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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Zanin sobre recibos: "A verdade é fraudada no prejulgamento midiático"


   
Nesses processos, os fatos e o direito estão em movimento permanente. Vale aquilo que possa justificar a condenação preestabelecida, por mais frágil e injurídica que seja. Quando a defesa produz prova da inocência, ela é desprezada ou, no mais recente episódio dos recibos dos aluguéis, a verdade é fraudada já no prejulgamento de setores da imprensa.

A força-tarefa da Lava Jato escolheu o juiz Sergio Moro para presidir três ações penais contra Lula sob a afirmação de que o ex-presidente teria recebido a "propriedade de fato" de imóveis adquiridos com recursos desviados de contratos específicos firmados entre a Petrobras e algumas empreiteiras.

No entanto, embora o magistrado tenha acolhido o argumento para autorizar o processamento das ações em Curitiba, não há nenhuma prova ou indício que vincula os imóveis com recursos da Petrobras.

Na ação do tríplex, Moro reconheceu expressamente essa situação ao afirmar que "jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente".

Da mesma forma, na segunda ação em curso -que trata do apartamento vizinho ao do ex-presidente e de outro imóvel-, o juiz acaba de reconhecer que não há necessidade de verificar a existência de recursos da Petrobras. Mas como?

Mesmo a controversa competência universal atribuída à 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba pelo Supremo Tribunal Federal (Inq. 4.130/QO) está vinculada a situações em que haja demonstração inequívoca de vínculo com desvios da Petrobras. Mas isso parece que não vem ao caso.

Nessas mesmas ações, o Ministério Público atribui a Lula a prática de crime de corrupção passiva. Para a configuração desse delito, o funcionário público deve praticar ou deixar de praticar ato de sua competência -o chamado ato de ofício- e receber vantagens em contrapartida. É o que consta de forma pacífica nas obras jurídicas sobre o tema.

Uma delas é de autoria do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, que chegou a emitir juízo de valor favorável sobre a sentença do tríplex, mesmo reconhecendo que não leu os autos.

Mas nos processos contra Lula esses conceitos jurídicos também não importam. Naquela sentença, o magistrado afirma que Lula praticou "atos de ofício indeterminados". Cita em apoio ao juízo condenatório quatro julgados de Cortes intermediárias dos Estados Unidos, sem se atentar que o entendimento acolhidos naquelas decisões, além de contrários ao Direito brasileiro, foi alterado recentemente pela Suprema Corte daquele país (McDonnell vs. United States).

No último dia 13 de setembro, Lula foi mais uma vez prestar depoimento em Curitiba. Esperava-se que o foco dos questionamentos seria a propriedade dos imóveis indicados na denúncia e a eventual existência de vínculos com recursos da Petrobras. Mas não foi isso o que aconteceu. Moro fez 12 perguntas sobre a existência de recibos de locação de um dos imóveis. O MPF, outras nove.

Durante o depoimento, Moro colocou a apresentação dos recibos como fato crucial para o desfecho da ação. Parece ter apostado na inexistência dos documentos.

Masos recibos foram encontrados e apresentados, com a segurança de que os documentos são idôneos. Foi o suficiente para que alguns órgãos de imprensa colocassem a defesa sob suspeita, evidentemente impulsionados por agentes do processo que trabalham apenas com a hipótese condenatória.

Chegaram a atribuir ao proprietário do imóvel uma versão que jamais foi por ele apresentada.

Os processos contra Lula na Lava Jato se alimentam de falsas polêmicas. O Direito e os fatos são alterados a todo o momento para impulsioná-las.

Lula foi condenado sem prova da culpa e desprezando a prova da inocência. Mas a verdade irá prevalecer, inclusive na história.

*Cristiano Zanin é advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
 
Fonte: Portal Vermelho

IFCE oferece 670 vagas de cursos técnicos em Fortaleza e Sobral

Oportunidades abrangem cursos integrados e subsequentes. Oportunidades abrangem cursos integrados e subsequentes.

Os cursos técnicos integrados são planejados de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio e, como o próprio nome diz, são realizados de maneira integrada ao ensino médio tradicional. Já os subsequentes são voltados para quem já tenha concluído o ensino médio.

As oportunidades contemplam uma ampla gama de áreas, que incluem Edificações, Eletrotécnica, Informática, Manutenção Automotiva, Instrumento Musical, Fruticultura, Segurança do Trabalho, entre outros.

As inscrições acontecem apenas pela internet, no endereço http://qselecao.ifce.edu.br, das 8 horas do dia 2 de outubro até as 18 horas do dia 20 de outubro de 2017. As provas de conhecimentos gerais e de redação serão realizadas das 9 às 13 horas do dia 19 de novembro para os cursos técnicos integrados, e dia 26 de novembro para os cursos técnicos subsequentes.

Mais informações sobre detalhes do processo seletivo, como cronogramas, condições para isenção de taxas de inscrição e detalhamento de vagas por campus podem ser consultados no edital.


Fonte: IFCE

Lula fortalece iniciativa do MAB em defesa da soberania nacional

Joka Madruga
O encontro que se iniciou no domingo (1) segue até a quinta-feira (5) reunindo milhares de representates de 22 estados brasileiros O encontro que se iniciou no domingo (1) segue até a quinta-feira (5) reunindo milhares de representates de 22 estados brasileiros

À frente de Lula, aglomeraram-se aproximadamente 3.500 atingidos por barragens vindos de 22 estados brasileiros. Nas suas costas, no palco, somaram-se dezenas de dirigentes sindicais, intelectuais, deputados e senadores. Um deles, o senador paranaense Roberto Requião (PMDB), também destacou a importância de pautar a soberania nacional nesse período de retomada das privatizações.

“Eu acho excepcional que os movimentos sociais encontrem um denominador comum, que é a defesa da soberania nacional. É a matéria-prima da unidade contra o governo entreguista. Quando o MAB acorda pra isso, ele está mostrando que se insere definitivamente, não na luta particular contra a usurpação das barragens, mas em uma luta geral pela independência e soberania do Brasil”, afirmou Requião.

Horas antes da abertura do Encontro do MAB, ocorreu o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa em Defesa da Soberania Nacional no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, localizado também na capital carioca. Com Requião na presidência, a Frente reúne nomes como Lindbergh Farias (PT), Jandira Feghali (PCdoB) e Gleisi Hoffmann (PT), que também marcaram presença na abertura do Encontro.

O ex-presidente também destacou a importância da auto-organização dos trabalhadores na atual conjuntura política. “Nesse momento é o movimento social que tem coragem de dizer pra elite brasileira: ‘se vocês não têm competência para ganhar uma eleição, se vocês não têm competência de governar esse país, deixe o povo fazer isso, porque o povo sabe fazer isso’”.

No mesmo sentido, a integrante da coordenação nacional do MAB, Ivanei Dalla Costa, exaltou a mobilização popular como única possibilidade para sair do cerco imposto por setores golpistas. “Apenas com o povo ocupando as ruas teremos alguma possibilidade de barrar os retrocessos que o capital internacional está tentando impor no nosso país. Por meio das privatizações, estão tentando seqüestrar nossos rios, nossas florestas e nosso petróleo”, opinou.

Nesta terça-feira (3), os atingidos que participam do Encontro, além do ex-presidente Lula, se somarão a diversas categorias que integram a Plataforma Operária e Camponesa da Energia e Frente Brasil Popular no Dia de Luta Pela Soberania Nacional que acontece neste dia no Rio de Janeiro.

Bacia do Rio Doce

Antes do evento, Lula concedeu entrevista exclusiva às equipes de comunicação do MAB e do Brasil de Fato. Na pauta, criticou a morosidade da Justiça em relação ao crime ocorrido em Mariana (MG). “A justiça, quando é feita para desapropriar o movimento, é mais rápida, quando ela é feita pra favorecer o movimento tende a retardar, porque tem muitos advogados e porque tem muitas petições. Dado concreto é que o que aconteceu lá em Mariana não pode se repetir”.

Ainda neste mês de outubro, Lula fará uma nova Caravana por 11 municípios mineiros, entre eles Governador Valadares, que teve sua distribuição de água prejudicada pelos rejeitos despejados no Rio Doce. “Eu vou passar em Governador Valadares para que a gente faça um protesto exigindo que seja apressado o julgamento e que a Vale possa ressarcir os milhares de produtores, investidores, proprietários rurais e pescadores. Para que possam readquirir as suas condições de vida, com a indenização que a Vale tem que pagar. Por isso, nós vamos fazer um evento lá. Nós vamos fazer questão de mobilizar a sociedade para recuperar a dignidade do povo, que foi perdida com a lama de Mariana”, assegurou.

Fonte: MAB

Eduardo Bolsonaro é recebido com protestos no Ceará


Os que são contra a “Lei da Mordaça” afirmam que o projeto tira a autonomia dos professores dentro das salas de aula, censurando-os, e criminaliza a prática docente. Os que são contra a “Lei da Mordaça” afirmam que o projeto tira a autonomia dos professores dentro das salas de aula, censurando-os, e criminaliza a prática docente.

Em Fortaleza, o parlamentar participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, proposta pela deputada estadual Dra Silvana (PMDB), presidente da Comissão de Educação da AL-CE, com apoio do Movimento Direita Ceará. Entre as medidas do projeto está a proibição a professores de promover opiniões, concepções ou preferências ideológicas, morais, políticas e partidárias em sala de aula.

Houve protesto dos participantes contrários ao “Escola Sem Partido”, dentro e fora do local em que ocorreu o debate. Relatos afirmam que cidadãos foram impedidos de entrar nas dependências do local onde estava sendo realizado o encontro. A segurança no entorno da Assembleia foi reforçada por policiais militares da Força Tática de Apoio (FTA). A polícia informou que não foi registrado nenhum incidente durante o evento.

Utilizando um carro de som, faixas e palavras de ordem, manifestantes contrários à “Lei da Mordaça” consideram que o projeto tira a autonomia dos professores dentro das salas de aula, censurando-os, e criminaliza a prática docente.

Ausências

O debate foi marcado por ausências importante de educadores e especialistas em educação que poderiam se contrapor às ideias apresentadas por Bolsonaro. Nenhum outro parlamentar, além da deputada Silvana, esteve no local. O secretário de Educação, Idilvan Alencar, e nenhum representante da pasta também participou do encontro.

Convidado, o secretário de Educação se negou a participar. Em seu perfil nas redes sociais, Alencar criticou a realização da audiência pública. "Tô completamente fora dessa onda. As escolas do Ceará são espaços de reflexão". “Me nego a participar porque sou veemente contra esse projeto, porque ele é desrespeitoso com os professores e os alunos”, completou.

A vice-governadora do Estado e ex-secretária estadual de Educação, a professora Izolda Cela, também se pronunciou nas redes sociais. Respondendo ao que disse o gestor da Educação, ela ressaltou: "Me inclua fora dessa. Que distorção! Que dispersão das questões fundamentais! Movimento de retrocesso".

Contraponto

O estudante Leonardo Guimarães, diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE), participou do debate e foi voz firme em seu posicionamento contra o projeto. Para ele, o principal problema das escolas é a desvalorização dos professores. "Sou contra porque esse projeto parte de uma premissa absolutamente equivocada de que estamos criando nas nossas escolas seres críticos e de esquerda. Eu queria mesmo era que as escolas tivessem professor. Enquanto as escolas não têm orçamento nem valorização do professor, tem gente achando que o principal (problema) da escola é doutrinação. O principal problema da escola é a falta de orçamento".

A Diretoria Executiva da CUT-CE emitiu nota condenando o projeto. “Para nós, que fazemos a Central Única dos Trabalhadores no Ceará, educação sem liberdade nunca será educação”, ratifica. O documento acrescenta ainda que “levamos em consideração que a escola ainda é um dos poucos espaços em que crianças e adolescentes podem acessar outros referenciais e modos de pensar. Absurdo é limitar e/ou restringir a atuação de professores no processo de ensinamento dos alunos. De retrocessos, já estamos cheios. Não mexam com a educação!”.

Baturité

Ainda na segunda-feira (02), o grupo político visitou o município de Baturité, no interior do Ceará, onde, na Câmara Municipal, votaria a proposta para criar a “Escola Sem Partido” na cidade. A autoria do projeto no município é dos vereadores Vagné Nascimento e "Bambam".

Ao contrário de Fortaleza, onde manifestantes foram impedidos por seguranças do Movimento Direita Ceará de participar do debate, os contrários eram maioria e os protestos foram mais acirrados. Sob gritos de “Fora Bolsonaro” e “Fascista”, estudantes, professores e defensores da democracia intensificaram as críticas.




“Voos maiores”


Apesar de dizer que está em viagem pelo Brasil para divulgar seu projeto, Eduardo Bolsonaro não hesita em enaltecer o pai, pré-candidato. “Ele é deputado federal e pode se candidatar para tal. Mas a gente almeja voos maiores em 2018”.


Jair Bolsonaro aparece em segundo lugar em praticamente todas as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, ficando atrás apenas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera em todos os cenários do levantamento feito pelo Instituto Data/Folha.


Mais


Na Câmara dos Deputados, o projeto está em discussão na Comissão Especial e pode ser aprovado no colegiado ainda neste mês. Em seguida, a matéria segue para o plenário e, se aprovado, deve ser votada no Senado, tendo a sanção presidencial como última instância.


O projeto Escola Sem Partido é uma proposta de lei que torna obrigatória a fixação de um cartaz com seis artigos que devem ser seguidos por todos os professores dos ensinos fundamental e médio durante as abordagens religiosas, ideológicas e sociológicas. Os defensores afirmam que essas orientações são respaldadas pela Constituição Federal.


I – O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover suas próprias opiniões, concepções ou preferências ideológicas, morais, políticas e partidárias.


II – O professor não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.


III – O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.


IV – Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade – as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.


V – O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.


VI – O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.


O movimento “Escola sem Partido” existe há vários anos, mas a partir de 2015 começou a provocar polêmica - desde que câmaras municipais, assembleias legislativas e o Congresso Nacional começaram a debater projetos de lei inspirados no grupo.


A ideia já virou lei em Alagoas e em dois municípios brasileiros, mas, no caso alagoano, o documento foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU), consultada no processo, considerou-o inconstitucional porque legisla sobre uma área de competência da União, e porque infringe o artigo 206 da Constituição, que garante a pluralidade de ideias no ambiente de ensino.


De acordo com um levantamento feito junto às assembleias legislativas e no Congresso Nacional, até o fim de julho, nove estados brasileiros, dentre eles o Ceará, além do Distrito Federal, tinham pelo menos um projeto de lei com teor semelhante em tramitação. Na Câmara dos Deputados e no Senado, também há projetos em análise dos parlamentares.


A polêmica em torno dos projetos de lei envolve diversos fatores de ordem jurídica, política, social e educacional. Apoiadores e críticos aos projetos debatem se ele fere ou não a Constituição, se é possível ensinar com neutralidade e até que ponto a educação familiar deve ter influência no ensino escolar.

De Fortaleza,
Carolina Campos


Fonte: Portal Vermelho

Frente convoca a unir sociedade contra o desmonte de Temer

   

O presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, fez uma convocação para que a sociedade se una contra o "processo de desmonte de conquistas que datam de oito décadas". De acordo com ele, está em curso um retrocesso jamais visto.

"Estancar esse processo exigirá mobilização de toda a sociedade, independentemente de crenças, partidos, classes sociais. É uma luta que há de unir a sociedade, porque é uma luta pela sobrevivência de nosso país como nação independente. É preciso unir e organizar nossa sociedade para enfrentar o desmonte", disse. 

Nascida no Congresso Nacional, a Frente, que reúne senadores e deputados de diversos partidos, divulgou um manifesto pela soberania do país e um abaixo-assinado em prol de um Plebiscito Revogatório das medidas antipopulares do governo Temer.

A Frente, que tem como presidente o senador Roberto Requião (PMDB/PR) e como secretário-geral o deputado Patrus Ananias (PT/MG), conta ainda com a liderança dos senadores Linbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), além dos deputados Wadih Damous (PT-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Glauber Braga (PSOL-RJ), Celso Pansera (PMDB-RJ), Afonso Motta (PDT-RS) e Odorico Monteiro (PSB-CE).
Amplitude na resistência


Na sua fala, a primeira durante o evento, Patrus afirmou que o país assiste a um ataque aos direitos sociais e à soberania nacional. "A operação desmonte dos direitos e das conquistas sociais se manifesta na emenda do teto de gastos, na reforma trabalhista, que é o fim do direito do trabalho no Brasil. Estamos vendo no orçamento federal que os recursos destinados à assistência social foram redizidos em 98%", apontou. 


O parlamentar destacou que a Frente tem a responsabilidade de conscientizar o país sobre os retrocessos. "Existem bens que não são de mercado. Energia elétrica não é uma questão de lucro, é algo fundamental para o exercídio da cidadania, da dignidade humana, do bem-viver. Estamos com o pé na estrada, vamos percorrer o país, conversar com cada pessoa, cada entidade, para mostramos ao país que estamos travando uma luta de resistência contra as forças do capital que querem desconstituir as conquistas sociais e a soberania", discursou. 


Para o deputado Glauber Braga, para enfrentar a investida neoliberal, é preciso "amplitude na resistência". "Nós podemos ter projetos eleitorais diferentes, mas, no atual momento histórico, temos que nos unir contra o desmonte, inclusive porque, no cenário atual, não temos garantia nem sobre a existência de 2018. Temos que lutar agora para não chorar o leite derramado depois", disse.


Nacionalismo só com democracia


A deputada Jandira Feghali avaliou que o governo Temer vai na contramão do restante do Planeta. "Quando o mundo inteiro volta a estatizar sua água, seu setor elétrico, o Brasil quer privatizar. O mundo faz guerras pelo petróleo, mas o governo quer entregar o nosso. O que querem é nos transformar numa colônia. Fico angustiada quando vejo o que esse governo e a maioria do Congresso são capazes de fazer numa velocidade e com uma falta de pudor como nunca vimos", afirmou.


De acordo com ela, a ditadura militar não foi capaz de rasgar a CLT, mas o atual governo, sim. "Isso não quer dizer que aceitemos que nenhuma voz dissonante, militar, possa se assanhar para tentar dar saídas a este país. É responsabilidade desse Parlamento, dessas entidades, das instituições brasileiras reafirmar a democracia brasileira e dizer que não há saída que não seja pela democracia e pelo voto popular. Nacionalismo só combina com democracia", disse, pregando antecipação das eleições.


Jandira defendeu a necessidade de falar além daquele ambiente, para mais que sindicatos. "Nosso papel hoje é formar opinão para além de nós. Dizer que a tarifa vai subir e o serviço não vai chegar, que soberania nacional é a defesa do direito básico da cidadania, que o que construímos foi com a inteligência brasileira, que isso é patrimônio do povo brasileiro. Porque, se não for assim, nós vamos para a rua, mas a grande massa não irá, porque talvez não tenha a compreensão desse patrimônio", disse.


Na sua avaliação, o capitalismo financeiro e rentista que só busca o lucro está "de olho" no petróleo, no sistema elétrico e na previdência dos brasileiros. "O golpe foi para isso. Enfrentamos forças poderosas", analisou. Para ela, a desobediência civil precisa estar nas ruas, nas escolas, nas lutas cotidianas. "Eles têm que ser imprensados para terem vergonha de entregar o país aos estrangeiros". 


Contra o entreguismo


Presidente da Frente, Roberto Requião defendeu um referendo para consultar a população sobre as medidas levadas adiante pelo governo Temer. Segundo ele, é preciso avisar que "esses grupos internacionais que compram pedaços da soberania brasileira serão tratados como receptadores de mercadoria roubada, quando, num processo amplo eleitoral, o povo brasileiro, com uma proposta de reconstrução do projeto nacional, disser não ao avanço do capital financeiro internacional".


Já o senador Lindbergh Farias alertou que a empreitada do governo federal de privatizar a Eletrobras, formada por empresas que atuam em toda a cadeia produtiva de energia elétrica, vai levar o Brasil de volta para um tempo já esquecido pelos brasileiros: o dos apagões. 


“A Eletrobras está sendo, neste momento, 64 anos depois da criação da Petrobras, ameaçada de privatização por esse governo ilegítimo. Nós vamos perder a capacidade de fazer planejamento. Vamos voltar à época dos apagões. Vai aumentar o preço de energia elétrica”, disse o senador, durante o ato da frente. 


Também presente no evento, a senadora e presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que a gestão Temer não tem nenhum compromisso com o Brasil, só consigo mesmo e com a elite brasileira. “Uma elite que pensa primeiro nela, não pensa num projeto de nação, de desenvolvimento nacional e do seu povo. Destrói os direitos do povo. Se o povo morrer, não é problema deles. Vira estatística”.


“Pra eles é fácil entregar a Petrobras, a Eletrobras, a Casa da Moeda, enfraquecer o BNDES. Por que se o deles estiver salvo, está tudo bem. O resto não precisa”, criticou a presidenta do PT.


Atos continuam nesta terça


Os atos em defesa da soberania nacional continuam nesta terça-feira (2), na cidade do Rio de Janeiro. A partir das 11h, trabalhadores e representantes de entidades iniciarão um ato em frente ao prédio da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas. A manifestação – que promete parar o centro da capital carioca – se encerrará às 16h na sede da Petrobras.

link do vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=vpDfDirdbDU
 Do Portal Vermelho, com PT no Senado

domingo, 1 de outubro de 2017

Artistas manifestam apoio à ocupação em São Bernardo


Reprodução
   
Na megaocupação, coordenada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), estão crianças, idosos e trabalhadores, a maioria desempregados, que compartilham banheiros, cozinhas comunitárias, tarefas diárias e um sonho: a casa própria.

O terreno está localizado entre a fábrica de caminhões Scania e um condomínio residencial, pertence à construtora MZM, desocupado há pelo menos 30 anos.

Em 2014, a prefeitura de São Bernardo, ainda sob gestão de Luiz Marinho (PT), notificou a proprietária pelo descumprimento de função social da propriedade e exigiu um plano de parcelamento da área – o que nunca ocorreu.

Após a ocupação, a reação da construtora foi rápida: ingressou com pedido de reintegração de posse no mesmo dia e em um raro episódio de celeridade da Justiça conseguiu liminar do juiz Fernando de Oliveira Ladeira, autorizando a Polícia Militar a executar a ordem de despejo.

Mesmo após uma série de negociações no Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse (Gaorp) – uma iniciativa do Tribunal de Justiça de São Paulo formada por representantes do Judiciário e dos governos federal, estadual e municipal, do Ministério Público e da Defensoria Pública para tratar de reintegração de alta complexidade – o juiz ordenou que as famílias desocupassem a área em 72 horas. O movimento recorreu e conseguiu suspender temporariamente a decisão.

https://www.youtube.com/watch?v=W2e2TBn_kxM

Fonte: Rede Brasil Atual

Lula mantém preferência do eleitorado para 2018, diz Datafolha


Foto: Ricardo Stuckert
   
Em levantamento realizado na quarta (27) e na quinta (28), Lula manteve a liderança aparecendo nas menções espontâneas como o preferido. E mais, aumentando essa vantagem de 15% para 18% desde junho, segundo o Datafolha.

Na pesquisa estimulada, em que são exibidos cartões com os nomes dos candidatos, Lula lidera em todos os cenários em que participa, com pelo menos 35% das intenções de voto.

Mesmo após a condenação pelo juiz Sergio Moro sem que as provas tenham sido convincentes para tal julgamento, a taxa de rejeição ao ex-presidente caiu nos últimos três meses: 46% dos eleitores disseram em junho que não votariam em Lula de jeito nenhum. Agora, 42% têm essa opinião.

O Datafolha fez 2.772 entrevistas em 194 cidades. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Nos cenários em que está no páreo, Lula tem o dobro de intenções de voto do segundo colocado, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Oscilando entre 16% e 17%, Bolsonaro aparece empatado com Marina Silva (Rede), que varia entre 13% e 14%.

Os dois nomes que aparecem na disputa pela indicação do PSDB, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, têm desempenho igual quando confrontados com Lula, Bolsonaro e Marina, alcançando 8% das intenções de voto. Nos cenários em que ambos concorrem, o que poderá ocorrer se um dos dois trocar de partido, Alckmin e Doria ficam empatados.

Segundo turno

Lula também leva em todos os cenários de segundo turno.O único que ainda empata com ele nesses cenários é o juiz Moro, que diz não ter interesse em disputar a eleição.

Em um cenário com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, Lula teria 44% dos votos , contra 36% da líder da Rede.

Contra os tucanos, a diferença é ainda maior; nos cenários em que Lula enfrenta Geraldo Alckmin, o petista teria 46%, contra 32% dos votos no tucanos. Se o candidato for João Doria, Lula teria ainda mais votos: 48%, contra 32% do prefeito. Enfrentando Jair Bolsonaro, Lula ganharia por 47%, contra 33% do deputado

O Datafolha indica que muitos eleitores não veem alternativa a Lula e tendem a votar em branco ou anular quando ele não aparece entre as opções.

Nos cenários sem o petista, Marina assume a liderança da corrida, variando entre 17% e 23%, com pequena vantagem sobre Bolsonaro.
Do Portal Vermelho, com informações de agências

Flávio Dino: "Transformação do Maranhão já pode ser visto nas ruas"


Reprodução
   
O resultado dessas 24 mil horas de dedicação exclusiva à transformação do Maranhão já pode ser visto nas ruas. São 500 obras entregues, uma a cada dois dias: escolas, centros de assistência social, hospitais, milhares de quilômetros de asfalto, VIVAs, além de ambulâncias, tratores e viaturas policiais.

Na educação, criamos o Escola Digna, maior programa de investimentos da área de toda a história do Maranhão. Estamos reformando as escolas da rede estadual, reconstruindo prédios e inaugurando novas 300 unidades até 2018. Com a integração de novos policiais, o Pacto pela Paz já formou uma tropa de 12 mil homens, a maior da história do estado, além das inúmeras ações preventivas por intermédio dos Conselhos Comunitários.

Conseguimos avançar na saúde. Em apenas dois anos e meio, criamos uma verdadeira rede estadual que antes não existia. São as unidades macrorregionais do Sul (em Balsas), do Leste (em Caxias), da Baixada (em Pinheiro), do Médio Mearim (em Bacabal), do Oeste (em Imperatriz) e do Pindaré (em Santa Inês). O próximo hospital a integrar essa rede será o HTO (Hospital de Traumatologia e Ortopedia), a ser inaugurado no próximo mês em São Luís, atendendo toda a região metropolitana, de modo inédito.

Com o Programa Mais Asfalto, temos garantindo dignidade para que as pessoas possam se deslocar de sua casa para o trabalho e estudo sem ter de se sujar de lama. Como podem ver, temos um conjunto de obras que visa aumentar a oferta de serviços públicos ao povo maranhense, ao mesmo tempo em que gera empregos em meio à recessão nacional.

Todos têm sentido na pele os efeitos desta crise nacional, fruto de uma disputa política sem limites no plano federal, que jogou o Brasil em uma recessão que não se vivia há um século.

Mas graças ao equilíbrio fiscal, nosso estado não está na mesma situação de outros e temos conseguido manter as contas em ordem, mesmo que com imenso sacrifício. Prova disso é que chegamos ao 34º salário de servidores pago de forma antecipada, dentro do próprio mês. Essa política beneficia não só os servidores, como mantém o comércio local aquecido, atenuando os efeitos da crise em nosso estado.

As 500 obras já entregues e aquelas em andamento estão garantindo que o Maranhão siga com a economia melhor que a média nacional. Já estamos no 4º mês consecutivo de crescimento na geração de empregos.

Qualquer que seja o recorte que façamos, o Maranhão está melhor que há 1.000 dias atrás. Fico pensando o que seria do Maranhão se enfrentasse essa crise nas mãos dos que não souberam conduzir o estado nem mesmo em meio à bonança. Se nos melhores momentos da economia brasileira, o Maranhão figurava com os piores índices do Brasil, o que seria dele agora? Graças a Deus, não corremos mais esse risco, pois o povo sabe qual caminho seguir. Sigamos juntos.
*Flávio Dino é governador do Maranhão

Fonte: Portal Vermelho

Quem paga o pato? Tarifaço de Temer nos combustíveis e na conta de luz


Reprodução/Facebook
"Não Vou Pagar o Pato" era a campanha nacional da Fiesp, em 2015, contra o aumento de impostos. Com Temer, o pato murchou "Não Vou Pagar o Pato" era a campanha nacional da Fiesp, em 2015, contra o aumento de impostos. Com Temer, o pato murchou
A campanha "Não vou pagar o pato", financiada pela Federação das Indústrias de São Paulo, presidida pro Paulo Skaf (PMDB), bancou anúncios publicitários na mídia e mobilizou em defesa do golpe. Agora, com Michel Temer no poder, o tarifaço corre solto e quem está pagando o pato?

Nesta sexta-feira (29), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária das contas de luz em outubro será a vermelha patamar 2. Apesar disso, o MBL e outros grupos, que não podem nem ouvir falar em vermelho, não ocuparam a praça pública para queimar a bandeira.

A tarifa é a mais cara do modelo e representa a cobrança de taxa extra de R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos.

Segundo o diretor-presidente da Aneel, Romeu Rufino, a decisão foi tomada devido à baixa vazão das hidrelétricas, porque as chuvas em setembro ficaram abaixo da média.

Porém, Rufino disse que não há risco para o abastecimento de eletricidade. A tarifa para o aumento da tarifa é a necessidade de operar mais usinas térmicas, cujo custo de produção da energia é mais alto que a da produzida nas hidrelétricas.

O preço da gasolina subiu 0,13 por cento nesta semana, para uma média de 3,884 reais por litro no Brasil, nova máxima histórica no país, segundo série histórica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciada em 2013.

Na semana passada, a gasolina vendida nos postos havia subido para 3,879 reais por litro (média do país), valor superado por pouco nesta semana.

Os preços dos combustíveis seguem a alta. Sob o governo Temer a Petrobras adotou uma nova política de ajustes que são quase que diários, e ninguém viu o pato da Fiesp inflado na Avenida Paulista.

O preço do diesel e da gasolina cobrado ao consumidor pelo litro de gasolina subiu mais uma nesta semana, segundo informações divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, sendo o sétimo aumento seguido neste ano.

O valor médio por litro passou de R$ 3,879 para R$ 3,884, um aumento de 0,12%. O preço do diesel também subiu nesta semana. A alta foi de 0,75%, de R$ 3,177 por litro, em média, para R$ 3,201. O valor do combustível foi reajustado nas refinarias em 2,21%. A alta do etanol foi de 0,49%, saindo de R$ 2,624 por litro para R$ 2,637.

Imposto

A audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados apontou que a variação nas alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é a responsável pela diferença de preço nas bombas de gasolina, álcool e diesel.

Segundo representantes da Petrobras, a estatal é responsável por 27% do preço final da gasolina e por 48% do preço final do diesel. "O restante corresponde a custos, impostos e margens de lucro", disse o gerente geral de Marketing e Comercialização da Petrobras, Flávio Araújo na audiência que debateu os aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis.

O representante das empresas disse que o problema não está na margem de lucro e emburrou a culpa do aumento para o governo. De acordo com o vice-presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes, José Camargo Hernandes, o ICMS é um fator relevante na análise das diferenças de preços dos combustíveis.

"Na gasolina, nós temos, no Norte, uma média de 26% de alíquota de ICMS; no Nordeste, 29%; no Centro-Oeste, 27%; no Sudeste, 29%; e no Sul, 28%. Lembrando que cada Estado decide qual é a alíquota de ICMS que irá aplicar em cada derivado de petróleo", disse.

Enquanto isso, o consumidor, ou seja, a população vai pagando o pato do golpe.
Do Portal Vermelho, Dayane Santos

Independência da Catalunha vence referendo com 90% dos votos, diz governo catalão

Presidente catalão diz que Catalunha 'ganhou direito de ser um Estado'; primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, não reconhece o resultado e diz que 'não houve referendo'. Mais de 2,26 milhões votaram apesar de proibição da justiça; mais de 800 ficaram feridos.

 
 Apoiadores da independência comemoram resultado de referendo na Plaza Catalunya, em Barcelona, na noite de domingo (1º) (Foto: AP Photo/Santi Palacios)

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, disse na noite deste domingo (1º) que a Catalunha “ganhou o direito de ser um Estado” após a realização do referendo sobre sua independência da Espanha. "Neste dia de esperança e sofrimento, os cidadãos da Catalunha ganharam o direito de ter um estado independente na forma de uma república... conquistamos o direito de sermos ouvidos, respeitados e reconhecidos", afirmou.
Puigdemont prometeu levar o resultado da votação ao Parlamento para que se atue de acordo com a lei do referendo, que prevê a proclamação unilateral de independência. 


O “Sim” venceu o referendo deste domingo com 90,09% (2.020.144 votos), o “Não” teve 7,87% (176.565 votos), votos em branco foram 2,03% (45.586) e nulos foram 0,89% (20.129). No total foram registrados 2.262.424 votos, segundo o governo catalão.
Os números foram divulgados pouco depois da meia-noite (19 horas em Brasília), com 95% dos votos apurados. Segundo o porta-voz do executivo regional, Jordi Turull, de um censo eleitoral de 5,3 milhões de pessoas, se registraram 2,26 milhões, das quais 2,02 (90%) votaram. Ele disse ainda que 770 mil pessoas não puderam votar por causa dos 400 colégios eleitorais fechados pela polícia.
 O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, durante pronunciamento após o final do referendo de domingo (1º) (Foto: Handout/Generalitat de Catalunya/AFP)

  Em um pronunciamento, Puigdemont disse que a independência da Catalunha “já não é um assunto interno. É um assunto europeu". Ele afirmou ainda que a União Europeia não pode "continuar olhando para outro lado" em relação à violação de direitos humanos constatada neste domingo com as agressões sofridas pelos catalães pela polícia espanhola. "O governo espanhol escreveu hoje uma página vergonhosa em sua relação com a Catalunha", criticou.
"Hoje a Catalunha ganhou muitos referendos. Temos direito de decidir nosso futuro", acrescentou. 


 Eleitores se manifestam em frente a um colégio eleitoral após o encerramento das urnas no referendo sobre a Catalunha, em Barcelona (Foto: Reuters/Juan Medina)

Poucas horas antes, porém, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou que “não houve um referendo de autodeterminação na Catalunha hoje”. A votação é considerada ilegal e não é reconhecida pelo governo espanhol.

 Polícia espanhola tenta impedir votação em Barcelona de referendo para decidir sobre independência da Catalunha (Foto: Manu Fernandez/AP) 

Eleitores favoráveis ao referendo ocupavam colégios eleitorais havia dias para garantir a realização do referendo, enquanto a polícia espanhola realizava operações para apreender cédulas e material de votação e fechar locais que seriam usados neste domingo.
Centenas de milhares de catalães foram às ruas nas últimas semanas para protestar contra a campanha de Madri para suprimir a votação. 

 
Entenda o movimento separatista da Catalunha

No último dia 20, a Guarda Civil espanhola prendeu o principal colaborador do vice-presidente da Catalunha, Josep Maria Jové. Ele é considerado o braço direito do independentista Oriol Junqueras. Também foram presas outras autoridades que defendem a independência catalã, segundo a imprensa espanhola.
"O governo defende os direitos de todos os espanhóis e está cumprindo com sua obrigação. O Estado de Direito funciona", afirmou o primeiro-ministro do país, o conservador Mariano Rajoy, ao ser questionado sobre as operações. 

 Em Bilbao, no País Basco, manifestantes levam bandeiras bascas, as ikurrinas, e catalãs, as estaladas, em ato a favor do separatismo da Catalunha, no dia 30 de setembro (Foto: Alvaro Barrientos/AP)

Os separatistas são maioria no Parlamento catalão desde 2015, mas segundo as pesquisas a sociedade catalã está muito dividida ante a independência da região de 7,5 milhões de habitantes.
Nas eleições regionais de 2015, os independentistas receberam 47,6% dos votos e os defensores da continuidade na Espanha 51,28%. Mas 70% dos catalães são favoráveis a decidir a questão em um referendo legal, segundo as pesquisas. 

Fonte:   https://g1.globo.com/mundo/noticia/presidente-catalao-diz-que-catalunha-ganhou-direito-de-ser-um-estado-premie-espanhol-afirma-que-nao-houve-referendo.ghtml