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sábado, 1 de setembro de 2018

TSE libera horário eleitoral do PT com Haddad depois de 'sessão secreta'

O programa presidencial do PT pode ser veiculado no horário eleitoral desde que não haja a aparição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato

A defesa do PT argumentou que o registro do candidato a vice-presidente Fernando Haddad foi aceito por unanimidade pelo TSE ( Foto: AGPT )
09:41 · 01.09.2018 / atualizado às 09:45 por Estadão Conteúdo
Em uma reviravolta no julgamento da campanha do PT à Presidência da República, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram - a portas fechadas - na madrugada deste sábado (1) autorizar a veiculação do programa presidencial do PT no horário eleitoral, desde que não haja a aparição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato.
 
Segundo advogados eleitorais do PT, a decisão do TSE não impede a aparição de Lula como apoiador de Haddad, e sim a sua exibição na condição de cabeça de chapa. A legislação prevê que apoiadores de candidatos poderão dispor de até 25% do tempo de cada programa.
 
Por 6 a 1, o TSE decidiu rejeitar o registro de candidatura de Lula. Inicialmente, cinco ministros da Corte Eleitoral - entre eles o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso - haviam defendido a proibição da exibição do horário eleitoral do PT até a substituição de Lula na cabeça de chapa.
 
Por volta de 1h da manhã, quando a discussão do caso Lula já se estendia por oito horas, a defesa de Lula apresentou uma questão de ordem para manter o direito de o partido veicular o seu programa presidencial na TV e no rádio, sob o argumento de que o tempo no horário eleitoral é da coligação e não do candidato.
 
Além disso, argumentaram que o registro do candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT)foi aceito por unanimidade pelo TSE.
 
A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, anunciou então nesse momento que já não seria possível mudar as inserções programadas para a manhã deste sábado no rádio, mas sim o programa eleitoral da tarde na televisão. Ao consultar os demais ministros, Rosa optou por uma discussão "reservada" - não transmitida pela televisão - para tratar do pedido final da defesa do PT.
 
Ajuste
 
O voto original de Barroso, acompanhado pela maioria dos ministros, previa o veto à prática de atos de campanha, "em especial a veiculação de propaganda eleitoral relativa à campanha eleitoral presidencial no rádio e na televisão, até que se proceda à substituição" na cabeça da chapa.
 
A nova redação aprovada pelo plenário trocou "campanha eleitoral presidencial" por "vedada a prática de atos de campanha presidencial pelo candidato cujo registro vem de ser indeferido" ou seja, o veto agora atinge apenas Lula na condição de candidato.
 
Após o final da sessão, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que ficou satisfeita com o resultado.
 
Indagado pelo Broadcast Político se não teria sido melhor tratar do assunto com transparência, durante a própria sessão, perante o olhar da opinião pública, Luís Roberto Barroso não quis dar declarações. A defesa de Lula pretende entrar com recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos próximos dias.

Transferência de votos

A tática de transmutar a figura de Lula para a de Haddad agora deve ser aplicada de forma abrupta pelo PT, para que o eleitor entenda que, com o ex-presidente impedido de disputar a eleição, será o ex-prefeito de São Paulo o responsável por representá-lo e levar adiante o seu projeto. A ideia inicial era manter o discurso de que Lula é o candidato de fato até o fim da semana que vem, pelo menos, e usar os programas de TV para fazer essa transição de forma paulatina.
 
O temor é de que a menor exposição de Haddad, pouco conhecido nacionalmente, prejudique seu desempenho como candidato. Grande parte do eleitorado petista, principalmente no Nordeste, ainda não sabe que ele será o nome oficial do PT ao Planalto, o que pode comprometer o potencial de transferência de votos de Lula para seu herdeiro político.

Fonte: diário do Nordeste

Defesa de Lula não deve apresentar recurso contra decisão do TSE no fim de semana

Nos próximos dias a defesa do petista entrará com um pedido de suspensão da decisão da Corte Eleitoral, que negou o registro de candidatura do ex-presidente da República

12:16 · 01.09.2018 / atualizado às 12:41
Lula
Segundo o advogado que representa o petista na esfera eleitoral, a defesa deve assentar os próximos passos na segunda-feira (3) ( Foto: AFP )
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação Lava Jato, não deve entrar neste fim de semana com recurso na Justiça contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sessão que se estendeu até a madrugada deste sábado, a Corte Eleitoral negou o registro de candidatura de Lula à Presidência da República. Segundo o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, que representa o petista na esfera eleitoral, a defesa deve assentar os próximos passos na próxima segunda-feira (3).
 
Na última sexta-feira (31), os advogados afirmaram que entrariam nos próximos dias com pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender inelegibilidade do petista em caso de derrota no TSE, assim como recorrer ao STF para derrubar a decisão da Corte Eleitoral. 
 
O TSE negou o registro de Lula e vetou o ex-presidente de fazer atos de campanha. Mas, a pedido da defesa, os ministros autorizaram a veiculação do programa presidencial do PT no horário eleitoral, desde que não haja aparição de Lula como candidato. Fernando Haddad, que é vice da chapa, teve o registro de candidatura aprovado na última sexta-feira (31). 
 
Segundo advogados eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT), a decisão do TSE não impede a aparição de Lula como apoiador de Haddad, e sim a sua exibição na condição de cabeça de chapa. A legislação prevê que apoiadores de candidatos poderão dispor de até 25% do tempo de cada programa.

Fonte: diário do nordeste

Brasil deve seguir decisão da ONU a favor de Lula, vota Fachin

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, divergiu de seu colega, o relator do processo, Luís Roberto Barroso, e votou nesta sexta-feira (31) em favor da aprovação, em “caráter provisório”, da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A corte está reunida para decidir se Lula poderá concorrer ou se o afastará da disputa, ignorando, assim, determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU. 

  
Em seu voto, Fachin concordou com o relator, ao avaliar que, pela Lei da Ficha Limpa, Lula estaria inelegível. Mas o ministro acrescentou que há um “fato novo” no processo: a decisão recente do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas em defesa dos direitos políticos de Lula e, portanto, de sua candidatura. 

Segundo Fachin, ao desrespeitar recomendação da ONU, o Brasil poderia estar também desrespeitando o Direito internacional. “Concordando ou não com a decisão do comitê, cabe cumprir”, disse, depois de mais de uma hora e meia de voto, no qual foi minucioso na análise sobre os tratados internacionais. 

"O tratado que subordina o Brasil ao Comitê de Direitos Humanos da ONU não foi promulgado pelo presidente da República, mas isso não é impedimento para o país respeitar as decisões do comitê", defendeu.

Ao reconhecer a adesão do Brasil ao pacto da ONU e a legitimidade do pedido do ex-presidente ao comitê, o ministro afirmou não se sentir autorizado a desobedecer o comitê e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, ao qual o país está vinculado.

“Não enxergo espaço constitucional para amparar o afastamento da decisão que veio tomar o Comitê de Direitos Humanos”, disse. “Em face da medida provisória concedida no âmbito do comitê, se impõe em caráter provisório reconhecer o direito [de Lula], mesmo estando preso, de se candidatar nas eleições de 2018”, completou. 

Fachin foi o segundo ministro a votar no julgamento sobre a candidatura de Lula. O primeiro, o relator Luís Roberto Barroso, havia votado contrário ao ex-presidente, com base na Lei da Ficha Limpa, que impede condenados em segunda instância de concorrer a cargos eletivos. O placar está, portando, empatado. 


 Do Portal Vermelho

    Para o PCdoB, cassação de candidatura de Lula afronta democracia

    Para o PCdoB, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cassar o registro da candidatura de Lula ao Planalto, é mais um "ultraje à democracia" e "uma violência contra a soberania do voto popular". Em nota, o partido afirma que os ministros desqualificaram a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU e o apelo de diversos juristas em defesa dos direitos do ex-presidente. Segundo o texto, a luta "prossegue" e o povo dará a resposta nas urnas, sendo Lula candidato ou não.

    Ricardo Stuckert/Instituto Lula
      
    Leia abaixo a íntegra: 

    Decisão do TSE afronta a democracia e cassa candidatura de Lula 

    A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por maioria, de excluir o candidato favorito para vencer as eleições presidenciais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se deu em consonância com o padrão de parcialidade e perseguição política que marcou todo o processo da sua condenação e prisão. Consequentemente, este dia 1º de setembro de 2018 entra para a história brasileira como mais uma data de ultraje à democracia e de violência contra a soberania do voto do povo.

    A decisão de impugnar a candidatura de Lula, da coligação PT-PCdoB-Pros se deu com o único voto dissidente do ministro Luiz Edson Fachin. Os demais ministros seguiram o relator, Luiz Roberto Barroso, que desqualificou por completo a decisão cautelar do Comitê de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) de manifestar expressamente a defesa dos direitos políticos do ex-presidente, o que inclui a candidatura presidencial. Ignorou, ainda, o próprio texto da Lei da Ficha Limpa, que afirma que inelegibilidade pode ser suspensa enquanto houver recurso plausível a ser julgado. 

    A maioria da corte eleitoral também ignorou os pronunciamentos de um conjunto de juristas e outras personalidades representativas, em âmbitos nacional e internacional, a favor do cumprimento das normas do Estado Democrático de Direito. 

    Os ministros do TSE, em vez de fazerem valer a Justiça com base na Constituição Federal, deliberadamente fecharam os olhos para o fato de que os julgamentos, em primeira e segunda instâncias, se deram pela prática de um verdadeiro Estado de Exceção, uma vez que Lula foi condenado sem provas e apenas com base em declarações de criminosos confessos, beneficiados pela lei das delações premiadas.

    Uma vez mais se desrespeitou o devido processo legal. Isso ficou patente na recusa do TSE de assegurar à defesa o direito de cinco dias para fazer as alegações finais sobre o processo, prerrogativa admitida até pela presidenta da corte, ministra Rosa Weber. 

    Ao indicar as consequências da violenta e injusta impugnação, a maioria dos ministros, como argumentou a defesa, desconheceu, de forma casuística, o precedente de mil e quinhentos casos de candidatos que, de 2010 para cá, mesmo sub judice, concorreram até o final do processo eleitoral, participando inclusive do horário eleitoral no rádio e na televisão. Às pressas, se instituiu um novo entendimento sobre o que é um candidato sub judice e, de pronto, o ex-presidente Lula teve a sua candidatura cassada. E como candidato não poderá participar da propaganda no rádio e na televisão, mesmo tendo direito a recursos. Neste quesito, houve o voto divergente da ministra Rosa Weber. 

    A luta política e jurídica prossegue, mas a resposta que o povo brasileiro certamente dará a essa violência contra a democracia sairá de uma vigorosa campanha eleitoral para eleger, em 7 de outubro, a chapa presidencial liderada por Lula, com ele candidato ou não. 

    Recife, 1º de setembro de 2018
    Luciana Santos – presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB 

     Do Portal Vermelho

      PT considera decisão do TSE violência contra Lula e o povo

      A direção nacional do Partido dos Trabalhadores emitiu nota em que chama de violência contra os direitos de Lula e do povo a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de impedir que o ex-presidente dispute a eleição. Por 6 votos a 1, o TSE negou o registro de sua candidatura alegando impedimento da Lei da Ficha Limpa. O partido promete apresentar recursos para garantir os direitos políticos de Lula e defende-lo nas ruas.

      Ricardo Stuckert
       Para o PT, Lula é vitima de violência política Para o PT, Lula é vitima de violência política
      A nota da Comissão Executiva Nacional do PT afirma que a condenação e a prisão injustas de Lula não determinam o impedimento de sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa quando ainda há possibilidade de recursos. O PT afirma ainda que Lula não poderia ser impedido de participar da campanha na medida em que sua candidatura ainda está sub judice. Lembra que há dezenas de exemplos de candidaturas em situação similar que foram mantidas em eleições recentes. O partido ressalta ainda que o Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou liminarmente que fossem assegurados os direitos políticos de Lula.

      A direção petista afirma que “a violência praticada hoje expõe o Brasil diante do mundo como um país que não respeita suas próprias leis, que não cumpre seus compromissos internacionais, que manipula o sistema judicial, em cumplicidade com a mídia, para fazer perseguição política”.

      Leia abaixo a íntegra da nota:


      Contra a cassação política, com Lula até o fim

      Diante da violência cometida hoje (31) pelo Tribunal Superior Eleitoral contra os direitos de Lula e do povo que quer elegê-lo presidente da República, o Partido dos Trabalhadores afirma que continuará lutando por todos os meios para garantir sua candidatura nas eleições de 7 de outubro.

      Vamos apresentar todos os recursos aos tribunais para que sejam reconhecidos os direitos políticos de Lula, previstos na lei e nos tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Vamos defender Lula nas ruas, junto com o povo, porque ele é o candidato da esperança. 

      É mentira que a Lei da Ficha Limpa impediria a candidatura de quem foi condenado em segunda instância, como é a situação injusta de Lula. O artigo 26-C desta Lei diz que a inelegibilidade pode ser suspensa quando houver recurso plausível a ser julgado. E Lula tem recursos tramitando no STJ e no STF contra a sentença arbitrária. 

      É mentira que Lula não poderia participar da eleição porque está preso. O artigo 16-A da Lei Eleitoral prevê que um candidato sub judice (em fase de julgamento) pode “efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica”. 

      A Justiça Eleitoral reconheceu os direitos previstos nestas duas leis a dezenas de candidatos em eleições recentes. Em 2016, 145 candidatos a prefeito disputaram a eleição sub judice, com registro indeferido, e 98 foram eleitos e governam suas cidades. É só para Lula que a lei não vale?

      O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou ao Brasil garantir os direitos políticos de Lula, inclusive o de ser candidato. E o Brasil tem obrigação de cumprir, porque assinou o Protocolo Facultativo do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. E o Congresso Nacional aprovou o Decreto Legislativo 311 que reconhece a autoridade do Comitê. O TSE não tem autoridade para negar o que diz um tratado internacional que o Brasil assinou soberanamente. 

      É falso o argumento de que o TSE teria de decidir sobre o registro de Lula antes do horário eleitoral, como alegou o ministro Barroso. Os prazos foram atropelados com o objetivo de excluir Lula. São arbitrariedades assim que geram insegurança jurídica. Há um sistema legal para os poderosos e um sistema de exceção para o cidadão Lula.

      Em uma semana que envergonhará o Judiciário para sempre, a cúpula desse Poder negociou aumento de 16,4% nos salários já indecentes de ministros e juízes, sancionou a criminosa terceirização dos contratos de trabalho e, agora, atacou frontalmente a democracia, os direitos dos eleitores e os direitos do maior líder político do país. É uma cassação política, baseada na mentira e no arbítrio, como se fazia no tempo da ditadura.

      A violência praticada hoje expõe o Brasil diante do mundo como um país que não respeita suas próprias leis, que não cumpre seus compromissos internacionais, que manipula o sistema judicial, em cumplicidade com a mídia, para fazer perseguição política. Este sistema de poder, fortemente sustentado pela Rede Globo, levou o país ao atraso e o povo ao sofrimento e trouxe a fome de volta.

      A candidatura do companheiro Lula é a resposta do povo brasileiro aos poderosos que usurparam o poder. Lula, e tudo o que ele representa, está acima dos casuísmos, das manobras judiciais, da perseguição dos poderosos. 

      É com o povo e com Lula que vamos lutar até o fim.

      Lula Livre!

      Lula Candidato!

      Lula Presidente!

      Comissão Executiva nacional do Partido dos Trabalhadores


      Do Portal Vermelho

        Raquel Dodge revelou inadvertidamente trama com a EBC contra Lula

        Uma trama extra contra Lula foi revelada de maneira inadvertida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao final do julgamento do TSE. 

        Marcelo Camargo - ABr
          
        Quando os juízes conversavam sobre as estratégias para cumprimento da decisão até o momento vigente, de retirada do PT do horário eleitoral gratuito reservado à disputa presidencial, ela confessou que a EBC, emissora pública do governo federal, havia preparado-se para distribuir às demais emissoras duas versões do programa, uma com a presença do PT e outra com o corte à propaganda do partido.

        A revelação é gravíssima, pois traz à luz mais uma articulação ilegal da PGR. Antes, Raquel Dodge, extrapolando suas funções, havia telefonado para o diretor da Polícia Federal em 8 de julho para impedir de maneira ilegal que o órgão cumprisse uma decisão judicial de soltura do ex-presidente. 

        Agora, ela articula-se com uma empresa do governo federal para uma trama de usurpação dos direitos do PT em relação ao horário eleitoral gratuito. No julgamento da sexta, houve o pedido de impugnação da coligação que sustenta a candidatura de Geraldo Alckmin; no entanto, a PGR não havia articulado diferentes versões do horário eleitoral com e sem a presença do PSDB. A perseguição do Estado brasileiro a Lula e ao PT revela-se em todos os detalhes da engrenagem que conspurca o pleito de outubro. 



        Fonte: Brasil 247

          Terroristas capturados pela Síria eram preparados por americanos

          O Exército da Síria eliminou dois terroristas e tomou mais dois como prisioneiros em resultado de um confronto com militantes ao sudeste da cidade de Palmira, informa o Centro Russo de Reconciliação na Síria.


            
          Segundo informou o centro, os militantes tentavam penetrar na cidade. Os terroristas pertencem ao grupo chamado Leões Orientais, que conta com 500 participantes.

          O grupo deveria ter realizado uma série de ataques terroristas na região de Palmira e capturar a cidade em uma semana, relatou o Ministério da Defesa russo.
          "Hoje […] a 36 quilômetros ao sudeste de Palmira ocorreu um confronto armado entre as forças governamentais sírias e um grupo terrorista de sabotagem que tentou penetrar em Palmira desde Al-Tanf", diz o comunicado do centro.

          Também de acordo com a entidade militar russa, os terroristas detidos disseram que "seu acampamento está localizado perto do povoado de Al-Tanf, onde se encontra uma base americana".

          "Um dos terroristas detidos contou que seu grupo foi preparado para o ataque inclusive por instrutores norte-americanos da base estadunidense, e que da base também eram fornecidas armas e munições", acrescentou o centro.

          Segundo o comunicado, os depoimentos dos terroristas confirmam que na zona de 55 quilômetros ao redor de Al-Tanf, controlada pelos EUA, há campos de treinamento de militantes, preparados inclusive por especialistas estadunidenses.

          No centro russo sublinharam que desde a criação da base de Al-Tanf não há informações sobre nenhuma operação dos EUA contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) nesta região. 

          Fonte: Sputnik News

            "Estão cassando cerca de 60 milhões de votos populares", diz jurista

            O jurista Afranio Silva Jardim, professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janero (Uerj), afirmou que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 6 votos a 1, cassa os votos de quase 60 milhões de brasileiros.


            Por Dayane Santos

            Reprodução
              
            "A defesa do ex-presidente Lula foi apresentada. Quase 200 páginas, com longos pareceres jurídicos. O Ministério Público Eleitoral peticiona às 2:30 horas da madrugada. Como realizar um julgamento importante como este a "toque de caixa"? Estão cassando cerca de 60 milhões de votos populares", enfatizou Afranio por meio das redes sociais.

            Para o professor, o Poder Judiciário revela que o seu problema "não é só o seu comprometimento ideológico conservador, mas também a falta de cultura jurídica e de preparo técnico". "A maioria não tem vida acadêmica e não tem produção de obras jurídicas com alguma relevância", disse.

            O professor disse que o ministro Luís Barroso reinterpretou o conceito jurídico de sub judice, negando a vigência da Lei 9.504 de 30 de Setembro de 1997, que estabelece normas para as eleições. Ele cita o artigo 16-A, da lei, que estabelece que o candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior.

            "No STF ele já tinha decidido: coisa julgada não é coisa julgada", ironizou o professor. "Cinismo não é cinismo. Cinismo é cinismo em alto grau", acrescentou o professo,, afirmando ainda que a decisão foi um atropelo aos ritos. "Preferem precedentes ilegais do que a letra da lei", disse, se referindo a decisão de Barroso de incluir o julgamento na sessão desta sexta (31), poucas horas depois da defesa apresentar a defesa, atropelando a análise do processo.

            "Por que esta pressa? Ao negar a réplica aos impugnantes, eles podem alegar nulidade se o ex-presidente Lula lograr o deferimento do registro. Havendo juntada de documentos, o contraditório constitucional é de rigor", apontou o jurista. 

            Do Portal Vermelho

              Podemos espanhol: TSE consumou o golpe e Brasil está fora da lei

               O secretário internacional do Podemos espanhol, Pablo Bustinduy, divulgou vídeo nesta manhã, em que afirma que o Tribunal Superior Eleitoral consumou o golpe contra a democracia brasileira, ao cassar os direitos políticos do ex-presidente Lula.

                
              "É evidente que o objetivo não é combater a corrupção, mas impedir a participação de Lula nas eleições".

              Segundo Bustinduy, o TSE, de ministros como Luis Roberto Barroso e Rosa Weber, colocou o Brasil à margem das leis internacionais, com o objetivo de entregar o poder à extrema direita, hoje representada pelo candidato fascista Jair Bolsonaro. "O golpe não pode triunfar", diz ele. 

              Fonte: Brasil 247

                Eleições 2018: Cearenses ocupam ruas de Fortaleza em apoio a Haddad

                Mais um dia histórico para marcar a mobilização da militância de esquerda no Ceará. Nesta sexta-feira (31), data em que foram iniciadas as exibições da propaganda política nas eleições deste ano, o dia também nos relembra os dois anos do golpe contra Dilma Rousseff (PT) e desnuda mais um atentado à democracia: o TSE rejeitou a candidatura de Lula para disputar a Presidência da República. Neste mesmo dia, cearenses de todos os cantos transformaram o Centro de Fortaleza num mar vermelho.

                Julio Caesar
                  
                Conta a lenda popular que o “sertão vai virar mar”. Virou. Uma multidão de mais de 20 mil pessoas voltaram a ocupar as ruas de Fortaleza por democracia e em defesa do Brasil. Com unidade, mobilização popular e consciência política, o ato contou com a presença de Fernando Haadad (PT), candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva. 

                Participaram centrais sindicais, partidos políticos, candidatos que disputam eleições deste ano das mais diversas bandeiras, movimentos estudantil e sindical, sociedade civil, representantes de várias organizações populares. Eram mulheres, homens, estudantes, jovens, sindicalistas, trabalhadores e a sociedade organizada cearense que, demarcaram nas ruas, seu apoio a Lula, Haddad e Manuela D’Ávila (PCdoB). 

                A mobilização começou na Praça da Bandeira, tradicional local de manifestações em Fortaleza. A multidão percorreu as principais ruas do centro da capital em direção à Praça do Ferreira. Lá, Haddad foi recebido por milhares de apoiadores que, em uníssono, bradavam por “Lula Livre”.

                Com a presença do governador Camilo Santana (PT), que pleiteia a reeleição e tem mais de 60% das intenções de votos, o ato político ratificou o apoio dos cearenses na luta intransigente em defesa da democracia. 

                Haddad considera que está sendo retirado do povo o “direito de eleger seu presidente”, fato que, mais uma vez, ameaça a democracia. “Isso nos preocupa, porque uma etapa, mais uma vez, atropela um passo importante diante da manifestação das Nações Unidas”, disse. O candidato a vice de Lula disse que no início da próxima semana estará com o ex-presidente para tratar sobre os próximos passos da chapa.

                O presidenciável criticou a política econômica de Michel Temer (MDB), a quem condenou por implantar uma agenda “completamente diferente” da adotada pelos governos petistas, legitimamente eleitos e escolhidos pelo povo através do voto. Segundo ele, o PT volta a propor o aumento da renda dos mais pobres, fomentando o consumo. “Iremos isentar impostos, baixar juros e tributar banqueiros para que o crédito barato chegue aos trabalhadores”, informa.

                Mais 

                Camilo Santana enalteceu a presença do vice de Lula e afirmou que a chapa Lula-Haddad-Manuela tem a missão de "resgatar a esperança do povo brasileiro". “Haddad representa hoje a voz e a defesa do legado do maior presidente da história deste País, Luiz Inácio Lula da Silva".

                Em sua intervenção, Camilo enumerou suas ações no Estado, dentre elas os avanços na área da educação. "Das 100 melhores escolas públicas, 77 estão no Ceará e reconhecemos a ajuda de Haddad, quando era ministro da Educação do ex-presidente Lula".



                De Fortaleza,
                Carolina Campos