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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Eliana Gomes propõe Dia Municipal do Líder Comunitário

Objetivo é valorizar os representantes das comunidades de Fortaleza.
Objetivo é valorizar os representantes das comunidades de Fortaleza.


Segundo a vereadora, o objetivo do projeto é valorizar o papel do líder comunitário, reconhecendo seu espírito congregador em defesa dos interesses da comunidade na qual está inserido. “Eu tenho orgulho de dizer que antes de qualquer coisa sou uma liderança popular e hoje, ao representar este grupo no parlamento, me sinto honrada de poder reconhecer através desta homenagem a inegável a importância dos serviços prestados pelos líderes à nossa sociedade. O movimento comunitário foi impulsionado pelas lutas destes batalhadores que carregam as lutas do nosso povo nos ombros. Ser líder comunitário é um dom”, enfatiza.

Conforme a vereadora, que já foi presidente da Associação dos Moradores dos Bairros Ellery e Monte Castelo, assim como da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, o Poder Público muitas vezes direciona prioridades de obras e serviços reconhecendo a necessidade de atendimento das reivindicações encaminhadas pela liderança comunitária. “O líder, como representante de parcela da população, desenvolve trabalho voluntário de grande valor para a consolidação da cidadania e dos avanços e conquistas sociais. Trata-se de pessoa que não mede esforços para ajudar a vizinhança e, às vezes, deixa de lado seus próprios afazeres para atuar nos casos de dificuldades de sua vila ou bairro”, explica

O projeto destaca ainda que o líder comunitário desenvolve ações com solidariedade, filantropia e determinação, buscando melhorias à qualidade de vida e de infraestrutura da localidade que pertence.

Atualização da Legislação

O projeto de lei modifica o artigo 2º da Lei 7745/1995 que propôs, em princípio, criar a data destinada à comemoração do dia do Líder Comunitário, porém o assunto nunca foi regulamentado pelo município, já que a legislação inicial previu que a data da efeméride seria instituída pela Fundação Cultural de Fortaleza, o que não ocorreu, conforme os registros da Câmara.




Fonte: Assessoria da vereadora Eliana Gomes (PCdoB)

Mulheres e Igualdade Racial: pautas ganham reforço no Governo do Ceará

 
 


“Fazer um recorte isolado do hoje é difícil. O momento atual tem uma pauta ligada ao passado e um impacto no futuro. A gente fala de demandas reprimidas, fala do que precisa ser feito para mudar uma realidade na qual ainda somos massacradas e como fazer para que o amanhã seja melhor”, explica Camila Silveira, titular da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres do Ceará.

Como enfrentar a violência

O viés para esse futuro mais promissor é dar condições para que as mulheres sintam-se amparadas e denunciem casos de violência. A Rede de Enfrentamento à Violência, segundo a coordenadora, é a coluna que dá sustentação às principais ações. Ela é composta por Delegacias de Defesa da Mulher, Centro de Referência da Mulher, Juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, Coordenadorias e Secretarias das Mulheres. No ano passado, o Governo do Ceará ampliou as competências das dez Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), incluindo em seu rol de atribuições o atendimento à vítima de violência sexual. Com esta medida, fica garantido à vítima atendimento na rede especializada, com acolhimento e encaminhamento das denúncias de forma célere e eficaz.

Camila relembra que há um esforço para a ampliação desses serviços não só para Fortaleza, mas também para outros municípios. “Existe uma preocupação porque há peculiaridade no Interior. Isso engloba o distanciamento e algumas características específicas. Não podemos isolar, por exemplo, a demanda mundana. A cisterna, a creche, a escola, a autonomia econômica: tudo isso tem um impacto considerável no modo de vida dessas mulheres, e isso também é levado em conta”, alerta.

Fruto de meses de articulação, a Casa da Mulher Brasileira, prevista para inaugurar no primeiro semestre deste ano, será o principal equipamento da Rede de Enfrentamento. O espaço representa uma inovação no atendimento humanizado e integrará em um só lugar os serviços de acolhimento e triagem, apoio psicossocial, promoção de autonomia econômica e espaço para as crianças. A Casa também servirá como central de transportes e de alojamento de passagem para as mulheres vítimas de violência, que terão cuidados específicos desde a alimentação até roupa. “A Casa da Mulher Brasileira nasce para consertar gargalos, como a via-sacra da denúncia, que vai desde o Boletim de Ocorrência até o pedido de medida protetiva. Quando uma mulher é violentada, ela muitas vezes sai com a roupa do corpo e/ou com os filhos nos braços. Queremos dar dignidade a essas mulheres e libertá-las desse processo penoso”.

Unidades Móveis e Caravanas nas Escolas

No âmbito da política de ampliação dos serviços da Rede de Atendimento à Mulher, a Coordenadoria conta com as Unidades Móveis de Acolhimento às Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas. Somente em 2017, foram realizadas ações em 31 distritos pertencentes a 16 municípios cearenses, atendendo cerca de 2 mil mulheres que vivem em comunidade rurais afastadas dos centros urbanos. As Unidades Móveis desenvolvem um trabalho desde a prevenção, assistência, encaminhamento e acompanhamento, passando por ações educativas, palestras e distribuição de material informativo sobre a Lei Maria da Penha, possibilitando o acesso com orientação adequada e humanizada.

Já o projeto Caravanas nas Escolas, inédito no Brasil, percorreu 20 unidades de ensino públicas e profissionalizantes de 16 municípios cearenses, orientando aproximadamente de 10 mil jovens. Para Camila, “sabemos o quando é difícil haver uma quebra do machismo e do patriarcado, então a gente faz um exercício conjunto para reafirmar que esses jovens têm potencial para chegar onde quiserem. E o ponto de partida é justamente debater sobre equidade de gênero, sobre desconstrução de padrões, sobre rompimento de barreiras”,

O levante feminino

O aumento do número de denúncias de violência contra às mulheres chama a atenção da coordenadora. Em 2016, foram registrados 10.995 Boletins de Ocorrência dessa natureza. Até outubro de 2017, as delegacias especializadas fizeram 11.225 registros. Dos dados retira-se uma análise importante, que é o fato das mulheres estarem mais seguras e esclarecidas quanto aos seus direitos e as raízes das infrações cometidas. “A partir do momento em que a sociedade dá essa oportunidade, essa segurança de um trabalho sério que está sendo desenvolvido pelos entes públicos, há um número maior de mulheres que se sentem encorajadas a denunciar. Elas se sentem mais empoderadas. Então, a partir daí podemos identificar onde, como e por quem estão sendo violentadas e tomar as medidas cabíveis para a punição dos agressores”, analisa.

Os locais e o perfil dos potenciais agressores são os principais alvos que precisam ser desmistificados. A maior parte da violência, explica Camila, vem do próprio ambiente familiar; os principais agressores, portanto, são parentes próximos ou conhecidos. “Há violência em carnavais, em bares, nas ruas, mas a grande massa de abusos acontece dentro do seio familiar, longe dos olhos de todos nós. Somos todos responsáveis enquanto sociedade”.

Ao pensar e desenhar as políticas públicas para os próximos anos, a Coordenadoria finca seus propósitos em deixar um legado por meio de uma política de governo e não somente de gestão. Desafios como a consolidação do eixo de enfrentamento, o fomento da participação politica e social de mulheres através de projetos que desenvolvam a autonomia econômica por meio de capacitações são alguns dos focos para este ano. “Eu tenho a plena convicção de que o Governo sabe como executar essas políticas e está empenhado em construir um Ceará mais igualitário. E posso afirmar que mais do que construir delegacias, sonhamos com o momento em que não precisaremos mais delas”, conclui a titular.

Igualdade racial

“A escravidão, e não a corrupção, define a sociedade brasileira”. A frase do sociólogo Jessé de Souza pode soar incômoda, mas explica como a escravidão, enquanto prática social, tornou-se elemento definidor das relações. O pensamento de Jessé é o ponto de partida para que a coordenadora Especial de Políticas Públicas para a Igualdade Racial do Governo do Ceará, Zelma Madeira, contextualize os projetos desenvolvidos pela coordenadoria. A escravidão, ensina a titular, tem sua especificidade, pois deitou raízes e deixou consequências até hoje. “Tivemos um período extenso de escravidão e ficam resquícios, por exemplo, de que os negros são destituídos de uma moral para o trabalho. É preciso enxergar como se opera o preconceito racial e como ele se efetiva na prática cotidiana da discriminação”, analisa.

Saídas para transpor o racismo estrutural

No Brasil, 54% da população brasileira é negra (composta de pretos ou pardos). Entre os mais pobres, três em cada quatro são pessoas negras. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a entender uma outra pesquisa, dessa vez da ONG britânia Oxfam, que revela que apenas em 2089, ou seja, daqui a 71 anos, brancos e negros terão uma renda equivalente aqui no País. Diante desse abismo social, Zelma explica que é necessário mergulhar em todas as estruturas da sociedade a fim de fortalecer o enfrentamento ao racismo. Um passo importante vem por meio das ações afirmativas. No início de 2017, o Governo do Ceará sancionou a lei nº 16.197, que institui o sistema de cotas nas instituições de ensino superior do Estado, destinando no mínimo de 50% de vagas para alunos que comprovem ter cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas municipais ou estaduais. Também no ano passado, a Coordenadoria realizou conferências em oito macrorregionais do Ceará, contabilizando a participação de mais de 1.200 participantes em 70 municípios.

A IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, realizada no mês de novembro, em Fortaleza, reuniu mais de 300 pessoas, incluindo delegados eleitos nas etapas macrorregionais, que elaboraram propostas para o Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

A complexidade da igualdade racial

Além da população negra, a Coordenadoria também expande suas atividades para outro grupo importante, que são os Povos de Comunidades Tradicionais (quilombolas, ciganos, povos de terreiro e indígenas). Por meio da articulação da Coordenadoria, em setembro do ano passado o Ceará presenciou um marco histórico. Após mais de 20 anos desde o seu início, o processo de demarcação das Terras Tapeba, no Ceará, alcançou a conquista decisiva. O Ministério da Justiça declarou a posse permanente da terra ao povo indígena. O espaço conta com com superfície aproximada de 5.294 hectares e perímetro também aproximado de 99 quilômetros. “É uma grande referência para uma etnia e ter uma afirmação positiva de uma identidade étnica. Nós fazemos parte de um comitê que trata do acordo de cada cláusula da demarcação, e sabemos que o processo ainda requer garantia de outras frentes”, diz Zelma. Presentes em 20 municípios, os quilombolas participam da pauta propositiva da Coordenadoria. Seminários no interior do Estado possibilitam um diálogo construtivista sobre políticas públicas de etnodesenvolvimento, ou seja, propostas direcionadas para o crescimento econômico dessa fatia da população.

Os povos de terreiro, alvos constante de racismo religioso, também ganham espaço na política de transversalidade, com a participação em eventos que abordam a diversidade religiosa, seus conflitos e as formas de superação. “Não tem problema ser diferente, mas o problema é escalonar e hierarquizar a vulnerabilidade, seja qualquer um desses grupos com os quais trabalhamos. Temos uma diferença de riquezas e diversificação culturais, um caldo cultural que exige mudança de paradigmas”, acrescenta.

O que está traçado

Fruto de convênio com o Governo Federal, o projeto Mulheres, identidades, Saberes e Sabores do Ceará é uma das propostas inovadoras aguardadas com expectativa pela coordenadora. O objetivo é realizar formação política e profissional sobre a diversidade da culinária afro e indígena para mulheres negras, indígenas, quilombolas, de terreiro. Também está em fase de elaboração, em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), um programa de formação em políticas públicas intersetoriais de desenvolvimento rural sustentável e de superação da pobreza. Zelma também adianta que, ainda no primeiro semestre, será assinada a Adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial e inaugurada a Reserva Indígena Taba dos Anacé, articulada pelo Grupo de Trabalho coordenado pela Coordenadoria para a Promoção da Igualdade Racial do Ceará. “Vamos estimular que os municípios do Ceará tenham órgãos dentro das estruturas de governo, além da implantação de conselhos. A política é muito nova e ainda não tem tanta capilaridade no interior do Estado. Já criamos o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial para termos um olhar a lugares específicos de desvantagem, como presídios e sistemas socioeducacionais”.

 
 








Secultfor reinaugura obras restauradas de Sérvulo Esmeraldo

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), e o Instituto Sérvulo Esmeraldo realizam, na manhã desta quinta-feira (01), a cerimônia de inauguração das obras contempladas no Projeto Reconstrução, Restauro e Conservação de Esculturas de Sérvulo Esmeraldo. No dia 1º de fevereiro, completa-se um ano de falecimento do artista cearense.


No dia 1º de fevereiro, completa-se um ano de falecimento do artista cearense.
No dia 1º de fevereiro, completa-se um ano de falecimento do artista cearense.

O prefeito Roberto Cláudio realizará, na ocasião, a entrega da escultura cinética “Pulsação”. O evento ocorrerá no Viaduto Reitor Antônio Martins Filho.

Em execução desde o início de 2017, o projeto devolve ao acervo urbano de obras públicas de Fortaleza quatro esculturas inteiramente restauradas. A reconstrução foi possível graças à preservação de arquivos detalhados de projetos, estudos, maquetes e fotografias deixadas pelo artista. O trabalho de recuperação coube a Ari Josino, da Metalúrgica Santa Luzia, que esteve responsável pelas esculturas de Sérvulo Esmeraldo desde o início dos anos 2000. O projeto conta ainda com iluminação de Mario Yoshi, sinalização desenvolvida por Paulo Barbosa, e paisagismo de Ricardo Marinho.

Para o prefeito Roberto Cláudio, “a entrega das obras de Sérvulo Esmeraldo à cidade é uma dupla homenagem ao artista que promoveu o nosso Estado mundo afora. Ao mesmo tempo em que homenageamos esse fantástico artista, recuperando algumas de suas obras, também buscamos perpetuar uma obra que guarda com traços e características únicas no mundo”, afirmou.

A curadora Dodora Guimarães destaca a importância e a abrangência do projeto para a valorização do patrimônio cultural da cidade. Para a curadora, “esse é o primeiro passo de um trabalho que pretende restaurar as obras deixadas por Sérvulo Esmeraldo, embaladas pelo sonho de tornar Fortaleza um museu a céu aberto”, exalta.

Obras reconstruídas

La Femme Bateau: Escultura-biruta em fibra de vidro com dimensões 1,5m x 5,5m instalada na Ponte dos Ingleses, na Praia de Iracema, em 1994. Duas vezes derrubada pelas águas e pelo vento, foi reconstruída em aço inox pintado e com as mesmas dimensões.

Infinito: Coluna em aço pintado de azul datada de 1983, com dimensões 6m x 0,5m x 0,4m, localizada à Praça General Murilo Borges, Centro.

Pulsação: Escultura cinética em aço policromado criada em 1980. Composta por disco multicoloridos e motor de baixa rotação, possui cinco metros de altura, instalada no Viaduto Reitor Antônio Martins Filho, no bairro Cocó.

Ballet Gráfico: Escultura-fonte inaugurada em 2003 localizada na Praça Pedro II (Praça da Sé), no Centro. Funcionou apenas por um mês. É composta por três cones em aço inox que giram em sentidos contrários.



Fonte: Assessoria da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor)

Secitece: UVA integrará Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB)

A Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) passa a integrar o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), conforme comunicado da Diretoria de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (DED/CAPES), enviado à Reitoria, em 25 de janeiro de 2018. A UVA é uma das 22 novas Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) admitidas no processo de integralização ao sistema UAB.


 
 

De acordo com a Diretoria de Educação a Distância da CAPES, “a integração será oficializada mediante portaria que, assim que disponível, será encaminhada aos Coordenadores UAB”.

Universidade Aberta do Brasil (UAB)

O Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi instituído pelo Decreto n° 5.800, em 08 de junho de 2006, para "o desenvolvimento da modalidade de Educação a Distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País". Trata-se de um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos superiores por meio da educação a distância (EaD), prioritariamente, para a formação inicial e continuada dos professores da Educação Básica, assim como, dirigentes, gestores e trabalhadores em educação dos estados, municípios e do Distrito Federal.

Atualmente, o Sistema UAB conta com 109 Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES), ofertando 800 cursos em 771 polos (dados atualizados em janeiro de 2018).

Os Polos UAB são mantidos em regime de colaboração por estados e, especialmente municípios, visando garantir o apoio acadêmico, tecnológico e administrativo às atividades de ensino-aprendizagem. Saiba mais: www.capes.gov.br/uab 




Fortaleza: Equipes de TV são ameaçadas e expulsas do local de chacina

Os jornalistas foram ameaçados por homens em motocicletas que, com os braços na cintura, faziam menção de estar pegando em armas.
Os jornalistas foram ameaçados por homens em motocicletas que, com os braços na cintura, faziam menção de estar pegando em armas.


As equipes de reportagem das TVs Verdes Mares (afiliada da Globo), TV Cidade (Record) e NordesTV (Band) foram expulsas do bairro Cajazeiras, em Fortaleza, no dia 27 de janeiro, quando tentavam cobrir os desdobramentos da maior chacina já ocorrida no Estado, quando morreram 14 pessoas que participavam de uma festa num clube de forró. Ao se dirigirem ao local, por volta de 7h de sábado, momento em que não havia equipes de policiais, os jornalistas foram ameaçados por homens em motocicletas que, com os braços na cintura, faziam menção de estar pegando em armas.

As equipes, compostas pelos profissionais Lívia Baral e Adauto Alves, da Verdes Mares, Patricia Castro, Sérgio Queiroz e o motorista Deco Almeida, da TV Cidade, e Clarissa Capistrano e Rafael Augusto, da NordesTV, deixaram o local.

No dia 20 de janeiro, a repórter Jéssica Sisnando, do jornal O Povo, quase foi apedrejada quando entrevistava integrantes do grupo fascista Carecas do Brasil Ceará, na Praça da Igreja Redonda, na Parquelândia. A jornalista estava sem equipe (repórter fotográfico e motorista) e, por pouco, não foi atingida por pedras arremessadas por homens que chegaram em três motocicletas. Os alvos eram os entrevistados.

“No momento da entrevista ao O Povo, um homem chegou em uma motocicleta, com uma criança no colo, intimidou os Carecas e foi embora. Em seguida, voltou com mais três pessoas e os apedrejamentos contra o grupo iniciaram. Um integrantes dos Carecas sofreu lesão na cabeça, foi atendido em uma farmácia e levado a um hospital”, relata a matéria do próprio jornal.

Para a diretoria do Sindjorce, as situações acima descritas evidenciam a necessidade de maior preparação das equipes de Jornalismo e, sobretudo, a criação de comissões de segurança nas redações, para avaliar os riscos de cada cobertura. As comissões de segurança, a adoção de Equipamentos de Proteção Individual (para coberturas de conflitos) e a oferta de treinamento constam na Notificação Recomendatória emitida às empresas jornalísticas pelo Ministério Público do Trabalho do Ceará (MPT) em 2014.

“Temos batido nessa tecla desde 2013: nenhuma pauta vale a vida do jornalista. É um absurdo, por exemplo, o fato de as empresas, muitas vezes, mandarem estagiários cobrirem áreas de conflito, manifestações, pautas policiais. Em outros casos, o repórter vai sozinho, sem motorista ou repórter fotográfico que dê suporte”, avalia o diretor de Ação Sindical, Evilázio Bezerra. “Todas as situações se agravam num ambiente de crise no sistema de segurança pública”, pontua ele, que também é diretor do Departamento de Imagem da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).



Fonte: Sindjorce

Ceará lidera lista de Estados de prisões sem condenações

O avanço da violência no Estado, com ações diretas das facções criminosas é a ponta do iceberg de uma estrutura carcerária que pede socorro do Ceará. Um dia depois da maior chacina já realizada no Estado, que vitimou 14 pessoas em Fortaleza, a cadeia pública de Itapajé foi o cenário de nova barbárie, onde ocorreram 10 mortes.


Atualmente, no Ceará, quase 66% dos presos está sem condenação.
Atualmente, no Ceará, quase 66% dos presos está sem condenação.

Em artigo publicado no blog da UOL, Maria Carolina Trevisan alerta para os dados alarmantes: O Ceará é o estado recordista em prender pessoas sem condenação. Citando o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), a jornalista afirma que “quase 66% dos presos está nesta condição”.

Segundo o Infopen, o Ceará tem a quinta maior população carcerária do país: são 34.566 pessoas presas para 11.179 vagas – três vezes mais do que o sistema é capaz de receber. A média nacional – também alta – é de 40% do total de presos no país, que chega a 726 mil pessoas e alça o Brasil à terceira maior população carcerária do mundo.

Em entrevista ao blog de Trevisan, a secretária de Justiça e Cidadania do Ceará, Socorro França, afirma que “o gargalo que expõe a população carcerária cearense a situações cada vez mais graves e violentas é a demora para promover julgamentos, apesar da existência de audiências de custódia no estado”. “O grande problema é que na parte legal faltam indícios de materialidade e de autoria. Em consequência, o sistema não consegue ajudar nos julgamentos”, afirmou a secretária. Na entrevista, a gestora também ressaltou que é preciso agir para diminuir as desigualdades sociais e dar acesso a outros direitos.




De Fortaleza,
Carolina Campos


Trabalho informal é a nova regra no Brasil

 
 


O ano de 2017 apresentou uma contínua redução da taxa de desemprego. Trimestre a trimestre, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, a Pnad Contínua, do IBGE, mostrou que o número de trabalhadores em busca de uma ocupação foi decrescente: a taxa, que marcou 13,7% de janeiro a março, caiu para 11,8% de outubro a dezembro. A qualidade dos postos de trabalho gerados é, no entanto, questionável. A informalidade deu o tom do comportamento do desemprego ao longo de 2017.

Em dezembro do ano passado, a população ocupada era de 92,1 milhões de brasileiros e os trabalhadores informais (sem carteira ou por conta própria) eram 37,1% do total, ou 34,2 milhões, superando o contingente formal, que somava 33,3 milhões. Segundo o IBGE, foi a primeira vez na história que o número de trabalhadores sem carteira assinada superou o conjunto de empregados formais. 

Enquanto o número de empregados com carteira de trabalho assinada ao fim de 2017 – 33 milhões – foi 2% menor do que um ano antes, o total de trabalhadores sem registro em carteira cresceu 5,7% no mesmo período. A categoria dos trabalhadores por conta própria somava 23,2 milhões de pessoas ao fim de 2017, crescimento de 4,8% em relação ao fim de 2016.

A fragilidade do mercado formal já havia aparecido nos últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho na semana passada, o mercado de trabalho formal encolheu em 2017 pelo terceiro ano seguido, com o fechamento de 20.832 postos de trabalho com carteira assinada. Desde 2015, quando as demissões passaram a superar as contratações, a economia brasileira perdeu 2,87 milhões de empregos formais. 

Segundo o informativo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), "o quadro de reativação do dinamismo econômico em 2017, embora ainda muito insuficiente, amenizou a crise do emprego no País."

O instituto ressalta, no entanto, que dentre os aspectos adversos da evolução do emprego se destaca a queda continuada do trabalho com carteira assinada, "aquele de maior qualidade por apresentar rendimentos regulares e mais elevados, possibilitando, inclusive, melhores condições de acesso ao crédito". Sabe-se que o consumo das famílias é um importante indutor de crescimento econômico sustentável e de qualidade.

O Iedi acrescenta, porém, que a demora do emprego formal em voltar ao positivo não chega a ser anormal, já que os empresários geralmente esperam algum tempo para ver consolidada a melhora do quadro econômico, antes de iniciar as recontratações.

Enquanto isso, optam por aumento de jornada de trabalho, por meio de horas extras ou turnos adicionais, por exemplo. É razoável, então, que os postos com carteira assinada voltem a crescer em 2018 caso a recuperação da economia se mantenha.

No ano, o pior resultado desde 2012

Apesar de a queda na taxa de desocupação ter caído ao longo de 2017, o ano passado foi o pior para o mercado de trabalho brasileiro desde 2012, e não só pela informalidade. Com taxa média de 12,7%, o desemprego atingiu o maior nível da série histórica apurada pelo IBGE. Em relação a 2014, quando a taxa média de desocupação atingiu seu menor patamar, 6,8%, a diferença foi de 5,9 pontos porcentuais. 
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Só de 2016 para 2017, o número de trabalhadores sem carteira de trabalho no setor privado cresceu 5,5%, o que representa 560 mil trabalhadores. Em relação a 2014, o aumento médio foi de 3,2%, ou 330 mil pessoas. Já o número de trabalhadores por conta própria cresceu 6,5% nos últimos três anos, ou 1,3 milhão de trabalhadores nesta categoria.

Grupamentos de atividades expressivos, como agricultura, indústria e construção, foram os que mais perderam trabalhadores. Nesses três anos, a queda na agricultura foi de 10,4%; na indústria, 11,5%; e na construção, 12,3%.

"Parte desses postos foi compensada em grupamentos que têm um processo de inserção mais voltado para a informalidade, como o comércio, outros serviços e alojamento e alimentação”, explicou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. Os resultados confirmam que, em relação a 2014, o comércio apresentou aumento de 0,5% no número de trabalhadores, outros serviços, de 7,0% e alojamento e alimentação, de 21,4%.

Isso ocorre porque, durante períodos de crise, os serviços de alimentação, principalmente, funcionam como uma espécie de válvula de escape. “Você pode ficar sem comprar, sem viajar, sem reformar a casa, mas sempre terá de se alimentar. Por isso, quando as pessoas ficam sem emprego, migram para esse setor, pois é nele que se abrem oportunidades”, explicou Azeredo.

Alta da renda abaixo da inflação

O rendimento médio dos trabalhadores foi estimado em 2.141 reais ao fim de 2017, alta de 2,4% em relação a 2016. O crescimento, no entanto, não foi sequer suficiente para compensar a baixa inflação apurada no ano passado, de 2,95%. 

“Além da inflação baixa registrada em 2017, a saída de pessoas com rendimentos mais baixos deveria elevar a média do rendimento, mas como também houve queda entre as populações que ganham mais o rendimento em 2017 ficou no mesmo patamar do de 2014”, conclui Azeredo.

Na comparação com 2012, foi registrado aumento de 4,4%. Entretanto, em relação a 2014, ano em que se observou o maior rendimento da série, o quadro foi de estabilidade.

A massa de rendimento médio, que é a soma do que foi recebido por todos os trabalhadores, atingiu 189.155 bilhões de reais, com alta semelhante ao rendimento médio, 2,6%. Na comparação com 2012, foi registrado avanço de 6,8%. 


 Fonte: CartaCapital

Manuela defende o papel do estado na retomada do crescimento

A pré-candidata do PCdoB à presidência da República Manuela D’Ávila voltou a defender o papel do estado na retomada do crescimento econômico. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta quinta-feira (31), ela falou sobre estudo que está sendo feito pelas fundações de pesquisa dos partidos de esquerda (PCdoB, PT, PDT e PSB) para a elaboração das bases de um projeto nacional de desenvolvimento.


Foto: Flickr Manuela
 
 

Manuela D´Ávila informou que em breve as fundações de estudo e pesquisa ligadas ao PCdoB, PDT, PT e PSB deverão apresentar um documento básico para um “programa mínimo comum”, a ser discutido com as forças democráticas, progressistas e patrióticas. Segundo ela, o documento deverá ter como base o papel do Estado na retomada do crescimento da economia. A parlamentar também considera que o documento deverá contemplar a garantia dos direitos sociais, em grande parte atingidos por medidas tomadas pelo governo Temer, e a revogação da Emenda 95, que congela os gastos públicos com saúde, educação e outras políticas sociais, e das reformas contrárias aos interesses populares e nacionais como a trabalhista e a previdenciária.

Ponto de partida

O documento em elaboração pela a Fundação Maurício Grabois (PCdoB), Fundação Perseu Abramo (PT), Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e Fundação João Mangabeira está em fase de elaboração. As discussões tiveram início ainda em 2017 quando foram realizadas oficinas de trabalho com a participação de representantes de todas as fundações. Trata-se de um trabalho coletivo que vai se desenvolver a partir da adesão de novos agentes políticos, portanto, “não é um ponto final, mas um ponto de partida”, informaram os presidentes das fundações após reunião realizadas recentemente.

Após o ajuste final do texto, as Fundações pretendem realizar uma entrevista coletiva sobre o conteúdo do documento, em Brasília, na Câmara dos Deputados, após o período de Carnaval, com presença de lideranças. O Fórum Social Mundial será outro espaço de debate conjunto das fundações sobre o tema do documento. O FSM ocorrerá entre 13 e 17 de março, em Salvador (BA).




 Do Portal Vermelho, com informações do Valor Econômico e do Portal Grabois

Interessado na reforma previdenciária, mercado pressiona deputados



Luis Macedo/Agência Câmara
 
 

A previsão é de que a reforma seja votada em 20 de fevereiro, na Câmara. Mas, desde o ano passado, entidades empresarias fazem “corpo a corpo” nos gabinetes de Brasília, pressionando parlamentares a votarem a favor das mudanças na aposentadoria, que deverão dificultar o acesso ao benefício para milhares de trabalhadores. 

Em ano eleitoral, os deputados estão ainda mais reticentes sobre o apoio à medida. Se a cobrança do eleitor contrariado pode pesar contra o projeto do governo, os donos do dinheiro agora querem ser o fiel da balança.

Nesta terça-feira (30)), a Reuters noticiou que o “Planalto repassou uma lista com nomes de deputados indecisos para que agentes do mercado e empresários auxiliem no convencimento a favor da reforma”. Em um país em que as disputas eleitorais ainda sofrem muita interferência do poder econômico, a capacidade de “convencimento” do mercado não é pequena.

Para fazer passar a reforma da Previdência na Câmara, o governo precisa de ao menos 308 votos favoráveis dentre os 513 parlamentares. Os cálculos dos aliados são de que têm até o momento cerca de 270.

Em busca de ampliar sua rentabilidade, empresários e rentistas talvez sejam a parte mais interessada na aprovação do projeto que altera as regras para concessão de aposentadorias e pensões. Primeiro, porque são detentores da dívida pública e, nesse sentido, quanto menos verbas o governo destinar à Previdência e a demais gastos sociais, maiores são as garantias de que receberão seu enorme quinhão do Orçamento público. 

Em segundo lugar, porque, quanto mais limitado for o acesso da população ao benefício da previdência pública, maior é o espaço aberto para as aposentadorias privadas, uma fonte de lucro para o tal mercado. 

Fundos de Previdência Complementar

Para o economista Guilherme Delgado, o objetivo principal da reforma é obrigar a criação dos Fundos de Previdência Complementar Privada em todos os entes federados, o que beneficiará bancos e empresários.

De acordo com ele, o discurso de acabar com privilégios, equiparando os sistemas de aposentadoria do setor público e privado, não passa de um subterfúgio: “A ideia é passar recursos públicos, compulsoriamente, para os fundos de previdência complementar privados”, disse, ao Portal Vermelho.

Pelo estabelecido na proposta de Temer, os servidores públicos vinculados a regimes próprios de previdência, para ter acesso a um benefício maior que o teto do regime geral do INSS R$ 5.531,31, terão que contribuir para um Fundo Complementar.

“Ninguém diz, mas a Previdência Complementar privada tem o condão de agravar a crise fiscal de Estados e Municípios. O Estado é então obrigado a depositar os pagamentos acima do teto do INSS (R$ 5.531,31) dos funcionários públicos, num fundo de previdência complementar privado, ao qual os trabalhadores do setor público vão aderir se quiserem receber aquele repasse dos empregados. Portanto, essa verba que hoje é usada para pagar aposentados e pensionistas deixa de participar do fundo público, mas ao mesmo tempo esses Estados têm que continuar pagando os aposentados e pensionistas já incluídos no benefício”, ressaltou Delgado.

Ele sublinha que, durante 30, 35 anos – tempo mínimo para a aposentadoria –, esses fundos serão capitalizados pelos novos servidores e, só ao final desse período, é que os beneficiários têm direito ao que for financeiramente acumulado. “Então, na prática, a contribuição é definida, o valor do benefício da aposentadoria complementar, não”, resumiu. 

Ovos de ouro

De acordo com o economista, caso a reforma seja aprovada, tais fundos serão “a galinha dos ovos de ouro” do mercado financeiro. 

“O mercado financeiro vai ganhar uma bolada de dinheiro. Você vai receber durante 35 anos aportes mensais compulsórios de empregados e empregadores da classe média e alta do setor público. Na verdade, você está extraindo recursos públicos para um projeto de engenharia financeira que pode dar certo ou errado, mas, do ponto de vista do sistema financeiro, estarão garantidas as suas comissões, porque você cobra um percentual sobre os aportes para gerir esse fundo”, disse.

Segundo Delgado, a exemplo do que aconteceu no Chile, os trabalhadores não estão protegidos de problemas futuros com os fundos nesse modelo de previdência complementar. “Se vier uma crise, o fundo for para brejo, a aposentadoria complementar vai para o brejo. O fundo não tem seguro. É o que o mercado pagar. Mas os agentes financeiros terão suas comissões fixas garantidas”, colocou.

“Essa é razão a intransigência e insistência de se aprovar essa reforma. A coisa é maquiavélica”, criticou. Na sua avaliação empresários também estão de olho nos fundos, uma vez que têm a expectativa de que os recursos neles depositados possam ser revertidos para uma linha de financiamento de longo prazo. 

Com o encolhimento dos aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deixou de cumprir o papel de financiador de longo prazo, haveria a expectativa de que os bancos privados ocupem esse espaço, especialmente no que diz respeito aos investimentos para infraestrutura. “Mas isso depende da gestão, não teria nada garantido”.

O interesse do setor financeiro e empresarial na agenda do governo, portanto, não é à toa. Na outra ponta, uma pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi, em novembro de 2017, constatou que 85% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência. Na disputa pelos votos dos deputados, está em curso a peleja do mercado contra o povo.



 Por Joana Rozowykwiat, do Portal Vermelho

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