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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Nova investigação contra Trump aponta fraudes fiscais

O The New York Times relata, através de documentos, que o presidente criou empresas de fachada com seus irmãos para ocultar dinheiro. Órgão fiscal de Nova York revisará o histórico da família

Donald Trump ao lado de seu pai, o magnata Fred TrumpDonald Trump ao lado de seu pai, o magnata Fred Trump
Uma reportagem publicada na terça-feira (2) no The New York Times aponta Donald Trump como artífice de parte dos estratagemas fiscais que ajudaram seu pai, o empreendedor imobiliário Fred Trump, a sonegar impostos nos anos noventa. Uma das manobras consistiu na criação de empresas de fachada com seus irmãos. Citando uma ampla investigação envolvendo, entre outros, mais de 100 mil documentos fiscais e judiciais relativos a várias décadas, o jornal estima em 413 milhões de dólares (1,63 bilhão de reais, pelo câmbio atual) a quantia que o republicano recebeu de seu pai ao longo da vida.

Charles J. Harder, advogado de Donald Trump, enviou um comunicado ao Times salientando que as acusações de “fraude e evasão fiscal são 100% falsas”. O republicano gerou polêmica na campanha eleitoral de 2016 ao não divulgar publicamente sua declaração da renda, como costumam fazer os candidatos presidenciais, o que agravou as suspeitas sobre suas práticas empresariais e fiscais.

Trump já nasceu rico. Seu pai era um próspero incorporador imobiliário que começou construindo residências no Queens e Brooklyn (Nova York). Os primeiros passos do mandatário no mundo dos negócios foram nas empresas de seu pai. Donald, fascinado pelo luxo nova-iorquino, deu o salto para Manhattan e começou a impulsionar arranha-céus que levam seu nome. E, naquela época, o hoje presidente e seus irmãos continuaram recebendo dinheiro dos pais.

Segundo o Times, Fred e Mary Trump transferiram à prole um total de um bilhão de dólares, que, com os impostos de 55% sobre doações e heranças, teriam gerado 550 milhões de dólares para o fisco, mas só pagaram 52,2 milhões (pouco mais de 5%).

Donald Trump começou a acumular patrimônio muito cedo, aos três anos, quando recebeu o equivalente a 200 mil dólares pelo valor atual, descontada a inflação do período. Aos oito, segundo o artigo, já era milionário, aos 17 assumiu um edifício com 52 apartamentos, e, ao terminar a faculdade, já tinha uma renda que seria equivalente a um milhão de dólares pelos valores atuais. Ao chegar aos 40 anos, a bolada atingia cinco milhões por ano.

Embora os pais fossem generosos, a investigação do Times mostra que o republicano também fazia sua parte. Uma grande parcela do dinheiro recebido chegou às suas mãos porque ele estava ajudando a sonegar impostos. As empresas de fachada que criou com seus irmãos serviam para ocultar as doações e ajudaram seu pai a obter ilegalmente deduções fiscais milionárias. Também segundo a reportagem, ele colaborou com os pais na concepção de uma estratégia para desvalorizar as propriedades imobiliárias, pois assim teriam uma economia considerável em impostos.

A Casa Branca insistiu na terça-feira (2) através de sua porta-voz, Sarah Sanders, que Trump começou seu império com um empréstimo de um milhão de dólares de seu pai, que o hoje presidente devolveu. Agora, afirmou, sua fortuna alcança os dez bilhões, embora a Bloomberg avalie o montante em 2,8 bilhões. Se esse primeiro milhão emprestado a Trump fosse investido no índice S&P da Bolsa de Nova York, hoje a bolada seria de 1,96 bilhão.

James Gazzale, porta-voz do Departamento de Impostos e Finanças do Estado de Nova York, informou após a publicação da reportagem que o departamento “está analisando as denúncias incluídas no artigo do The New York Times”. 

Fonte: El País

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Márcio Jerry reúne multidão durante caminhada em Matinha

  

Faltando apenas uma semana para as eleições, a candidatura de Márcio Jerry a deputado federal continua a mostrar tendência de crescimento. O ex-secretário de comunicação e assuntos políticos do governo Flávio Dino reuniu uma verdadeira multidão durante caminhada realizada no final da tarde de sábado (29) no município de Matinha. O ato foi organizado com o apoio do grupo político da prefeita Linielda de Eldo e em parceria com o candidato a deputado estadual Ricardo Rios.

A prefeita Linielda reforçou, para os moradores de Matinha, a necessidade de se eleger candidatos que têm compromisso com o município. “A nossa cidade está de parabéns por ter recepcionado nossos candidatos com esta belíssima festa. Márcio Jerry é o nosso candidato a deputado federal porque ele é uma das pessoas que trabalha pelo nosso município. Estamos de mãos dadas todos os dias para enfrentar os problemas e garantir o que o nosso município precisa”, discursou a prefeita. 

Durante a agenda de campanha pela Baixada Maranhense, Márcio Jerry também se reuniu com lideranças na cidade de Viana. O evento contou com a participação de representantes dos trabalhadores rurais, professores, do movimento negro, de vereadores e ex-vereadores. Ele ressaltou que o seu mandato de deputado federal vai se pautar pelas mesmas diretrizes que já regem a sua atuação poítica. “Vou continuar com a trajetória de militância e, sobretudo, vou continuar a trabalhar pelos municípios do Maranhão, assim como já fazia ao lado do governador Flávio Dino. Como deputado federal, vou poder fazer ainda mais”, afirmou Márcio Jerry. 

Grande Ilha

No domingo (30) a agenda de campanha do candidato a deputado federal se concentrou nos municípios da Grande Ilha. Márcio Jerry debateu propostas com a Associação dos Ministros Evangélicos do Estado do Maranhão (AMEEM), em Paço do Lumiar. Na pauta, a parceria entre o poder público e as igrejas e o fortalecimento do caráter social da atuação dos grupos religiosos nas comunidades. 

Em São José de Ribamar, o candidato reuniu lideranças e apoiadores em caminhada e carreata. A atividade foi em parceria com o candidato a deputado estadual Jota Pinto, presidente do Patriotas no Maranhão, e contou também com a presença da vereadora de São Luís, Concita Pinto

Flávio Dino: Maranhão contra o câncer de mama

 

  
Desde 2015, temos trabalhado em políticas de saúde em favor de toda a sociedade maranhense, procurando levar serviços para quem antes era obrigado a se deslocar centenas e centenas de quilômetros para ser atendido. Não é diferente no caso do combate ao câncer de mama, tema do Outubro Rosa que se inicia esta semana.

Com apoio da Vale e uma parceria com o Hospital de Barretos, referência no tratamento ao câncer, temos hoje um serviço móvel muito eficiente. Essa foi a forma que encontramos de levar atendimento a mais de 150 municípios do estado que não tinham como realizar exames preventivos. Em três anos e meio, só com a Carreta da Mulher, pudemos atender mais de 67 mil mulheres.

Além do trabalho das equipes municipais, na rede estadual de saúde realizamos mais de 150 mil exames com mamógrafos, além de palestras educativas, fundamentais para o reforço da cultura da prevenção. Em relação ao câncer de colo de útero, a rede estadual de saúde realizou mais de meio milhão de exames preventivos.

No combate ao câncer em geral, implantamos a radioterapia e instalamos a 1º Unidade de Oncologia Pediátrica em Imperatriz, com leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI, além de consultas médicas especializadas, exames laboratoriais e diagnósticos por imagem, garantindo o tratamento a crianças de mais de 40 municípios da região, que antes precisavam se deslocar para serem atendidas.

Em São Luís, após a inauguração do Hospital de Ortopedia e Traumatologia (HTO), o Hospital Geral, que também atendia a estas especialidades, passou a funcionar exclusivamente como Hospital do Câncer, devidamente reformado e equipado para esse tipo de tratamento. Desenvolvemos também o Projeto Bem Acompanhado, realizado com foco nos acompanhantes dos pacientes, por meio de atividades lúdicas, dinâmicas, entretenimento e exercícios físicos.

E instalamos a Casa de Apoio ao Hospital do Câncer, espaço de acolhimento aos pacientes e seus familiares durante o tratamento, quando oriundos de outras cidades. A Casa, que fica nas proximidades da unidade hospitalar, dispõe de dormitórios, espaços de convivência, sala de leitura e refeitório, onde são servidas as principais refeições gratuitamente.

No início do ano, também inauguramos a Unidade de Oncologia do Hospital Macrorregional de Caxias, servindo a mais de 13 municípios da região, com capacidade para realizar mais de 400 procedimentos quimioterápicos por mês, e estrutura completa de serviços de prevenção e tratamento do câncer.

Em convênio com o Hospital Aldenora Bello, investimos na ampliação física da unidade e na aquisição de equipamentos para radioterapia e mamografia, para garantir o aumento da capacidade de atendimento no tratamento oncológico.

São ações de um governo que trata a saúde da mulher como deve ser tratada: prioridade de um governo que cuida das pessoas. Das muitas batalhas travadas na missão de governar o Maranhão, a de garantir condições adequadas de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer é uma das que temos empenhado muitos esforços. Muito ainda temos que avançar. Conto com a participação de todos no Outubro Rosa e vamos continuar trabalhando para melhorar ainda mais os nossos serviços públicos.

Flávio Dino entra com ação na PGR contra fake news de inelegibilidade

A coligação “Todos pelo Maranhão”, encabeçada pelo candidato à reeleição, Flávio Dino (PCdoB), entrou com ação na Procuradoria Geral da República (PGR) após uma campanha da candidata Roseana Sarney (MDB) ter veiculado a notícia falsa de que Flávio Dino estaria inelegível. A fake news foi divulgada no sábado (29) durante o horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio.

  
Na ação, os advogados da coligação de Flávio Dino pedem que sejam tomadas as devidas providências com o necessário ingresso da Ação Penal cabível.

“É de suma importância levar em conta que divulgar na propaganda, fatos inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado, recai em pena de detenção de dois meses a um ano, ou pagamento de 120 a 150 dias-multa”, afirma o documento jurídico.

Os advogados acrescentam que “é fato público e notório que o candidato Flávio Dino não está inelegível, até porque já teve seu registro de candidatura deferido pela corte deste Tribunal Regional Eleitoral”.

O texto da ação atribui o ato, ao desespero da família Sarney que comandou o estado há quase 50 anos e que possivelmente deve perder a eleição novamente para o Flávio Dino que lidera todas as pesquisas de intenção de voto dos maranhenses.

Na sexta-feira (28), Flávio Dino publicou um vídeo nas suas redes sociais alertando sobre as calúnias perpetradas pela campanha eleitoral da família Sarney, que persegue o governador com o intuito de difamar o candidato à reeleição e desqualificar a administração desenvolvimentista de seu governo.

“Aqueles que estão desesperados porque não conseguirão voltar ao poder, graças a Deus, estão anunciando que vão fazer uma série de ataques, que são chamadas de fake news, mas na verdade conhecemos como o nome de mentiras e baixarias, dessas coisas que infelizmente acontecem na política do nosso estado. Não podemos permitir isso. A política não é um território do mal, ela tem que ser feita com alegria, dignidade, com decência como nós fazemos. E assim nós vamos continuar”, disse Flávio Dino.




Fonte: Portal PCdoB, com informações da Ascom/Flávio Dino

    Mulheres nas ruas e protagonistas na defesa de democracia

    O movimento de mulheres e o próprio feminismo sempre causam discussões polêmicas de toda ordem, que têm como pano de fundo suas concepções e práticas organizativas importantes para a disputa das pautas chamadas identitárias que têm sido apropriadas e ressignificadas por setores reacionários em especial no Parlamento.


    Por Isis Tavares*

    Isis Tavares: Dia 29 será marcado na história como o dia em que as mulheres protagonizaram a defesa da democracia contra o fascismoIsis Tavares: Dia 29 será marcado na história como o dia em que as mulheres protagonizaram a defesa da democracia contra o fascismo
    A partir de 2016, o movimento de mulheres tomou um impulso muito grande com o golpe que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República. A compreensão de que todas as conquistas e avanços nas políticas para as mulheres tinham ali o viés da misoginia, que simbolizava a voz masculina, velha, branca e machista dos setores reacionários da política brasileira.

    Não foi por acaso que se tentou criar na sociedade a figura da mulher "bela, recatada e do lar" em contraposição à mulher forte, determinada, que poderia ser o que quisesse, inclusive presidenta da República. Para as parlamentares, o Parlamento passou a ser mais hostil e desrespeitoso, com demonstrações públicas de agressão e ofensas. 

    Mas o movimento cada vez mais incorporava mulheres de diferentes gerações e setores da sociedade que começaram a se declarar feministas.

    Infelizmente esse crescimento não se refletiu nas candidaturas femininas nestas eleições. Diminuiu. O que talvez reflita o sentimento de negação da política, que vem sendo ideologicamente estimulado, aliado à violência política contra as mulheres no Congresso Nacional e nos parlamentos e intituições públicas brasileiras.

    Com o espaço alavancado pela grande mídia ao candidato do PSL, como estratégia de continuação do golpe e sua influência em uma grande camada da sociedade, as mulheres, principal alvo de suas declarações virulentas, começaram a questionar o que realmente significa antipolítica de armamento e perda dos seus direitos e de suas famílias, temperada com a incitação de muito ódio e intolerância. 

    Mulheres unidas

    Através das redes sociais, conseguiram reunir mulheres de diferentes concepções políticas e que têm um objetivo em comum: impedir que seja eleito alguém que representa o que há de mais atrasado na política do nosso país com a hashtag #EleNão. Elas querem lmais que reconhecimento. Querem valorização das mulheres que não se furtam em se expor seu pensamento.

    Muitas mulheres ainda não compareceram ou se manifestaram por ainda serem reféns de lares opressores, mas os avanços já são significativos. E as manifestações em todo o país e em diversas cidades de outros países comprovam os importantes avanços na organziação e nas lutas das mulheres.

    O dia 29 de setembro de 2018, ficará marcado na história do Brasil e do mundo, como o dia em que as mulheres brasileiras tomaram nas mãos o protagonismo da defesa da democracia e de estancar o avanço do fascismo em nosso país. 

    Mas há que se ter a devida consideração com a relevância política do ato que levou multidões às ruas. Não abrimos apenas o caminho para que daqui pra frente ganhemos um reconhecimento público e sejamos orientadas a ficar a postos quando precisarem de novo.

    Não repetir o passado

    Na Segunda Guerra Mundial, com os homens tendo que se alistar e viajando para os fronts de batalha, elas foram contratadas para trabalhar em fábricas de bombas e peças de aeronaves, como guardas de ataque aéreo, para trabalhos antes realizados por homens. Ao fim da guerra, elas simplesmente foram dispensadas para que os homens assumissem os postos de trabalho.

    Se tem algo incontestável nessa conjuntura, é que não dá para ignorar a presença das mulheres na política e perpetuar a mesma prática machista do século passado, de relegar as mulheres aos espaços privados e subrepresentadas no Parlamento ou à periferia dos espaços de poder e decisão.

    Há que se reconhecer na continuação da luta, que mulheres na política são imprescindíveis e que são grandes companheiras de poder.

    *Isis Tavares é presidenta da CTB-AM e secretária de Gênero da Confederação Nacionald dos Trabalhadores em Educação.


    Do Portal Vermelho

      #EleNão: Mulheres divulgam manifesto durante ato em Fortaleza

      Durante o ato histórico realizado no último sábado (29), as Mulheres Unidas contra Bolsonaro – Ceará lançaram um manifesto antifascista. O documento foi lido no Centro Cultural Dragão do Mar, após a caminhada que reuniu, em Fortaleza, mais de 50 mil pessoas. Leia a seguir a íntegra do manifesto:

      A caminhada seguiu até o Dragão do Mar, onde foi realizado um ato político.A caminhada seguiu até o Dragão do Mar, onde foi realizado um ato político.
      Mulheres Unidas contra Bolsonaro - Manifesto Antifascista 

      Neste dia em que estamos aqui reunidas, passado, presente e futuro se fazem um só. Ontem, nossas companheiras sentiram na pele e na alma o gosto amargo do autoritarismo que, de farda, já se dizia porta-voz da moral. Hoje, estamos em luta para preservar a liberdade conquistada e nos tirar mais uma vez das garras da tirania. 

      Não permitiremos que o Brasil seja entregue ao fascismo. Não aceitaremos que nosso algoz nos governe. Queremo-nos vivas e livres! Por muito tempo estivemos divididas, mas agora somos uma voz em milhões de bocas gritando: Ele Não! 

      Pelos quatro cantos do Brasil nos levantamos em combate à personificação do machismo, do racismo, da intolerância LGBT e do retrocesso. Mães, filhas, companheiras, amigas, vítimas da violência amparada no discurso misógino e fascista, a lembrança de suas vidas arrancadas, que também são nossas, nos impele a lutar. 

      Não aceitaremos sermos subjugadas, não aceitaremos nenhuma a menos! O amanhã está sendo construído pelas nossas mãos, que não descansarão diante da ameaça fascista. Queremos uma sociedade igualitária e livre de opressões! Somos professoras, estudantes, agricultoras, empregadas, empreendedoras, médicas, advogadas, artistas e mulheres! Mãos que sustentam o mundo. Somos fortes. 

      Embora muitas de nós ainda estejam em defesa de seus opressores, é por todas que lutamos, em nosso seio encontrarão abrigo. Perseguiremos um futuro em que nos respeitem. Estamos saindo das páginas do Facebook para as páginas da história. Vamos todas e vamos juntas, caminhando a passos firmes. A nós não foi dada a opção de fraquejar. 

      Ele Não!


      De Fortaleza,
      Carolina Campos


        Ibope confirma segundo turno entre Haddad e Bolsonaro

        Nova pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda (1), confirma que o segundo turno da disputa presidencial deve se dar entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (P)T). O candidato do PSL figura com 31% das intenções de voto, quatro pontos percentuais a mais que no último levantamento, divulgado no dia 26 de setembro. O postulante do PT, por sua vez, aparece estabilizado, com os mesmos 21%.

          
        Em relação à amostragem anterior, Ciro Gomes (PDT) oscilou de 12% para 11%; Geraldo Alckmin (PSDB) se manteve com 8%; Marina Silva (Rede) foi de 6% para 4%.Os indecisos foram de 7% para 5% e os brancos ou nulos, de 11% para 12%.

        João Amoêdo (Novo) tem 3%; Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2% cada um; Cabo Daciolo (Patriota), 1%; Guilherme Boulos (PSOL), Vera (PSTU), Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram.

        O Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 208 municípios, nos dias 29 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. 


        Segundo turno

        Na simulação de segundo turno, Haddad empata com Bolsonaro, ambos com 42%. Num cenário com Ciro contra Bolsonaro, o pedetista ganha por 45% a 39%. Já Alckmin venceria o candidato do PSL de 42% a 39%. Marina é a única que perderia, num embate com Bolsonaro, de 38% a 43%.

        Rejeição

        Bolsonaro é o candidato com maior taxa de rejeição. Mais uma vez, 44% dos pesquisados informou que não votaria no candidato de jeito nenhum. Depois vem Haddad, com rejeição de 38%, Marina com 25%, Alckmin com 19% e Ciro com 18%. 


        Do Portal Vermelho

        Divulgação da delação de Palocci foi decisão "eleitoral" de Moro

         Na tarde desta segunda-feira (1), a seis dias do primeiro turno das eleições gerais, o juiz de primeira instância Sérgio Moro quebrou o sigilo de parte da delação premiada acordada por Antônio Palocci, em setembro de 2017, com a Polícia Federal (PF).

          
         Palocci foi ministro da Fazenda durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministro da Casa Civil durante parte do primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), e foi condenado a 12 anos de prisão em junho do ano passado.

        Para juristas, a ação do juiz pode ser considerada política e tem a intenção de desmoralizar o Partido dos Trabalhadores (PT) às vésperas do pleito. O candidato do PT, Fernando Haddad, está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 25%, de acordo com a pesquisa CNT/MDA mais recente.

        Para Gisele Cittadino, integrante da Associação Brasileira de Juristas para a Democracia (ABJD) e professora do programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a escolha da data para a quebra do sigilo "chama a atenção". 

        "Essa decisão claramente tenta influenciar o resultado eleitoral, quanto a isso eu não tenho a menor dúvida. Por que agora? Porque não duas semanas atrás ou adiante? Sábado nós temos um pleito que não é regular, é um pleito de uma sociedade completamente cindida, em uma disputa imensa, com forte participação do poder judiciário no processo eleitoral, inclusive no sentido partidário, algo que jamais poderia ocorrer em uma sociedade democrática", disse.

        Os documentos liberados indicam a versão de que Lula teria indicado Paulo Roberto Costa à Diretoria de Abastecimento da Petrobras para "garantir espaço para ilicitudes". Em um dos anexos divulgados, Palocci destaca um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras durante o governo Lula. Moro incluiu ainda as informações delatadas por Palocci na ação penal do Instituto Lula. Lula e Dilma negaram as acusações. 

        Os benefícios acertados por Palocci também foram publicados. O ex-ministro teve redução de 2/3 de sua pena e terá que pagar multa de R$ 35 milhões. 

        Para Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional na PUC-SP, o fato de os depoimentos terem sido feitos na condição da delação premiada torna as denúncias fragilizadas. Ele também questiona o que acredita ser um caráter político no Judiciário brasileiro, que, na sua opinião, tem influenciado sistematicamente no processo eleitoral.

        "Isso é sinal de que há mesmo um desejo de interferir no resultado eleitoral. É interessante como o sistema de justiça não permite entrevista com Lula porque diz que ele vai interferir nas eleições, mas não se preocupa em segurar um sigilo de uma delação que ainda anão foi investigada adequadamente pela Justiça, sem nenhuma preocupação com a interferência. O sistema de justiça demonstra que se preocupa com interferências favoráveis ao candidato do Lula, mas as contrárias são permitidas. É uma atitude seletiva, politizada e incompatível com o sistema democrático. Hoje temos um sistema de justiça extremamente autoritário e que busca interferir na democracia para alcançar os resultados que deseja e não cumprir a Constituição", afirmou. 

        Serrano explica que as delações premiadas não podem conter efeitos condenatórios, porque representam um tipo de testemunho que por si só não apresenta provas.

        "É um tipo de testemunho dado que não tem testemunho com a verdade, existem mentiras passíveis de serem feitas em uma delação que não derrubam a delação, são mentiras impossíveis de se provar que são mentiras ou verdades. Isso é relativamente comum. Como você não prova a mentira, eu não perco a delação, isso tem sido muito comum. Quando você a libera a público você impacta a opinião da população, porque ela não está preparada para entender que uma delação pode conter várias inverdades. Que o fato deve ser comprovado. Isso já aconteceu anteriormente na história", afirmou. 

        Em despacho, Moro afirmou que após examinar o conteúdo dos documentos, "não vislumbra riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade". Em nota divulgada no final desta tarde, a defesa de Lula destacou que a conduta adotada por Moro "apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula". 

        "Moro juntou ao processo, por iniciativa própria (“de ofício”), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais", declara a nota, assinada pelo advogado Cristiano Zanin. 

         Fonte: Brasil de Fato

          Helena Chagas: Sérgio Moro entra na campanha

          A seis dias das eleições, o juiz Sergio Moro levantou o sigilo sobre um dos termos de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci, que detalha o suposto loteamento de cargos na Petrobras em troca de financiamento para o PT. Moro sempre terá uma justificativa jurídica para cada um de seus atos, mas vai ficar difícil convencer alguém de que ele não está também em campanha.

          Foto: Lula Marques/AGPT
            
          A delação de Palocci, acertada em abril com a Polícia Federal, já tem muitas partes conhecidas, e não teve o efeito de tirar votos do PT ou de Lula até agora. Mas a esperança é a última que morre, e os movimentos antipetistas já se animaram.

          Afinal, veremos, nos meios de comunicação, mais transcrições de gravações, depoimentos e relatos de reuniões citando Lula e outros personagens dos governos do PT, dos quais Fernando Haddad fez parte. A poucos dias de se encontrar com as urnas, na reta final da escolha, o eleitor será lembrado de tudo o que se falou de PT e Petrobras ao longo da Lava Jato. Mesmo que não tenha nada novo, isso será apresentado com estardalhaço pelos adversários.

          Não se sabe se a revelação de parte da delação de Palocci terá maior influência sobre o resultado do primeiro turno da eleição, que tende a botar Jair Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Mas pode ajudar a estancar, ou reduzir, o crescimento acelerado que poderia levar o petista a chegar em primeiro lugar à etapa final da eleição.

          Acima de tudo, o que o episódio mostra é a insistência do Judiciário em marcar seu protagonismo, interferindo no processo eleitoral a qualquer dia e a qualquer hora, no papel de dono da bola que assumiu desde a Lava Jato.

          Também faz parte desse efeito a queda-de-braço dentro do STF em torno da entrevista do ex-presidente Lula, autorizada por Lewandowski, cassada por Fux num raro gesto de censura à imprensa e hoje autorizada de novo por Lewandowski. Depois dizem que o Judiciário não está em campanha. 

          *Helena Chagas é jornalista.

          Fonte: Os Divergentes


            Lula afirma que eleições no Brasil ajudarão a retomar esperança

            Em carta escrita ao Jornal do Brasil desta segunda (01), o ex-presidente Lula destacou que as eleições de outubro serão a oportunidade de recuperar a democracia, revertendo o golpe e o projeto neoliberal instalado no país. “Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad”, escreveu.

            Ricardo Stuckert
            Na foto, Lula e Fernando HaddadNa foto, Lula e Fernando Haddad
            Segundo o ex-presidente, o Brasil está muito perto de escolher entre dois projetos para o país: “o que promove o desenvolvimento e aquele para tornar os ricos mais ricos” por das eleições de 2018. 

            “Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito”, escreveu Lula.

            Para ele, mesmo após todas as perseguições e tentativas de impedir a livre expressão popular, “o povo que nos trouxe até aqui para que se possa reverter o golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições”.

            “Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não estava no cálculo dos golpistas”, destacou.

            Confira a carta na íntegra:

            O Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O primeiro projeto foi aprovado pela maioria nas quatro últimas eleições presidenciais. O segundo foi imposto por um golpe parlamentar e midiático travestido de impeachment.

            Esta é a verdadeira disputa nas eleições de 7 de outubro. Foi por essa razão que meu nome cresceu nas pesquisas, pois o povo compreendeu que o modelo imposto pelo golpe está errado e precisa mudar. Cassaram minha candidatura, de forma arbitrária, para impedir a livre expressão popular. Mas é também pela existência de dois projetos em disputa que a candidatura de Fernando Haddad vem crescendo, na medida em que vai sendo identificada com nossas ideias.

            Com alguma perplexidade, mas sem grande surpresa, vejo lideranças políticas e analistas da imprensa dizerem que o Brasil estaria dividido entre dois polos ideológicos. E que o país deveria buscar uma opção “de centro”, como se a opção pelo PT fosse “extremista”. Além de falsa e, em certos casos, hipócrita, é uma leitura oportunista, que visa confundir o eleitor e falsear o que está realmente em jogo.

            Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros. Foi lutando nesse campo, ao lado do povo, da democracia e dos interesses nacionais, que nos credenciamos a governar o país pelo voto; jamais pelo golpe.

            O povo brasileiro não tem nenhuma dúvida sobre de que lado o PT sempre esteve, seja na oposição ou seja nos anos em que governamos o país. A sociedade não tem nenhuma dúvida quanto ao compromisso do PT com a democracia. Nascemos lutando por ela, quando a ditadura impunha a tortura, o arrocho dos salários e a perseguição aos trabalhadores. Fomos às ruas pelas diretas e fizemos a Constituinte avançar. Governamos com diálogo e participação social, num ambiente de paz.

            A força eleitoral do PT está lastreada nessa trajetória de compromisso com o povo, a democracia e o Brasil; nas transformações que realizamos para superar a fome e a miséria, para oferecer oportunidades a quem nunca as teve, para provar que é possível governar para todos e não apenas para uma parcela de privilegiados, promovendo a maior ascensão social de todos os tempos, o maior crescimento econômico em décadas e a soberania do país.

            Foi o povo que nos trouxe até aqui, apesar de todas as perseguições, para que se possa reverter o golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições. Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não estava no cálculo dos golpistas.

            São eles o outro polo nestas eleições, qualquer que seja o nome de seu candidato, inclusive aquele que não ousam dizer. Já atenderam pelo nome de Aécio Neves, esse mesmo que hoje querem esconder. Tentaram um animador de auditório, um justiceiro e um aventureiro; restou-lhes um candidato sem votos. O nome deles poderá vir a ser o da serpente fascista, chocada no ninho do ódio, da violência e da mentira.

            Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo que fizeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não venham pregar uma alternativa eleitoral “ao centro”, como se não fossem os responsáveis, em conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie. Escrevo este artigo para o “Jornal do Brasil” porque é um veículo que vem praticando a democracia e a pluralidade.

            Quem flerta com a barbárie cultiva o extremismo. Quem luta contra ela nada tem de extremista. Tem compromisso com o povo, com o país e com a civilização. Na disputa entre civilização e barbárie, deve-se escolher um lado. Não dá pra ficar em cima do muro.

            Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito.

            Estaremos juntos, todos os que, independentemente de diferenças políticas e trajetórias distintas, têm sensibilidade social e convicções democráticas.

            Será uma batalha difícil, como poucas. Mas estou certo de que a democracia será vitoriosa. De minha parte, estarei onde sempre estive: ao lado do povo, sem ilusões nem vacilações. Com amor pelo Brasil e compromisso com o povo, a paz, a democracia e a justiça social.

            LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

            Ex-presidente da República e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores

            Do Jornal do Brasil


            Do Portal Vermelho