusado de racismo por vídeo contra migrantes

        O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está sendo acusado de racismo por causa de um vídeo contra migrantes.

          
        O anúncio eleitoral, divulgado às vésperas das eleições legislativas de 6 de novembro, defende o bloqueio à caravana de centro-americanos que ruma para a fronteira entre México e EUA e compara os migrantes a Luis Bracamontes, clandestino condenado à morte por assassinar dois policiais na Califórnia.

        "Os perigosos criminosos ilegais, como o assassino de policiais Luis Bracamontes, não se importam com nossas leis. A América não pode permitir essa invasão, a caravana de migrantes deve ser interrompida", diz o narrador.

        Críticos de Trump, no entanto, definiram o vídeo como racista por associar estrangeiros à criminalidade. O presidente vem usando a caravana migratória, que está a mais de mil quilômetros dos Estados Unidos, como cavalo de batalha na campanha das eleições de meio de mandato.

        O pleito de 6 de novembro pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso, hoje dominado pelo Partido Republicano. Segundo as pesquisas mais recentes, o Partido Democrata é favorito para retomar o controle da Câmara dos Representantes. 

        Fonte: Opera Mund

        Fortaleza vence Atlético/GO e sela a volta à Série A após 12 anos

        Com autoridade, Leão vence o Atlético/GO por 2 a 1 fora de casa e conquista o acesso para a Série A


        Líder da Série B do Campeonato Brasileiro desde à quinta rodada, o Fortaleza confirmou o acesso à Série A, ao vencer o Atlético Goaniense por 2 x1, ontem à tarde pela 34ª rodada. O Leão foi beneficiado, além da vitória, pela combinação de resultados na rodada, com o empate entre Vila Nova e Paysandu (0 a 0) e Avaí e Londrina (1 a 1). O Tricolor volta à Série A depois de 12 anos.
        Veja também:
        No primeiro tempo, o Atlético começou pressionando o Leão, com maior volume de jogo e procurando ocupar os espaços. O técnico Rogério Ceni havia entrado com uma proposta ofensiva, com três atacantes, Ederson, Gustavo e Marcinho. Aos 9 minutos, Ederson cruzou da direita e Gustavo chegou atrasado na hora de finalizar. Mas, o time goiano respondeu aos 11 minutos. Após cruzamento na área, Rômulo pegou de primeira e chutou para fora.
        Uma das características do time cearense foi a eficiência nos contra-ataques e ficou até mais evidenciado em falha do próprio Atlético. Aos 14 minutos, o lateral Jonathan atravessou a bola no meio campo, deu errado e caiu no pé do atacante Marcinho. Este avançou, tocou a Gustavo, que na área, tocou com efeito tirando do goleiro, marcando 1x0.
        Na sequência, o goleiro Marcelo Böeck teve que fazer defesas arrojadas. O segundo gol aconteceu aos 24 minutos quando Ederson recebeu cobrança de escanteio e cruzou para a área. O lateral-esquerdo Bruno Melo cabeceou e ampliou para 2x0.
        O Tricolor utilizou o segundo tempo todo para administrar o placar, recuando o time e buscando os contra-ataques. O Atlético aumentou a pressão e serviu para consagrar o goleiro Marcelo Böeck, que fez defesas espetaculares, garantindo o acesso. O Dragão ainda diminuiu aos 48 minutos, mas não havia mais tempo nem condição técnica e física para uma reação. No final, Tricolor confirmado na Primeira Divisão de 2019

        Fonte: Diário do Nordeste

        Manuela: 'O rumo que temos que manter é de muita unidade popular'

        Em entrevista ao jornal O Globo, a deputada gaúcha Manuela D'Ávila (PCdoB), fez um balanço da campanha que fez como vice do petista Fernando Haddad, candidato a presidente. Segundo ela, a campanha conseguiu estabelecer uma forte conexão com as ruas na reta final da corrida ao Planalto. Ela também voltou a reafirmar a necessidade de uma frente ampla para enfrentar

        Richard Silva/PCdoB na Câmara
          
        "Foi um processo cheio de particularidades. Teve um desfecho de uma mobilização social muito impressionante, muito bonita. O engajamento de pessoas sem nenhum partido, que nunca tinham se engajado, em defesa de causas muito valiosas, como a democracia e a liberdade", disse Manuela.

        Para ela, o rumo do campo progressista já foi estabelecido pelo segundo turno das eleições. "A reta final do segundo turno já corrigiu o nosso rumo. É esse o rumo que temos que manter. De muita unidade popular, de uma militância na rua, ouvindo as pessoas, conversando. O movimento de virada de votos foi isso. Um movimento de humildade, de ir, de ouvir, de estabelecer laços, de ser mais compreensivo, de ouvir sobre os equívocos. A reta final para mim é a nossa nova posição", enfatizou.

        Manuela lembrou que em novembro do ano passado, quando foi lançada a sua pré-candidatura a presidente, o PCdoB defendia a uma união de esquerda mais ampla. "No final, o desfecho popular foi a construção da unidade que nós não conseguimos fazer nos partidos. Fiz um esforço lá atrás muito grande, dizendo que a unidade não era uma bandeira, que deveria se materializar na prática. E na prática a única que deixou de ser candidata fui eu, o que várias vezes foi criticado de forma machista dizendo que foi um gesto de submissão", salientou.

        A deputada considera que a frente ampla nas eleições não se concretizou porque os partidos não avaliaram o "perigo que representava o adversário".

        "Vários partidos subestimaram a hipótese de o Bolsonaro ir para o segundo turno. Esse nunca foi o meu caso. Eu, desde 2014, voltei para Porto Alegre muito por causa disso. Já percebia que havia uma mudança no tecido social, e que essa mudança teria impactos no processo eleitoral. Há bastante tempo eu dizia que o Bolsonaro era um candidato bastante forte. Quando tu faz essa avaliação, é mais fácil tirar as consequências dela. Se tu acha que esse cenário não é o mais provável, é mais fácil cometer o erro de lançar candidatura e achar que a unidade não é algo tão importante" analisou.

        Segundo ela, o forte esquema de difusão de mensagens falsas pela internet e o incremento do uso do WhatsApp foram mecanismo da minaram a campanha do campo progressista.

        "Foi um erro não imaginar que esse mecanismo teria um impacto tão intenso na sociedade", disse, destacando que a rejeição de Haddad nas pesquisas cresceu em função de uma campanha difamatória nas redes sociais. "A TV contou tão pouco que nosso adversário não teve a hombridade de debater e isso não pesou contra ele. Atribuo a rejeição às mentiras bárbaras que foram pregadas. Às vezes tenho a impressão de que as pessoas não têm noção da amplificação que tem uma mentira na internet: 70 perfis que publicaram notícias falsas sobre mim foram compartilhados 300 mil vezes e somam 13 milhões de visualizações. A gente está falando de uma audiência gigantesca", denunciou.

        Manuela também rebateu a tese de que Ciro tenha contribuído para a derrota de Haddad por não ter participado da campanha no segundo turno. "O Ciro teve uma participação brilhante no primeiro turno e ele foi quem viabilizou também, com seu elevado percentual de votos, o segundo turno. Ciro não contribuiu para nossa derrota. Ele contribuiu para a existência do segundo turno com a campanha que fez até o último dia em alta intensidade. Ele cometeu um equívoco em não se envolver no segundo turno", ponderou.

        Na entrevista, Manuela falou sobre como foi fazer campanha tendo uma filha bebê. "Quando comecei a fazer a minha pré-campanha, a Laura ainda era amamentada e eu não sabia como ia ser, e tinha que levá-la comigo. E muitos questionavam: como assim, ela vai com a criança? Tenho uma filha de dois anos, e não aceito mudar como a educo. Foi algo que, no início, era uma imposição minha, em função da necessidade. E teve uma transformação", contou.

        E acrescenta: "E talvez tenha sido o que de mais importante fiz nesse processo eleitoral: mostrar que as mulheres que são mães podem ocupar os espaços públicos. Porque os espaços públicos nos são tirados quando somos mães de crianças".

        Ao ser questionada sobre o que espera do governo Bolsonaro, a deputada gaúcha disse que torce "profundamente que ele cumpra, e que zelemos todos juntos, pelo texto da Constituição, que é o uniu o povo brasileiro depois de anos muito difíceis que vivemos". 

        Do Portal Vermelho